PAULO MOREIRA LIMA: Para ser uma verdadeira “terceira” opção entre dois pólos, seria preciso imaginar Marina numa posição equidistante entre PT e PSDB. É claro que isso está longe de acontecer. Com ela, o PSB pode até pegar o lugar de Aécio Neves num eventual segundo turno mas estará cada vez mais perto do PSDB. Não temos três vias. Mas 2 vias contra 1. LUIS CARLOS AZENHA: Caso Marina cresça às custas de votos de Aécio, a partir de agora, o resultado do primeiro turno pode não apenas alijar o tucano da disputa, mas produzir uma redução da bancada tucana no Congresso, colocando o PSDB no mesmo rumo do DEM. PAULO HENRIQUE AMORIM: Bláblárina vai fazer um estrago. Na direita!

Marina Silva, do PSB-Rede Sustentabilidade, com o senador Aécio Neves, candidato tucano à presidência da República

Marina Silva, do PSB-Rede Sustentabilidade, com o senador Aécio Neves, candidato tucano à presidência da República

MARINA E O MITO DA TERCEIRA VIA

por Paulo Moreira Leite

Enquanto Marina Silva caminha para sua segunda candidatura presidencial, a ser oficializada pelo PSB nos próximos dias, seus aliados fazem o possível para apresentá-la como concorrente da chamada terceira via.
Imaginar que Marina Silva pode ser enfeitada com características que envolvem uma concepção peculiar de luta política, um método de alcançar seus objetivos — e não apenas traços de personalidade — pode até ajudar o esforço de quem procura transformar a ex-ministra do Meio Ambiente em herdeira natural de Eduardo Campos, político conhecido pela capacidade de agregar e somar.
Mas também ajuda a alimentar uma ilusão, apoiada mais em aparência do que em consistência. Para ser uma verdadeira “terceira” opção entre dois pólos, seria preciso imaginar Marina numa posição equidistante entre PT e PSDB. É claro que isso está longe de acontecer. Com ela, o PSB pode até pegar o lugar de Aécio Neves num eventual segundo turno mas estará cada vez mais perto do PSDB. Não temos três vias. Mas 2 vias contra 1.
Falar em terceira via é uma forma de encobrir a política com a qual Marina se identifica. Seu lançamento, como candidata que se encontra no PSB por razões circunstanciais, não pode encobrir uma situação de linha auxiliar tucana — mesmo admitindo que, como mostra pesquisa do DataFolha divulgada hoje, ela possa se transformar em principal.
Marina deixou o governo Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2008. Sua saída foi apresentada na época por Paulo Adário, diretor de Campanhas do Greenpeace, como uma prova do “descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazonia.” Na realidade, Lula abriu a porta de saída para Marina quando se convenceu que ela passara a utilizar o ministério para pavimentar sua própria candidatura presidencial em vôo individual, à margem de suas articulações, que conduziram ao lançamento da candidatura Dilma Rousseff.
O lance final que levou Marina a deixar o governo foi um ato de desprestígio – Lula entregou para Roberto Mangabeira Unger, ministro sem nenhuma base política maior, a coordenação do Plano Amazonia Sustentável, no qual Marina estivera envolvida profundamente por um longo período. Essa decisão foi o lance final de uma sucessão conflitos marcados por uma postura que pode ser definida com várias palavras – mas nunca pelos termos empregados para falar do estilo Eduardo Campos ou mesmo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Dias antes, os aliados de Marina haviam transformado uma Conferência do Meio Ambiente, em Brasília, num ato de lançamento informal de sua candidatura, improvisando um coro “Marina Presidente” que causou surpresa em muitos dos presentes – e ajudou a entender porque na última hora o próprio Lula cancelou sua aparição no evento.
A primeira grande concessão de Lula a Marina terminou em decepção, na verdade. Envolvia o poder de deliberação no Comissão Nacional Técnico de Biossegurança, criada em 2005, com função de dar a palavra final sobre tudo o que envolve saúde humana, organismos vivos e meio ambiente. Atendendo a um pleito da então ministra do Meio Ambiente, Lula assegurou que seus dois representantes naquele órgão teriam o poder de voto sobre decisões, mesmo que tomadas por maioria. A ideia era criar um clima para forçar a negociação e o acordo. Não funcionou. Os representes do Meio Ambiente preferiam vetar a negociar, provocando uma revisão no estatuto do CNTBio que diminuiu o poder de barganha dos ambientalistas.
Quando o governo foi discutir a construção da usina de Santo Antonio, no Rio Madeira, apareceram dois debates relevantes, embora de natureza diferente. Um deles, envolvia o nível de retenção da represa, que poderia comprometer os reservatórios planejados. O outro, envolvia a sobrevivencia de um tipo de bagre, característico do Madeira. Estudos técnicos mostraram que era possível encontrar soluções aceitáveis para os dois problemas – mas Marina atuou no sentido de criar impasses duradouros em vez de abrir o caminho para soluções, postura que lembrava o que ocorria no governo Fernando Henrique, quando causas ambientalistas eram usadas para esvaziar investimentos públicos capazes de comprometer a política de austeridade do ministro da Fazenda Pedro Malan.
Essa postura se radicalizou após a saída de Marina do governo. Ela se distanciou do pensamento economico desenvolvimentista, que está na origem dos esforço para elevar o progresso humano e distribuir renda, para aproximar-se de economistas que priorizam o mercado, para quem a preservação da natureza serve de argumento para paralisar o crescimento e diminuir o consumo, postura que num país como o Brasil, gera as consequencias ruinosas que todos conhecemos.

Num país marcado pela nefasta tradição do pensamento único, a campanha de 2014 apresenta uma situação incomum de polarização política, marcada por candidaturas que, bem ou mal, com nitidez maior ou menor, expressam o conflito de grandes interesses presentes na sociedade – pobres contra ricos, 99% contra 1%, e assim por diante.
Você não precisa achar que um dos lados só faz o que é certo. Não. Muitas vezes erra, por incompetência, por falta de visão, pelas duas coisas, também. Mas é preciso compreender que, conforme o seu ponto de vista, uma vitória do outro lado trará, necessariamente, resultados ainda piores para os interesses que você julga mais importantes.
Diversos comentaristas costumam deplorar essa divisão do eleitorado com frases sentimentais, cultivando a mitologia do “governo para todos”, acima dos grandes conflitos — como se isso fosse possível na vida real e não somente no palanque. Mas eu não acho que a polarização seja um processo necessariamente ruim, pois lembra que nosso sistema político não pode ser concebido como uma geléia.
Ajuda o eleitor a participar de uma eleição que não é um concurso de personalidades nem torneio de retóricas belas e vazias — mas uma disputa em torno de prioridades e interesses profundos. A questão é saber quais interesses podem falar pelo conjunto da sociedade e trazer benefícios para a maioria. Este é o ponto.

 

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro “A Outra História do Mensalão”. Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu “A Mulher que Era o General da Casa”.
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mais opinião

BLÁBLÁRINA VAI FAZER
UM ESTRAGO. NA DIREITA !

Sem Eduardo, Bláblá, Cerra, Aecioporto e FHC – quem sobra do lado de lá ?​

POR PAULO HENRIQUE AMORIM, no CONVERSA AFIADA

O ansioso blogueiro localizou o Profeta Tirésias numa de suas perambulações na região da Papuda.

– E aí, Profeta, e a sórdida pesquisa da Fel-lha (*) ?

– Cara, esse Bessinha vai matar o Otavinho … pesquisa de boca de túmulo …

– É verdade. Já, já vão dizer que a Bláblá é a quarta menina do Milagre de Fátima…

– Calma, você consegue ser impiedoso.

– Impiedoso é o Otavinho, Profeta. Mas, e daí ? O Otavinho diz que ela ganha no segundo turno …

– Fogo de palha.

– Não dura ?

– Não dura.

– Por que ?

– Porque ela e o Eduardo não tinham consistência.

– Era um casamento de conveniência, de fachada.

– Mais do que isso: não tinha e não tem base social, não se sustenta em nada. Tanto que ela não fundou a Rede e ele não conseguiu mais de um minuto no horário eleitoral.

– Quem perde com ela ?

– O Aécio.

– Quem mais ?

– O Serra.

– Quem mais ?

– O PSB.

– Mas, o PSB tanto faz como tanto fez …

– Não, não, caro, os candidatos majoritários do PSB estão fritos com a Marina…

– Bláblárina, por favor, ou se preferir, Antonia Conselheira.

– Prefiro Fadinha da Floresta.

– Também serve.

– Pois é: a Fadinha da Floresta ferra todos os candidatos do PSB a cargos majoritários, a governador e ao Senado, escolhidos pelo Eduardo.

– O que são “todos” ?.

– Todos.

– O de Pernambuco também ?

– Esse está mal, com ou sem Eduardo.

– Então, o PSB vai morrer.

– Morreu no Guarujá.

– E a carta compromisso do Roberto Amaral ?

– Ela vai devolver sem abrir.

– Não sobra ninguém, então.

– Quem ia sobrar percebeu a fria e foi embora a tempo: os irmãos Gomes do Ceará.

– Que clarividência !

– Eles viram que Eduardo ia para a Direita.

– E eles sumiriam junto, afogados na Direita.

– Quem vai perder é a Direita.

– Por que essa certeza, Profeta ?

– Eduardo morreu. A Fadinha vai perder. Aecioporto submergiu no aeroporto do Titio. Serra talvez não se eleja senador. O FHC, como diz você, é um espécime de zoologia fantástica e só existe no PiG (**). Se perder em Minas e ou em São Paulo, o PSDB vira um PFL…

– E daí, Tirésias ?

– Quem sobra do lado de lá ?

O Profeta desliga abruptamente, porque a Fel-lha (*) pode identificar o celular …

Pano rápido.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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O riso nervoso da mídia: Marina pode provocar hecatombe tucana no primeiro turno

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Como se sabe, Dilma nunca sorri nos jornais brasileiros

por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

Fui um dos primeiros a escrever na blogosfera, sob críticas, que o antipetismo tornou-se um fenômeno nacional, tendo chegado inclusive aos redutos mais fieis do PT, no interior do Nordeste.

Não é por acaso. Se Lula ou Dilma forem vaiados em qualquer parte do Brasil, ainda que por meia dúzia de gatos pingados, a TV Globo vai garantir que o país todo saiba. O mesmo, obviamente, não acontece com qualquer outro político de qualquer outro partido. Pelo menos não de forma sistemática.

Neste espaço também sugeri a blogueiros que não entrassem na onda de criminalização dos movimentos sociais que decorre de atribuir qualquer manifestação a “coxinhas” dispostos a derrubar Dilma. Acho melhor tentar entender os desejos e desencantos que geraram a onda de protestos de 2013 que simplesmente descartá-los como resultado de alguma conspiração midiática nacional ou internacional.

Ainda que verdadeira, a ideia de um cerco ao PT contribui para que o partido nunca acredite que tenha cometido algum erro.

Olhando a campanha eleitoral a partir de agora, acredito que o ascetismo estudado de Marina Silva está sintonizado com os que pretendem mudar “tudo o que está aí”. O discurso um tanto moralista da ex-petista está sintonizado também com o novo conservadorismo em torno dos “valores”. Por exemplo, daqueles que acreditam que a criminalidade é resultado da “dissolução das famílias”. É irônico que Marina encarne este papel num país em que existe um número cada vez maior de famílias dissolvidas e reorganizadas por divórcios e separações.

Na verdade, subjacente ao conservadorismo de valores no qual parecemos ingressar há outro fenômeno, o do desconforto com mudanças rápidas numa sociedade que sempre foi extremamente hierarquizada.

Não é apenas a classe média alta que fica ressentida ao dividir aeroportos com os mais pobres. As mudanças nos padrões de consumo do reformismo lulo-dilmista desafiaram também a hierarquia no interior das classes ditas “subalternas”.

É natural, portanto, que as pessoas procurem intuitivamente por aquilo que, em última instância, mal ou bem lhes oferece conforto num mundo turbulento, segurança numa vida insegura e previsibilidade num mundo em transformação rápida: a família.

Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que destruia empregos e direitos sociais, a propaganda de Ronald Reagan vendia a “dissolução” da família como causa de todos os males, obviamente causada pela “imoralidade” de ideias esquerdistas como casamento gay, feminismo, etc.

Com o antipetismo em alta, Marina Silva simboliza para uma parcela do eleitorado a mudança “na qual se pode confiar”. Aos olhos dos seus eleitores, é humilde, religiosa e incorruptível.

É preciso frisar que Marina é respeitadíssima em vários movimentos sociais, dentre os quais o MST — um quadro dos sem terra chegou a dizer que, em determinadas condições políticas, ela poderia fazer um governo à esquerda do primeiro mandato de Dilma.

De minha parte acredito que os grandes grupos econômicos que conduzem o Brasil, notadamente no setor financeiro, querem no Planalto o governo mais maleável que puderem obter e a maleabilidade está estritamente ligada à fraqueza deste governo.

Marina Silva eleita por um partido em crescimento, mas ainda frágil como o PSB, é mamão com açúcar.

Bastam duas colunas do Merval para colocá-lo no “rumo certo”.

O desencanto com o PT, obviamente, não pode ser atribuído exclusivamente a mais de dez anos de campanha praticamente ininterrupta de demonização do partido pela mídia corporativa. É longa a lista de promessas descumpridas, alianças espúrias e outros erros.

Vivemos, por exemplo, uma tremenda crise urbana, aprofundada pelo projeto lulista de alavancar o crescimento da economia através da produção e venda de automóveis. Nas regiões metropolitanas, milhões estão descontentes como nunca com o seu dia-a-dia. A demonização midiática faz com que até problemas locais sejam atribuídos àquele partido, o “do mensalão”.

O curioso é que, segundo a pesquisa Datafolha recentemente divulgada, diante de duas alternativas de mudança, a maioria tenha optado pelo caminho mais à esquerda, pelo menos no discurso: Marina tem 21%, contra 20% de Aécio.

É muito cedo para fazer projeções, já que o horário eleitoral nem começou. Se o PT tem razões para se preocupar, o PSDB é que deveria estar desesperado.

Caso Marina cresça às custas de votos de Aécio, a partir de agora, o resultado do primeiro turno pode não apenas alijar o tucano da disputa, mas produzir uma redução da bancada tucana no Congresso, colocando o PSDB no mesmo rumo do DEM.

Ironia previsível: Marina, que abraçou o antipetismo, vai experimentar logo adiante o veneno do qual por enquanto se beneficiou. A mídia corporativa está azeitando as baterias à espera dos dossiês que logo vão sair das gavetas.

Ou isso ou as famílias Marinho, Frias e Mesquita finalmente se converteram à reforma agrária e ao enfrentamento das consequências desastrosas do agronegócio.

Categorias:Jogo do Poder

5 Comentários

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  1. - IP 177.4.189.130 - Responder

    Marina ou Aécio, qualquer um, menos a Dilma, só isso basta…!!!!

    • - IP 201.34.241.243 - Responder

      Começou a canalhice dos petralhas. Nào adianta , o pt já era e a candidata deles ( a que não pode ir a estádios ) já sentiu o barco fazer agua. Os ratos magros como esses escritores de artigos ofensivos aos adversários sÃo a prova do desespero.
      FORA CORRUTOS PETISTAS.

    • - IP 191.21.68.199 - Responder

      Você já perdeu, kkkkkkkkk….

  2. - IP 177.201.98.202 - Responder

    Uma candidata que já começa com 20% dos votos não é bom para o Aécio e muito menos para a Dilma, que ainda fantasiosamente achava que ganharia no 1 turno, essa ilusão acabou agora!

  3. - IP 179.216.193.85 - Responder

    ACORDA BRASIL !!!

    William Bonner empurrou a presidente Dilma Rousseff para o canto do ringue. E ficou batendo nela até cansar. Até resolver lhe dar algum refresco, quando ofereceu um minuto e meio além dos 15 previstos para que ela fizesse suas considerações finais.

    Como Dilma, atarantada, não conseguiu respeitar o tempo que lhe coube, Bonner e Patrícia Poeta decretaram o fim da terceira entrevista do Jornal Nacional com candidatos a presidente. As duas primeiras foram com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

    De longe, a entrevista com Dilma foi um desastre. Para ela. Não chamou Bonner e Patrícia de “meus queridos”, como costuma fazer quando se irrita com jornalistas que a acossam com perguntas incômodas. Mas chegou perto.

    Passou arrogância. Exibiu uma de suas características marcantes – a de não juntar coisa com coisa, deixando raciocínios pelo meio. Foi interrompida mais de uma vez porque não conseguia parar de falar, e fugia de respostas diretas a perguntas.

    Perguntaram-lhe sobre corrupção. Dilma respondeu o de sempre: nenhum governo combateu mais a corrupção do que o dela. Bonner perguntou o que ela achava de o PT tratar como heróis os condenados pelo mensalão. Foi o pior momento de Dilma (terá sido mesmo o pior?).

    Dilma escondeu-se na resposta de que como presidente da República não poderia comentar decisões da Justiça. Ora, a resposta nada teve a ver com a pergunta. E Bonner insistiu com a pergunta. E Dilma, nervosa, valeu-se outra vez da mesma resposta. Pegou mal. Muito mal.

    Quando foi provocada a examinar o estado geral da economia, perdeu-se falando de “índices antecedentes”. Provocada a dizer algo sobre o estado geral da saúde, limitou-se a defender o programa “Mais Médicos”.

    Seguramente, nem em público, muito menos em particular, Dilma se viu confrontada de modo tão direto, seco e sem cerimônia como foi por Bonner e Patrícia. Jamais. Quem ousaria? Surpreendida, por pouco não se descontrolou.

    Texto por Ricardo Noblat.

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