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PAULO BOMFIM: Três últimas gestões da Prefeitura de Chapada tiveram suas contas reprovadas pelo TCE-MT. Já virou tradição

Paulo Bomfim

CHAPADA DOS GUIMARÃES

Ação Superlativa e Substantiva na Via Sacra Serra Acima

 

PAULO BOMFIM

Especial para a PAGINA DO E

 

Estando em época Quaresmal, durante o mês de fevereiro tive um impulso de expressar alguns conceitos de conduta Política, Comunitária, Social de cunho Religioso, nestas terras de Serra Acima.

São muitas as vozes que levantam-se para externar indignações e repulsas com as condutas destes tempos atuais, difícieis e ultrajantes, em todo o Brasil Varonil.

Contive-me diante de minha fraquesa de momento.O Universo conspirou e inspirou outro alguém a fazer e este fez.

Recordo-me da frase: “Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la”, disse Dostoiévski, escritor russo.

“Quaresma é tempo de Oração. O Templo tinha uma importância muito relativa para Jesus. Tinha cheiro de comércio. Tinha gosto de poder. Envolvia muito dinheiro. O Projeto de Jesus era outro: Reino de Deus, a intimidade com o Pai, a Oração em Espírito e Verdade. Na verdade, ele, Jesus, é o novo Templo. A Glória de Deus abaixou-se e assumiu sua humanidade. Oraçãoé a vida dele, toda entregue ao Pai. Sacrifcio é o seu, a vida entregue aos Irmãos. Existe uma ira santa, uma não-violência ativa, um direito à indignação?(Fonte O nosso Pãode cada dia, ano XIII – nº146 e 147 –Fevreiro – Março de 2018)”.

Não estou só.

Eis que neste sábado, dia 03 de Março, deparo-me com brilhante e emocionante artigo assinado pelo Sr. Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso – TCE-MT, Luiz Henrique Lima.

Nas asas do destino, por volta do ano de 2012, ou talvez 2013, não lembro-me bem, tivemos um encontro fortuito às portas da Igreja, hoje alçada a condição de Santuário de Santana, aqui em Chapada dos Guimarães.

Ao ler o artigo e lembrar-me do encontro com seu autor aqui em Serra Acima, fato que me causou surpresa, passou-se como um flash em minha mente o “filme da minha trajetória na política”, do final dos anos 70 , início dos anos 80, lá no Rio de Janeiro, com o retorno do exílio do Inesquecível Leonel de Moura Brizola, cuja temática permito-me denominar; O Despertar.

Tendo renunciado as pretenções ser atleta profissional de futebol, no ano de 1977, iniciei o curso universitário da moda, Ciências Econômicas, em uma instituição particular de ensino, Universidade Estácio de Sá, instalada no tradicional Rio Comprido, bairro de ligação entre a zona norte e a Lagoa Rodrigues de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, que fora o local da primeira aparição pública do então ex-Governador do Rio Grande do Sul, Brizola, em seu retorno à vida Pública e Política no Brasil, no ano de 1979.

Como já havia tomado vários cascudos e biliscões de meu pai, oficial reformado do Exército Brasileiro, durante os anos de 1960, por somente perguntar quem era o personagem, pronunciando o nome Brizola dentro de casa. Resolvi, a partir deste dia, segui-lo.

Com as reformas políticas destinadas a promover a redemocratização do país, a sigla PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, foi jogada aos braços da ex-Deputada Federal cassada, Sra. Ivete Vargas, que presidiu uma das facções que disputaram o controle do PTB, com o grupo de Leonel Brizola e, em 1980, por decisão do TSE, ganhou a disputa, e se tornou-se a Presidente Nacional do novo PTB. Dizem as boas línguas, que foi em decorrência das manobras do então todo poderoso Chefe do Serviço Nacional de Informações – SNI, General Golbery do Couto e Silva.

Leonel Brizola, passou então a organizar a fundação do Partido Democrático Trabalhista, em função da necessidade da constituição de uma Agremiação Política que viesse a abrigar os seus correligionários oriundos do PTB.

Sempre com o destino em meus calcanhares, e já inebriado pelo conteúdo do cálice adocicado do Processo Histórico – Político, tendo acesa a chama fumegante do Trabalhismo em minha consciência,  filiei-me e comecei a jornada no trabalho Político Partidário.

Brizola candidata-se e ganha as eleições para o Governo do Estado no ano de 1982.

Foram anos de “Aulas” com grandes exemplos para a Vida Pública, Política, Comunitária e Social. Aulas de Vida Cristã e Dignidade para quem podê e interessou-se.

Época de muita efervecência nas Políticas Públicas, nas Culturas e nas Artes. Foram anos muito felizes. A atividade Política, Comunitária e Social era recheada de bons princípios e de caráter extremamente progressista, muito carregada nas Bases Ideológicas.

Enveredei pelos caminhos da Burocrácia da Administração Pública no Executivo Municipal e, em seguida, pelo Executivo do Estado.

Acredito e tenho plena convicção nos preceitos de que: ” O Serviço Público é para Servir. Não é para servir-se!

Luiz Henrique Lima passou pelo Legislativo com mandatos na Vereança e posterior na Assembléia Legislativa.

Eu Militante da 14º zona eleitoral em Pilares, bairro do subúrbio onde estavam instaladas várias plantas industriais, mas com graves distorções sociais e a presença de áreas residenciais com bolsões de pobreza extrema.

Ele da badalada 5º zona, local de filiados ilustres, empresários, artistas, intelectuais e representates da alta burguesia Carioca, presidida pela respeitada e festosa ex-Deputada Professora Iara Vargas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Universos completamentes distintos. Nunca fomos amigos, nem sequer próximos. Éramos Correligionários partidários com a mesma identidade política.

Os elos eram causas do Trabalhismo e o PDT de Brizola.

Como era cativante e estimulante a vida como Agente Público de militância Política. Não se pensava em enriquecer com a política.

Passaram-se os anos 80. Vieram os anos 90 e seu componente principal chamado Neo-Liberalismo com suas entranhas emperdenidas de ardis, espertezas e artimanhas políticas.

Chegará a vez dos oportunistas, dos cínicos e dos militantes remunerados do partido das vantagens a qualquer preço, do Markenting Político e construções das imagens de “Ilustres Figuras Públicas” sem histórico de passagem pela prestações de serviços à quaisquer agrupamento social ou comunitário, das pesquisas tendenciosas, suscitando o esvaziamento da atividade imperiosa de Militância Política, Comunitária e Social.

O Neo-Liberalismo trouxe para o Universo Político de Superfície as mais variadas práticas obscuras, como as do Crime Organizado dentro das Administrações Públicas, do submundo das Emendas Parlamentares carimbadas com o “selo do retorno” para quem as criou, da intermediação e participação em contratos drenando recursos públicos para o financiamento de campanhas e enriquecimento pessoal dos políticos, parentes e protegidos, tendo o acúmulo patrimonial como regra geral e básica, suscitando na alma humana as manifestações mais primitivas dos instintos de maldade e desrespeito ao próximo.

Estão anestesiados. Nada sentem. Sacrificam a todos. São os fariseus. São perversos!

O sofrimento alheio e as carências sociais não podem ser expostas, exploradas e, enfim usadas de 4 em 4 anos para amealhar os votos necessários para as suas eleições e em seguida ignorados, sendo novamente lembrados no pleito eleitoral seguinte, para as suas reeleições.

Isto representa o ciclo vicioso  da “RODA DA MISÉRIA HUMANA”!!!

O Neo-Liberalismo carcomido pela ganância dos hipócritas, subverteu e distorceu, cruelmente em sua essência, o  Utilitarismo, interessante Doutrina Ética, Política e Filosófica surgida na Grécia antiga e impulsionada no século XII.

Os Neo-Liberais criaram a sua própria e genuína interpretação e sentido para a Doutrina Utilitarismo.

Acabou o Lirismo. A Poesia torna-se obsoleta.

Nesta década o também saudoso músico Cazuza bradava aos quatro cantos do nosso BraZiL;

O meu partido…É um coração partido…E as ilusões estão todas perdidas…Os meus sonhos foram todos vendidos….Meus heróis morreram de overdose…Meus inimigos estão no poder…

Ideologia…Eu quero uma pra viver…..

Chegamos aos anos 2000. E como “nada é tão ruim que não possa ser piorado”…!!!

 

A Vida Pública se tornou “coisa de profissional”.

A atividade política tornou-se um “negócio”.

Pela obra inexorável do destino e com motivações distintas, imigramos; eu em 2006,  e ele Luiz Henrique Lima, não sei bem quando, mas ambos para o Mato Grosso.

Faço das palavras do Sr. Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso, Luiz Henrique Lima, as minhas palavras com suas lembranças e oportunos conselhos, que dou-me a responsabilidade de reproduzir abaixo, sem o conhecimento do autor.

A Porta Estreita – Passagem do Evangelho de Mateus é importante para aqueles que atuam no setor público.

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!” (Mateus, 7:13 e 14.).

A lição de Jesus Cristo é universal, mas considero essa passagem do Evangelho de Mateus especialmente importante para todos aqueles que atuam no setor público: servidores, autoridades, magistrados, legisladores, controladores etc.

No dia a dia do setor público, inúmeras são as portas largas que a cada momento se apresentam. Portas amplas, luxuosas, confortáveis, sedutoras. É grande a tentação de atravessá-las. São tantos que o fizeram e fazem, aparentemente com bons resultados. Por que não?

Existe a porta do carreirismo, da bajulação, do adesismo e da ambição desenfreada. A porta larga do sacrifício de convicções, da deslealdade aos amigos e da traição a princípios.

Existe a porta do conformismo, da indiferença, da acomodação e da passividade. A porta larga dos que fecham os olhos às injustiças, não reagem aos abusos, silenciam e se omitem diante do que é errado.

Existe a porta da arrogância, da soberba, do autoritarismo, da discriminação, da violência. A porta do “sabe com quem está falando?”. A porta larga dos que humilham e oprimem os pequenos e os fracos e distribuem privilégios a poucos apaniguados.

Existe a porta da demagogia, da farsa, das mentiras e das calúnias a serviço de projetos pessoais. A porta larga dos cultores da ignorância como ferramenta de manipulação das consciências.

Existe, finalmente, a porta da corrupção, da ganância, das fraudes e das engrenagens para a conquista e a manutenção de espaços de poder. É a porta mais larga, imensa, que absorve e retroalimenta todas as outras.

A porta estreita, por sua vez, é quase invisível, desprovida de charme ou de glamour e muito, muito apertada. Por ela não se passa sem sacrifício, arranhões ou machucados. Por ela, o percurso é acidentado. Aquele que faz essa opção é quase sempre incompreendido, até pelos mais próximos; muitas vezes objeto de zombaria e apelos para que altere seu rumo; e impiedosamente combatido quando persevera no seu bom propósito.

Ao longo dos anos, vi muitos jovens promissores, com boas qualidades e ótimas intenções, serem lentamente sugados, como num vórtice invencível, por alguma dessas diversas portas largas. Alguns enriqueceram e se tornaram poderosos nas suas áreas de atuação. Desses, diversos já caíram e passaram por prisões e vexames. Outros perdem o sono e morrem de medo da próxima operação ou delação. Todos, porém, sucumbem ao trágico destino faustiano, contemplando amargos a destruição que eles próprios perpetraram dos seus ideais mais puros.

Quando analiso uma situação complexa e o papel das pessoas nela envolvidas, inevitavelmente recordo do Evangelho de Mateus e indago a mim mesmo se alguma das personagens ali presentes teria o caráter, a coragem e a coerência de buscar a porta estreita que Jesus nos recomenda.

Àqueles que hoje iniciam sua carreira na vida pública, eis o maior conselho: Sigam a lição do Mestre Maior e busquem a porta estreita. O caminho será penoso e sofrido, mas é o único que não maculará sua integridade e lhes permitirá, ao final de seus dias, afirmar como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei meu tempo e não perdi a fé”. http://www.midianews.com.br/opiniao/a-porta-estreita/319455

O Papa Francisco, no prefácio do livro do Cardeal Peter Turkson Presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz e Prefeito do Ministério do Desenvolvimento Humano do Vaticano, escreve: “A corrupção é a pior praga social, pois cria problemas muito graves e crimes que envolvem todas as pessoas”. Nos, exorta ainda: “Nós, Cristãos e não Cristãos, somos como flocos de neve, mas se nos unirmos podemos nos tornar uma avalanche, um movimento forte e construtivo. Devemos trabalhar todos juntos, Cristãos e não Cristãos, pessoas de todos os credos e ateus para combater essa forma de blasfêmia, esse tumor que destrói nossas vidas”. “ É urgente ter essa consciência e para isso são necessárias: Educação, Cultura, Misericórdia, e Cooperação da parte de todos, segundo as possibilidades, talentos e criatividades individuais”.

“A nossa corrupção é a mundanidade espiritual, a fraquesa, a hipocrisia, o triunfalismo, fazendo prevalecer apenas o espírito do mundo sobre as nossas vidas e a indiferença”.

Reafirmo que em nossa política, aqui em Serra Acima, o objetivo, tem de ser a de administrar a Coisa Pública na intenção de bem servir à população, e não o de obter o maior grau possível de poder, usado para obter vantagens próprias.

Nesta última semana de Fevereiro chegou à Câmara de Vereadores o Relatório com a conclusão do julgamento das Contas da Prefeitura Municipal do ano de 2016, pelo Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso – TCE-MT.

As Contas, de forma geral, estão reprovadas. Mais 9 itens, especialmente, chamam a atenção na reprovação da Gestão em 2016. Foram 07 Reprovações de caráter considerados Graves e 02 Reprovações Gravíssimas.

As 3 últimas Gestões do Executivo Municipal tiveram as suas Contas Reprovadas pelo TCE-MT.

Já virou tradição. São 4.380 dias, 144 meses, portanto, 12 anos seguidos, subseqüentes e interruptos de contas Reprovadas.

São 16 Convênios firmados, desde 2005, com o Governo do Estado, que o dinheiro chegou, foi gasto, mas não foram prestadas as contas.

São 11 Convênios firmados, desde 2005, com o Governo Federal, que o dinheiro chegou, foi gasto e, também, não foram prestadas as contas.

A resultante é de simples interpretação e entendimento.

Aumento da insegurança social com assaltos e crimes de furtos na Cidade.

Sem investimentos; sem atividades econômicas de expressão; sem Projeto de Desenvolvimento para Geração de Emprego e Renda; baixo nível de escolaridade e precariedade do Sistema de Educação; Sistema de Saúde deficitário; Sistema Viário com a manutenção das estradas estaduais e vicinais da zona rural a mercê dos financiadores de campanhas eleitorais; a passividade, indiferença e o acobertamento das ações criminosas dentro da Administração Pública Municipal, com a corrupção e o conluio permeando as relações de vários membros da Sociedade Civil com o Poder Público a cidade tende, não somente a não crescer, mais principalmente a decair em desenvolvimento.

Esmiuçando; os autores que estão executando as ações criminosas dentro da Administração Pública Municipal, agentes públicos ou políticos, ficam serenamente à vontade, tranqüilos, pois os seus supostos oponentes / opositores não os incomodam.

Estão todos comprometidos. Lá já estiveram e também fizeram o mesmo e, agora, estão na espera da próxima oportunidade para voltarem a fazer novamente.

 

E o mais interessante é que estes diversos agrupamentos se unem para perseguir e combater, a quem quer que seja que não aceite estas práticas e condutas. Protegem-se. Não permitem que se acabem os esquemas. Querem que a “mesa fique sempre posta”, para servirem-se quando estiverem no poder. Na época do Processo Eleitoral fazem promessas de acabar com as práticas e condutas que eles mesmos executam e não permitem que seja extirpada da Administração Pública do Município. São cínicos.

Não adianta dissimular, não adianta olhar para os lados, fingir que não estamos entendendo, que não é com conosco o assunto.

Nós podemos gritar e espernear chamando e cobrando polícia para prender o ladrão.

A se perpetuar este sistema opressor, a nossa cidade tornar-se-á uma central de geração de meliantes.

Não há sistema de Segurança Pública que dê jeito nessa situação.

Você, eu e quem mais, quando contribuiu, participou ou ainda participa de quaisquer gestões como estas administrações, que cometem ações de desvio dinheiro publico, tendo as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso – TCE-MT, estaremos todos sendo cúmplices, estimulando e contribuindo para a decadência moral e social da nossa região de Serra Acima. Simples assim!!!

Experienciamos eternamente  o ciclo vicioso da “RODA DA MISÉRIA HUMANA”!!!

Em nossa Chapada dos Guimarães precisamos de um Grande Despertar.

Necessitamos da Política com Ações múltiplas Substantivas, de caráter Superlativo Absoluto, tanto na forma Analítica como na Sintética.

Precisamos romper com esta preferência dada aos Superlativos Relativos, comumente utilizados nestes “fins de tempos”.

Não há Santo que já não tenha sido um Pecador.

Não há um Pecador que não possa se tornar um Santo! Nós não estamos só.

Esconjuro pé de pato, bangalô três vezes!

Saravá!!! Saravá!!! Saravá!!!

 

PAULO BOMFIM – Cidadão e Eleitor de Chapada dos Guimarães.   

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