gonçalves cordeiro

PAULO BOMFIM: Arrisco 7 votos a favor da versátil prefeita Thelma e 4 a favor da verdade de Chapada. LEIA RELATÓRIO DO TCE


Bomfim e Thelma

Festa Baquica em Chapada dos Guimarães

POR PAULO BONFIM

A História é implacável. Em tempos de Júlio César, ano 62 antes de Cristo, a festa da Bona Dea  “Boa deusa”, uma orgia baquica, reservada exclusivamente às mulheres. A celebração fora organizada por Pompeia Sula, segunda mulher de Júlio César que, segundo relatos da época, era uma mulher jovem e muito bela.

Acontece que um jovem rico e atrevido, Publius Clodius, estava apaixonado por Pompeia, e não resistiu: disfarçou-se de tocadora de lira e, clandestinamente, entrou na festa, na esperança de chegar junto de Pompeia. Porém, não logrou êxito. Foi descoberto por Aurélia, mãe de César.

Imediatamente todos os romanos tiveram conhecimento da peripécia e César decretou o seu divórcio de Pompeia. Mas César não ficou contra Publius Clodius, chamado a depor como testemunha em tribunal, disse que nada tinha, nem nada sabia contra o suposto sacrílego. Foi o espanto geral entre os senadores. César foi cobrado por sua atitude tida como contraditória por absolver no tribunal e condenar em casa: “Então porque se divorciou da sua mulher?” A resposta de César tornou-se famosa: “Minha esposa não deve estar nem sob suspeita”. Esta frase deu origem a um provérbio, muito lembrado cujo texto é geralmente o seguinte: “A mulher de César não basta ser honesta, ela deve parecer honesta“.

Em tempos atuais em que a mentira torna-se verdade… Um dos pilares que sustentam o mundo tal como o conhecemos é a mentira. O seu poder é tão grande que ninguém duvida da sua suposta verdade. Pessoas medíocres, como se muito hoje no Brasil e até no grande império norte-americano, acham que podem gerir os negócios públicos com golpes de esperteza.

Amanhã, dia 12, às 18:00 horas será apresentado à sociedade o Relatório Final da Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Chapada dos Guimarães. A Comissão Processante, através da decisão do presidente Vereador Joair Siqueira, excluíu da apuração o item 02(dois) da Denúncia de Improbidade Administrativa.

Nobre leitor, por favor, aconselho que não prossigam na leitura deste singelo artigo em pé. Poderão cair e machucarem-se.

O Egrégio Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, através de seus competentes Auditores Externos, realizou o levantamento na Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães – Processo nº 236756/2017 .

Prezado leitor, contribuinte e eleitor que, como este humilde escriba, sempre acabamos, de quatro em quatro anos, de alguma forma, por ainda acreditar que possam existir pessoas honestas na Administração Pública e na política de forma geral.

Triste realidade. Lá vem o Brasil descendo a ladeira….

Dentre os inúmeros “achados” no relatório da auditoria, é de se observar o fato narrado no item 2.3.2 do relatório, onde se registra que houve a constatação de SUPERFATURAMENTO NA AQUISIÇÃO DE MATERIAIS DE CONSUMO.

Ocorre que no benfazejo Relatório do TCE-MT, sobre o item versa: …..“item 02(dois), constatou-se que houve uma variação de 223% (DUZENTOS E VINTE E TRÊS POR CENTO) entre o preço normal de mercado e o preço pago pela Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães e que foi pago o valor de R$ 7.544,70 à empresa PRISCILA TALITA DA CRUZ LEÃO – NOME FANTASIA “BRIDE HOBBIE CONFECÇÕES”.

No referido item 02(dois), o fato se agrava ainda mais, diante do apontamento da auditoria com referência a natureza da empresa que forneceu os materiais, ou seja, trata-se de uma LOJA DE CONFECÇÕES, que não pertence ao ramo dos materiais adquiridos. “Uma loja de roupas vendendo artigos de papelaria e limpeza”.

Outro agravante é que os técnicos do Tribunal realizaram uma visita “in loco” na sede da citada empresa e lá constataram que não havia estoque de produtos, e que havia apenas alguns vestuários expostos.

Cidadãos, chapadenses ou não, neste item 02(dois) ficou demonstrado pelo relatório do TCE- MT apontamento de que os materiais não foram comprovadamente entregues, conforme relato dos próprios técnicos do Tribunal de Contas, que transcrevo:

Cabe ressaltar que nem a Prefeitura, nem o fornecedor conseguiram comprovar a efetiva entrega dos produtos constantes da NF de fornecimento, além disso, a NF de compra apresentada pela fornecedora, tem a data de emissão em 11/05/2017 e de venda para a Prefeitura em 10/05/2017”.

Conclui-se, portanto, que as compras que teriam sido pagas,  conforme o Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso aponta em relatório, não foram comprovadamente entregues.

Em português claro, teria havido a generosidade de comprar por preço superfaturado e, pasmem, pagou-se sem a necessidade da entrega dos produtos.

Para aqueles que, por ventura, acusem-me de elucubrações, indico-lhes a leitura do Relatório do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, através de seus competentes Auditores Externos, que realizaram levantamento na Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães, Processo nº 236756/2017.

Fraternos amigos, não é salutar a relativização dos interesses Sociais e Coletivos que envolvem as Políticas Administrativas e as consequentes tratativas de equacionamento dos entraves e das soluções atinentes, que ocorrem entre a Sociedade Civil e os Poderes Públicos da Cidade como a Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Chapada dos Guimarães.

A exclusão da apuração do item 02(dois), da denúncia apresentada e votada em plenário, sendo deliberada pelo acolhimento e apuração, cria as condições e ambientes necessários para eventuais e previsíveis contestações dos trabalhos da Comissão Processante da Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, acarretando a possível impugnação do relatório final, por parte de alguns dos demais Vereadores;

Os acontecimentos e condutas adotadas, com a exclusão do item 02(dois) da denúncia, pelos Agentes Públicos em atuação na Comissão Processante da Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, bem como os que compõem seu corpo funcional, comprometem a lisura e integridade dos trabalhos, que estão sendo realizados pela referida Comissão, bem como o desempenho dos demais Vereadores, componentes da atual legislatura.

Vamos vivendo tempos de constante ressaca moral…

Em tempos de Comissão Processante em Chapada dos Guimarães, a atuação de alguns vereadores na Câmara municipal soa de forma muito estridente aos ouvidos até mesmo dos mais desavisados.

Nesta legislatura, há alguns Vereadores, mães, pais, avós, profissionais, pessoas, suponhamos dignas e honradas, muito comprometidas com a lisura, honestidade e princípios éticos na política administrativa da Prefeitura da Cidade.

Porquê esta exclusão do item 02???

Não serão contabilizados os votos suficientes para a não Aprovação do Relatório Final da Comissão Processante. O “Relatório será aprovado”, sem a apuração do item 02, previamente escolhido para não ser apurado. Portanto, não ocorrerá cassação de mandato.

Resultado: não há corrupção na Administração Pública da Cidade.

Arrisco o prognóstico de que a questão será decidida por 7 votos a favor da versátil Prefeita Thelma e 4 a favor da verdade na Cidade de Chapada dos Guimarães.

A Prefeita Thelma de Oliveira não é uma ladra do Dinheiro Público. Não precisa disto. Possui e ostenta elevado padrão de vida socioeconômica.

“Ave Caesar, morituri te salutant”.

(Salve César, os que vão morrer te saúdam). Palavras dirigidas pelos gladiadores ao imperador, antes de entrarem em luta para morrerem.

 

“A mulher de Dante…digo, a mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita”.

Moraes Moreira e Pepeu Gomes, magníficos poetas, em momento de grande inspiração profetizaram:

Lá vem o Brasil descendo a ladeira….

E toda cidade que andava quieta

Naquela madruga acordou mais cedo

Arriscando um verso, gritou o poeta…..

Lá vem o Brasil descendo a ladeira.

 

Se caso estiver errado no prognóstico, a cerveja será por conta do ilustre Jornalista Enock Cavalcanti, titular deste blogue que me abre tão generoso espaço para opinar sobre as coisas da Chapada, espaço que não se vê em mídia nenhuma deste Estado, nem no tinhoso mas acanhado e muito poético Pluriverso Chapadense.

 

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Paulo Bomfim  é Cidadão e Eleitor de Chapada dos Guimarães.

 

Relatorio do Tribunal de Contas sobre possíveis irregularidades na gestão da prefeita Thelma de Oliveira by Enock Cavalcanti on Scribd

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