gonçalves cordeiro

PAULO BOMFIM: Pior crise de Chapada e do Brasil, não é Econômica ou Política. É a crise Moral

 

Joair, Aline e Rosa, a Comissão Processante

A Festa de Dona Bea II

A MENTIRA – Instrumento legítimo da ação política?

POR PAULO BOMFIM

 

O que você quer, uma história que seja credível ou quer a verdade?

O indivíduo comum não quer confrontar seu povo e aceita a opinião da maioria como legítima, por isso, não é nenhuma surpresa que a verdade, nestes tempos, seja tão desprezada.

O suposto inimigo da humanidade é conhecido como “o pai da mentira”.

É comum ver qualquer indivíduo seguir o fluxo social, pelo seu ambiente, já que estes são capazes de impor um pensamento sobre uma maioria social.

Qualquer pessoa, mesmo a mais cautelosa, em face da constante manipulação, social, familiar ou política é capaz de ceder ao movimento empreendido e orquestrado de ocultação da verdade em sociedade.

A mentira, na sociedade moderna, confunde-se com a verdade e o mentiroso perde a noção dos limites: ele próprio passa a acreditar na mentira que apregoa. Na política, o que importa são os resultados; a mentira, em geral, prevalece.

Repito: Um dos pilares que sustentam o mundo tal como o conhecemos, é a mentira. O seu poder é tão grande que ninguém duvida da sua suposta verdade”.

Repito: “A Sociedade de Chapada dos Guimarães não pode aceitar ser prisioneiro da mentira. Depois da primeira mentira, toda a verdade vira dúvida”!!!

Há correntes filosóficas que preconizam que: “A política é conflito de interesses”. Somando-se a esta assertiva existe outra, também amplamente difundida, segundo a qual “todo ato é um ato político”, completa-se o silogismo com a conclusão lógica de que “todo ato político é a defesa de um interesse, digno ou escuso” — e assim, surgem e proliferam-se as mentiras, desconfianças e o sectarismos generalizados nas relações humanas onde e por cujas trincheiras, se infiltram as mais esdrúxulas manifestações de ausência de caráter, da permissividade com o relativismo da ética e dignidade.

Acredito que política não é conflito de interesses. Esta é uma noção maquiavélica degenerada. A política é a ciência prática de governar com vistas ao bem comum da cidade.

Feita a “correção de rumo” do pressuposto inicial, a resultante será que  se todo ato é político então todo ato visa o bem comum — o que é evidentemente falso.

A ruptura inflingida ao silogismo por essa correção de premissa nos lança de volta ao esforço genuinamente filosófico de identificar a perenidade ao fundo de uma realidade sempre em movimento, isto é, à busca da verdade objetiva em referências fixas e externas ao homem, sem as quais poderemos sempre falar de “justiças”, nunca da Justiça.

 

Thelma

Prefeita Thelma de Oliveira, a senhora não precisa  ser exposta a isto! Mas não basta não roubar. Tem que coibir sistematicamente o roubo.

A senhora, com uma vasta experiência na vida política mato-grossense, tendo desfrutado da oportunidade de respirar ares de outros continentes, com passagens por países com sociedades mais desenvolvidas, ricos de conteúdo histórico da civilização humana – pisando em tapetes dos mais requintados ambientes dos suntuosos palácios da capital da República e do Congresso Nacional, como parlamentar no nosso Brasil varonil – a senhora não precisava passar por este vexame ridículo de ser submetida a este escracho, como este escândalo administrativo e social, na Comissão Processante da Câmara de Vereadores, nesta altura de sua vida.

O Relatório dos Auditores do TCE-MT no Processo nº 326178/2017 é inconteste! Ocorreram vários atos irregulares pela Administração Pública no ano de 2017.

Foi publicada matéria jornalística, com uma entrevista, no site poconet-notícias, onde a Prefeita Thelma de Oliveira afirma, atribui e sugere que a ação da Comissão Processante seria resultante de uma má conduta cultural existente no município de, sempre a partir do segundo ano do mandato do prefeito, a classe política tramar a cassação do mandatário municipal.

Sra. Prefeita, dizer que: “Estou tranquila. Está tudo organizado, não tem problema nenhum”.

“Necesse est omnes nos “. Precisamos,todos ter vergonha.

Senhora Prefeita Thelma de Oliveira, o relatório dos Auditores do TCE-MT, no Processo nº 326178/2017, é uma fraude???

Mas será que esta trama envolve os técnicos auditores do TCE-MT???

Será que todos os desmandos apontados no relatório deste  Processo nº 326178/2017 estão sendo motivados pela cultura local de sabotar mandatos, transcorridos dois anos após a posse???

A senhora estaria insinuando que sofreram os técnicos do TCE-MT a influência de agentes políticos interessados em sua cassação???

Também tenho sérias reservas quanto a cultura da política e comportamental da sociedade local, a senhora tem conhecimento, mas esta afirmativa de que há apenas uma trama política é chamar a todos de burros, idiotas, imbecis e débeis mentais. A senhora está enganada. Podem até existir alguns assim, por estas bandas de Chapada; mas garanto-lhe que a grande maioria não o são. Merecem todos o devido respeito, inclusive estes alguns.

Os agentes políticos tem de dar-se ao respeito. Tem a obrigação de darem o exemplo. Não podem associarem-se as estruturas administrativas decadentes, existentes em ambientes degenerados, degradantes e contaminados, para também procederem erradamente. Assim, formam-se verdadeiras quadrilhas dentro da Administração Pública, para usurpar e aviltar o patrimônio e o dinheiro público.

Fiz parte da sua equipe de Secretários Municipais, durante os primeiros seis meses deste seu mandato e, recordo-lhe, que sempre a alertei, pessoalmente e oficialmente, sobre as características comportamentais de alguns dos membros, pertencentes a Administração Municipal, e a estes juntaram-se outros, recém  chegados. Desta forma a “máquina” não funciona a favor da sociedade.

Sinto-me envergonhado de ter feito parte de sua equipe de trabalho como Secretário  Municipal.

A Sociedade de Chapada não merece ser tratada como imbecis. A vida pública nos exige seriedade e respeito, para com os contribuintes, quem paga os nossos salários.

Sinto vergonha alheia. Tudo poderia ter sido diferente. A Senhora poderia ter gestado uma cidade melhor. É claro, sabemos todos, que não resolvem-se problemas estruturais gerados ao longo de 50 anos em 4. Mas apontar rumos, rotas e caminhos, visando a libertação da cidade destas amarras obscenas de roubos, fraudes, desvios e malversações de recursos que a mantém refém deste trágico sistema político isto, com toda certeza, daria para fazer. Falta coragem para subverter este sistema horroroso.

Prefeita Thelma de Oliveira a senhora não precisa disto, mas “senes sapientiam” – Aos idosos, a sabedoria.

 

Prefeita, o seu mandato não será cassado. A decisão é política e tens os “5 votos” necessários para permanecer no comando da administração municipal. Mas fica no ar um aroma fétido, característicos dos ambientes lodaçais.

 

Prefeita Thelma o Relatório Final da Comissão Processante, sendo preciso e loquaz diz:

“…..pode-se afirmar, sem risco nenhum de erro, ou exagero que, remontando-se na história de Chapada dos Guimarães MT, nunca se ouviu falarem tanto de tamanhos escândalos como os recentes havidos, e que se ensejam o oferecimento da referente denúncia, com o pedido de cassação de mandato da senhora prefeita Thelma de Oliveira, o grau de corrupção é muito grande, e esta estampado a olho nu, as claras.”

 

Fica a vergonha, para todos nós, coletivamente, por sermos incompetentes na tarefa de eleger pessoas efetivamente comprometidas com a moralidade na administração pública de Chapada dos Guimarães. A senhora como mulher poderia fazer a diferença, não fazendo parte desta escória de políticos brasileiros que, durante o processo eleitoral aparecem com máscara da moralidade, bradando serem contra quaisquer ato de corrupção, para após no pleno exercício do mandato, locupletarem-se pelo poder a qualquer preço e, na melhor das hipóteses, sendo incompetentes no trato do dinheiro público.

 

Mais à frente o Relatório, também afirma:

“A defesa da denunciada, centra-se, no intuito de comprovar a inocência, na alegação de que nada sabia, e nenhuma investigação lhe foi endereçada, resta então, avaliar tudo o que já se apurou, e confrontar na defesa assim apresentada, destaca-se que a ilicitude perpetradas por pessoas por pessoas ocupantes de cargos da administração pública municipal, aí aplica-se a sua defesa, que simplesmente desconhecia os fatos; menciona a denunciada, possível negação desses fatos, amputar a sua defesa na alegação que nada praticava, e desconhecia por completo as ilicitudes comprometidas, conforme visto anteriormente, semelhante escape representa uma defesa que não defende”.

 

A pior crise de nossa Chapada dos Guimarães e de todo o Brasil, não é a Econômica ou Política. É a crise Moral.

 

Ainda mais à frente, o relatório da Comissão Processante afirma:

“No contexto dos acontecimentos a alegação do desconhecimento se demonstra, de um lado ingênua e de outro esta a configurar inaceitável escárnio, para com esta casa legislativa e a sociedade geral, também não afasta nem diminui a responsabilidades da denunciada, a escusa de haver quando os fatos se tornarem público, tomando as devidas providências, isto antes agrava a sua responsabilidade, porque patente ficou no mínimo quão negligente, portou até então ademais, tocantemente todas os itens da denúncia….”

    

Vivemos numa sociedade onde importa mais o espetáculo, a imagem e a exibição. Muitos se preocupam mais em parecer e ter, do que ser. Num lugar onde a aparência fala mais alto do que a própria existência. Feliz é aquele que vive através da sua alma e do espírito, a sua Divina Essência. A relativização da dignidade e da honra nos corroem, como agrupamento social e humano. E isto está acontecendo, há um bom tempo, dentro de diversas esferas sociais da sociedade brasileira.

Tempos difíceis. Estamos em uma atmosfera de completa ausência da vergonha, e o maior desafio de administrar esta crise, devastadora, e conseguir cultuar, no âmago do nosso Ser, a coragem para a resistência e não sucumbir a esta “normalidade sistêmica”. Se tornou corriqueiro colocar a culpa no “sistema”. Não é só sistema que é retrógrado. É o desamor, a falta da empatia e o descaso com a vida das pessoas honestas, trabalhadoras que labutam, diuturnamente para pagar impostos, para esta camarilha que se apossaram da administração pública em nossa cidade.

Está na suposta “passividade brasileira”, também expressada em Chapada dos Guimarães, a maior parcela da culpa, desta velha cantilena pacifista, aceitando ser enrolado pelos mal-intencionados.

O desafio mais imediato, para os aqueles que pretendem-se gestores, é saber aglutinar pessoas que deem sentido à administração, que saibam trabalhar em equipe, que cooperem ao invés de destruir-se, que busquem resultados comuns.

Com esta fase crítica, que estamos vivendo em nossa cidade, não é preciso ser guru para entender que para prosperar bastaria muito trabalho com competência e criatividade, mas também, acima de tudo, união dentro da administração. Facilmente, notamos na administração pública de Chapada dos Guimarães, momentos de instabilidade interna que, se observarmos com cuidado, além de serem sustentados por competições, cegueiras, vaidades e entre outras sensações destrutivas, ainda infestam velozmente toda a cidade. Não se encontram climas saudáveis, de colaboração mútua, respeito e união.

A ocorrência desta falha também é do comando. Os comandos tendem a estimular a formação de grupos, seja por identificação de competência, pessoalidade e conhecimento técnico. Isto gera uma divisão entre “nós” e “eles”. Mas a falha não é exclusiva do comando, isto decorre do instinto do ser humano. Quando estamos em grandes agrupamentos, que possuem interesses diversos dos ideais da administração, tendemos a discriminar, comparar, apontar, transferir responsabilidades nossas à outros e a nos reagrupar, de forma sazonal, em torno dos interesses comuns momentâneos.

Identificando esse perigo ou intuindo tal momento, a administração central e seus comandados precisam estimular e valorizar, cada vez mais, objetivos comuns, os feitos para todos e por todos. Desta forma, “plantarão” por toda a administração os benefícios de um estado permanente de interdependência, quando a existência de uma situação de sucesso depende, de forma intrínseca, do sucesso do outro. Como fazemos no ato do plantio, ao introduzirmos as sementes, serão necessários cuidados até germinar.

Foi levantada “Questão de Ordem” pelo correligionário da Prefeita Thelma de Oliveira, vereador Dudu do PSDB, pela leitura de grande parte do processo. Um outro correligionário da Prefeita Thelma de Oliveira, vereador Thomaz do PSDB, igualmente apresentou “Questão de Ordem”, para que fosse lido todo o processo, integralmente de capa a capa, o que foi aprovada pela maioria dos vereadores. Os trabalhos foram até às 23:00 horas de ontem dia 13.

Hoje, dia 14, os trabalhos foram reiniciados às 09:00hs. Foram lidas cercas de 200 das 400 páginas e a vereadora Rosa Lisboa do MDB, também apresentou “Questão de Ordem”, para que fosse interrompida a leitura do processo para agilizar os trabalhos, passando-se as demais etapas de leitura do Relatório, defesa oral da Prefeita, uso da palavra por cada vereador e finalizando com a votação de cada item que compõem a denúncia, o que foi aprovada por maioria.

A história sempre faz justiça aos que lutam. Covardes serão relegados ao desprezo total e ao esquecimento. Mas sempre existem aqueles que nunca plantam, mas buscam colher. Vivem nas costas dos outros. A hora é agora.

A “FESTA” continua deve acabar ainda hoje, com churrasco e cerveja gelada à borda da piscina.

A Prefeita Thelma é excelente anfitriã.

Não há corrupção em Chapada dos Guimarães, tudo bem. Mas faça uma faxina geral.

Vamos tocando o barco.

Mantenho o Prognóstico: 4 à favor da Cidade e 7 contra.

Relatório Final Comissão Processante.

Vergonha. Muita vergonha.

Que pena, Prefeita!

Amanhã tem mais.

Paulo Bomfim

Cidadão e Eleitor de Chapada dos Guimarães

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