Parar obras para investigar desvio de recursos é uma estupidez. O ex-senador Márcio Lacerda já demonstrou a tragédia que foi, para Mato Grosso, a paralisação, há quase 20 anos, da Hidrovia Paraná-Paraguai, por conta de ação pretensamente moralizadora do então procurador Zé Pedro Taques.

Zé Pedro Taques, atual governador de Mato Grosso pelo PDT, e Márcio Lacerda, ex-senador e ex-governador de MT pelo PMDB

Zé Pedro Taques, atual governador de Mato Grosso pelo PDT, e Márcio Lacerda, ex-senador e ex-governador de MT pelo PMDB

As obras paralisadas
Por Enock Cavalcanti

Parar obras enquanto se investiga possíveis responsabilidade pelo desvio de recursos durante a sua execução é uma estupidez.

Já vimos isso no Hospital Geral. O prédio caindo aos pedaços enquanto o ex-governador Jayme Campos e alguns de seus secretários, denunciados pelo então procurador da República, Zé Pedro Taques, e condenados pela Justiça Federal, andam por aí, faceiros.

E o Jayme até se dá ao desplante de deitar falação pela moralidade pública, como atual prefeito de fato de VG, cuja prefeitura foi arrancada das mãos do Wallace e entregue a dona Lucimar, uma marionete, como facilmente se vê.

Parar obras enquanto se investiga possíveis irregularidades é uma imbecilidade.

O ex-senador Márcio Lacerda já demonstrou a tragédia que foi, para Mato Grosso, a paralisação, há quase 20 anos, da Hidrovia Paraná-Paraguai, por conta de ação pretensamente moralizadora do então procurador Zé Pedro Taques.

Certamente o planeta é “grato” a Zé Pedro Taques pelos milhões de toneladas de Co² emitidos, desde então, na região – ironizou Lacerda. Os trabalhadores, pela falta de emprego e de salários, os produtores rurais e a população da região Oeste de Mato Grosso pelo atraso no seu desenvolvimento. Finalmente, os transportadores rodoviários e a indústria petroleira por alguns bilhões de dólares a mais em seus caixas.

Parar obras enquanto se investiga possíveis irregularidades é estultice.

O governo mudou mas a angustia pelas obras inconclusas, em Cuiabá, não se alterou. Pelo contrário, se agrava, pois além dos buracos, do engarrafamento, da poeira, da perda de tempo, ainda temos que ver os dias passando sem que haja um rumo claro em nossos horizontes.

Diante do Colégio São Gonçalo, alguns cidadãos impacientes, já encontraram forma de amenizar suas dores – e invadiram com seus carros o canteiro do VLT inexistente para resolver pelo menos um dos seus problemas, a falta de vagas para estacionamento.

Coisa pequena? Penso na falta de agilidade destes governantes que nos obrigam a penar nesta cidade rasgada por obras que não se concluem, e vão somando problemas, sem enxergar a possibilidade de minorá-los, com ações como essa.

Enquanto não se resolve a retomada das obras (VLT? BRT? Partir para outra?), por que não transformar os canteiros da Avenida do CPA em estacionamento, para facilitar o acesso às lojas, bancos e demais comércios da região?

Poderia ser menos trágico, mas eles preferem fazer sempre da forma mais incompetente.

Enock Cavalcanti, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário de Cuiabé e blogueiro titular desta PAGINA DO E. Artigo publicado originalmente no DC, em 17 de junho de 2015

1 Comentário

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  1. - IP 201.34.220.6 - Responder

    Vocês estão dizendo que Dom Pedrito seria um elemento do conjunto dos imbecis? Qual a novidade?

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