Alfredo Menezes: Maggi tenta aliviar pressão sobre Mauro

Depois do confronto de 2010, Pedro Taques agora se une a Maggi, já cogitado para ser o candidato "do grupo" para 2014

Alfredo da Mota Menezes, historiador e analista político em Cuiabá

Coisas óbvias – 1
Alfredo da Mota Menezes

Por pedido do PR, Blairo Maggi deu a entender que poderá ser candidato ao governo em 2014. Usou uma frase muito usada pela classe política para criar expectativa: não digo que não beberei desta água.

Não acho que o Blairo será candidato.

Sua fala e postura têm outras intenções. A primeira delas é que ajuda na campanha dos candidatos do PR nesta eleição. Com uma candidatura com chance de vencer em 2014, com a perspectiva de volta ao poder, a campanha dos candidatos do partido encontrou um gancho. Não esquecer que o PR teve mais de 70 candidatos a prefeito em 2008 e agora caiu pela metade. É óbvio que uma suposta candidatura do Maggi dá fôlego aos correligionários.

O outro motivo é de ajuda ao Mauro Mendes. A acusação maior à sua candidatura é que ele, se ganhar para prefeito, poderia abandonar a prefeitura para uma candidatura ao governo em 2014. Adedução óbvia é que a fala de que o Maggi é o candidato do grupo enfraquecerá o bombardeio no Mauro sobre usar a prefeitura como trampolim.

fonte A GAZETA

 

COMENTÁRIO MEU, DO ENOCK –O Alfredo Menezes, como se sabe, é um analista que sempre analisa os fatos com os olhos da “velha política”. Ele está sempre preocupado em chancelar a versão oficial e nunca em buscar versões alternativas. E vai traçando o roteiro da história de Mato Grosso a partir de “grandes lideranças” como Maggi. Não se detém, nesta análise, por exemplo, sobre a possibilidade da “velha politica” estar subordinando e aniquilando, em seu nascedouro, a candidatura de Pedro Taques a governador. E tudo isso co

m a complacência do próprio Pedro Taques que, depois de fazer campanha contra Maggi em 2010, aparece, agora, ajojado com o governador dos Maquinários. O que pode demonstrar, desde já, que aquilo que se anunciava “novo” se mostra tão “velho” como tudo que já se conhecia. Tudo, no discurso de Pedro Taques, não passava de engabelação. (EC)

Categorias:Jogo do Poder

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

18 − catorze =