TCE - NOVEMBRO 2

PAGINA DO E, como sempre, foi a primeira a cantar a pedra. Promotores estranham o fato de procurador-geral fazer defesa pessoal de José Riva

Promotores estranham o fato de procurador-geral fazer defesa pessoal de José Riva

Da Redação – Julia Munhoz
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Os membros do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do Ministério Público Estadual irão avaliar os aspectos de improbidade em relação ao fato de o procurador-geral do Estado, Jenz Prochnow Júnior, ter interposto um pedido de suspensão de segurança para que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulasse a decisão que afastou o parlamentar das funções administrativas e financeiras da Mesa Diretora.

“A promotoria de defesa do patrimônio público está avaliando o aspecto da improbidade em relação ao fato do procurador-geral do Estado ter feito a defesa pessoal do deputado estadual”, consideraram os representantes do Núcleo, que irão recorrer da decisão no próprio TJMT.

Inicialmente o desembargador Luiz Carlos da Costa determinou o afastamento do presidente da AL das funções administrativas e financeiras. Diante disso, a defesa de Riva entrou com um mandado de segurança para reverter a determinação, mas o pedido foi negado e logo em seguida o procurador-geral recorreu ao presidente do Judiciário com um pedido de suspensão de segurança, deferido pelo presidente interino do TJMT, desembargador Juvenal Pereira da Silva.

O caso envolvendo José Riva é referente a uma recente ação do MP em que o parlamentar é suspeito de ter contratado uma servidora fantasma. Segundo a denúncia, a filha do desembargador aposentado José Jurandir de Lima, Tássia Fabiana Barbosa de Lima foi contratada pela Mesa Diretora, mas não teria trabalhado, pois no mesmo período cursava a faculdade de Medicina Veterinária, em período integral.

Além do presidente, foram citados como réus na ação o ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Sérgio Ricardo e a servidora, supostamente fantasma.

5 Comentários

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  1. - Responder

    Corrijam-me se eu estiver errado! Discute-se na ação civil pública a ocorrência de lesão ao erário. Então, o Estado de Mato Grosso, suposto lesado, apressa-se em postular o retorno do Sr. Riva, a quem está sendo imputada a conduta de praticar a lesão ? Em síntese, a vítima pedindo o retorno do acusado ? Inquiro também ao Estado de Mato Grosso a razão de preservar a pessoa física de Geraldo Riva na presidência da assembléia . A alternância de poder e a impessoalidade não seriam mais salutares ?

  2. - Responder

    Thiago, sem comentários, o seu matou a pau e mostrou a cobra, hehee

  3. - Responder

    E mais!! A própria PGE tem legitimidade para COBRAR a lesão ao erário do Riva. Eles NUNCA entram com ACP por improbidade, deixando tudo para o MP. E agora, ao inverso, eles defendem quem eles deveriam acusar. Já faz tempo que a PGE está indo contra os interesses do Estado. São as cartas de crédito, os maquinários….tudo eles deixam pro MP. Parece que são comprados. Devem receber um cala-boca dos governantes. Esse órgão precisa sofrer uma correição urgente!!

  4. - Responder

    A Procuradoria-Geral de Justiça (Ministério Público) vai cobrar a cabeça deste procurador-geral do Estado. Se houver justiça, ele perde o cargo, não só de procurador-geral, mas também o cargo efetivo de procurador. É o que os cidadãos indignados e revoltados esperam que ocorra depois deste episódio bizarro e vergonhoso.

  5. - Responder

    É fácil perceber poque os demais sites veículos de comunicação não estando dando à matéria a importância e gravidades merecida: a Assembleia injeta milhões em propaganda, totalmente desnecessária diga-se de passagem, pois as atribuições do legislativo são constitucionais. Ele não faz mais do que a obrigação em cumprir suas funções.
    Mediante esta propaganda, todo mundo cala a boca e nós contribuintes ficamos na dependência só do Ministério Público, pois sequer a Procuradoria do Estado defende nossos interesses. Vergonhoso.

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