gonçalves cordeiro

OSCAR D`AMBROSIO: A crise existencial mundial é o eixo do filme grego “Bourek”.

William Leroy, Christina Aloupi, e Mari Yamamoto no filme Bourek

Eterno recomeçar

Por Oscar D`Ambrosio

A crise existencial mundial é o eixo do filme grego “Bourek”. A narrativa se passa na ilha de Cronos, que, de acordo com uma seita religiosa, seria o único local a se salvar do final do mundo. Um milionário dos EUA, com o casamento em crise, vai para lá com sua esposa. E encontra pessoas das mais variadas nacionalidades e histórias pessoais.

Temos a dona local de um pequeno hotel e restaurante, a bela e delicada atriz Katerina Misichroni, em torno da qual se reúnem personagens como um cipriota que deseja ir para a Suécia, dois sérvios em busca de sexo e prazer, além de um VJ que perde a memória após ser atingido acidentalmente por uma pedra na cabeça

O que impressiona do filme, dirigido por Vladan Nikolic, é a delicadeza como os temas são tratados. Mesmo a disputa, bem longe da ética, entre a dona do restaurante e seu irmão, em desacordo sobre o que fazer com o estabelecimento comercial, vendendo ou não para um comprador italiano, é tratada com sobriedade.

Os belos cenários da Grécia, uma espécie de paraíso terreno, colaboram para que tudo caminhe para a harmonia, embora inicialmente isso não pareça possível. A comida mediterrânea que intitula o filme é uma forma de união e de recomeço, uma maneira de congraçamento justamente no momento em que tudo parecia perdido.

 

 

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

oito + 5 =