Os últimos dias de Orlando Perri: Investigação aponta prejuízo de R$ 522 mil em fraude contra Justiça de Mato Grosso

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso tenta reverter aos cofres públicos mais de meio milhão de reais. O prejuízo foi causado por pessoas ligadas a escritórios de advocacia, que tinham acesso ao sistema de arrecadação de guias judiciárias. Em agosto do ano passado, cinco acusados acabaram presos na Operação Coringa, após investigação do Ministério Público.

Os trabalhos de investigação não pararam. Até o momento, o rombo chega a R$ 522 mil aos cofres do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A corregedoria acredita que este valor deve ser maior.

O corregedor do Tribunal de Justiça, Orlando Perri (na foto ao lado do ministro Gilmar Mendes, do STF), destacou que muitas comarcas e varas ainda pendem de averiguação. "Tenha certeza de que este valor será muito maior ainda", revelou o corregedor – que deverá deixar a função neste final de semana, sendo substituído pelo desembargador Manoel Ornellas.

A fraude foi detectada no ano passado pelos controladores de arrecadação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em vários processos havia a confirmação do pagamento das taxas, mas o dinheiro não tinha sido recolhido.

Segundo ainda Orlando Perri, ao invés de realmente recolher os depósitos devidos na propositura de cada ação, esse dinheiro ficava para as pessoas envolvidas na fraude detectada pelo poder Judiciário.

Investigações

Por uma determinação do corregedor, o Grupo de Ataução Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) fez todo o levantamento durante dois meses, mas no primeiro momento não conseguiu realizar a Operação porque um juiz do fórum da capital indeferiu o pedido, mesmo com todas provas levantadas.

Nas investigações, o Ministério Público descobriu que os acusados, um universitário e quatro bacharéis em Direito, usavam uma máquina autenticadora para fraudar os pagamentos. Os suspeitos, que trabalhavam para escritórios de advocacias terceirizados por bancos e financiadoras de veículos tiveram a prisão preventiva decretada.

De acordo com o corregedor Orlando Perri, nos processos em que for constatada a existência de guias falsas, vai ser determinado novo recolhimento dos valores aos cofres públicos. Até os processos já arquivados estão passando por análise.

"O Tribunal de Justiça está procedendo o levantamento de quanto foi o prejuízo ocasionado pelas fraudes praticadas por esta quadrilha para que nós possamos cobrar dos autores da ação aquilo que nos é devido", concluiu o corregedor Orlando Perri. Os cinco acusados, presos na Operação Coringa, respondem a processo em liberdade.

Da Redação, com informações da TV Centro América e RMT On line

Veja em reportagem em vídeo na TVCA:

http://rmtonline.globo.com/noticias.asp?em=2&n=433408&p=2

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