Oposição se une contra hegemonia na OAB. “Faiad não tem projetos para a OAB e os advogados, mas projetos políticos partidários”

Oposição se une contra hegemonia na OAB

Grupo de advogados busca proposta para renovação da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso

Advogados buscam primeiramente consenso nas propostas para em seguida definir nome do candidato
 
RAFAEL COSTA
Especial para o Diário de Cuiabá

Os advogados da ala oposicionista à gestão do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Francisco Faiad, já se movimentam com o intuito de discutir propostas para a classe e formar uma candidatura coesa que reúna forças para ser vitoriosa na eleição prevista para ocorrer na segunda quinzena de novembro.

Em reunião que ocorreu anteontem na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), os advogados Paulo Taques, Eduardo Mahon, Bruno Boaventura, José Vitor Garglione, Mauricio Aude e outros membros do movimento OAB Democrática chegaram ao consenso de que o momento não passa pela definição de nomes de candidatos, mas exige articulação para aglutinar apoios e assim viabilizar o projeto de derrotar o grupo que se mantém à frente do comando da OAB há 12 anos.

Um dos mais críticos à gestão de Faiad, o advogado Eduardo Mahon descartou a possibilidade de ser candidato da ala oposicionista. “Ele [Mahon] entende que não tem carisma suficiente para unir a oposição. Tanto é, que reconhece publicamente, mas está sempre presente nas discussões”, revela o advogado João Celestino, um dos nomes cotados para encabeçar a disputa pela oposição.

Celestino explica que a unidade da ala oposicionista é essencial para atingir êxito na disputa e conta que há sentimentos comuns que unem membros da classe descontentes com os rumos da atual gestão. “O que nos tem aproximado é a indignação. Acreditamos que não devemos ficar quietos diante dos seis anos do Faiad e que pode concorrer mais uma vez. Sabemos que nossa união pode fazer a força”.

A estratégia dos oposicionistas é atrair advogados que estão descontentes com a atual gestão e pertencem a outros grupos. No dia 14 deste mês, os membros do grupo, denominado OAB Democrática, deverão se reunir novamente para apresentação de propostas concretas que possam ajudar na montagem de um plano de gestão. Uma agenda de viagens ao interior também deverá ser formulada.

João Celestino, que já disputou a presidência da OAB e foi derrotado por Faiad, ainda critica a atual gestão alegando que não há projetos para a classe de advogados e apenas preocupação em obter vantagens políticas. “O Faiad não tem projetos para a OAB e os advogados, mas projetos políticos partidários”, acusa. O atual presidente foi cotado para ser candidato a vice-prefeito na chapa que buscava a reeleição do prefeito Wilson Santos (PSDB). Já Ussiel Tavares, ex-presidente da OAB e ligado a Faiad, se afastou do cargo de conselheiro federal para ser presidente do diretório municipal do PSDB em Cuiabá.

“Não se pode usar o cargo máximo da OAB para se ligar a classe política A, B, C ou D. A vinculação política é uma tragédia aos advogados, já que gera conflito de interesses”, complementa Celestino.

Ele ainda diz que os advogados estão debilitados junto à sociedade e precisam de novos rumos para se consertar. “O discurso do Faiad é vazio e pobre para a classe. Somos a vanguarda da sociedade, devíamos ter mais representatividade, o que não acontece”, disse.

A reportagem buscou entrar em contato com o presidente da OAB, Francisco Faiad, mas não conseguiu localizá-lo.

Fonte Diário de Cuiabá

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LEIA MAIS REPERCUSSÕES NA MIDIA SOBRE A REUNIÃO DO MOVIMENTO PELA OAB DEMOCRÁTICA

Renato Viana dá seu brado anti-Faiad : “Alternativa para advogados é unir a Oposição e implementar uma mudança de rumos na OAB de Mato Grosso”

Do advogado Renato Viana, esta Página do E recebeu a seguinte correspondência:

Caro advogado e jornalista Enock Cavalcanti,

No dia de ontem fui convidado pelo amigo e advogado João Celestino Corre da Costa a comparecer a uma reunião na sede do Sintep (Cuiabá). Infelizmente em virtude do horário de realização da citada reunião conflitar com compromissos profissionais já agendado para o dia e horário (horário que não tenho competência para alterar – toda terça e quinta-feira), não pude comparecer.
Entretanto como é do meu conhecimento a motivação da reunião e após ler (na mídia impressa e eletrônica) as declarações de vários advogados participantes da mesma sinto-me na obrigação de apresentar minha singela manifestação acerca do tema – oposição aos rumos atuais da OAB/MT.
O que pude perceber no contato diuturno que tenho mantido com os advogados é um imenso descontentamento com os rumos que a presidência, na pessoa do advogado Francisco Anis Faiad vem imprimindo a nossa OAB/MT. A ausência de compromisso com a proposta de gestão apresentada quando de sua candidatura a presidente de nossa querida instituição somado a uma questionável postura partidária amplamente definida (a OAB deve primar por sua independência). E mais, não bastasse os fatos o que se ouve nos corredores forenses é que a OAB/MT poderá a vir a ser utilizada como “trampolim político”. Simplesmente lastimável. Não resta alternativa aos advogados de nosso estado, não podemos quedar silente, seria o mesmo que anuir, não cabe omissão e sim uma ação no sentido de unir a oposição e caminhar para a implementação de uma mudança nos rumos da OAB/MT. Sem esquecer, e a ressalva é absolutamente necessária, que na composição do Conselho Estadual, Federal e Comissões da OAB/MT estão engajados uma parcela de advogados valorosos e comprometido com a defesa dos advogados e da cidadania que, por certo no tempo devido saberão escolher novos caminhos (o sistema “presidencialista” os tem afastado das decisões).
Enfim, aproveito para pedir escusas pela ausência e para solidarizar com a causa abraçada pelo grupo de advogados reunidos no dia de ontem.
Um forte abraço.

RENATO VIANNA

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DEU NO OLHAR DIRETO

Oposicionistas criticam ”reinado” de Faiad e defendem unidade na OAB

 

Líderes oposicionistas à atual gestão da Ordem do Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) teceram duras críticas ao "reinado" de Francisco Faiad e, em uníssono, defenderam a unidade das facções em torno de uma candidatura única, em reunião encerrada há pouco no auditório do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público).

Sectarismo, feudo, reino, uso político da OAB e tirania foram as principais palavras de ordem contra Faiad na reunião, que contou com a presença de José Victor Gargaglione, Paulo Zamar Taques, João Celestino Correia da Costa Neto, Lucien Pavel, Maurício Aude, Eduardo Mahon, Enock Cavalcanti, Bruno Boaventura, os irmãos Tocantins entre outros.

Mahon, um dos coordenadores da reunião (a segunda em trinta dias), avalia que o momento é de "haver maturidade" por parte das lideranças e, como a maioria, defende a ampliação das discussões antes de "lançar nomes".

Gargaglione, o segundo a falar, destacou que a "OAB é subjetiva e atende aos interesses do ‘doutor’ Faiad ao invés de servir os advogados". Em tom de alerta, o procurador do Estado, que já disputou a Presidência da Ordem,  fez um alerta: a oposição não pode se dividir em hipótese alguma sob pena de sofrer novo revés nas eleições de outubro. "Não podemos repetir o que ocorreu em 2003", ressalta.

Em tom agessivo, João Celestino foi enfático: "temos que quebrar a perna do Faiad e cooptar quem está indignado com o sectarismo, com o blablablá e com o uso político da Ordem". Defendendo uma discussão antes de nomes, Celestino sustenta que a Ordem tem que ser plural e não singular, como é hoje. "Por isso não pode haver fragmentação da oposição", enfatiza.

Na avaliação de João Celestino, a OAB tem ficado de quatro diante dos interesses políticos do grupo liderado por Faiad. "Ele (Faiad) tem pregado que nós somos omissos, mas isso não é verdade. O problema é que ele se tornou um profissional em Ordem e está há 12 anos fazendo política e usando a Ordem politicamente", salienta.

Único a admitir ser pré-candidato, Paulo Taques afirmou que não estaria falando a verdade caso não admitisse essa condição de ser "candidato da oposição". Zamar Taques enfrentou Faiad na eleição passada, mas a oposição marchou fracionada e não houve empenho pleno dos grupos distintos que hoje se fizeram representar na reunião do Sintep.

"Sou pré-candidato sim, porque desde o ano passado e desde que disputei a eleição passada, me coloquei na condição de candidato da oposição. E só será nessa condição ( de ser oposição a Faiad) que eu serei candidato", discursou Taques, ressaltando, todavia, que também é um homem de grupo e que aceitará apoiar outra candidatura oposicionista.

"Mas não podemos aceitar vetos ou quaisquer restrições a qualquer nome. Temos que unir os nossos discursos, mas não podemos deixar de definir critérios e nome também. Em nenhum momento quis ou vou querer impor meu nome, mas temos que começar a construir um discurso desde já. E se existem descontentes, temos que trazê-los para o nosso lado. Uma coisa quero deixar bem claro aqui: sou oposição a Faiad e ponto e a estrutura que estou montando está à disposição de outro candidato que conseguir aglutinar a oposição", avalia Taques.

Maurício Aude, que disse ter sentido na pele o uso político da OAB, também defendeu a unidade da oposição. "Tive um exemplo pessoal de que a Ordem está sendo usada para defender interesses pessoais e de grupos internos e não dos advogados de uma forma geral. Por isso decidi participar das discussões", asseverou Aude.

Representando o Instituto dos Jovens Advogados, Tocantins disse que Faiad não honra os compromissos assumidos com a categoria e por essa razão deve ser rechaçado nas urnas. Enock Cavalcanti, da Página do E, conseguiu arrancar aplausos da seleta platéia ao enfatizar que "todos devem se despir das vaidades pessoais e superar a questão do ego.

Eloqüente, Cavalcanti defende que a próxima reunião seja na "próprio Ordem e não em subsolos". "E não adianta falar só em unidade. Temos que começar a construir os critérios desde já, como disse o Paulo Taques", acrescentou.

Encerrando o encontro, Boaventura fez uma defesa da ampliação das discussões e das sugestões apresentadas pelas lideranças e exortou os oposicionistas a manterem um "discurso uniforme" contra Francisco Faiad. "E temos que centralizar nossas críticas nele (Faiad), porque tem muita gente boa no Conselho que merece respeito e por isso temos que convidar todos que estão revoltados com a atual situação na Ordem", emenda.

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DEU NO MIDIANEWS

João Celestino ataca ‘reinado’ de Francisco Faiad na OAB-MT

Ato da oposição reuniu ontem advogados descontentes com continuismo

Por RAMON MONTEAGUDO

 

O advogado João Celestino Correa da Costa, um dos pré-candidatos da oposição, criticou duramente ontem o presidente da OAB-MT, Francisco Faiad. Os ataques foram deferidos durante reunião que uniu representantes da oposição, que se articula para enfrentar a sucessão presidencial na entidade, em novembro próximo.

A um público seleto, Celestino não economizou nas palavras para atacar aquilo que ele classificou de “ação política sistemática” de Faiad dentro da OAB-MT. “O Faiad se transformou num profissional em fazer política na Ordem. Ele tem o mapa de todo o Estado, conhece quem é quem e usa a estrutura para se beneficiar. Ele faz política 24 horas por dia. É isso o que precisamos combater”, atacou.
 

Quebrar a perna

“Há muito tempo que a democracia não reina na OAB-MT. O que reina na Ordem é a vontade do rei. O Faiad não tem projeto para os advogados, não tem projeto para a Ordem; ele tem projeto político partidário”, sentenciou Celestino, citando a tentativa malfadada de Faiad em se viabilizar publicamente candidato a vice-prefeito na chapa de Wilson Santos.

Para ele, a oposição precisa estar coesa e forte para por fim ao ciclo de continuísmo que dura 12 anos na entidade. “Precisamos quebrar a perna do Faiad. Não teremos a menor chance de vencer se não fizermos isso. Temos que captar o sentimento dos descontentes que ainda estão no grupo dele. Temos que atrair todos aqueles que acreditaram nas palavras de Faiad e hoje estão decepcionados”, afirmou.

Entre os participantes do encontro da oposição, realizado do auditório do Sintep, estavam os advogados José Victor Gargaglione, Paulo Zamar Taques, Lucien Pavel, Maurício Aude, Eduardo Mahon, Bruno Boaventura e Cleber Tocantins.

Fonte Midianews

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