ONDE ESTÁ O DINHEIRO? – 500 milhões de reais. Dinheiro que falta para implantar VLT é justamente a quantia que o Ministério Público acusa Riva e demais denunciados de terem desviado dos cofres da Assembléia Legislativa.

O projeto do BRT (Bus Rapid Transit) custa, no máximo, 500 milhões e os recursos já estariam disponíveis para a concretização da obra. Quem sonha com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) sabe que os custos estimados para a implantação do trenzinho podem bater na casa dos 1 bilhão e 100 milhões. Entre um e outro projeto, uma diferença abissal de 500 milhões de reais.

Por estranha e dolorosa coincidência, 500 milhões de reais, em valores corrigidos, é justamente a quantia que o Ministério Público de Mato Grosso, em mais de 100 ações judiciais, acusa um grupo de parlamentares e servidores de terem desviado dos cofres da Assembléia Legislativa de nosso Estado. Os processos para apurar este crime e punir seus responsáveis seguem em ritmo lento, devagar, quase parando. Nem BRT, nem VLT. Esses processos seguem em ritmo de tartaruga paraplégica. Ninguém da política ou da grande mídia dá destaque pra eles. Para muita gente, seria melhor até que eles não existissem.

O deputado Geraldo Riva (do PP, tentando criar o "novo" PSD), um dos principais implicados, tem sido muito hábil, lançando mão de custosas bancas de advogados e dos mais variados recursos, para conseguir que até agora somente 5 das mais de 100 ações que o Ministério Publico lançou contra ele e demais acusados, tenha chegado à fase da sentença de primeiro grau. O juiz Luis Alberto Bertolucci, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, que condenou Riva virou alvo de "suspeição", porque Riva, através de seus advogados, sugere que Bertolucci o estaria "perseguindo".

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Riva e os demais denunciados (são mais de 20 pessoas, entre as quais figuram nomes como Bosaipo, Gilmar Fabris, Nico Baracat, etc) ainda não foram sentenciados nenhuma vez. Mas o Ministério Público já conseguiu que o patrimônio de Riva, por exemplo, fique indisponível, para ressarcir as possíveis perdas dos cofres públicos, em caso de condenação.

Vejam só que ironia: se os processos contra Riva fossem acelerados, entrassem em ritmo de BRT e de VLT, e não em ritmo de tartaruga paraplégica, talvez se tivesse os 500 milhões tão reclamados para se implantar o sistema de transporte mais moderno que se pode ter – em caso de uma possivel condenação, é claro, ficando provadas as alegações do Ministério Público.

Então, quem participa ao lado de Riva da luta apaixonada pela implantação do trenzinho leve sobre trilhos, deve estar informado que, em matéria de disponibilidade de recursos, pode estar dormindo com o inimigo. Sim, porque, de acordo com o que acusa o Ministério Público, a quadrilha que teria se formado à sombra da Mesa da Assembléia Legislativa de Mato Grosso teria desaparecido, em valores devidamente corrigidos monetariamente, com uma exorbitante quantia que hoje nos faltaria para viabilizar o VLT.

Num discurso mais radical, poderia se dizer que Riva fala em defesa do VLT mas ele pode ser um dos responsáveis por invializar o projeto, pois estaria envolvido, no possível desaparecimento de 500 milhões de reais, segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, através de promotores como Célio Fúrio e Roberto Turin.

Não é curioso, caro leitor? Eu diria assim: que seria cômico senão fosse trágico.

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  1. - IP 201.67.60.234 - Responder

    DENÚNCIA do dia 08 de agosto 2001da ASSUT-MT para a PRESIDENTA da REPÚBLICA – Ex.ma Senhora Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil, – A Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso, entidade civil, com personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos, de duração indeterminada, devidamente inscrita no CNPJ nº 037.499.654/0001-11, com sede social na Rua dos Nhambiquaras nº 45, Bairro Santa Helena – Cuiabá-MT, fundada em 10 de maio de 1990, atuou durante todos estes anos para o melhoramento da condição de vida das pessoas sem condições financeiras de acesso á outro meio de mobilidade que o transporte público. Com toda certeza trata-se da camada mais segregada de nossa sociedade, a mola mestra da Nação. – No momento em que o País esta se redefinindo á nível global, a Associação não pode aceitar o descumprimento da Lei 10.257/01, o Estatuto da Cidade, e tão pouco a pressão exercida por interesses se beneficiando de um sistema de transporte público inadequado, desumano, caro, ineficaz e ultrapassado. – Entre outros, alguns fabricantes de chassis, carrocerias, pneus, empresários de transporte coletivo, revendedores de combustíveis e eleitos poucos escrupulosos, formam um poderoso grupo econômico conhecido em todo o Brasil como a “máfia dos transportes”, barreira gigantesca no caminho do desenvolvimento socioeconômico sustentável do país. – Como erradicar a pobreza e a desigualdade social, sem o instrumento básico da produtividade nacional que representa um transporte coletivo eficaz, digno e a preço social justo, ou seja, sem atender de forma sustentável ao direito básico de ir e vir de cada cidadão? – Divulgado pela mídia, o que surpreende, nós deixamos preocupados e acreditamos temerário é o posicionamento do Ministro das Cidades a favor do modal “BRT forçado” para a Copa de 2014 em Cuiabá. Este sistema, improvisado e com freqüência acima das normas de segurança, foi imposto de forma arbitrária a favor deste poder econômico e nem mesmo acatado pelos ConCidades Municipais legalmente constituídos quando o sistema VLT foi definido legalmente pela própria população através do artigo 11-XII da Lei Complementar Municipal n°150 de 2007, o Plano Diretor Participativo de Cuiabá. – Ao contrário do sistema BRT forçado, o VLT é um verdadeiro sistema de grande capacidade, evolutivo e capaz de realmente atender ás necessidades da população em curto, médio e longo prazo. Implantar este sistema inédito em Cuiabá como “Modelo Nacional” elaborado por meio de sistemas inteligentes da última geração, vai comprovar a sua eficácia e pegar 20% do mercado nacional de ônibus urbano com os seus artifícios onerosos, ou seja, tirar cerca de quinze mil ônibus das mãos do monopólio do transporte sobre pneus nas grandes cidades brasileiras o que explique a violência das intervenções contra o progresso inelutável que constitua o VLT integrado num sistema metropolitano automatizado. – Além disso, foi mundialmente comprovado que ônibus consumo quatro vezes mais energia por passageiro transportado que o VLT, portanto, para acabar com o “Custo Brasil” o primeiro passo será implantar o “Sistema Metropolitano de Transporte”, realmente eficaz e sustentável, com veículos adequados ás característico de cada linha, que sejam VLT, BRT original, ônibus convencional e microônibus, todos estes veículos com acessibilidade universal, a definir a partir da elaboração do “Plano Metropolitano Estratégico de Mobilidade e Acessibilidade”, exigência da Lei Complementar Estadual MT n°359/09. – A ação da ASSUT-MT a favor da implantação do VLT não é baseada na simples intuição, mas, é resultado de uma definição tecnicamente comprovada por nossa coordenadoria técnica de nível internacional, cujo coordenador tem uma vasta experiência na área sendo uns dos pioneiros do sistema VLT na Bélgica, trazendo para este estado seus serviços técnicos com mais de 50 anos de ofício no assunto. – Mais que disso, o sistema VLT foi definido como sendo a solução certa nos eixos principais da cidade pela própria população de Cuiabá em parceria com o Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, técnicos da SMTU, Secretaria Municipal de Transporte de Cuiabá e da STU, Secretaria de Transporte Urbano de Várzea Grande, durante a elaboração do Plano Diretor Participativo de Cuiabá, não só para constituir um sistema evolutivo adequado á demanda da população durante os 30 próximos anos, mas também, para permitir a liberação de mais de 18% dos espaços viários hoje abarcados pelo ônibus convencional no centro saturado da Capital. – Instrumento da “Nova Mobilidade e Acessibilidade Urbana” promovida pelo Decreto Federal n° 5296/04 no intuito de devolver a qualidade de vida nas grandes cidades, o trunfo essencial do VLT é de ser o “Vetor da Sustentabilidade Urbana”, objetivo do Estatuto da Cidade, pela sua eficiência, pela valorização imobiliária nos centros ativos e pela oportunidade de alcançar o “Preço Social Justo”, exigência da Constituição Federativa e da Lei Orgânica do Município de Cuiabá. – Entendemos que, numa verdadeira operação financeira internacional de padrão metropolitano tipo BOT, em longo prazo, as garantias serão oriundas da própria tarifa paga pelos usuários e que, em Cuiabá, torna em capacidade de endividamento à cerca de 8 bilhões de reais. Seria contrária aos objetivos da PNDU, Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, investir recursos provenientes do próprio usuário num sistema que não atende com eficácia a sua finalidade. – Excelentíssima Senhora Presidenta, uma Metrópole moderna ou “CIDADE GLOBAL”, não se planeja nem se gerencia por intuição humana, mas sim, a partir de sistemas inteligentes monitorados por técnicos altamente capacitados, portanto, a ASSUT-MT não pode aceitar o posicionamento, no mínimo, improvisado do Ministro das Cidades e seria altamente honrada da intervenção de Vossa Excelência a favor da sofrida população metropolitana de Cuiabá. – Respeitosamente. – Marleide Oliveira Carvalho, Presidente da ASSUT-MT, Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso

  2. - IP 201.67.60.234 - Responder

    Primeiro, o Deputado Riva não tem nada aver com o VLT de Cuiabá que é um projeto da ASSUT-MT desde 1997. Segundo, o VLT custo um,um bilhão, chave na mão, menos 20% do valor do espaço viário liberado do ônibus convencional ou seja R$ 900 Milhões. O BRT custo em infra-estruturas R$ 500M + veículos articulados durante 30 anos, R$ 80M + desapropriações 1,1 Bilhão = 1,680 bilhões, ou seja, custo quase o dobro do VLT sem contar que o BRT consume 4 vezes mais energia que o VLT !!!!

  3. - IP 189.59.45.106 - Responder

    riva é um clássico degredado. De ele ser suspeito de morder esses 500 milhões eu até entendo e compreendo. O que não aceito é que esse caboclo não pega jega e ainda tem idiotas que votam nessa coisa!

  4. - IP 201.67.19.1 - Responder

    Nos que usamos o transporte coletivos sabemos que o tal de BRT é problematico polue muito quebra acima da media e é ultrapassado.O modelo VLT é moderno e alimentado com energia elétrica o que temos em abundância. Pode até ficar mais caro para inplanta-lo mas é duradouro, vêm dai a compensação que o fará viavel. E pode servir com qualidade os usuarios. Melhor será se ele for totalmente do estado.(transporte publico) e de boa qualidade. Sou VLT pelo bem dos usuarios e pela preservação do meio ambiente.

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