O pensamento majoritário leigo, alimentado pela grande mídia manipuladora, é de que presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, é um tipo de herói nacional. O consenso no meio jurídico, todavia, é que trata-se de um desequilibrado que desmoraliza a Justiça. Ninguém do meio, nem seus colegas, nem os Ministros que endossaram seus votos, nem a própria mídia que o incensou, têm dúvidas sobre seu desequilíbrio e falta de limites. Leia as considerações do analista Luis Nassif.

NASSIF: BARBOSA VIROU A “ENCRENCA” DO JUDICIÁRIO

Sindjorce: Luiz Nassif

“O consenso no meio jurídico é que trata-se de um desequilibrado que está desmoralizando a Justiça e, principalmente, o mais alto órgão do sistema: o STF”, diz o jornalista Luis Nassif; “Mas quem ousará mostrar a nudez de um herói nacional de histórias em quadrinhos?”

 

247 – Segundo o jornalista Luis Nassif, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é hoje a “grande encrenca do Judiciário”. Leia abaixo sua análise, publicada em seu blogue, uma dos mais acessados e respeitados do País:

Uma encrenca chamada Joaquim Barbosa

Há um pensamento majoritário na opinião pública leiga e um consenso no sistema judicial – incluindo desembargadores, juízes, procuradores, advogados. O pensamento majoritário leigo é de que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa é um herói. O consenso no meio jurídico é que trata-se de um desequilibrado que está desmoralizando a Justiça e, principalmente, o mais alto órgão do sistema: o STF.

No seminário de dois dias sobre “Democracia Digital e a Justiça” – promovido pelo Jornal GGN – Barbosa foi a figura dominante nos debates e nas conversas.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakai, lembrou a cena da semana passada, na qual Barbosa acusou todo o tribunal de fazer “chicana” – na linguagem jurídica, malandragem para atrasar julgamentos. A única voz que se levantou protestando foi a do calado Teori Zavascki. Os demais recuaram, com receio da baixaria – o mesmo receio que acomete um cidadão comum no bar, quando entra um bêbado ou um alucinado distribuindo desaforos.

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Hoje em dia, há um desconforto generalizado no meio jurídico com a atuação de Barbosa.

O Código da Magistratura proíbe que juízes sejam proprietários de empresas ou mantenham endereço comercial em imóveis funcionais. O órgão incumbido de zelar por essa proibição é o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Barbosa é a única exceção de magistrado que desobedeceu a essa obrigação. Ao mesmo tempo, é o presidente do STF e do CNJ. Como se pode tolerar essa exceção?

Se algum juiz federal abrir uma representação junto ao CNJ para saber se liberou geral, qual será a resposta do órgão? E se não abriu, como tolerar a exceção?

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Outro princípio sagrado é o do juiz natural. Um juiz não pode ser removido de uma função por discordância com suas opiniões. Barbosa pressionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal a remover o juiz da execução das penas dos condenados do “mensalão”, por não concordar com sua conduta.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma representação junto ao CNJ, não contra Barbosa – respeitando seu cargo de presidente do STF, mas contra o presidente do TJ do Distrito Federal. Se o CNJ acatar a representação, automaticamente Barbosa estará incluído. E como conviver com um presidente do STF que não respeita a própria lei?

Seu desrespeito a associações de magistrados, de advogados, aos próprios pares há muito ultrapassou os limites da falta de educação. Por muito menos, juizes foram cassados por tribunais por perda de compostura.

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No fechamento do seminário, o decano dos juristas brasileiros, Celso Antônio Bandeira de Mello, falou duramente sobre Barbosa. “Dentre todos os defeitos dos homens, o pior é ser mau. Por isso fiquei muito irritado com o presidente do STF: é homem mau, não apenas pouco equilibrado, é mau”.

Na sua opinião, a maneira como a mídia cobriu as estripulias de Barbosa colocou em xeque a própria credibilidade dos veículos. “Como acreditar em quem dizia que Joaquim era o grande paladino da justiça e, agora, constata-se que é um desequilibrado? Devemos crer em quem?”.

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O fato é que o show midiático na cobertura da AP 470 criou o maior problema da Justiça brasileira desde a redemocratização.

Ninguém do meio, nem seus colegas, nem os Ministros que endossaram seus votos, nem a própria mídia que o incensou, têm dúvidas sobre seu desequilíbrio e falta de limites.

Mas quem ousará mostrar a nudez de um herói nacional de histórias em quadrinhos?

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TOFFOLI É MAIS UM NO STF A CRITICAR PRISÕES DE BARBOSA

Edição/247 Fotos: STF:

Para o ministro do STF, houve “problema de comunicação” entre os gabinetes do presidente da corte suprema, Joaquim Barbosa, e de dois juízes da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal; petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares ficaram em regime fechado durante três dias, enquanto suas penas determinavam o semiaberto; antes, ministro Marco Aurélio Mello já havia se manifestado contra as prisões terem sido decretadas no feriado de 15 de novembro: “Não havia motivo para o açodamento”

 

247 – O ministro do STF Antônio Dias Toffoli é mais um a criticar a forma como foram determinadas as prisões de parte dos réus da Ação Penal 470 pelo presidente da corte, Joaquim Barbosa. Toffoli vê “falha” na execução das prisões dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.

Em seu ponto de vista, ocorreu um “problema de comunicação” entre os gabinetes do presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, e de dois juízes da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

Antes, o ministro Marco Aurélio Mello já havia criticado o fato de as ordens de prisão terem sido expedidas no feriado da Proclamação da República. “Não havia motivo para o açodamento. Eu teria aguardado a segunda-feira, sem dúvida alguma”.

A declaração de Dias Toffoli foi dada em entrevista ao blog do jornalista Kennedy Alencar nesta quinta-feira 28. No dia 15 de novembro, os réus se entregaram à Polícia Federal após receberem ordem de prisão por determinação de Barbosa. No dia seguinte, foram enviados para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde ficaram três dias em regime fechado.

Os três foram condenados – José Dirceu a princípio, pois ainda pode recorrer por meio dos embargos infringentes contra a condenação pelo crime de formação de quadrilha – a cumprir pena em regime semiaberto. As prisões foram, portanto, bastante criticadas por juristas, intelectuais e sociedade civil.

Toffoli concorda, no entanto, com a decisão do relator da AP 470 de mandar para a prisão os réus que ainda têm direito a recursos. “Está cumprindo a decisão do plenário”, declarou na entrevista

 

TROCA DE JUÍZES PODE LEVAR A IMPEACHMENT DE BARBOSA

Edição/247 Fotos: geledes.org.br / STF:

Quem afirma é a cofundadora da Associação Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian; ela diz que a entidade considera crime o afastamento do titular da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal, Ademar Silva de Vasconcelos, pelo presidente do Supremo; “Barbosa poderá responder por crime de responsabilidade”, declarou

 

Rede Brasil Atual – A cofundadora da Associação Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian, afirma que a entidade considera crime o afastamento do magistrado titular da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal, Ademar Silva de Vasconcelos, que era responsável por acompanhar a execução das penas dos petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, presos em Brasília.No lugar de Vasconcelos, Barbosa nomeou o juiz substituto Bruno André da Silva Ribeiro, filho de um ex-deputado distrital do PSDB, o advogado Raimundo Rodrigues, e da advogada Luci Rosane Ribeiro, também militante tucana no Distrito Federal.A troca poderá levar ao impeachment de Barbosa, segundo a juíza. “Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções é crime de responsabilidade e ele poderá ser indiciado”, esclareceu nesta quarta-feira (27) em entrevista à Rádio Brasil Atual.”Essa violação fere a democracia, porque vulnera o princípio constitucional de proteção ao cidadão”, argumenta a juíza. Kenarik explica que a troca de juízes desrespeita o princípio de independência judicial que garante que nenhuma parte envolvida no julgamento possa escolher o juiz que irá decidir sobre o processo.

“A medida serve para garantir a democracia. Nenhuma parte pode indicar o magistrado, inclusive o poder judiciário. Existem regras para assegurar transparência e para que não haja manipulação das decisões”.

Juízes acusam Barbosa de ‘coronelismo’ e ‘canetaço’

Outras entidades que congregam magistrados e advogados, como a Associação dos Magistrados do Brasil, a Associação Brasileira de Juízes Federais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também tiveram posicionamento contrário ao afastamento de Ademar Silva de Vasconcelos e consideraram a decisão inconstitucional.

O Conselho Federal da OAB encaminhará ofício ao Conselho Nacional de Justiça para que seja apurado se houve efetivamente a troca por pressão de Joaquim Barbosa. Além disso, a Associação Juízes para a Democracia requer que o ministro faça um esclarecimento público sobre o ocorrido. “Até agora nós só tivemos o silêncio”, ressalta Kenarik.

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TEMOS UM ‘NAPOLEÃO’ NO STF. IMPERADOR DE SI MESMO

Cadu  Amaral
CADU AMARAL – BRASIL 247

Joaquim Barbosa é o tipo de juiz que tem a certeza de sua infalibilidade. E agora como presidente do Supremo Tribunal Federal, tem a certeza de ser supremo

 

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está mesmo disposto a condenar Genoíno, sua família e amigos ao sofrimento. Além do que já acontece pelo simples fato de ser condenado criminalmente. Esse não é um comportamento de quem procura justiça, mas sim, justiçamento, vingança. E com altas doses de autoritarismo.

Barbosa mandou prender Genoíno, Dirceu e Delúbio com o julgamento ainda em andamento. No mandado de prisão não continha o regime a que foram condenados, expediente aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que ele próprio preside.

Ele também mudou o juiz de execução penal do Distrito Federal, responsável pelo acompanhamento do cumprimento das penas na canetada. Pôs no lugar o filho de uma liderança do PSDB local.

Expôs todos os condenados à execração pública. O que é contrário a todos os tratados de direitos humanos ao qual o Brasil é signatário. Barbosa garantiu seu showmício na grande mídia.

Não bastasse tudo isso, ele, após cinco laudos atestando as condições de saúde de Genoíno, tirou da cartola um sexto. Compostos por médicos antipestistas militantes. O Blog O Cafezinho divulgou seus perfis nas redes sociais e como eles se manifestam sobre o caso.

Barbosa sequer deu ouvidos ao Instituto Médico Legal (IML) do DF ou mesmo às falas dos médicos da Papuda, presídio onde está Genoino.

Joaquim Barbosa é o tipo de juiz que tem a certeza de sua infalibilidade. E agora como presidente do Supremo Tribunal Federal, tem a certeza de ser supremo.

A única supremacia que de fato tem é o de ser o personagem público mais arrogante que temos por essas bandas. Superou até o próprio, segundo alguns, José Dirceu quando era ministro chefe da Casa Civil.

Mas essa criatura que se revelou Joaquim Barbosa não está aí por si só. A “grande imprensa” tem uma enorme contribuição nisso tudo. Foi ela quem lhe deu status de super-herói. Assim como fez com Collor em 1989. E ela – “grande imprensa” – fará com ele o mesmo que fez ao ex-presidente: o abandonará quando não servir mais. Sinais desse futuro não faltam.

Merval Pereira já disse que ele não pode ser candidato. O Jornal Nacional divulgou nota de juristas renomados condenando todo o julgamento e em especial as prisões. O Estadão, em seu site, divulgou vídeo de Pizzolato mostrando por que é inocente.

Mas ela ainda não pode largar Barbosa de uma vez. Talvez, o ministro Luís Roberto Barroso, relator da ação do mensalão tucano, coloque mesmo na pauta do STF os tucanos de bico fino para serem julgados. E vai que Barroso quer mesmo que a coisa ande por completo. Nessa toada até o Gilmar Mendes vira réu, FHC, Aécio e cia limitada.

Enquanto isso ela sustenta e o Brasil assiste a um espetáculo de baixo nível, com o personagem principal fazendo uma imitação de Bonaparte sofrível.

E sabem o que provavelmente também acontecerá: daqui a 30, 40 anos, o Estado brasileiro vai reconhecer todos os erros desse enredo nefasto – assim como foi com a ditadura de 1964 – e vai indenizar as famílias dos réus, especialmente de Genoino. Quem pagará essa conta? Nós.

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MUNDO JURÍDICO ISOLA BARBOSA. SÓ RESTA A MÍDIA

Edição/247 Fotos: Ramiro Furquim/Sul21 | Reprodução | Folhapress | STF:

Depois de prisões com direito a holofotes e pressão para que o juiz responsável pela execução das penas da Ação Penal 470 fosse afastado, o presidente do Supremo perdeu apoio de juízes, advogados e sociedade civil; entidades de classe da magistratura já dispararam seus ataques; João Ricardo dos Santos Costa, da AMB, diz que substituição de magistrado foi “canetaço”; Kenarik Boujikian, da Associação Juízes para a Democracia, fala em “coronelismo” e pede explicações; presidente da Ajufe, Nino Toldo lembra que não pode haver “nenhuma pressão sobre o magistrado”; OAB também pediu apuração ao CNJ; na semana passada, intelectuais e magistrados como Celso Bandeira de Mello e Dalmo Dallari já haviam assinado manifesto contra o que consideram prisões ilegais dos réus do chamado ‘mensalão’; chefe do Judiciário só tem parte da mídia a seu lado; até quando?

 

247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, recebeu como resposta às suas ações arbitrárias o isolamento do mundo jurídico – por parte de juízes e advogados –, de intelectuais e até da sociedade civil. Juristas que são referências em suas áreas e presidentes de entidades de classe da magistratura já demonstraram nos últimos dias repúdio contra decisões do chefe do Judiciário, as quais consideram “políticas”, “inconstitucionais” e até mesmo comparáveis ao “coronelismo”.Por unanimidade, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), presidida por Marcus Vinícius Furtado Coelho, aprovou um pedido de investigação sobre a conduta de Barbosa nesta segunda-feira 25. Em nota, a entidade máxima da advocacia cobra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a apuração de irregularidade na substituição do juiz Ademar Silva de Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que estaria, segundo Barbosa, sendo “benevolente” demais com os condenados da Ação Penal 470.Críticas duras vieram principalmente de presidentes das entidades da magistratura. Para João Ricardo dos Santos Costa, eleito no domingo novo presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), o afastamento do juiz do DF foi um “canetaço” (leia aqui). “Pelo menos na Constituição que eu tenho aqui em casa não diz que o presidente do Supremo pode trocar juiz, em qualquer momento, num canetaço”, afirmou, lembrando que não havia “indício ou informação de qualquer irregularidade” por parte do magistrado afastado.

Por meio de nota em que cobra explicações do ministro, a presidente da Associação Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian compara o ato ao “coronelismo judiciário”, termo que se mostra adequado, segundo ela, caso fique comprovada a pressão de Barbosa para a substituição de Vasconcelos. Em nota enviada ao 247, o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Nino Toldo, ressalta que “é preciso analisar as circunstâncias em que houve a troca de juízes”, mas afirma que “de qualquer modo, nenhuma pressão pode haver sobre o magistrado, sob pena de se ferir a autonomia da magistratura”.

Na semana passada, um manifesto de repúdio a Joaquim Barbosa já havia sido assinado por dezenas de juristas, intelectuais e personalidades da sociedade civil. Alguns dos que condenam a forma de execução das prisões de parte dos réus da Ação Penal 470 – feitas no feriado de Proclamação da República, transferindo todos os condenados para Brasília em um avião da FAB e sob uma decisão monocrática – são Celso Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Fernando Morais, Eric Nepomuceno, Wanderley Guilherme dos Santos e Marilena Chauí (leia mais em Juristas e intelectuais gritam contra AI-5 de JB).

Parece que, no momento, apenas a grande mídia está ao lado do chefe do Judiciário, que mais demonstra ter um perfil de vingador do que de alguém que representa a Justiça suprema de um país democrático. Até quando, não se sabe.

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UNÂNIME, OAB PEDE AO CNJ QUE INVESTIGUE BARBOSA

Edição/247 Fotos: Folhapress/ABr/Reprodução:

O documento aprovado por todos os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil, presidida por Marcus Vinícius Furtado Coelho, é ainda mais grave do que uma moção de repúdio a Joaquim Barbosa; a OAB, que liderou movimentos históricos, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, cobra do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal; estopim da crise foi a decisão de Barbosa de substituir o juiz responsável pela execução das penas dos condenados na Ação Penal 470; saiu Ademar Vasconcelos, entrou Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal; decisão responde a uma cobrança feita, nesta tarde, no 247, pelo criminalista e ex-presidente da entidade José Roberto Batochio

 

 

247 – Acaba de ser aprovada, por unanimidade, pela Ordem dos Advogados do Brasil, uma decisão que ainda é ainda mais grave do que uma simples moção de repúdio ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. A OAB irá cobrar do Conselho Nacional de Justiça uma investigação sobre a troca do juiz responsável pela execução das penas do chamado “mensalão”.Após pressões de Joaquim Barbosa, repudiadas por juristas e advogados, o juiz titular da Vara de Execuções Penais, Ademar Vasconcelos, foi substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. A decisão fere direitos da magistratura e também dos réus.A decisão causou espanto na magistratura. “Eu espero que não esteja havendo politização, porque não vamos permitir a quebra de um princípio fundamental, que é uma garantia do cidadão, do juiz natural, independentemente de quem seja o réu”, afirmou João Ricardo dos Santos Costa, presidente eleito da Associação dos Magistrados do Brasil. Segundo o jurista Claudio Lembo, já existem razões objetivas para o impeachment de Joaquim Barbosa. Os juristas Dalmo de Abreu Dallari e Celso Bandeira de Mello publicaram um manifesto em que defendem uma reação do Supremo Tribunal Federal, para que a corte não se torne refém de seu presidente.

A OAB agiu em resposta a uma cobrança pública feita no início desta tarde por um ex-presidente da entidade, José Roberto Batochio, em reportagem publicada no 247.  “Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados”, disse Batochio.

Pela primeira vez na história, o Conselho Nacional de Justiça receberá um pedido de investigação contra um ato de seu próprio presidente, uma vez que Joaquim Barbosa, como chefe do STF, acumula também o comando do CNJ.

Leia abaixo a nota:

Salvador (BA) – O Conselho Pleno da OAB aprovou por aclamação o envio pela diretoria da entidade, de ofício requerendo a análise do Conselho nacional de Justiça (CNJ), sobre a regularidade da substituição de magistrado da Vara de Execuções Criminais. A decisão do Pleno foi motivada pela recente substituição do juiz responsável pela execução das penas da AP 470.

Leia, abaixo, reportagem anterior sobre a cobrança feita por José Roberto Batochio:

BATOCHIO: “SILÊNCIO DA OAB JÁ FOI ALÉM DO RAZOÁVEL”

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, o criminalista José Roberto Batochio cobra uma postura mais firme do atual presidente da entidade, Marcus Vinícius Furtado Coelho, em relação aos abusos cometidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e faz até uma piada: “se o chefe do Poder Judiciário pode escolher um juiz fora dos parâmetros legais porque acha que ele será mais rigoroso do que o juiz natural, deveria ser dado aos réus o direito de também escolher o juiz pelo qual querem ser julgados”; Batochio aponta “heterodoxia” no caso e critica a postura da OAB; polêmica recente diz respeito à escolha feita por Barbosa do juiz Bruno Ribeiro para tocar as prisões da Ação Penal 470

 

247 – O criminalista José Roberto Batochio, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, cobra da própria OAB uma atitude mais firme diante dos desmandos do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Segundo ele, o sistema judiciário brasileiro tem dado exemplos recorrentes de “heterodoxia” na Ação Penal 470. Batochio afirma ainda que “o silêncio da OAB já foi além do razoável”.

A polêmica mais recente diz respeito à determinação feita por Joaquim Barbosa para que o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Ademar Vasconcelos, que conduzia as prisões da Ação Penal 470, fosse substituído por Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB do Distrito Federal. Em relação ao caso, Batochio faz até uma piada. “Se alguém pode trocar um juiz, porque acha que este será mais rigoroso com os réus, deveria também ser facultado aos réus o direito de escolher o juiz pelo qual querem ser julgados”, afirma.

A decisão, segundo Batochio, desrespeita a magistratura como um todo, uma vez que os juízes têm vários direitos assegurados, e também a defesa – uma vez que todo réu tem direito ao chamado juiz natural.

Não custa lembrar que Barbosa tentou minar a atuação de Ademar Vasconcelos antes mesmo das prisões, uma vez que, dez dias atrás, já havia mandado as ordens de prisão para Bruno Ribeiro, que estava de férias – e não para o juiz natural.

 

 

FONTE BRASIL 247

 

5 Comentários

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  1. - IP 189.59.43.38 - Responder

    nos também temos varias opiniões e informações sobre o que o meio jornalístico fala e pensa sobre Luis Nassif.E não é nada abonador.Até amanhã.

  2. - IP 177.5.123.17 - Responder

    O que esse um aí ; esse ……. como é mesmo o nome ?? Luis , Luis………. Esse um aí ; oque mesmo ele já fez pelo país???
    É cada um que não se enxerga.

  3. - IP 189.59.52.65 - Responder

    Pessoas ridículas e medíocres,dignas de pena e de desprezo.Legislam para si própria e para que blogs facciosos publiquem suas opiniões.Não tem formação jurídica respeitáveis,,responsabilidades nem consciência da gravidade do ocorrido e da indignação que se abateu sobre a nação, pelo atrevimento das ações dessa escumalha.Joaquim Barbosa fez o nosso papel ,aquele que gostaríamos de ter feito:basta,TOFOLLIS ,LEWANDOVSKIS”et caterva”,vada a bordo,cambada ,vão para a cadeia que é o lugar de vocês e vão já!

  4. - IP 201.2.21.233 - Responder

    De fato, Joaquim Barbosa é responsável pela politicagem do Supremo, que desmoraliza o poder judiciário. Transformou o Supremo em um instrumento de vingança (não de justiça) contra os réus do PT. Enquanto ele manda prender arbitrariamente em regime FECHADO Genoino, que está doente e que havia sido sentenciado em regime SEMIABERTO, esse mesmo Joaquim Barbosa deixa solto o ex-deputado Roberto Jefferson que foi sentenciado em regime FECHADO. Se o Roberto Jefferson fosse petista, tenho certeza de que já estaria preso, com os demais réus. Outra coisa, enquanto o mensalão do PT é julgado e os réus cumprem pena rapidamente, o processo contra os políticos tucanos, que inventaram esse mesmo esquema do Mensalão em Minas Gerais, não tem data marcada para acontecer, e o processo corre o risco de prescrever os pilantras tucanos impunes. Dois pesos, duas medidas.

  5. - IP 177.193.164.168 - Responder

    que país é esse? com a oab e diversas entidades de magistrados dizendo que o sr. joaquim barbosa é um desequilibrado, como é que esse homem ainda se mantém no cargo? disconjuro!

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