O INFERNO ASTRAL DA VELHA OLIGARQUIA: Depois da renúncia de Jayme Campos à sua tentativa de reeleição, juízes eleitorais Agamenon Moreno e Maria Helena Póvoas reforçam votos de José Blaszak e Pedro Francisco e cassam o mandato de deputado federal de Júlio Campos, depois que investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal constataram compra de votos na eleição de 2010. Cassação quase veio tarde demais, já que mandato termina em dezembro e deve ser completado pela suplente Telma de Oliveira (PSDB), hoje parceira e aliada desses velhos políticos que tanto combatera quando seu marido, Dante de Oliveira, liderava pretensa fração da esquerda em MT

O empresário Julio Campos Neto, com seu pai, o deputado federal e ex-governador Júlio Campos (DEM) e o juiz eleitoral José Blaszak, da cota da OAB, responsável pelo voto-relatório que levou à cassação de Julinho no processo concluido nesta terça-feira (22) no Tribunal Regional Eleitoral

O empresário Julio Campos Neto, com seu pai, o deputado federal e ex-governador Júlio Campos (DEM) e o juiz eleitoral José Blaszak, da cota da OAB, responsável pelo voto-relatório que levou à cassação de Julinho no processo concluido nesta terça-feira (22) no Tribunal Regional Eleitoral

 

Degola completa dos velhos caciques da família Campos, em Mato Grosso. Eles que mandaram e desmandaram em nosso Estado durante várias décadas, agora são personagens em definitivo declínio, depois que o irmão mais novo, Jayme Campos, desistiu de disputar a reeleição na chapa do candidato a governador Pedro Taques (PDT), na noite desta segunda (21), a terça-feira começa com a notícia, trágica para a direita mato-grossense, de que o Tribunal Regional Eleitoral, por ampla maioria, concluiu o processo contra o deputado federal Júlio Campos, que fora acusado de compra de votos pelo Ministério Público Eleitoral e cassou o seu mandato na Câmara dos Deputados.

Na sessão desta terça, no TRE-MT, os juizes eleitorais Agamenon Moreno e Maria Helena Póvoas, da cota do Tribunal de Justiça, apresentaram seu voto, reforçando a tese defendida pelo relator, juiz José Blaszak, da cota da OAB, e já apoiada pelo juiz Pedro Francisco, da cota da Justiça Federal, de cassação de Julinho.

Conforme a contundente denuncia, formulada pelo MPF, através do então procurador da República lotado em Mato Grosso, Thiago Andrade, Julinho utilizou a sede da empresa da qual é sócio majoritário, a Empreendimentos Santa Laura, para distribuir vales de supermercados e abastecimento de veículos, para a compra de votos de eleitores incautos ou, também, mal intencionados. Os tíquetes teriam sido distribuídos pessoalmente por Júlio Campos Neto, filho do parlamentar e atual candidato a deputado estadual pelo DEM, na chapa dita inovadora de Pedro Taques, e trocados no supermercado Bom Gosto, em Várzea Grande, e no Posto América, em Cuiabá.
Disfarçados de eleitores, policiais federais foram até a sede da empresa e se mostraram interessados nas doações, após receber uma denúncia anônima. A confirmação das supostas irregularidades foi no dia 23 de setembro do ano de 2010 (no período eleitoral). Segundo o procurador da República Thiago Andrade também houveram outras provas após apreensões no escritório da empresa do candidato, no posto América e no supermercado Bom Gosto, não deixam dúvidas sobre as irregularidades.

Curiosamente, o mandato de Julinho, que se encerraria em dezembro deste ano, deve ser completado por Telma de Oliveira (PSDB), que fora esposa do ex-governador Dante de Oliveira – ele e ela que construíram suas carreiras em Mato Grosso, em sua fase mais apoteótica, combatendo Júlio, Jaime e a oligarquia da família Campos, no Estado. Com o passar dos anos, e com a diluição dos embates ideológicos e, também, da firmeza de alguns caracteres, os herdeiros de Dante acabaram se aproximando dos Campos e fortalecendo as correntes da direita mato-grossense que hoje tentar se manter vivas à sombra da candidatura do senador Pedro Taques (PDT), ao Governo do Estado. Seria cômico, se não fosse trágico.

CONFIRA O VOTO DO RELATOR QUE DEU INÍCIO AO PROCESSO DE CASSAÇÃO DO VELHO POLÍTICO DE MT JÚLIO CAMPOS

Juiz José Blaszak vota pela cassação de Júlio Campos (Voto) by Enock Cavalcanti

5 Comentários

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  1. - IP 201.57.87.66 - Responder

    OS CAMPOS ESTÃO SECANDO………… JAIME FEZ BEICINHO, TAL QUAL MENINO MIMADO E DESISTIU DA CANDIDATURA,,, JÚLIO CASSADO E COM CERTEZA O NETINHO NÃO VAI SE ELEGER,,,, É O FIM DA DINASTIA CAMPOS

  2. - IP 179.83.170.12 - Responder

    Enock, o nome do juiz federal que votou pela cassação é Pedro Francisco da Silva.
    Pedro Aparecido sou eu, apesar de que se eu fosse juiz também votaria pela cassação.

  3. - IP 189.96.29.221 - Responder

    Essa cassação é mais um reflexo da digna atuação do Dr. José Luiz Blaszak, cuja passagem pela corte eleitoral vai ficar para a história.

  4. - IP 177.193.128.145 - Responder

    o júlio já havia anunciado sua aposentadoria, agora recebeu uma senhora ajuda do tre. será que alguém vai sentir falta dele? eu, não.

  5. - IP 177.41.82.52 - Responder

    Tantos despeitados contra a figura carismática e progressista de Julio José de Campos, o mais dinâmico e visionário Governador de Mato Grosso,pós divissao territorial, em 1978. Foi, e é um grande politico, a politicalha do TRE-MT nos envergonha ? E você seu borra-botas de Enoque, cansou de matar sua fome,trabalhando no Grupo de Comunicação da família Campos, e não passa de um jornalista frustado e invejoso do sucesso de Julio Campos e seus familiares.0K

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