PREFEITURA SANEAMENTO

É PRECISO CUIDADO COM AS JOGADAS DA REVISTA VEJA: O envolvimento direto do ex-governador Eduardo Campos com o esquema Costa tira a aura de pureza da candidatura Marina. Não fosse o envolvimento direto de grandes grupos econômicos blindados na Justiça, o episódio Paulo Roberto Costa seria mais agudo que o “mensalão”. Mais uma vez, o episódio será utilizado como elemento político de lado a lado. Mas a mãe de todos os crimes – o financiamento privado de campanha – continuará graças a atuação do ínclito Ministro Gilmar Mendes. LEIA ANÁLISE DE LUIS NASSIF

A hipocrisia das denúncias políticas e a blindagem dos grandes grupos

, no Jornal GGN

Algumas considerações sobre a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Costa traz indícios daquele que provavelmente é o mais amplo caso de corrupção política sistêmica do país. A desenvoltura com que atuou na Petrobras comprova que dispunha de uma carta em branco. Há pelo menos seis anos rumores sobre sua atuação corriam mercado. É evidente tratar-se de uma peça da real politik de governo.
A data escolhida para a divulgação – 7 de setembro, aliás mesma data da eclosão do escândalo Erenice – e as informações divulgadas até agora sugerem muito mais uma chantagem, com elementos políticos, do que elementos concretos para condenar os acusados: políticos e empresas. Uma denúncia exige dados concretos, datas, documentos, comprovação de pagamentos. Costa traz relatos. É como se avisasse: se me deixarem na mão apresento as provas. Ou então é possível que Veja tenha feito um cozidão atribuindo-o a Costa.
A denuncia significará um corte no atual modo de fazer política? Evidente que não, porque dificilmente os subornadores serão punidos. E porque uma apuração ampla dos desvios políticos não poupará nenhum partido.
Além disso, até hoje nenhuma investigação envolvendo grandes grupos prosperou na Justiça.
O “mensalão” só foi adiante depois que o Procurador Geral da República inicial, Antonio Fernando de Souza, o sucessor Roberto Gurgel e o relator Joaquim Barbosa tiraram o Opportunity da jogada
A Satiagraha parou assim como a operação da Polícia Federal que levantou subornos da Camargo Correia – apanhando com a boca na botija o então chefe da Casa Civil do governo Alckmin Arnaldo Madeira (que a campanha de Aécio cometeu a imprudência de colocar na coordenação paulista). Nos dois casos, alegou-se escutas ilegais, álibis formais para justificar a blindagem desses grupos.
O próprio episódio do buraco do Metrô resultou em um acordo nebuloso entre o governo José Serra, o MInistério Público Estadual e as empresas, pelo qual as diretorias foram poupadas e as empresas tiveram a liberdade de indicar um funcionário para o cadafalso.
Em ambos os casos, os grupos de mídia não manifestaram indignação. O que comprova que denúncias e indignação são armas políticas ou de chantagem, não instrumentos de melhoria institucional.
Não há velha e nova política.
Há a mesma política velha atingindo todos os grupos. O envolvimento direto do ex-governador Eduardo Campos com o esquema Costa tira a aura de pureza da candidatura Marina. Não fosse o envolvimento direto de grandes grupos econômicos blindados na Justiça, o episódio Paulo Roberto Costa seria mais agudo que o “mensalão”.
O PSDB tem os escândalos do Metrô.
Mais uma vez, o episódio será utilizado como elemento político de lado a lado. Mas a mãe de todos os crimes – o financiamento privado de campanha – continuará graças a atuação do ínclito Ministro Gilmar Mendes.
FONTE JORNAL GGN

———————–

Exclusivo: Paulo Roberto Costa começa a revelar nomes dos beneficiários do esquema de corrupção da Petrobras

Sergio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras

Rodrigo Rangel

Atualizado às 4h42.

Preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar.

No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção.

Entre eles estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado,  Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo. Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP, é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina. Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.

Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo.

Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecidao nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.

Conheça, nesta edição de VEJA, outros detalhes dos depoimentos que podem jogar o governo no centro de um escândalo de corrupção de proporções semelhantes às do mensalão

—————————-

Os cuidados com as jogadas da revista Veja

Jornal GGN – É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.

No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).
A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana.  Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.
Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.
A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).
Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.
Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado.  E quase simultaneamente, o Valor  informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.
Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.
A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.
——————–

A estranha delação em véspera de eleição

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:Segundo o que já foi divulgado pela revista Veja – porque será que 11 entre 10 policiais federais e promotores preferem a Veja para vazar informações sigilosas? – a lista de nomes apresentada pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, atingiria meio mundo, ou pouco mais, da política.

Do falecido Eduardo Campos a deputados de partidos do governo e de outros, integrantes de coligações anti-Dilma, passando pelos presidentes da Câmara e do Senado, a lista de Costa tem um imenso potencial explosivo.

Por isso mesmo, deve ser encarada com muita cautela.

A começar pelo fato de que é algo que parte de um homem em situação de desespero, apanhado em um monte de negócios irregulares aqui e lá fora, que estava ameaçado de 30 anos de prisão e ao qual se acena com uma, na prática, absolvição.

É o que narra o Estadão:

“Calcula-se que Costa poderia pegar pena superior a 50 anos de cadeia se respondesse a todos os processos derivados da Lava Jato – já é réu em duas ações penais, uma sobre lavagem de dinheiro desviado da Petrobras, outra sobre ocultação e destruição de documentos e é investigado em vários outros inquéritos.

Angustiado com a possibilidade de não sair tão cedo da prisão, ele decidiu delatar como operava a rede de malfeitos na Petrobras. O acordo prevê que, em troca de suas revelações, Costa deverá sofrer uma pena tão reduzida, que se aproxima do perdão judicial”.

Agora, antes que esse acordo fosse homologado no Supremo, vaza o sigilo e, claro, mesmo que haja pouca consistência nas suas declarações, cria-se um clima político para que elas sejam aceitas como verdade absoluta.

Isso a um mês das eleições.

Uns dizem que a lista de Costa contém 39 nomes, outros dizem 42 e a “nominata” da Veja elenca, segundo divulgado no blog de Ricardo Noblat elenca 12. (Aliás, vejo que a nota foi retirada, mas pode ser conferida aqui)

Seja qual for o tamanho e sejam quais forem os integrantes, não basta a delação de um homem acuado, é preciso que haja elementos e fatos para sustentá-la.

Que empresas financiam campanhas eleitorais, todos sabem e, infelizmente, é essa a regra num modelo político de financiamento privado de eleições. Só no financiamento exclusivamente público, proposto por este governo e repelido, de forma quase unânime, pelos políticos e pela mídia, candidatos não dependem de empresários.

O que se tem de verificar, portanto, são quais destes favores empresariais foram clandestinos e, pior, quais deles foram destinados a enriquecer pessoalmente seus beneficiários.

Tudo isso cheira mal e já vinha cheirando, desde que Luís Nassif nos chamou a atençãosobre um “abraço de afogado” de Aécio Neves.

E não é apenas o cheiro dos negócios sujos de Costa, aliás afastado do cargo, contra a vontade dos políticos, pela mulher a quem se procura atingir: Dilma Rousseff.

Verdade, no Brasil, é algo que quando aparece, é só pela metade.

——————–

Em vídeo, Aécio Neves chama denúncias de Costa de “Mensalão 2”

Candidato à presidência publicou um vídeo em sua conta no Facebook criticando o governo

DO ZERO HORA

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, publicou em sua conta no Facebook um vídeo em que comenta as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de que políticos da base aliada receberam propina em contratos da estatal. Segundo o tucano, o Brasil acordou “perplexo” com as “mais graves denúncias de corrupção da nossa história recente.”

No vídeo, Aécio classifica as denúncias de “Mensalão 2” e afirma que o “governo do PT” está “patrocinando o assalto às nossas empresas públicas para a manutenção do seu projeto de poder”.

— Estamos disputando essas eleições contra um grupo que utiliza o dinheiro sujo da corrupção para manter-se no poder. Por isso, eu acredito que chegou a hora de darmos um basta a isso e tirarmos, de forma definitiva, o PT do poder — diz Aécio no vídeo.

Para o candidato, é fundamental que as investigações possam ir “ainda mais a fundo” para que os responsáveis sejam punidos “de forma exemplar”.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, fez umacordo de delação premiada, que ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para denunciar pessoas que teriam recebido dinheiro em troca de facilitar operações dentro da Petrobras. Em seus depoimentos, que estão sendo prestados desde o fim de agosto, ele citou diversos políticos que estariam envolvidos no esquema. Os nomes foram revelados pela revista Veja na edição desta semana.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que não irá se manifestar sobre os nomes citados por Costa até receber “informações oficiais”. A oposição pediu umareunião de emergência para discutir as denúncias.

———————–

Mídia usa “delação” para ajudar Aécio

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

A última sexta-feira foi permeada por especulações e até pânico da classe política por conta do conteúdo dos depoimentos que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto da Costa – preso em março pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato – vem dando após acordo de “delação premiada” que fez com o Ministério Público e a Justiça.

Costa propôs acordo de “delação premiada” que pode lhe valer a quase absolvição dos crimes cometidos. Por esse acordo, tem que denunciar envolvidos em um suposto esquema de corrupção que haveria na Petrobrás. Tem que denunciar, sobretudo, políticos envolvidos.

O vazamento do que Costa está afirmando em sua “delação premiada” é uma irresponsabilidade da mídia, com destaque para o papel da Veja – sempre ela – no que, aliás, é uma ilegalidade.

Para os que acham que contra o PT vale-tudo, porém, convém refletir sobre o denunciante.

Quando Costa foi preso, em março, a Polícia Federal encontrou em sua residência 180 mil dólares e 720 mil reais – tudo em espécie. Além disso, o ex-executivo da Petrobrás ganhou um caro automóvel Land Rover do doleiro Alberto Yousseff, também preso nessa operação da PF e condenado no caso Banestado.

Costa teme acabar como Marcos Valério, que pode terminar seus dias na cadeia. O acordo de delação premiada pode salvá-lo desse destino; sua pena seria praticamente extinta. Porém, delatando supostos comparsas ou não esse indivíduo é um criminoso e tudo que disser no âmbito do acordo que fez com as autoridades é suspeito até prova em contrário.

O que Costa está dizendo terá que ser tudo muito bem checado porque alguém como ele pode mentir para prejudicar quem ele julga que não o apoiou ou para preservar quem acha que vale a pena, por esta ou aquela razão. Ou seja: enquanto as “delações” do sujeito não forem verificadas, tudo que está dizendo é suspeito.

O processo de verificação dessas informações deve levar meses e terminará muito depois das eleições em segundo turno. Neste momento, portanto, os meios de comunicação que estão divulgando nomes e partidos dos acusados por Costa estão sendo irresponsáveis e agindo com claro objetivo eleitoral.

Como sempre, coube à Veja, de forma criminosa e eleitoreira, divulgar o conteúdo não verificado das denúncias do ex-diretor da Petrobrás. E para saber o que Veja pretende o leitor nem precisa se submeter à pena de ler aquele lixo de publicação. Na porta da Veja há uma lixeira que chamam de blog do Reinaldo Azevedo que já delata a intenção da revista.

Por contraditório que pareça, as denúncias de Veja são sempre muito “transparentes” quanto a suas intenções, ainda que esse não seja o objetivo da revista. Nesse caso em particular, a “transparência” é gritante. Um outro trecho do post de Azevedo sobre a denúncia da revista que o emprega, deixa tudo ainda mais claro.

“(…) VEJA teve acesso a parte do depoimento de Paulo Roberto e traz reportagens exclusivas na edição desta semana, com a lista dos nomes citados por Paulo Roberto. Entre eles, estão cabeças coroadas da política brasileira, como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu numa acidente aéreo no dia 13 de agosto (…) Uma coisa é certa: as revelações de Paulo Roberto atingem em cheio as duas candidatas que lideram a disputa pela Presidência da República: Dilma, por razões óbvias, e Marina, por razões menos óbvias, mas ainda assim evidentes. Ela é a atual candidata do PSB à Presidência. Confirmadas as acusações de Paulo Roberto, é de se supor que o esquema ajudou a financiar as ambições políticas de Campos, de que ela se tornou a herdeira (…)”

Precisa dizer mais? É óbvio que o vazamento de supostas declarações de Costa às autoridades visa matar dois coelhos com uma cajadada só.

Não se tem garantia de não haver tucanos ou demos envolvidos nas “denúncias” de Costa. O vazamento das informações pode ser seletivo ou, pior, Costa pode estar mentindo, inventando acusações para ter o que oferecer às autoridades em troca de sua liberdade.

Essa é a última cartada que a mídia tucana tem para tentar reverter o que lhe constitui um verdadeiro desastre político, ou seja, a eleição presidencial ficar restrita entre duas candidatas que, por razões distintas, não lhe interessa.

Não, Marina não interessa à mídia. Aliás, a tucanérrima imprensa paulista tem produzido crescentes colunas, artigos e editoriais anti Marina. O Estadão já divulgou editorial atacando a “fadinha da floresta”, Reinaldo Azevedo e congêneres vêm batendo pesado nela, dizendo-a “até pior” do que Dilma. Neste sábado, a Folha, em editorial, também atacou a candidata do PSB.

As razões da tucanérrima imprensa paulista para temer Marina explicam-se pela charge do blogueiro, no alto da página. Ainda que o banco Itaú tenha escrito o programa de governo de Marina, ela, assim como o PSOL e o PSTU, esteve por trás dos protestos tresloucados de 2013 e deste ano. No fim, os sócios “de esquerda” desse consórcio ficaram a ver navios e Marina foi quem lucrou.

Seja como for, as relações pretéritas de Marina com a esquerda e suas sistemáticas idas e vindas sobre vários assuntos estão metendo medo na direita midiática, apesar do aval do Itaú e de um economista cabeça-de-planilha que assessora a candidata do PSB.

Por que Veja cuidou de atingir Dilma e Marina? Porque se focasse só em Dilma a beneficiária seria Marina. Atacando a ambas, a mídia acredita que o beneficiário natural será Aécio. Pode até não ser suficiente para levá-lo de volta ao segundo lugar, mas a ideia é vitaminar o tucano para que o PSDB não eleja só meia dúzia de deputados. É simples assim.

Categorias:Jogo do Poder

2 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 187.5.87.70 - Responder

    Perdido por um, perdido por mil. Após se consolidar um quadro de completa derrota, Aécio e a revista Veja jogam suas últimas fichas… e apostam no golpe e no caos. Incendeiam suas posições e irresponsavelmente apontam em direção contrária à das urnas… Conforme disse o PT em Nota, neste sábado (06-setembro), Aécio perdeu a dignidade a caminho da irrelevância. Triste fim de um político que se confessa despreparado para o embate democrático das urnas e, perigosamente, aposta na inconsequência… Perdeu e quer arrastar o País ao abismo. Neste aspecto, José Serra e Geraldo Alckmim foram muito maiores porque demonstraram maturidade na derrota eleitoral e respeito à vontade soberana do povo.

  2. - IP 187.54.113.253 - Responder

    Deixa eu entender bem a matéria: o único prejudicado com as denúncias foi o finado eduardo campos? E os mais de 50 deputados da base aliada citados? E o ex presidente lula citado? E os ministros de estado citados? E os diretores da petrobrás que estão presos? Esses “jornalistas” que funcionam mediante paga são bem imparciais mesmo!

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

quinze − treze =