A acovardada truculência de Pedro Taques, dolorosa piada

No Midia News, o cartunista Fred foi na veia: expôs o senador Pedro Taques e o blogueiro Muvuca no espanto em que cada um vive e se consome.
Até agora, a zelosa assessoria de Pedro Taques não teve o cuidado de divulgar as provas, os documentos que o zeloso senador Pedro Taques teria acostado ao pedido que formulou, junto à Policia do Senado Federal, para que o cidadão José Marcondes, o Muvuca, fosse mantido longe do seu gabinete e da sua pessoa, e sob severa vigilância policial.

Sim, quais foram as evidências a partir das quais o senador Pedro Taques solicitou estreita vigilância policial para a presença do Muvuca em Brasília, como se ele fosse uma espécie de homem-bomba? Sim, quais foram as evidências a partir das quais o senador Pedro Taques sugere que o Muvuca é uma ameaça ambulante à sua vida?

O que percebo, data maxima venia, neste triste episódio é que Pedro Taques parece orientar seu comportamento por uma acovardada truculência – acovardada truculência injustificada porque, vejam só, depois de abordar o Muvuca, o pessoal da Policia lá do Senado o liberou sem qualquer problema. O problema todo está naquela história, muito bem retratada pelo Cláudio Humberto, de que poderia haver um pistoleiro armado, dentro do Senado, caçando Pedro Taques! Que medo, meu Deus do Céu!

Pedro Taques garante, segundo se vê na nota que volto a reproduzir abaixo, que o Muvuca ameaçou matá-lo, via redes sociais. Muvuca garante que sua ameaça foi uma piada – uma piada de mau gosto, mas uma piada.

Bem, essas piadas sobre assassinato de desafetos são recursos de que lançam mão cabeças algo desmioladas, como a cabeça do Muvuca, pode dizer alguém. Eu mesmo acho um recurso estilístico abominável. Mas veja, na ilustração abaixo, que a Adriana Vandoni, que é uma espécie de ideológa do mandato do seu amigo Pedro Taques, quando se trata de assassinar desafetos políticos também gosta de pesar a mão. Vejam como ela, com apoio de uma caricatura, imaginou um possivel final para a agonia do ex-presidente Chavez da Venezuela. O Chávez receberia a visita daquela médica do Paraná que esá sendo investigada sob a suspeita de apressar o passamento de pacientes colocados sob a sua supervisão num hospital lá de Curitiba.

Imagino que a Adriana Vandoni deve ter vibrado muito quando o Chávez, de fato, não resistiu mais às complicações do seu câncer. Deve ter sapateado no telhado, comemorando a morte do Comandante, que coisa. Mas o importante é que se perceba que ela, como o Muvuca, não vacila em colocar um molho assassino nas suas postagens. Então, mensurando aquilo que tantos e tantos saites andam espalhando pela internet, dá pra perceber que o Muvuca talvez seja apenas um tonto a mais solto na praça. É evidente que tudo isto expressa algum tipo de doença social, mas não sei se será com a Polícia que vamos acalmar essas almas que, de tanto assistirem Jogos Mortais, Walking Dead, Dexter e outros que tais, além do farto noticiário policial que registra tantos horrores no cotidiano do Brasil e do mundo, agora deu de achar que assassinato pode ser também recurso estilistico respeitável.

Mas vejam aí o que Adriana Vandoni publicou. E que alguém me mande o que o Muvuca publicou para gente comparar:

Enfim uma boa alma para salvar Chávez

Publicado em às hs.

 

 

Buscando Chávez

Publicado em às hs.

 

Eu não tinha como não dividir com vocês este post do James Pimenta no Face:

“Estou indo buscar o Chávez, espero não perder a viagem”

 

 

 

 

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Releia, agora, a nota divulgada por Pedro Taques, nesta quinta-feira:

 

Nota de esclarecimento

21/03/2013 às 11:56

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Para efeitos de esclarecimento sobre notícias relacionadas à ameaça contra o senador Pedro Taques, o parlamentar pontua que:

– Nesta quarta-feira (20.03.2013) não sofri nenhuma ameaça de morte. Confio na Polícia Legislativa e acredito que ninguém entraria armado no Senado.

– No entanto, já há algum tempo, o cidadão José Marcondes, conhecido como Muvuca, com intenções políticas obscuras, vem destilando contra mim acusações que atacam minha honra. Mais recentemente, suas atitudes se excederam, chegando a me ameaçar de morte numa rede social, fazendo também exibição de fotos com armas e de treinamento de tiro ao alvo.

– O cidadão já responde a cinco ações, entre cível e criminal, por insinuações infundadas de desmedidas contra minha pessoa e também a uma queixa-crime por ameaça.

– Com intenção de preservar minha segurança, no dia 5 de março enviei ofício à Presidência do Senado relatando a situação e pedindo providências com a relação minha segurança: meu gabinete deve ser avisado toda vez que este cidadão estiver nas dependências do Senado. Esta é a única medida de segurança em vigor neste caso.

– Nesta quarta-feira (20.03) este cidadão esteve no Senado. No entanto, a Polícia Legislativa não informou o fato ao meu gabinete. Até o dia de ontem, a Polícia Legislativa não havia recebido essa ordem da Presidência do Senado.

– A assessoria do Senador Blairo Maggi (PR-MT) foi quem alertou meu gabinete sobre a presença deste cidadão, informando que ele havia passado no gabinete do republicano, mas que nem chegou a ser atendido pelo senador.

– Durante a reunião da Comissão de Infraestrutura, presidida pelo senador Fernado Collor, da qual eu participei, José Marcondes também estava presente.

– Ciente de que este cidadão espalhou em Cuiabá que ira ao Senado conversar com Collor e com o presidente da Casa, Renan Calheiros, para buscar apoio no plano de denegrir a minha imagem – já que ambos têm diferenças políticas comigo – alertei Collor sobre a presença do cidadão no local. Também pontuei sobre o ofício encaminhado à presidência

– O senador Fernando Collor, depois de cientificado, ligou imediatamente para o presidente Renan Calheiros, informando sobre a situação.

– O presidente Renan Calheiros determinou que o chefe de Segurança do Senado fosse ao meu gabinete pegar mais informações sobre o caso. Expliquei que pedi, por meio de ofício, para meu gabinete ser alertado toda vez que este cidadão estiver no Senado no sentido de preservar minha segurança.

Sempre mantendo a postura de rigor e transparência no relacionamento com a imprensa, o senador Pedro Taques se coloca à disposição para qualquer outro esclarecimento.

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Já que falei na Adriana Vandoni, permitam-me reproduzir o que ele publicou, em seu espaço no Facebook,  sobre o episódio Muvuca. Adriana demonstrou também não ter gostado da esbaforida reação de Pedro Taques diante da visita do Muvuca ao Senado. Veja o que Adriana postou:

O jornalista Enock Cavalcanti, o petralha desnorteado, hoje resolveu me citar diversas vezes ao comentar o episódio ocorrido ontem no Senado. Enock me cobra escrever sobre o tema e eu me limitei a republicar o post do Josias de Souza.

Com os anos que escrevo e observo a política e o jornalismo local, esse não é um tema que me seduza a perder tempo, tamanha sua insignificância.

Não vi a ameaça de morte feita por Muvuca a Pedro Taques, só fiquei sabendo na época em que ele publicou no facebook. Se não comentei, foi justamente por achar insignificante. Como acho que o senador deve dar menos atenção a esse irrisório “opositor”.

Não sou assessora de Pedro Taques, sou apenas amiga. Se fosse, talvez a reação dele teria sido outra durante o episódio ocorrido ontem. Há batalhas dignas de serem lutadas, há outras que devem ser apenas assistidas, como essa, que o senador não deveria entrar. Como amiga, já disse isso a ele.

Só fico observando o seguinte, se essa é a arma que os contrários a Taques tem para usar contra ele, o senador é o próximo governador de Mato Grosso, para meu desgosto, pois apesar de apoiá-lo incondicionalmente, gostaria muito de continuar o tendo como representante de MT no Senado.

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DEU NO GLOBO:

Polícia do Senado interpela jornalista  desafeto de Pedro Taques

  • Segundo o senador, José Marcondes Neto, o ‘Muvuca’, teria feito ameaças  contra ele nas redes sociais
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Senador Pedro Taques (PDT) conversa com Tião Viana (PT-AC) e Romero Jucá (PMDB-RR)<br /><br /><br /><br /><br />
Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
Senador Pedro Taques (PDT) conversa com Tião Viana (PT-AC) e Romero Jucá  (PMDB-RR)Ailton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA – A policia do Senado foi acionada nesta quarta-feira pelo senador  Pedro Taques (PDT-MT), para interpelar um desafeto seu no estado, o jornalista  José Marcondes Neto, conhecido como “Muvuca”. O jornalista, que segundo Taques  já o ameaçou de morte nas redes sociais e responde a seis processos civis e  criminais por ameça, injúria, calúnia, e difamação impetrados por ele, foi visto  por assessores nas dependências da Comissão de Infraestrutura, e , na saída, foi  interpelado pela Polícia do Senado por medida de segurança.Em sua página, no Facebook, Muvuca postou fotos empunhando um revólver e uma  metralhadora. Um dos textos dizia: “Acabei de receber mais duas intimações de  processos movidos por Pedro Taques. Atenção autoridades, eu ainda vou matar esse  cara… Nem que seja de raiva. E não é por causa dos processos, me lixo para  isso, mas sim porque ele foi mexer com minha santa mãe, que estava quieta e não  tinha nada a ver com nossa briga”.Pedro Taques disse que quando começaram as postagens de arma de fogo e  ameaças nas redes sociais, ele encaminhou ofício à presidência do Senado para  informar sobre os fatos.- Quando ele começou a postar as ameaças, fiz uma representação na Polícia  Federal, que fez uma busca e apreensão e descobriu que esse louco batia na mãe.  Eu passei isso para a direção do Senado. Hoje ele foi visto por aqui, fui  avisado e fiquei atento – disse Pedro Taques.José Marcondes explicou que postou as fotos com armas de fogo nas redes  sociais porque pratica tiro há cinco anos. Ele admite que pertence ao grupo  político adversário de Taques no Mato Grosso, mas que só esteve no Senado a  trabalho, para tentar concluir uma reportagem sobre tráfico de influência do  senador mato-grossense.Sobre as postagens com ameaças, disse que não passam de brincadeira, porque  gosta de fazer muita piada. Em sua página no Facebook, ele já chamou Taques de “Priscila do Cerrado”.

– O que quis dizer é que ainda matava o senador nem que fosse de raiva. A  única coisa que mato é barata. Sou um pobre coitado nesse processo todo. O  senador está sendo infantil e dengoso. Está querendo criar um fato – disse José  Marcondes.

O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Oliveira, não deu detalhes  da inquirição do jornalista. Informou que foi um procedimento normal de  averiguação, ao final do qual, Muvuca foi liberado.

 


 

2 Comentários

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  1. - IP 177.193.159.202 - Responder

    Ai que meda!!! Rsrsrs…

  2. - IP 187.123.0.232 - Responder

    ADRIANA VANDONI É AQUELA QUE ANDANCA PRA CIMA E PRA BAIXO COM EX- DEPUTADO, DA MAFIA DAS AMBULANCIAS RICARTE DE FREITAS? ELA ERA FILIADA AO PTB?

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