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Novas polêmicas em torno do VLT. Midia News revela que lobista Rowles Magalhães, em depoimento à Policia, acusa jornalista Vinicius Segalla, de cobrar propina e fazer chantagem. Segalla e UOL negam e falam em ir até últimas instâncias jurídicas contra Rowles. Adriana Vandoni (parceira de Segalla) lembra que lobista tem longa capivara e lança farpas contra o Midia News

Rowles Magalhães, o lobista, e Ramon Monteagudo, do Midia News: site cuiabano realimenta uma investigação que Policia de Mato Grosso conduz em banho maria

O cidadão cuiabano anda sofrendo muito, nestes dias, com as chamadas obras para a Copa, em Cuiabá. São muitos buracos, atoleiros, poeira, engarrafamentos, enchentes, ônibus lotado, ônibus quebrado, calor senegalesco, poluição sonora, poluição ambiental, poluição visual – e ainda aparece mais esta ameaça de poluição moral, com as denuncias sobre possivel corrupção na licitação do VLT, com o terrível complemento de que até mesmo as reportagens- denúncias sobre a possível corrupção na licitação podem ter sido alimentadas, estimuladas e desistimuladas, ao sabor de propinas e chantagem que teria sido operada por um jornalista vinculado a poderoso portal do PIG, segundo acusa o suspeitoso lobista.  Quer dizer, mais um mergulho, no poço da patifaria. Sim, o cidadão cuiabano parece mergulhado em um inferno pior do que aquele do Lúcifer, do que aquele imaginado por Dante ou George Bernard Shaw.  Quem quer mais se informar, mais se angustia. O lobista que levantou a lebre da possivel corrupção, ganhando rapapés e agrados do Portal UOL, no inicio da apuração, agora banca o macaco em loja de louças e espalha acusações em todas as direções, notadamente contra quem antes alimentava seu apetite e faturava audiência em cima de sua delação. Um depoimento que Rowles Magalhães prestou a Polícia, tentando desqualificar as reportagens publicadas pelo UOL (que antes ele alimentara), foi vazar justamente nas mãos de Ramon Monteagudo, diretor do Midia News, agora parceiro do Brasil 247, com quem a blogueira Adriana Vandoni mantém longo e conhecido confronto. Imagino que para o cidadão cuiabano comum e assustado, em meio a este período de tantos sacrificios,  todo este caso va parecer mais uma etapa própria das patifarias que marcam a rotina e a cotidiana evolução dos políticos  por este mundo de Deus e do Diabo. Mas será que esse caso será apresentado mesmo aos cidadãos comuns, aqueles dos ônibus lotados, nos jornais da televisão da Globo e do Dorileo Leal? Chato é perceber que, neste confronto, são blogueiros e jornalistas que atuam com mais sofreguidão. As autoridades públicas parecem que só servem para fazer corpo mole, se desviar das denúncias, facilitar a boa vida de quem vive de golpear ou tentar golpear o erário público. Se as denuncias do Rowles foram feitas em agosto de 2012, por que se precisou de um vazamento do Midia News para se saber delas? Há meses que se tem a promessa de que esse possivel pagamento de 80 milhões de propina em torno do VLT será apurado com rigor pelas autoridades públicas. Só que as autoridades públicas aqui são comandadas, entre outros, pelo governador Silval Barbosa (Executivo) e pelo deputado Geraldo Riva (Legislativo). Não me parecem pessoas muito acreditadas para investigarem seja lá o que for em relação ao VLT, até mesmo porque são muito citadas nas reportagens, nos inquéritos, nas denúncias que se fazem em torno do VLT. Será que o Tribunal de Contas vai se mexer? Será que o procurador Paulo Prado, reassumindo o MP mato-grossense, injetará no Parquet uma agilidade que não teve, até agora, por exemplo, para nos esclarecer se vai ou não denunciar o ex-governador Blairo Maggi por possivel envolvimento no Escândalo dos Maquinários? Sim, a realidade em Mato Grosso é viciada neste circulo viciado. As coisas rodam, rodam, rodam, e a gente continua sempre no mesmo lugar,com cara de pateta, mesmo que não esteja com a bunda na janela para ninguém passar a mão nela.  Que do confronto do Midia News com o Prosa e Política surja alguma luz, é uma esperança. Agora que um Portal do PIG está sendo acusado de ser usado por um de seus jornalistas para possível chantagem em Mato Grosso, que este Portal contribua para o esclarecimento de nossos cidadãos comuns com informações colhidas, é claro, junto a cidadãos mais respeitáveis que o lobista-acusador Rowles Guimarães. E lá em Roma, onde deveria estar um representante de Deus na Terra, a corrupção e a pedofilia tomaram conta. O que fazer para se ter esperança e alegria neste mundo? Confira o noticiário. (EC)

Lobista acusa jornalista do UOL de cobrar propina e fazer chantagem; repórter nega

Redação Portal IMPRENSA | 22/02/2013



O ex-assessor do governo de Mato Grosso e lobista Rowles Magalhães Pereira Silva afirmou que pagou propina ao repórter Vinícius Segalla, do UOL, para que ele não publicasse notícias negativas sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), informou o portal MidiaNews, nesta sexta-feira (22/2). O jornalista, também acusado de chantagem, negou as afirmações de Silva e disse estar “tranquilo”.

O portal MidiaNews alegou que teve acesso exclusivo ao depoimento, prestado no dia 24 de agosto de 2012, ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, da Polícia Civil de MT.
Reportagem
O lobista foi convocado a depor após reportagem de Segalla, que motivou seu afastamento do cargo de assessor especial do governo do MT. No texto, publicado em 17 de agosto de 2012, o jornalista relata que o consórcio vencedor da licitação do VLT já era conhecido um mês antes da divulgação. E que Silva afirmou que integrantes do governo receberam propina de R$ 80 milhões, dos três consórcios primeiros colocados na concorrência, para viabilizar o negócio.
Crédito:Reprodução/ Facebook
Vinícius Segalla nega as denúncias do lobista

Suposto acordo

Silva resaltou que ele e Segalla tiveram o primeiro encontro em São Paulo, quando teriam trocado e-mails e falado sobre as vantagens do VLT. Em novo encontro e “depois de alguns questionamentos”, o jornalista teria dito a “realidade dos fatos”. “Que, na verdade, ele recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”, afirmou
Na ocasião, Segalla teria dito, sem revelar nomes, que por trás dessas ações estava um “empresário de Cuiabá”. O lobista afirmou ainda que, ao demonstrar interesses comerciais em uma Parceria Público-Privada (PPP), com o VLT como melhor opção para MT, ouviu o pedido. “O Vinícius solicitou algumas vantagens mensais e eu disse que pagaria R$ 7 mil por mês a ele, que ficou com o único compromisso de não publicar notícias negativas no UOL em desfavor do VLT”, disse.
Segundo Silva alegou, houve “oito ou nove” pagamentos nos meses seguintes, sendo alguns pessoalmente, um pela mãe de sua filha e por seu irmão.
Entre o final de 2011 e início de 2012, quando Silva soube que o VLT não seria feito por meio de uma PPP, mas sim por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), disse ao jornalista que não lhe pagaria mais os R$ 7 mil mensais, e que Segalla teria ficado “puto, magoado”.
Conversa informal
Em março de 2012, um “último bate papo” teria sido marcado em um bar, onde os dois teriam tomado “algumas cervejas, descontraidamente”. Silva afirmou que, enquanto conversavam sobre VLT e BRT, suas vantagens e outras situações, o jornalista queria saber o que ele estava ganhando para trabalhar pela Ferconsult e se havia algum tipo de “armação” na licitação.
Após dizer que “nunca soube de esquemas envolvendo pessoas do governo”, o jornalista teria mostrado um guardanapo de papel com anotações de um anúncio cifrado, publicado no Diário de Cuiabá, com informações do vencedor da licitação do VLT.“Ele continuou me perguntando o que eu achava disso, e eu estava alcoolizado, de saco cheio, e mandei ele procurar o jornal. Então, blefei e disse mais ou menos isso: ‘uma empresa me ofereceu R$ 60 milhões, vai ver que ofereceram R$ 80 milhões, vai saber’… Falei isso de modo irônico, para encerrar o assunto e dizer que o processo de licitação foi transparente”, relatou.
Mas segundo o lobista, passado algum tempo, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era o jornalista, que lhe perguntou se “fazia tempo que não abria o e-mail criado para se comunicarem”.
“Eu abri o e-mail e vi a mensagem: ‘Descobri que você foi nomeado assessor especial da vice-governadoria. Nossas conversas foram gravadas, vá a um orelhão e me ligue’. Eu fiquei puto e fui até um telefone público […]. Ele atendeu e disse que a gente precisava conversar. Eu falei: ‘Vai a puta que o pariu e faça o que quiser, não tem papo. E desliguei o telefone”, disse.
Horas depois, “de cabeça fria”, ligou para Segalla de novo. “Eu falei que aquilo não era justo, pois não havia lhe concedido nenhuma entrevista e que a conversa foi informal, em bate papo de bar, tomando bebida alcoólica, e que não havia nada de ilegal naquilo que eu fiz e presenciei. Ele falou que não queria saber, e que eu teria um prazo, até segunda-feira, porque, na terça-feira, ele faria a publicação da matéria e iria ‘me fuder’”, afirmou.
Supostas chantagem e ameaças
O lobista disse que foi aconselhado a ligar para o jornalista e saber o que ele queria. “Ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria, que seria publicada na terça. Eu falei que seria impossível arrumar esse dinheiro, e pedi a ele que aguardasse uma semana. Ele concordou”, relatou.
Silva admitiu que na terça, nada fora publicado, mas que recebeu uma ligação perguntando do dinheiro, e após um encontro não cumprido, recebeu telefonemas ameaçadores de Segalla.
Algum tempo depois, já como assessor do governo, viu uma notícia no blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni, em que era “francamente atacado”. No mesmo dia, ele teria recebido ligações de Segalla. “Eu não falei que ia te foder, você já viu a Adriana Vandoni hoje?”, teria dito o jornalista. O lobista afirmou Segalla falou para ele escolher no “sentido de ceder ao seu pedido de R$ 500 mil”.
Em novo encontro com o jornalista, Silva afirmou que levou um amigo, chamado Geraldo, para testemunhar a conversa. “O Vinícius exigia os R$ 500 mil e eu não cedi. Neste momento, tocou o telefone do Vinícius e ele disse: ‘Estou aqui com a pessoa e amanhã está de pé a nossa viagem a Cáceres’. Depois que ele desligou o telefone, ele disse que era Aldo Locatelli, e que no dia seguinte iriam à Cáceres atrás de um processo que envolvia Eder Moraes”, detalhou.
Durante a conversa, foi alertado que estava sendo “detonado” no blog da Adriana. “A matéria me denegria, falando de doações do projeto do VLT, da viagem que fiz a Londres para tratar da dívida externa do Estado. Eu mostrei a matéria [no celular] para o Vinícius e ele, ao ver a postagem, deu risada, dizendo que a Adriana era sua parceira”, disse.
Silva relatou que o jornalista aceitava diminuir o valor para R$ 200 mil. “Ele disse: ‘Você é quem sabe, já abaixamos o valor… Ou nós queremos algum documento, ou informação, contra Eder Moraes, pois se ele obtivesse esse documento, acertaria o valor diretamente com Aldo Localtelli, e eu não precisaria pagar mais nada, e teria meu nome preservado’”, afirmou.
Segundo o lobista, após um encontro em Cuiabá, o jornalista o teria procurado, por várias vezes, mas que não o atendeu. Dias depois, porém, ele disse que recebeu uma ligação de Segalla, e foi ao seu encontro, acompanhado de Geraldo.
Nessa conversa, o jornalista teria afirmado que conversou com Maurício Guimarães, presidente da Secretaria Especial da Copa (Secopa), e que ele queria envolver Silva em “rolos”. O lobista teria dito estar “cansado desta história” e que iria procurar a imprensa. “Provoquei o Vinícius a publicar as gravações na íntegra”, explicou. Após esse dia, não teriam se encontrado mais.
Silva afirmou, por fim, que após duas semanas, o UOL publicou a reportagem envolvendo seu nome, “insinuando o recebimento de propinas”, motivando seu afastamento imediato do cargo no governo.
Jornalista nega cobrança de propina
Ao MidiaNews, Segalla confirmou ter se encontrado, algumas vezes, com o lobista, além de ter conversado com ele via e-mail, mas negou que tenha cobrado propina. “É mentira dele. Eu nunca pedi nenhum tipo de propina a ele, nem de R$ 7 mil, nem de R$ 500 mil. O que ele falou é completamente desprovido de qualquer ligação com a realidade, com os fatos”, afirmou.
Segalla também negou que tenha se encontrado com a mãe da filha do lobista ou seu irmão, apontados por Silva como intermediadores de alguns pagamentos.
Sobre a conversa informal regada a “algumas cervejas”, o jornalista confirmou o encontro, mas negou que tenha sido em um bar. “Foi no Franz Café. Era de manhã, não tomamos cerveja, não consumimos bebida alcoólica. Ele, inclusive, levou a filha. Nós conversamos; foi onde ele deu as declarações, publicadas pelo UOL”, afirmou.
Sobre a embriaguez que o lobista relatou à polícia, o jornalista disse que só seria possível se ele tivesse consumido bebida antes, mas que não parecia alcoolizado. “Dá para ouvir a voz dele nessas falas, isso também foi publicado. Não falamos sobre o anúncio do Diário de Cuiabá, não é verdade. Essa informação, sobre o anúncio, me foi passada pelo Ministério Público semanas, ou meses, depois, conforme também publicamos. Eu não tinha essa informação à época”, afirmou.
Segalla comentou também o encontro em Cuiabá. “Nos encontramos para que ele me entregasse um vídeo, supostamente com informações sobre propina na Secopa. Ele não entregou o vídeo e não publicamos nada sobre o assunto. Nosso encontro foi para isso, jamais pedi propina”, afirmou.
Sobre Adriana Vandoni, o jornalista afirmou que trabalhou com ela na apuração da matéria. “Ela assina a matéria como colaboradora. Esse contato com ela jamais foi secreto. Houve troca de informações durante apuração. Nunca a usei como ameaça”, relatou.
Segalla admitiu também o encontro com o empresário Aldo Locatelli. “Conheço o Aldo. Me encontrei com ele. Fiz uma apuração intensa e extensa, e ele foi uma das pessoas que ouvi, entre muitas outras, como promotores, conselheiros do Tribunal de Contas e empresários”, explicou.
O jornalista, que também prestou depoimento ao delegado Capoani, em São Paulo, afirmou que “está tranquilo” em relação ao assunto. “Não fiz nada de comprometedor. Se ele gravou os encontros, acho bom, para poderem saber o que a gente conversou. Não tem nada a ver com o que ele alegou na polícia”, assegurou.Posicionamento UOLNesta sexta-feira (22/2), Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL, disse à IMPRENSA que o portal pretende ir até às últimas instâncias jurídicas contra Rowles Magalhães Pereira Silva, por tentar manchar o trabalho do repórter Vinícius Segalla.
“Temos certeza da inocência do nosso profissional [Segalla] e acreditamos que esta denúncia é mais uma tentativa de intimidação da imprensa que faz o seu trabalho de trazer à tona informações de interesse público”, declarou Flores.
O diretor de conteúdo do UOL ainda revelou que, desde o início das apurações de Segalla, o departamento de jurídico do portal acompanhou o seu trabalho, garantindo que o mesmo fosse amparado juridicamente por se tratar de uma denúncia que poderia trazer contestações dos envolvidos
fonte PORTAL IMPRENSA
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MIDIA NEWS REVELOU DEPOIMENTO DE ROWLES EM PRIMEIRA MÃO. CONFIRA A REPORTAGEM
Política / POLÊMICA NA COPA
22.02.2013 | 10h29 – Atualizado em 23.02.2013 | 09h25
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Lobista diz que pagou propina a repórter do UOL

À polícia, Rowles Silva disse que fez repasses de R$ 7 mil a Vinícius Segalla, que também teria cobrado R$ 500 mil

Reprodução/Câmara de Cuiabá

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O ex-assessora do governo e lobista Rowles Pereira: depoimento á polícia e acusações contra jornalista

RAMON MONTEAGUDO
Do MIDIA NEWS

O ex-assessor do governo de Mato Grosso e lobista Rowles Magalhães Pereira Silva afirmou que pagou propina ao repórter Vinícius Segalla, do site UOL, para que este não publicasse notícias negativas em relação ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O lobista disse, também, que foi chantageado pelo jornalista, durante contatos feitos no ano passado.

As declarações de Rowles Silva estão em um depoimento prestado ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, da Polícia Civil de Mato Grosso, no dia 24 de agosto de 2012, ao qual o MidiaNews teve acesso com exclusividade, na semana passada.

Ele foi convocado a depor depois que Segalla publicou uma reportagem afirmando que o consórcio vencedor da licitação do VLT já era conhecido um mês antes da data marcada para a divulgação (veja a reportagem abaixo). No texto, publicado em 17 de agosto do ano passado, o jornalista relata que Rowles afirmou que integrantes do governo receberam propina de R$ 80 milhões, dos três consórcios primeiros colocados na concorrência, para viabilizar o negócio.

“O Vinícius resolveu dizer a realidade dos fatos; que, na verdade, recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”

Ao delegado, em um depoimento que durou seis horas e meia, em Cuiabá, Rowles disse que ele e Vinícius tiveram o primeiro encontro em São Paulo, no Shopping Jardim Sul, no Blenz Café. Na ocasião, eles teriam trocado e-mails e Rowles falou sobre as vantagens do VLT.

Vinte dias depois, houve, segundo Rowles, um novo encontro, também em São Paulo, em um café da Copenhagen. “Depois de alguns questionamentos, o Vinícius resolveu dizer a realidade dos fatos; que, na verdade, ele recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”, disse o lobista.

Segundo ele, na ocasião, Vinícius disse, sem revelar nomes, que quem estava por trás dessas ações era um “empresário de Cuiabá”. Rowles afirmou, então, que tinha interesses comerciais em uma Parceria Público-Privada (PPP), e que o VLT era a melhor opção para Mato Grosso.

“Então, o Vinícius solicitou algumas vantagens mensais e eu disse que pagaria R$ 7 mil por mês a ele, que ficou com o único compromisso de não publicar notícias negativas no UOL em desfavor do VLT”, disse.

O lobista afirmou que fez “oito ou nove” pagamentos ao jornalista. “Após um mês, nos encontramos novamente no Jardim Sul e repassei os R$ 7 mil a ele. Isso aconteceu por oito ou noves vezes, durante os meses seguintes, sendo que um pagamento foi feito, em dinheiro, por Simoni, mãe da minha filha, pois eu estava viajando e o Vinícius estava insistindo pelo repasse. Outro pagamento foi feito por meu irmão”, disse Rowles, no depoimento.

O lobista afirmou que, ao longo do período, se encontrou com o repórter em vários locais, como bares, shoppings e restaurantes – fato que os aproximou.

“Após um mês, nos encontramos novamente no Jardim Sul e repassei os R$ 7 mil a ele. Isso aconteceu por oito ou noves vezes durante os meses seguintes”

“Ele ficou puto, magoado”

Entre o final de 2011 e início de 2012, Rowles disse que soube que o VLT não seria feito por meio de uma PPP, mas sim por Regime Diferenciado de Contratação (RDC). E, por isso, afirmou ao jornalista que não lhe pagaria mais os R$ 7mil mensais. “Ele ficou puto, magoado”, disse, no depoimento ao delegado.

Depois de alguns dias, em março de 2012, um “último bate papo” foi marcado, segundo Rowles, em um bar na Avenida Sumaré, em São Paulo.

“Chegamos por volta das 11h30 e ficamos lá até 14h30, mais ou menos. Tomamos algumas cervejas, descontraidamente, e ficamos discutindo sobre VLT e BRT, suas vantagens e outras situações. E o Vinícius sempre me questionava o que eu estava ganhando para trabalhar pela Ferconsult e insistia em saber se havia algum tipo de ‘armação’ na licitação. Eu disse que nunca soube de esquemas envolvendo pessoas do governo”, relatou.

Segundo ele, a conversa foi ficando “mais acirrada” e Vinícius lhe mostrou um guardanapo de papel, com anotações de um anúncio cifrado, publicado no Diário de Cuiabá, com informações de quem seria o vencedor da licitação do VLT. “Ele continuou me perguntando o que eu achava disso, e eu estava alcoolizado, de saco cheio, e mandei ele procurar o jornal. Então, blefei e disse mais ou menos isso: ‘uma empresa me ofereceu R$ 60 milhões, vai ver que ofereceram R$ 80 milhões, vai saber’… Falei isso de modo irônico, para encerrar o assunto e dizer que o processo de licitação foi transparente”, disse.

UOL: publicações em jornal e site anteciparam resultado de licitação de R$ 1,47 bilhão em Cuiabá (Arte UOL)

Segundo Rowles, passado algum tempo, num domingo, por volta das 13 horas, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era Vinícius, que lhe perguntou se ‘fazia tempo que não abria o e-mail criado para se comunicarem’.

“Eu disse que não abri mais o e-mail e ele pediu que eu olhasse o mesmo, e depois ligasse. Eu abri o e-mail e vi a mensagem: ‘Descobri que você foi nomeado assessor especial da vice-governadoria. Nossas conversas foram gravadas, vá a um orelhão e me ligue’. Eu fiquei puto e fui até um telefone público, na Avenida Isaac Póvoas. Ele atendeu e disse que a gente precisava conversar. Eu falei: ‘Vai a puta que o pariu e faça o que quiser, não tem papo. E desliguei o telefone”, relatou o lobista.

R$ 500 mil

Rowles disse que horas depois, “de cabeça fria”, voltou a ligar para Vinícius, de um outro “orelhão”, na Rua 24 de Outubro. “Eu falei que aquilo não era justo, pois não havia lhe concedido nenhuma entrevista e que a conversa foi informal, em bate papo de bar, tomando bebida alcoólica, e que não havia nada de ilegal naquilo que eu fiz e presenciei. Ele falou que não queria saber, e que eu teria um prazo, até segunda-feira, porque, na terça-feira, ele faria a publicação da matéria e iria ‘me fuder’”, afirmou.

“Eu liguei de um orelhão, no bairro Coxipó, e ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria”

Depois da ligação, o lobista disse que procurou um amigo, chamado Marcos, para se aconselhar sobre o que fazer. “Ele me orientou a ligar novamente para Vinícius a fim de saber o que ele queria. Eu liguei de um orelhão, no bairro Coxipó, e ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria, que seria publicada na terça. Eu falei que seria impossível arrumar esse dinheiro, e pedi a ele que aguardasse uma semana. Ele concordou”, disse.

Segundo o lobista, na terça-feira, de fato, nada fora publicado. “Mas eu recebi uma ligação, na minha empresa, do Vinícius falando: ‘E aí, vai ter ou não vai ter? Você vem ou não vem?’. Eu disse que estaria em São Paulo na sexta-feira, mas acabei não indo e, nesse período, houve várias ligações ameaçadoras dele”, disse.

Rowles disse que algum tempo depois, já como assessor do governo, durante uma viagem a Londres, para tratar da renegociação da dívida do Estado, viu uma notícia publicada no blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni, em que era “francamente atacado”.

Reprodução
O lobista Rowles Pereira: depoimento polêmico

“Nesse mesmo dia eu recebi várias ligações de Vinícius, sempre dizendo: ‘Eu não falei que ia te foder, você já viu a Adriana Vandoni hoje?’. Eu disse que não tinha visto, e ele me disse que era para eu ver e escolher no sentido de ceder ao seu pedido de R$ 500 mil”, disse Rowles, no depoimento.

Segundo ele, quando retornou a Cuiabá, recebeu nova ligação de Vinícius, dizendo que também estava na cidade, e queria conversar pessoalmente. O encontro teria acontecido no Franz Café, na Praça Popular. Rowles disse que levou um amigo, chamado Geraldo, para testemunhar a conversa.

“O Vinícius exigia os R$ 500 mil e eu não cedi. Neste momento, tocou o telefone do Vinícius e ele disse: ‘Estou aqui com a pessoa e amanhã está de pé a nossa viagem a Cáceres’. Depois que ele desligou o telefone, ele disse que era Aldo Locatelli, e que no dia seguinte iriam à Cáceres atrás de um processo que envolvia Eder Moraes”, disse.

Ele relatou que, durante o encontro, recebeu uma ligação, de um amigo, alertando que ele estava sendo “detonado” no blog da Adriana Vandoni. “Eu acessei o blog do celular. A matéria me denegria, falando de doações do projeto do VLT, da viagem que fiz a Londres para tratar da dívida externa do Estado. Eu mostrei a matéria para o Vinícius e ele, ao ver a postagem, deu risada, dizendo que a Adriana era sua parceira”, afirmou.

“Ele disse: ‘Você é quem sabe, já abaixamos o valor… Ou nós queremos algum documento, ou informação, contra Eder Moraes, pois se ele obtivesse esse documento, acertaria o valor diretamente com Aldo Localtelli”

Na mesma conversa, segundo Rowles, Vinícius teria dito que aceitava abaixar o valor para R$ 200 mil. “Ele disse: ‘Você é quem sabe, já abaixamos o valor… Ou nós queremos algum documento, ou informação, contra Eder Moraes, pois se ele obtivesse esse documento, acertaria o valor diretamente com Aldo Localtelli, e eu não precisaria pagar mais nada, e teria meu nome preservado’”, afirmou.

Segundo o lobista, após o encontro no Franz Café, o jornalista o teria procurado, por várias vezes, nos dias seguintes. Ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, Rowles disse que não o atendeu. Dias depois, porém, ele disse que recebeu uma ligação de Vinícius, e foi ao seu encontro no Hotel Mangabeiras, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, acompanhado de Geraldo.

“Ele me disse que conversou com Maurício Guimarães (presidente da Secopa), que falou mal de mim e queria me envolver em ‘rolos’. Eu falei que estava cansado desta história e ia procurar o Fantástico, a Folha de S.Paulo, e provoquei o Vinícius a publicar as gravações na íntegra”, disse.

Segundo ele, após esse dia ambos não se encontraram mais, embora o jornalista tenha lhe enviado vários e-mails na tentativa de outro contato, inclusive dizendo: “Não vai me atender, então boa sorte”.

De acordo com Rowles, depois de duas semanas, o UOL publicou a reportagem envolvendo seu nome, “insinuando o recebimento de propinas”, o que motivou o seu afastamento imediato do cargo de assessor especial do governo.

Outro lado

Em entrevista ao MidiaNews, por telefone, o repórter Vinícius Segalla confirmou ter se encontrado, algumas vezes, com Rowles Magalhães Pereira da Silva. Ele admitiu que o primeiro encontro foi, de fato, em um café, no shopping Jardim Sul, em São Paulo.

Ele também confirmou que se comunicou com o lobista, via e-mail. O jornalista negou que tenha cobrado propina. “É mentira dele. Eu nunca pedi nenhum tipo de propina a ele, nem de R$ 7 mil, nem de R$ 500 mil. O que ele falou é completamente desprovido de qualquer ligação com a realidade, com os fatos”, disse.

“É mentira dele. Eu nunca pedi nenhum tipo de propina a ele, nem de R$ 7 mil, nem de 500 mil. O que ele falou é completamente desprovido de qualquer ligação com a realidade”

O jornalista também negou que tenha se encontrado com a pessoa identificada por Rowles como Simoni, ou com o irmão dele. “Me encontrei novamente com ele, sim. Isso é verdade. Mas não houve nenhum tipo de pagamento. Não conheço Simoni, nem o irmão dele. Não houve pagamento nenhum”, disse.

Vinícius também confirmou o encontro com o lobista na Avenida Sumaré. “Eu me lembro desse encontro. Inclusive, na reportagem que o UOL publicou, tem uma foto minha com ele, nesse lugar. Mas não é um bar. Foi no Franz Café. Era de manhã, não tomamos cerveja, não consumimos bebida alcoólica. Ele, inclusive, levou a filha. Nós conversamos; foi onde ele deu as declarações, publicadas pelo UOL”, disse.

Ele também disse que Rowles não parecia estar embriagado, como afirmara à polícia. “A não ser que ele tivesse consumido bebida antes, mas ele não me pareceu alcoolizado. Dá para ouvir a voz dele nessas falas, isso também foi publicado. Não falamos sobre o anúncio do Diário de Cuiabá, não é verdade. Essa informação, sobre o anúncio, me foi passada pelo Ministério Público semanas, ou meses, depois, conforme também publicamos. Eu não tinha essa informação à época”, afirmou.

Segalla confirmou outro encontro com Rowles, em Cuiabá. “Nos encontramos para que ele me entregasse um vídeo, supostamente com informações sobre propina na Secopa. Ele não entregou o vídeo e não publicamos nada sobre o assunto. Nosso encontro foi para isso, jamais pedi propina”, afirmou.

“Conheço o Aldo. Me encontrei com ele. Fiz uma apuração intensa e extensa, e ele foi uma das pessoas que ouvi, entre muitas outras, como promotores, conselheiros do Tribunal de Contas, empresários”

O jornalista disse que Adriana Vandoni trabalhou com ele na apuração da matéria. “Ela assina a matéria como colaboradora. Esse contato com ela jamais foi secreto. Houve troca de informações durante apuração. Nunca a usei como ameaça”, disse.

Ele também admitiu que se encontrou com o empresário Aldo Locatelli. “Conheço o Aldo. Me encontrei com ele. Fiz uma apuração intensa e extensa, e ele foi uma das pessoas que ouvi, entre muitas outras, como promotores, conselheiros do Tribunal de Contas e empresários”, disse.

Vinícius Segalla, quem também prestou depoimento ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, em São Paulo, afirmou que “está tranquilo” em relação ao assunto. “Não fiz nada de comprometedor. Se ele gravou os encontros, acho bom, para poderem saber o que a gente conversou. Não tem nada a ver com o que ele alegou na polícia”, disse.

A blogueira Adriana Vandoni foi contatada pela reportagem e disse que retornaria a ligação, pois estava em consulta médica. O empresário Aldo Locatelli enviou uma nota sucinta à redação. “Afirmo que já forneci os esclarecimentos necessários a quem compete investigar as fantasias citadas”, disse.

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Midia News + Rowles Magalhães: ai que meda!!! E vovó, a sábia.

ADRIANA VANDONI, no PROSA E POLITICA

Atualização: para ser fiel às palavras do delegado sobre Rowles Magalhães: “Porque provar que Rowles é enrolado, ta lá ó, tem onze antecedentes criminais, de estelionato, pessoa que fala um negócio na gravação, depois vem aqui, nega, quer dizer, por si só o Rowles não é uma pessoa que eu confio”.

Como adiantei ontem a vocês, hoje o site Midia News, parceiro do 247, colocou no ar uma matéria “bomba”. Mais uma. Na matéria, o site diz que conseguiu com “excrusividade” o depoimento de Rowles Magalhães, ex-assessor do governo que denunciou propina na licitação do VLT de Cuiabá, dado à Polícia Civil, no ano passado. Ou seja, a matéria “bomba” do tal site local é o depoimento de Rowles Magalhães. Ok. Hahaha Choquei, coração!!! (aqui)

Mas são muito idiotas. Apesar de estarem na imprensa e serem a mídia, caíram como patinhos. Bastou eu dar umas três ou quatro cutucadas, que voltaram com o assunto. Era tudo que queria. Agora é uma questão de honra para a Instituição Policia Civil de Mato Grosso e para o delegado responsável pelo caso, Gianmarco Pacola, elucidar as denúncias feitas por Rowles Magalhães, ou ambos, delegado e PC, vão ficar quietos e serem enrolados desse jeito?

Vamos lá. Entenda o caso:

Rowles Magalhães, em 2009, era diretor de uma empresa de diagnósticos que prestava serviços à prefeitura de Rondonópolis, até que uma CPI descobriu diversas irregularidades, dentre elas equipamentos sucateados e número diário de radiografias superior à capacidade da clínica. Um processo ainda corre no ministério público estadual contra ele (leia aqui).

Em 2010 Rowles reapareceu, desta vez como representante de um fundo de investimento, o Infinity (aqui), que estava interessado em investir no VLT de Cuiabá. Rowles andava pela cidade com o empresário Ricardo Novis, que tentava apresentá-lo a diversas autoridades como sendo um empresário português.

Foi nessa condição, um misto de empresário português e representante de um fundo de investimentos, que Rowles organizou a ida de autoridades do estado (foto), acompanhado também do empresário citado acima, até a cidade do Porto, em Portugal. De lá o governo voltou decidido em trocar o BRT pelo VLT.

O estudo que embasou o processo de licitação, feito pela empresa portuguesa Ferconsult, foi doado de uma boa fé admirável pelo tal fundo Infinity, representado por Rowles. A Ferconsult iria assinar um termo de cooperação técnica com o governo de MT. O termo não se concretizou, segundo o secretário da Copa Maurício Guimarães me confirmou (aqui), a PGE não viu viabilidade legal nisso, e a Ferconsult ficou fora das obras do VLT, causando extrema irritação na empresa portuguesa, que passou a cobrar pelo projeto. Ou seja, a boa fé admirável do Fundo Infinity, passou a ser cobrada.

Nessa mesma época Rowles procurou a imprensa se apresentando como um empresário, cuja família era de banqueiros, que teria sido prejudicado e denunciou um esquema e a propina de R$ 80 milhões na licitação do VLT de Cuiabá. Suas denúncias foram gravadas e publicadas no UOL e aqui, assim que sua identidade foi revelada.

Meses depois da licitação do VLT, Rowles foi contratado como assessor especial do vice-governador Chico Daltro e nessa posição organizou uma agenda para o vice-governador na Europa (aqui), onde dentre outras coisas, iriam encontrar com um grupo interessado no VLT de Cuiabá. Diversas autoridades, como o procurador-geral do estado, estavam na comitiva, assim como o empresário já citado acima.

Quando as denúncias de Rowles foram publicadas no Portal UOL e aqui, o governador exonerou o assessor especial e escalou um delegado da polícia civil para investigar, vejam bem, quem “estava por trás da publicação”, em suas próprias palavras (aqui). O delegado escalado, Gianmarco Pacola, então viajou até São Paulo para colher o depoimento do repórter do UOL, Vinicius Segalla, pena não ter aproveitado a ida para investigar o tal Fundo Infinity, que tem sede na Av. das Nações, 14.171 (piada pronta), 15º andar, Morumbi, SP, conforme documento assinado pela assembleia de MT (veja imagem). Tudo bem, o foco da investigação era outro.

Voltando a Cuiabá, Rowles foi chamado para prestar depoimento. Segundo o delegado, ele não falou nada a não ser acusar o repórter do UOL de chantageá-lo. A credibilidade dele é pífia, como me disse o delegado, “ele deu endereço de residência falso aqui em Cuiabá”, “tem 11 citações criminais”.

“O Rowles, os interesses dele são das mais diversas espécies. A pessoa que vem aqui, aparece aqui, com um assessor, depois viaja, enfim… […] O que eu senti é que ele estava contrariado por não ter conseguido firmar o contrato para a Ferconsult, sem licitação.” “Mas esse não é objeto do inquérito”, diz o delegado, “o problema começa e esse é o objeto, é a partir do momento em que ele diz que o consórcio X pagou R$ 80 milhões pra ganhar a licitação. É esse o objeto do inquérito”, disse o delegado Pacola.

“Rowles veio aqui, fez um depoimento com 12 folhas, na presença do advogado, e nega totalmente a história, ai eu pensei que ele ia me dar um norte, dizer ‘doutor, quebra sigilo deste ou daquele’, mas ele não disse nada e ainda negou a denúncia”. Pela análise o delegado, o Rowles “criou uma situação para depois barganhar com o governo”, nas palavras do próprio delegado.

No depoimento Rowles acusa o repórter do UOL de extorsão, mas como o próprio delegado disse, “ele juntou um e-mail, sem formatação, sem nada, provavelmente um documento falso que ele juntou aqui no inquérito, dizendo que o Vinícius pedia R$500 mil a ele”. O delegado então enviou ao advogado do Rowles um requerimento pedindo o email com formatação, para que ele pudesse periciar e pedir quebra de sigilo. Como resposta, recebeu que ele, Rowles, não tinha mais esse email. “Apagou, quer dizer, o cara no meio de uma investigação dessa, ele apaga o e-mail? Que é a prova dele?”, disse a mim o delegado da Polícia Civil, Gianmarco Pacola.

Well, esse é o “furo” de reportagem que o Mídia News publicou, claro que colocando o lado do Rowles e acusando o repórter do UOL e a mim, de chantagearmos o “probo” Rowles.

Como dizia vovó, lé com lé, cré com cré.

PS 1: Agradeço ao site Midia News e seu dono, Ramon Monteagudo (ex-assessor de Riva) por me colocarem em constante evidência na mídia. Pena que em um site tão, tão, como eu diria?, tão, tão Ramon Monteagudo. Hehehehe

PS 2: segundo o delegado da Polícia Civil, Rowles Magalhães estava sumido, fora de Cuiabá, mas como já contei a vocês, no dia 26 de janeiro ele estava jantando no movimentado restaurante Haru, na Praça Popular, em Cuiabá. No dia 02 de favereiro, dia de Iemanjá, Rowles estava em na mesma festa de noivado que o governador Silval Barbosa, dançando algo como “arrocha”. Na quarta-feira passada, dia 20, em plena tarde, ele estava tomando café no shopping Goiabeiras, em Cuiabá. Será possível que só eu e minhas fontes encontram Rowles? Francamente!!!

 

4 Comentários

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  1. - IP 187.5.109.196 - Responder

    E o Ricardo da factoring como fica??? parece que o camburão da PF está encostando, fica o alerta aí !!!!

  2. - IP 189.73.215.201 - Responder

    Enock, vc tá se revelando um radical acéfalo. Insinuar que o Midianews tem alguma credibilidade em detrimento da Adriana Vandoni, por certo por sua diferenças ideológicas, mostra que qdo convém, vc se mistura ao lixo. Ética é um valor inegociável. Acho que via site 247, vou ver vc no Midianews, abraçado ao Luiz Acosta, que te esculhambou dia desses. Não da pra acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo. Toma jeito de homem.

  3. - IP 177.193.137.198 - Responder

    Adriana Vandoni tem credibilidade?kkkkk piada pronta.Nossa o puxa saco, só faltou lhe canonizar,,mas fique certo que a coisa vai aparecer pq m** não afunda.

    • - IP 201.40.26.11 - Responder

      Quem tem é vc ô “sem caralho”, junto com esse Rowles e o Monteagudo. Muito bem acompanhado vc. Nessa, continuo com a Adriana, com certeza muito mais sujeita macho que vc.

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