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NOTÍCIAS DA GREVE: Caio Mattoso, revisor que fortaleceu a paralisação da Editoria de Cultura, conta que “há mais de seis meses (quando fui contratado pelo Diário de Cuiabá) venho passando problemas ainda mais aterrorizantes. Simplesmente estou trabalhando e não sei quando recebo, nunca sei, ninguém sabe. Sei que o Gustavo, o proprietário do jornal, nos últimos dois anos recebeu 1,6 milhão dos governos municipal e estadual”

Caio Mattoso, no seu facebook

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Em cartaz: greve no Diário de Cuiabá 

Por Caio Mattoso
Bancários em greve, professores em greve, jornalistas e funcionários em greve. Greve porque o patrão não está cumprindo com a sua palavra e porque sou personagem nesse filme de suspense e terror chorando escondido como uma criança no escuro por causa da humilhação financeira em que vivo a quatro anos, por ser revisor de jornais aqui em Cuiabá.

Nunca recebi um aumento salarial, e há mais de seis meses (quando fui contratado pelo Diário) venho passando problemas ainda mais aterrorizantes.

Simplesmente estou trabalhando e não sei quando recebo, nunca sei, ninguém sabe. Sei que o Gustavo, o proprietário do jornal, nos últimos dois anos recebeu 1,6 milhão dos governos municipal e estadual.

Sei também que eu não gostaria de publicar esse texto. Não curto vingança e nem grafar minhas lágrimas razoáveis. Acho que os jornalistas estão loucos. Eles noticiam as greves de outros profissionais, mas não conseguem resolver a própria pendenga, alguma coisa está errada nisso, não consigo entender o que acontece.

Então resolvi escrever esse texto, e assim não continuar generalizando. O Chamado à greve começa pela editoria de Cultura, e eu aderi.

O problema financeiro não se restringe aos jornais, há muitos caloteiros na praça, e há os especuladores no complexo capitalismo. Vejo jornalistas montarem notícias sobre políticos, o que me faz entender que não dá pra saber quem é político real das causas públicas, não dá pra saber. Mas alivio a raiva por já entender como são as pessoas, e assim procede alguns jornalistas.

Gente ruim tem em qualquer lugar. E como não dá pra ficar à espera de um milagre e ficar apenas reclamando do patrão, a minha iniciativa é aderir à greve, chamando assim os companheiros do jornal a se sensibilizarem, pois a parte contratante não está sendo cumprida há muito tempo.

Aos pensadores de plantão, que já sabem quais as consequências de um tripé de jornais impressos, peço que ajudem. Aos jornalistas e empresários que tenham problemas pessoais com outros jornalistas, políticos e empreendedores peço que se calem. Aos jornalistas que estão estabilizados em outros empregos peço que vislumbrem a possibilidade de solidariedade seja em qual modo for. Aos jornalistas e funcionários do Diário de Cuiabá peço que parem para refletir. Ao SindjorMT peço que nos
represente na paralisação para a real reflexão de nossa problemática situação.
Caio Mattoso, revisor no Diário de Cuiabá, é também ator e músico na capital.

Categorias:Cidadania

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