gonçalves cordeiro

No manifesto contra reeleição de Zé Pedro Taques, antigos parceiros reforçam suspeitas de corrupção no governo que fez do combate à corrupção sua maior bandeira

Zé Pedro Taques, na Caravana da Transformação, em Barra do Bugres

 

Parece que só vai sobrar mesmo o Paulo Taques…

O lançamento do manifesto assinado por antigos apoiadores do governador tucano Zé Pedro Taques marcou a semana.

Uma articulação do antigo coordenador geral de sua campanha, em 2014, o empresário e ex-prefeito de Lucas, Otaviano Pivetta.

O manifesto procura, evidentemente, mostrar o crescente isolamento político em que se encontra Zé Pedro.

Não bastasse a oposição, faltou habilidade ao governador para sossegar muitos dos agentes políticos que o ajudaram a chegar ao Paiaguás.

O rápido retrato traçado no manifesto é de um governador algo trapalhão, macaco em loja de cristais, que não cumpriu nada do que se comprometeu a fazer – e ainda decepcionou fortemente seus aliados.

E está lá a pecha que, certamente, mais irrita o Zé Pedro: a de que comandou um governo tal e qual o do Silval, de quem ele tanto falou, que está sendo marcado por fortes indícios de corrupção.

Falei no Paulo Taques, mas o Paulo já saiu e está responde seus próprios processos. Na verdade, o manifesto revela um Zé Pedro Taques ameaçado pela solidão política e desafiado a dar a volta por cima. Não é coisa que se resolva só com marketing eleitoral

 

Antigos parceiros dizem não à reeleição do governador tucano Zé Pedro Taques by Enock Cavalcanti on Scribd

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - Responder

    Apesar de todos os motivos consignados no manifesto, apresentados pelo rol de signatários como fundamento de oposição à reeleição de Taques, creio que o principal motivo de todo esse desarrimo é, na verdade, o alto índice de rejeição que o governador enfrenta junto ao eleitorado mato-grossense. É essa a verdadeira razão dessa ruptura com Taques.

    É evidente que, a essa altura do campeonato, nenhuma sigla vai querer se arriscar a apoiar candidatos acerca dos quais não se vislumbre possibilidades reais de vitória nas urnas, e o seu Pedro Taques é um desses candidatos cujas chances de vitória nas urnas são mínimas.

    Diante desse cenário político desfavorável, creio que seria infinitas vezes melhor para o governador, até mesmo para evitar um desgaste maior à sua imagem, desistir da tão sonhada reeleição.

    Porém, os que assinaram tal manifesto devem ter em conta que a Política é um processo dinâmico, marcado por avanços e recuos e pela ação do tempo. Desse modo, periodicamente, mudam-se os cenários, reagrupam-se os partidos, reacomodam-se alianças, readaptam-se os agentes.

    Vale dizer: em Política, a depender do cenário, o amigo de hoje pode ser o inimigo de amanhã, e vice-versa, o adversário de hoje poderá ser seu aliado amanhã. Isso é Política, e tem sido assim desde os tempos da Grécia antiga, onde nasceu e dali se dispersou.

    Assim, não me surpreenderia se em eleições futuras (2020, 2022, etc.) essas mesmas lideranças que hoje se manifestam contra Pedro Taques, amanhã ou depois, em um outro cenário, voltem a compor com o governador. O que seria perfeitamente natural, pois conforme se pode ver “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

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