PREFEITURA SANEAMENTO

No ato político pró-Lúdio Cabral em que algumas lideranças mais à esquerda, dentro do PT, se sentiam traídos, pelo esvaziamento do debate político no partido, Welington Fagundes (PR) anunciou que rifado mesmo será Jayme Campos (DEM), candidato ao Senado da chapa de Oposição, na chapa de Pedro Taques (PDT), na chapa da direita mato-grossense, que nem Percival Muniz (PPS) nem Mauro Mendes (PSB) pensam em apoiar.

Eles podem não subir no palanque da situação, mas Welington Fagundes, em discurso no ato pró-Lúdio garantiu que terá o apoio ainda que velado de Mauro Mendes, presidente do PSB e prefeito de Cuiabá, e de Percival Muniz, presidente do PPS e prefeito de Rondonópolis. Já dá pra ver que a campanha deste ano, em Mato Grosso, terá muitas emoções

Eles podem não subir no palanque da situação, mas Welington Fagundes, em discurso no ato pró-Lúdio garantiu que terá o apoio ainda que velado de Mauro Mendes, presidente do PSB e prefeito de Cuiabá, e de Percival Muniz, presidente do PPS e prefeito de Rondonópolis. Já dá pra ver que a campanha deste ano, em Mato Grosso, terá muitas emoções

Muita água ainda vai correr debaixo dessa ponte. A campanha, com suas belas e tristes lições, está apenas começando. Neste domingo (29), tivemos o ato pró-Lúdio, puxado pelo PT, na sede da AMM. Para o grande público, talvez passe como a convenção do Partido dos Trabalhadores, mas a convenção do PT, na verdade, sema rá fechada, restrita à participação da Comissão Executiva Regional, na noite de segunda-feira (30), driblando a possibilidade da militância partidária, notadamente os delegados que participaram do encontro regional,  de se manifestar sobre o vai-e-vem infinito dos conchavos que tem marcado esse fechamento da pré-campanha.

Debates acalorados entre as correntes petistas? Talvez nunca mais. Notadamente os militantes da esquerda partidária se sentiam colocados para escanteio por este PT e por esta campanha que, aparentemente, não entusiasma velhos ativistas, como Domingos Garcia (da esquerda petista e da corrente Trabalho), Carlos Abicalil e o deputado Alexandre César ( da corrente Construindo um Novo Brasil), que nem fizeram questão de aparecer no encontro petista que desafiou o frio deste domingo cuiabano e consagrou e renovou a aliada do PT com o PMDB do cacique Carlos Bezerra e o PR do cacique Blairo Maggi.

Como uma espécie de neocacique petista, agora desvinculado da corrente CNB, à qual andava vinculado, notadamente durante a campanha a prefeito,  Lúdio Cabral é hoje candidato a governador, e deve  formatar, em meio a este sempre apaixonante processo eleitoral, um novo partido cuja face ainda não está muito clara nem muito óbvia. O liame mas evidente a reunir os petistas, em torno da campanha de Lúdio, é o chamado interesse maior em reeleger Dilma Roussef presidente e manter a hegemonia no poder central. O que vai acontecer aqui por Mato Grosso ainda está por se descobrir.

Será que teremos teóricos para expor todas as nuances desse novo PT, ou velhos militantes como Wanderley Pignati e Afránio Araújo se manterão calados, em seus cantinhos, enquanto a caravana de Lúdio Cabral avança? Uma coisa é inegável: enquanto os velhos militantes ruminam suas discordâncias, em pequenos circulos, o midiático Lúdio Cabral avança para os braços do povo e tem chance de virar uma efetiva alternativa popular ante a candidatura até então hegemônica do direitista Pedro Taques, um direitista que, estranhamente, comanda o partido brizolista, o PDT que, em outras plagas e em outros tempos, já foi o partido do socialismo moreno.

Contra a nova direita mato-grossense cuja chapa é encabeçada por Pedro Taques e Jayme Campos, talvez esteja surgindo um novo PT que, paulatinamente, também irá se conformando como uma nova esquerda, bem mais palatável, sob o comando de Lúdio Cabral. Resta saber se as correntes petistas, efetivamente, perderão sua força e o partido seguirá em frente conduzido por lideranças personalistas que já despontam nas figuras de Lúdio, Ademir Brunetto e Ságuas Moraes.

Quem sou eu para prever o futuro? Quem sou eu para documentar todo este processo? Bem, eu sou aquele que ousa, já que não há outros que se disponham a botar a cabeça de fora.  Interessante é que, em meio à crise ideológica do PT, que reservou para seus militantes o papel de meros espectadores no ato pró-Lúdio, apareceu como discursante, a figura até então inusitada num encontro petista, o candidato a senador da chapa situacionista, Welington Fagundes (PR), um dos mais pragmáticos representantes da velha política mato-grossense,  para anunciar que, no palanque da oposição, no palanque da direita, no palanque de Pedro Taques e Jayme Campos, as coisas também estão fora da ordem.

Tanto que Welington garantiu, com seu pragmatismo de quem prefere falar pouco e trabalhar muito nos bastidores do parlamento e da política, que sua campanha, mal se iniciou, já conta com o apoio de dois pesos pesados da campanha da direita. É que tanto o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPs) quanto o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) já teriam contatado com ele para assegurar que, para o Senado Federal, os pretendem apoiá-lo sem vacilação. Quer dizer, Jayme Campos já começa a ser rifado, mal começou a campanha eleitoral em Mato Grosso. E rifado por duas grandes lideranças do lado de lá.

Acompanhem, durante a semana, aqui nesta PAGINA DO E, que continuarei a divulgar esta minha tentativa de uma análise diferenciada dos diferentes palanques. E mostrarei, em videos, momentos marcantes das convenções e das articulações políticas que estão pintando por aí. E pensem sempre comigo: para superar os desafios da democracia, é fundamental que tenhamos sempre mais democracia.

 

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 187.7.212.2 - Responder

    É realmente muito triste. Para ganhar vale tudo. O Pedro Taques aceita se coligar com Jaime Campos,,,,,,, E o PT aceita SILVAL, WELINGTON e ainda implora o apoio de RIVA……. A ideologia, os princípios e o programa de cada partido foi rifado, jogado no lixo, em prol da reeleição. Realmente triste e decepcionante.

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