TCE - NOVEMBRO 2

Nilson Leitão foge da raia, rejeita candidatura de senador mas levanta possibilidade de que campanhas de Lúdio Cabral e Riva sejam patrocinadas com dinheiro público. “Não é o fato de eu colocar meu nome para o Senado que vai dar a vitória ao Pedro ou ao Aécio. Acho que o processo é inverso, é um risco desnecessário. Eu me preparei para me reeleger deputado federal e trabalhei para isso. (…) Eleições no Mato Grosso, infelizmente, precisam de estrutura econômica para ganhar. Separado, sozinho, você faz eleição muito mais modesta e franciscana. O governo usa o dinheiro do governo, então, não tem limite de gastos, é um caixa sem-fim, porque usam de forma errada, ilegal e, acima de tudo, sem nenhum pudor”, disse Leitão

Quanto a assumir a candidatura ao Senado, ao lado de Pedro Taques, Nilson Leitão foge da raia. Centrado nos próprios interesses, ele não quer se arriscar e buscar se mantém como candidato à reeleição para a Câmara Federal. É uma recusa que expõe falta de fá nas possibilidades eleitorais da chapa da direita, em Mato Grosso

Quanto a assumir a candidatura ao Senado, ao lado de Pedro Taques, Nilson Leitão foge da raia. Centrado nos próprios interesses, ele não quer se arriscar e buscar se mantém como candidato à reeleição para a Câmara Federal. É uma recusa que expõe falta de fá nas possibilidades eleitorais da chapa da direita, em Mato Grosso

Pressionada por uma trairagem geral, que se impõe a partir da sua cúpula, onde os prefeitos Percival Muniz e Mauro Mendes foram os primeiros a serem acusados desta distorção de caráter, a campanha do senador Pedro Taques ao Governo do Estado continua em espiral de crise. Com a saída de Jayme, que espirrou fora protestando contra as facadas que teria recebido pelas costas, notadamente do PSB, uma falta de unidade e de fé parece ter tomado conta das principais lideranças da chapa da direita em Mato Grosso. Cotado por muitos como o substituto mais indicado para a função, Nilson Leitão, líder maior (sic) do nanico PSDB, prefere continuar agarrado à sua tentativa de reeleição como deputado federal. Em entrevista ao Diário de Cuiabá – jornal que atua na área de influência de Taques e, recentemente, foi penalizado por publicar pesquisa do Vox Populi pretensamente manipulada para tentar favorecer a chapa da direita – Leitão, além de se esquivar da candidatura ao Senado, resolveu investir contra as candidaturas da situação, sugerindo, sem provas, e sem denuncia prévia ao Ministério Público Eleitoral, que elas usam e abusam do dinheiro dos cofres públicos de Mato Grosso. A repórter Taísa Pimpão não reagiu à manifestação do tucano, mas esse blogueiro entende que uma acusação desse tipo, feita publicamente por um político revestido de representação popular, é uma denúncia a ser investigada de ofício, se os atuais procuradores da República responsáveis pela fiscalização eleitoral, tiverem o culhão necessário. É preciso saber se Leitão fala com conhecimento de causa ou se sua declaração representa, apenas, uma manifestação de quem, nos velhos tempos de Mato Grosso, acompanhou de perto a prática de governantes tucanos como Dante de Oliveira, Wilson Santos e ele mesmo, Nilson Leitão, quando detinham o controle dos cofres tanto do Governo de Mato Grosso quanto das prefeituras de Cuiabá e Sinop. De qualquer forma, uma acusação que deve provocar preocupação e investigação de quem tem responsabilidade para com a coisa pública. Confira o noticiário. (EC) 

 

 

 

 

SENATÓRIA


Leitão: “é um risco desnecessário”

Cotado para substituir o senador Jayme Campos na chapa da oposição, o deputado tucano revela por que não quer a vaga de candidato ao Senado

Nome: Nilson Aparecido Leitão
Idade: 45 anos
Naturalidade: Cassilândia (MS)
Estado civil: casado, pai de 3 filhos
Formação: Técnico em Contabilidade

THAISA PIMPÃO
DIÁRIO DE CUIABÁ

Cotado para assumir a vaga de candidato ao Senado deixada por Jayme Campos (DEM) no bloco de oposição, o deputado federal e presidente do PSDB em Mato Grosso, Nilson Leitão, avalia como “um risco desnecessário” a escolha de seu nome para a substituição.

Em entrevista ao Diário, o tucano explicou em que condições aceitaria desistir da tentativa de reeleição para disputar o cargo de senador.

Leitão também falou sobre as rusgas internas que culminaram na saída de Jayme da coligação, inclusive as especulações de que algumas lideranças, como o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), seriam mais ouvidas por Pedro Taques (PDT) do que outras.

O deputado também analisou como deve ser desenhado o cenário eleitoral após a recuada do senador democrata e traçou um panorama sobre como se modelaram os pleitos ao longo dos anos, quanto às preferências do eleitorado.

DIÁRIO – O PSDB só conseguiu emplacar uma suplência ao Senado na chapa majoritária. Qual a razão disso? O PSDB está pequeno?

LEITÃO – Acho que esse quadro é uma consequência. O PSDB está na oposição há 12 anos. Ser oposição no Brasil não é fácil e, em Mato Grosso, é muito mais difícil porque alguns não têm pudor para usar o dinheiro público para fazer partido ou campanha eleitoral. O PSDB escolheu ficar na oposição e, quando fez isso, tem o ônus, que, inclusive, é saber que isso significa diminuir seu tamanho. Íamos perder na quantidade, mas ganhar na qualidade. As pessoas que têm suas ideologias, seus princípios e valores ficaram na oposição. Muitas sucumbem a cargo público e as benesses que o Poder pode oferecer. O PSDB tem a dignidade de dizer: não sucumbimos, estamos na oposição porque queremos a diferença para o país, queremos mudar o que está aí. Então, acho que essa consequência, quando chegar ao período eleitoral, vai se compor de uma forma que você busque qual seu foco. Nosso foco é ter o Aécio dentro de uma estrutura de campanha que não tínhamos há um, dois anos. E essa estrutura nós achamos na candidatura do senador Pedro Taques (PDT). A posição de vice ou senatória, nós concordamos em compor porque também queremos ganhar a eleição em Mato Grosso. Essa foi uma composição para, justamente, melhorar a chapa, abrindo mão de algumas coisas. O PSDB foi convidado para assumir todas as posições, inclusive de governador, e foi uma escolha dar prioridade para a candidatura do Aécio à presidência de República e também ao conjunto de partidos de oposição para ganhar a eleição no Estado.

DIÁRIO – O Maurício Magalhães chegou a se disponibilizar a concorrer ao cargo de governador. Ele avaliava ser preciso que o PSDB tivesse candidatura própria para ganhar a representatividade que falta. O senhor concorda com isso?

LEITÃO – Concordo, mas não é que nunca houve um candidato. Nós tivemos candidatos em todas as três últimas eleições. Tivemos o Antero Paes de Barros, o Wilson Santos… Desde 2002, fomos derrotados com candidatura. Foi um partido que ousou ter candidatura própria. Agora é uma questão de ponto de vista. Nós poderíamos ter uma candidatura própria, separada, ou poderíamos ter juntado toda a oposição, como foi feito. Se você analisar esse quadro, o que houve é que os derrotados de 2010, que foram o PSDB e o Mauro Mendes, com o PSB, se uniram para ganhar de quem está no governo. Quem se dividiu foi o governo agora, que tem dois grupos, sendo que sempre estiveram juntos. Então, pensamos assim: ou vamos com candidatura própria para ser mais um candidato, como foi nas outras; ou vamos juntar todo mundo para ter uma força, uma estatura melhor, para poder disputar com chances reais de vitória. Repito: eleições no Mato Grosso, infelizmente, precisam de estrutura econômica para ganhar. Separado, sozinho, você faz eleição muito mais modesta e franciscana. O governo usa o dinheiro do governo, então, não tem limite de gastos, é um caixa sem-fim, porque usam de forma errada, ilegal e, acima de tudo, sem nenhum pudor. É muito difícil você concorrer, na prática, com isso. Na teoria é muito fácil, mas, na prática, as pessoas sucumbem a essa prática política. Quando o debate, de fato, ocorre, é evidente uma diferença enorme de estrutura.

DIÁRIO – O fator dinheiro, então, deve pesar para a oposição na eleição deste ano, especialmente agora que o senador Jayme Campos (DEM), liderança abastada de bens conforme o que declarou para a Justiça Eleitoral, decidiu abandonar o grupo?

LEITÃO – Prejudica, claro. Mas essa questão vai mais durante a campanha. Essa campanha tem um diferencial, que é a questão do conceito, que pegou muito forte. O senador Pedro Taques é um candidato conceitual. O eleitor aqui de Mato Grosso votou em políticos que exerceram a política como um todo, como na época do Dante de Oliveira, que era muito estadista. Depois veio o momento de votar no empresário e, agora, o que o eleitor quer é alguém que seja justiceiro e estou falando de justiça social. Alguém com ética. A população não entra na casa do candidato para saber quem ele é, mas o que aparenta ou se ele se aproxima daquilo que ela gostaria, já pode significar o voto. A escassez da política fez isso. A política empobreceu por conta de que o dinheiro passou a valer mais do que as ideias. Essa tristeza desse momento político que vivemos é porque os governos vendem a imagem equivocada e inescrupulosa do poder. Eles querem fazer da política apenas um instrumento de poder e não de desenvolvimento e transformação. Então, o eleitor quer uma figura diferente. Quando surge o senador Pedro Taques, que veio do Ministério Público e que tem um posicionamento que agrada à sociedade que quer ver um Brasil mais ético, ele passa a ser o preferido. Esse é o marketing favorável ao Taques e vai ser a tônica da eleição. Quem está contente com o que está lá vai ficar com quem está lá. Quem não está contente, que venha para o lado de cá.

DIÁRIO – A oposição está preparada para enfrentar duas chapas aliadas ao governo?

LEITÃO – Às vezes a soma de dois não é para mais, é para menos. Já aconteceu isso: grupos, Brasil afora, se unirem e, na hora da união, diminuíram. O Alckmin foi para o segundo turno, em 2006, saiu, se uniu ao Garotinho e perdeu voto. É uma questão do momento. Em questão estrutural, nós vamos perder. Quem terá dinheiro será o grupo que está no governo, essa é a diferença, infelizmente. O grupo de cá vai ter que trabalhar dobrado, com mais estratégia, com muito mais sabedoria, paciência, inteligência e harmonia para poder ganhar as eleições. Temos propostas que atraem mais o eleitor porque falamos da mudança e a pesquisa mostra que 70% do eleitorado quer mudança. Isso vai facilitar nossa vida, mas, em termos estruturais, não tenha dúvida, vai ser uma eleição desigual. Mas é bom lembrar: o eleitor está muito mais atento a isso, com a consciência de que toda corrupção começa nas eleições.

DIÁRIO – A saída de Jayme Campos do processo eleitoral prejudicou o grupo? Se sim, isso é remediável, mesmo nesse momento de campanha?

LEITÃO – Ninguém é insubstituível, mas o senador Jayme Campos seria um candidato diferenciado por várias características. Ele é experiente, leal, estrategista e daria a essa chapa uma tranquilidade maior. A saída dele deixa um vácuo enorme que precisa ser preenchido eleitoralmente e estruturalmente. As duas coisas vão fazer falta na campanha e quem disser o contrário não vai estar falando a verdade. Mas acho que esses desafios que o senador Pedro Taques precisa enfrentar para ganhar as eleições são normais de uma campanha que não é fácil. Essa do Jayme talvez seja a maior notícia da campanha, do período eleitoral. A próxima notícia, talvez, vai ser só o resultado das eleições. Mas ele vai ser substituído nos próximos dias e acredito que o Pedro Taques não foi prejudicado eleitoralmente. O que não pode é perder o grupo do bem de apoiar o Taques. Perdemos o Jayme, mas não podemos perder o apoio do DEM.

DIÁRIO – O senhor citou a lealdade de Jayme Campos como uma de suas principais características. Essa foi, justamente, uma das justificativas dele para desistir. O senhor concorda que faltou lealdade ao senador no grupo oposicionista?

LEITÃO – Faltaram harmonia e unidade, no mínimo, em torno do nome dele. O Jayme Campos representava o presidente Aécio Neves nessa chapa, mas não teve a unidade dos partidos que estão em volta do senador Pedro Taques e isso o aborreceu muito, o ofendeu e o deixou sem a mesma vontade. Ele chegou à conclusão de que não precisava passar por isso diante de toda sua história, da idade em que está e de sua família estar vendo que ele não era prestigiado como esperava. Não sei se a palavra certa é lealdade, mas harmonia faltou.

DIÁRIO – O senhor tentou convencê-lo a não recuar da candidatura?

LEITÃO – Tentei! Tivemos uma longa conversa sobre essa possibilidade de retornar e ele disse: eu demorei quatro, cinco meses para tomar essa decisão. Disse que por várias vezes foi testado e tomou decisão irreversível, não blefou. E isso só mostra o caráter que ele tem.

DIÁRIO – Era uma tragédia anunciada, então, já que fazia tanto tempo que ele manifestava insatisfação? Isso não poderia ter sido evitado?

LEITÃO – Ele venceu as etapas. Quando isso aconteceu, a gente imaginou que já estava tudo superado. Aí volta à tona devido ao começo, de fato, das eleições, quando ele percebe que não havia o mesmo amparo, o mesmo tratamento que tinha com o candidato a governador [Taques] com o que tinha com ele. Então, ele percebe que estava sendo jogado para escanteio e preferiu não atrapalhar. Ele declarou para mim, pessoalmente, que vota no Pedro Taques e vai continuar sendo eleitor desse projeto.

DIÁRIO – Se há consenso quanto à candidatura do Taques, não seria o caso de ele aproveitar para manter a unidade no grupo? O senhor acha que falta pulso firme a ele para guiar os diálogos internos? Algumas lideranças chegaram a apontar a atuação incisiva do prefeito Mauro Mendes dentro do grupo, se sobressaindo nas decisões…

LEITÃO – Não! O Mauro é um líder. Ele é prefeito de Cuiabá e foi candidato a governador quando o Pedro se elegeu senador. É normal que o Pedro ouça o Mauro. Não vejo nenhum pecado nisso. Só acho que, a partir do momento em que foram decididas as funções de cada um na coligação, não tem voz mais alta ou mais baixa, aí é uma voz só, que é para ganhar a eleição e com o time que está lá. O time escolhido é o time que tem que ser respeitado. Quando não há respeito para com esse time, não se pratica uma boa política.

DIÁRIO – O senhor é um dos cotados para ficar na vaga deixada por Jayme Campos, mas já disse publicamente que não tem vontade de assumi-la. É uma decisão irrevogável? Qual o motivo?

LEITÃO – Eu acredito que o mais importante nesse momento não é quem será e, sim, se essa unidade vai ocorrer.

DIÁRIO – E o que garante que ela possa ocorrer a partir de agora? O senhor disse que o Jayme deixou o grupo pela falta de unidade…

LEITÃO – Eu vou te responder com uma pergunta: o que essa unidade vai ocorrer? Na verdade, é uma situação que ninguém tem certeza. Eu quero muito a eleição do Pedro Taques e quero muito que o Aécio seja o mais votado em Mato Grosso e, se Deus quiser, será. Mas tenho convicção de que uma coisa não está ligada à outra. A minha condição de candidato a deputado federal ajuda a trabalhar o senador Taques a chegar ao governo com muita intensidade ou com mais intensidade ainda. O meu partido está inteiro na campanha do Taques, de corpo e alma, com toda lealdade, desde o início. Para mudar esse curso, nessa altura do campeonato, acima de tudo, com o que eu já coloquei no começo dessa entrevista, de que o poder econômico nesse Estado às vezes pesa mais do que a qualidade do candidato, é claro que você fica cheio de dúvidas se vale a pena, no meio da caminhada, mudar o rumo. Eu tenho responsabilidades, sou o maior líder do PSDB no Estado, tenho um candidato a presidente da República. Não quero ser um homem importante para o meu partido com 60 dias, quero ser por muito mais tempo. Se a minha candidatura fosse decisiva para eleger o Aécio e para eleger o Pedro, eu até aceitaria, mas não acho que isso seja imprescindível. Não é o fato de eu colocar meu nome para o Senado que vai dar a vitória ao Pedro ou ao Aécio. Acho que o processo é inverso, é um risco desnecessário. Eu me preparei para me reeleger deputado federal e trabalhei para isso. Majoritária não é oportunidade, é consequência. E essa consequência eu preciso projetar ela para mim. Vamos subir a montanha aos poucos, passo a passo.

DIÁRIO – Na sua opinião, quem deve substituir Jayme Campos? Qual a melhor opção se analisado esses critérios apontados pelo senhor?

LEITÃO – Qualquer nome é melhor, desde que tenha unidade. Desde que tenha a paixão pela candidatura.

DIÁRIO – Mas o senhor falou que ter cargo na majoritária é consequência…

LEITÃO – Sim! Quem puder juntar tudo isso vai ajudar bastante, mas, para você namorar alguém, é preciso que o outro lado também queira, não basta só você querer e ser apaixonado e escrever as palavras mais bonitas do mundo. É preciso que os dois lados estejam apaixonados. Ter uma paixão de última hora é muito difícil, quase que uma raridade. Tanto que, quando existe, vira livro ou novela!

5 Comentários

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  1. - Responder

    http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL38816-5601,00-GRAVACAO+APONTA+PROPINA+A+PREFEITO+EM+MT.html

    O prefeito de Sinop (MT), Nilson Aparecido Leitão (PSDB), preso pela Polícia Federal na Operação Navalha, é citado por funcionários da construtora Gautama em gravações telefônicas como beneficiário de propina no valor de R$ 200 mil.

  2. - Responder

    Esperto ele de pular fora do barco antes de afundar de vez!

  3. - Responder

    Disse alguma mentira?

  4. - Responder

    tá dificil escolher um para votar para o senado. a deputada luciana bem que poderia ser uma opção e fortaleceria as candidaturas das mulheres, já que a serys não conseguiu

  5. - Responder

    Gostei! Falou e disse! Aqui em MT todos pegavam dinheiro do Arcanjo, depois surgiu Junior Mendonça e sua rede de postos para ganhar licitações e algo mais.
    Existe um costume entre candidatos a deputado estaduais de pedir dinheiro para sua candidaturas, pelo que li e vi a respeito, o Pedro Taques negou financiar uma turma grande aí, e a maioria correu para os braços do Riva, o deputado mais processado da história. Só a candidatura do Riva já um senhor tapa nas nossas caras, ACORDA MT. Chega de larápio. Silval volta para a zona de garimpo! Riva vai fazer companhia para Eder.

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