Neste 2 de novembro, com a Cerimônia das Velas, jornalistas de Mato Grosso, tentam reconstruir uma solidariedade entre eles que lhes permita apresentar-se com dignidade diante de quem os explora e arrasta profissionais como o fotógrafo Lorival Fernandes para situação de chocante miserabilidade

velas protesto dos jornalistas na pagina do enock

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso está distribuindo o seguinte comunicado:
Cerimônia das Velas

Convocamos todos os funcionários e ex-funcionários do Diário de Cuiabá e da Folha do Estado a comparecerem, dia 2 de novembro, às 19h, na porta do jornal Diário de Cuiabá (localizado no térreo do prédio Centro Empresarial Paiaguás).
Pedimos que todos estejam vestindo roupas de cor preta e portando velas, que serão acesas e colocadas na porta do referido veículo como protesto pelos atrasos salariais e descaso para com os trabalhadores do passado e os do presente para impedir que façam o mesmo com os do futuro.
NOTA DE PESAR

Respeitando o sentimento de todos, que celebram a dor da perda dos seus entes queridos nesta data – Dois de Novembro -, é com muito pesar que o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público, através desta, para lamentar a morte do RESPEITO aos profissionais deste estado, que vem sendo promovida de forma lenta e gradativa, cada vez mais intensa, ao longo dos últimos 20 anos, por dois jornais de Cuiabá: Diário de Cuiabá e Folha do Estado.

Registramos que o Diário de Cuiabá configura-se como o criador dessa escola há vinte anos, pelo menos, e a Folha do Estado vem trilhando por essa cartilha há aproximadamente uma década. Os dois veículos são os principais causadores dessa situação esdrúxula que vem comprometendo a prática do jornalismo correto, eficiente e digno em Mato Grosso, não assumindo seus compromissos financeiros com os profissionais e acarretando a queda vertiginosa na qualidade da informação.

Dessa forma, evidencia-se uma relação indesejada e nociva à sociedade, entre os veículos de comunicação e esferas dos poderes públicos constituídos. São inúmeros os casos em que a Justiça já deu ganho de causa dos jornalistas contra esses dois jornais, porém, ambos continuam funcionando, apesar das constatações judiciais. Os atrasos e os calotes salariais têm se sucedido gerando uma situação que se arrasta há vários anos, contribuindo para que a boa e verdadeira informação, doa a quem doer, passe ao largo dos objetivos fundamentais da comunicação, desprezando valores éticos e técnicos.

O que dizer diante do ponto em que a categoria chegou? Realmente, o RESPEITO morreu! Mas, acreditando que é possível resgatar a dignidade de toda a classe é que o Sindjor inicia uma série de ações para escancarar essa dor que não sai nos jornais. A dor de trabalhar e viver com menos dignidade do que quem está desempregado e recebe seguro-desemprego.

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Lorival Fernandes

Lorival Fernandes

Repugnante – Diário de Cuiabá se mantém à custa de suor e lágrimas… dos funcionários

Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso

Há duas décadas é a mesma história. Entra ano e sai ano e o jornal Diário de Cuiabá, vive uma ‘crise eterna’. Sob a gestão de Gustavo Oliveira atrasa constantemente os salários chegando a dever, a um único funcionário, 79 salários sem previsão de que um dia vá pagar. Como ele consegue? É fácil. O proprietário cultua entre os funcionários a ‘Síndrome de Estocolmo’ onde o algoz é visto como protetor. Assim, eles esperam receber porque, ao cobrarem, ele está ‘sempre vendo uma forma de pagar’.

O diretor de redação do Diário de Cuiabá, Gustavo Oliveira, alega, há 20 anos, aos funcionários que o jornal está em crise

Enquanto ele sorri os funcionários não podem fazer o mesmo diante de uma vida como a mostrada nas fotos da casa em que mora o fotógrafo Lorival Fernandes

Sua tática é a seguinte: ao invés de cumprir com o calendário de pagamento dos salários, como manda a lei, ele usa de todos os argumentos para manter quem entra em ‘cativeiro financeiro’. Sim, porque promete que vai pagar e vai atrasando e atrasando, até a pessoa ficar refém da promessa de seu sustento e não conseguir sair do local esperando receber para quitar suas dívidas. O mais cruel é que, para manter a chama da esperança acesa o proprietário promove a retirada de ‘vales’;o pagamento pela metade ou o pagamento de um grupo considerado mais essencial em detrimento de outros que, por serem mais humildes, reclamam menos, ou nem isso.

Grito por socorro

É o caso do fotógrafo Lorival Fernandes, que trabalha há20 anos no referido jornal e que, esta semana,chocou e sensibilizouos colegas jornalistas de Mato Grosso ao expor numa rede social, a situação de miséria na qual vive com a esposa. Nela, pede ‘pelo amor de Deus’ que os amigos o ajudem, pois o barraco em que mora não tem telhado que possa abrigá-lo da chuva e está caindo, já que é feito de pedaços de madeira. Com as chuvas se aproximando dá para entender seu desespero.

Na madrugada desta quarta-feira (27) choveu. Ainda assim, o fotógrafo não faltou com seu compromisso pela manhã de estar em seu local de trabalho e cumprir sua função ainda que seu patrão não cumpra com a dele. A situação tem ainda o agravante de que, quando ciente do desabafo do funcionário de forma pública, este Gustavo Oliveira deu ordem para que ele retirasse a postagem para não ‘expor’ o veículo. Humilde, Lorival retirou. O que Gustavo Oliveira não contava é que os amigos já haviam repassado a situação para frente e todos estão mobilizados para fazer o que o sustento dele deveria garantir: um teto sob sua cabeça.

E não pensem os jornalistas que somente Lorival colhe miséria como resultado de aguentar caladoessa forma desumana detrabalho. Este será o destino de toda a categoria se esta não chegar, em breve, a um consenso para mudar a aceitação pacífica desta forma deturpada das relações de trabalho promovidas pelos donos de veículos de comunicação. Deturpação esta que já é seguida há dez anos pelo concorrente Folha do Estado.

Estranho pensar em Lorivalchegar a esta situação de pedir socorro apesar de não estar desempregado. E também como a categoria não consegue resolver a equação sobre como oDiário de Cuiabá se mantém no mercado há mais de 40 anos, recebendo, inclusive, ajuda de todas as esferas governamentais, para se manter ativa à custa da miséria humana e não consegue se erguer a fim de dar dignidade aos funcionários, ainda que tardia.

Como ajudar:os interessados em ajudar de forma rápida Lorival basta depositar qualquer quantia na conta:

Banco Itaú

Agência 7692

Conta 01957-8

CPF 182.036.201.91

A ajuda também pode ser em forma de materiais de construção e em trabalho de mutirão para erguer sua casa. Basta entrar em contato pelo facebook dele.

 

FONTE SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DE MATO GROSSO

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