NEM UM, NEM OUTRO – Liberado pelo Partido dos Trabalhadores para votar segundo a minha consciência, eu, Enock Cavalcanti, cidadão e eleitor, já decidi que, no segundo turno, em Cuiabá, meu voto será NULO. Nem Wilson Santos, do PSDB, nem Emanuel Pinheiro, do PMDB. Tenho consciência que além do VOTO NULO, a abstenção e o voto em branco também representam formas legítimas e democráticas de resistência frente ao golpe de 2016.

nem-emanuel-nem-wils-on-nem-um-nem-outro-voto-nulo-na-pagina-do-eNEM UM, NEM OUTRO – Liberado pelo Partido dos Trabalhadores para votar segundo a minha consciência, eu, Enock Cavalcanti, cidadão e eleitor, já decidi que, no segundo turno, em Cuiabá, meu voto será NULO. Nem Wilson Santos, do PSDB, nem Emanuel Pinheiro, do PMDB. O voto vermelho neste eleição segundo turno da eleição em Cuiabá é o VOTO NULO.

Imagino que assim votarão todos os militantes de esquerda que compreendem que, em uma conjuntura de golpe em nosso País, não havia como apoiar, no primeiro turno, qualquer partido que sustente este golpe e que participe da atual arremetida contra os direitos que os trabalhadores brasileiros tinham garantidos até aqui – e essa situação se mantém, com relação ao segundo turno. É preciso reagir contra o golpe e pelo Brasil afora esta reação, através da opção pelo voto na esquerda, naquelas cidades em que o PT, o PCdo B, o PSOL, a Rede e o PDT passaram para o segundo turno e pelo VOTO NULO onde a disputa será travada por candidatos e partidos de direita, imagino que se será expressiva.

Vamos trabalhar para que seja grande o número de pessoas que DIGAM NÃO. Através do VOTO NULO precisamos deixar evidente não só nosso protesto como também nosso grito de FORA TEMER e nossa exigência de convocação de ELEIÇÕES DIRETAS JÁ para que se restabeleça o primado do voto popular no Brasil, o mais rapidamente possível. O VOTO NULO é um detalhe a mais dentro das mobilizações e manifestações que devem continuar em um crescendo a exigir o restabelecimento da Democracia no Brasil.

Na reunião ampliada que o Diretório Municipal do PT realizou, na sexta-feira, 6 de outubro de 2016, ficou evidente o repúdio da grande maioria às candidaturas postas em Cuiabá. A resolução divulgada pelo PT deixa isso bem evidente. Nem Wilson Santos, do PSDB, nem Emanuel Pinheiro, do PMDB. Nem um, nem outro.

Votar e defender o VOTO NULO evidentemente que será uma nova experiência para uma grande parte das pessoas. Sim, há sempre coisas novas a apreender – e com o Estado brasileiro golpeado pela direita, não nos resta nenhuma outra opção se não nos empenharmos nesta desconstrução do golpe. Descontruir para construir.

Há que ter sensibilidade neste momento e trabalharmos para que mais e mais pessoas se juntem em torno desta nossa proposta. Nem Wilson Santos, do PSDB, nem Emanuel Pinheiro, do PMDB. Nem um, nem outro. Vamos somar votos contra o golpe e a favor da Democracia.Tenho consciência que além do VOTO NULO, a abstenção e o voto em branco também representam uma forma legítima e democrática de resistência frente ao golpe de 2016.
CONFIRA A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM CUIABÁ.

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Cuiabá, em reunião ampliada nesta sexta-feira (07.10), para avaliar a eleição municipal de 2016 e deliberar sobre a posição do partido em relação ao segundo turno em Cuiabá, faz as seguintes ponderações.
– Considerando a participação do PT no bloco de esquerda composto pelo PCdoB e PDT, que sustentou no Primeiro Turno a candidatura de Julier Sebastião da Silva (PDT) a prefeito e Jusci Ribeiro (PT) a vice.
– Considerando a chegada no segundo turno dos candidatos Emanuel Pinheiro (PMDB) e Wilson Santos (PSDB), cujos partidos lideraram o golpe de Estado contra o mandato constitucional da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT).
– Considerando que os dois candidatos já governaram juntos Cuiabá em 2005 e participam dos grupos que administram a cidade há 20 anos. (Na atual eleição as duas candidaturas apresentam o mesmo programa de má gestão e exclusão, vivenciado nos últimos anos pela população da Capital).
– Considerando que os agrupamentos políticos e econômicos que sustentam as candidaturas do PMDB e do PSDB articularam e apoiaram o golpe contra a presidenta.
– Considerando que os dois grupos políticos que disputam este segundo turno estão alinhados no apoio ao governo golpista de Temer, que tem promovido uma pauta de intensos ataques aos direitos sociais e trabalhistas, duramente conquistados pelo povo brasileiro.
– Considerando a necessidade de reconstrução do Projeto Democrático e Popular, fortalecendo à unidade dos partidos de esquerda, visando as disputas de projeto na sociedade Cuiabana e, principalmente, a reconquista da confiança da maioria do povo.
– Considerando a necessidade de fortalecermos nossos laços históricos com a classe trabalhadora, com uma intensa mobilização que barre os retrocessos promovidos pelos golpistas e que seja capaz de retomar num futuro próximo a agenda do desenvolvimento com justiça social.

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Cuiabá decidiu não apoiar nenhum dos candidatos e liberar a militância, filiados e filiadas, para exercerem seus votos de acordo com suas consciências. O PT ressalta, porém, ter a compreensão que a abstenção e os votos não válidos são um legítimo direito de resistência frente ao golpe, suas representações e o resultado eleitoral conservador advindo deste processo.
Com tal posicionamento, seguiremos denunciando o vergonhoso golpe de 2016, bem como mobilizando os trabalhadores e segmentos democráticos de nossa cidade a resistir à regressão de direitos, visando a retomada do protagonismo popular.

Cuiabá, 07 de outubro de 2016.
Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Cuiabá
———–
CONFIRA A ÍNTEGRA DA RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO DO PT EM PORTO ALEGRE, Rio Grande do Sul, que vive situação assemelhada com Cuiabá:

Frente ao resultado das eleições em Cuiabá, Partido dos Trabalhadores manifesta:
1. Nosso profundo reconhecimento à militância política e social que se engajou na campanha da Coligação Porto Alegre Democrática; ao Partido Comunista do Brasil, parceiro de jornada na denúncia contra o Golpe e de tantas lutas sociais; aos companheiros e companheiras que concorreram à Câmara Municipal, que juntos com a nossa candidatura majoritária Raul e Silvana conseguiram cativar uma votação suficiente para mantermos a bancada em uma conjuntura tão adversa quanto desafiadora; e ao companheiro Raul Pont, quadro histórico da esquerda brasileira, de biografia que honra a todos e todas nós, e que tão bem nos representou neste processo e na defesa do nosso projeto de esquerda.
2. Nosso comprometimento com a Democracia brasileira, visto que a história recente demonstra que o respeito ao jogo democrático não é, infelizmente, algo reconhecido por todos os partícipes da cena pública nacional e local. Não é a toa que a abstenção predominou em todo o país fruto da criminalização da política – necessária ao Golpe – promovida por setores golpistas da grande mídia e pelo aparelhamento de algumas instituições, que promovem ataquem seletivos ao PT e à esquerda.
3. Nossa disposição resoluta em apostar na construção do PT, na resistência popular frente aos retrocessos, no incentivo aos movimentos sociais que dão voz aos excluídos e na formação real de uma Frente de Esquerda neste país para enfrentar o golpismo e suas consequências. Nesse sentido, exortamos unidade nacional do campo popular em torno das candidaturas com este perfil que disputam o segundo turno pelo país afora, do Rio de Janeiro a Santa Maria, do Recife a Aracaju, de Belém do Pará a Santo André.
4. Em Porto Alegre apresentamos uma candidatura de verdadeira mudança da atual administração. Raul Pont e Silvana, o PT e o PCdoB, defenderam outra plataforma programática de cidade, muito distinta da que temos hoje. Infelizmente as candidaturas do PSDB e do PMDB que foram ao segundo turno fazem parte da continuidade da atual gestão, pois seus partidos estão presentes nela e nos governos Sartori e Temer. O discurso daquele que se apresenta como uma “nova atitude” para a cidade nada mais é que um subterfúgio para esconder a real natureza de seu projeto político: menor presença do poder público no fomento de políticas sociais e maior desresponsabilização com o patrimônio e as empresas públicas, sem esquecer o seu completo descaso com o Estado Democrático de Direito, recentemente violentado em Brasília.
5. Os atores que representam o PMDB e o PSDB têm as mesmas visões e responsabilidades em episódios como o glpe disfarçado de impeachment; a defesa da lesiva PEC 241, que tramita no Congresso (que teve o voto favorável de Marchezan em sua admissibilidade) e congelará investimentos em saúde, educação e outras áreas públicas por 20 anos (fato que prejudicará enormemente as prefeituras municipais); a defesa lesa-pátria e entreguista do Pré-Sal aos interesses do capital estrangeiro através do PL 4567/16; o PL 4330 que visa a terceirização das atividades fim; e o PL 257/16 que impõe ajuste severo a estados e municípios, diminuindo serviços públicos e condenando o funcionalismo a forte arrocho salarial, só para ficar nestes exemplos.
6. Diante destes fatos, o PT manifesta que ambas as candidaturas que foram ao segundo turno não são alternativa e não representam qualquer tipo de mudança, pois seus partidos e suas alianças estão juntos na prefeitura de Porto Alegre e na sustentação dos governos Sartori e Temer. Assim, não nos representam. A democracia é maior que tudo isso. Temos consciência que a abstenção e os votos não válidos são um legítimo direito de resistência frente ao Golpe contra a Presidenta Dilma, suas representações e ao resultado eleitoral conservador advindo deste processo.
7. Finalizamos nossa manifestação, agradecendo aos eleitores e eleitoras que votaram em nosso projeto e reafirmamos o nosso compromisso com Porto Alegre, com a cidadania e com uma perspectiva popular, participativa e democrática. É justamente por essa dimensão inclusiva e humana de nosso projeto é que nos manifestamos desta forma frente a esta quadra sombria da história brasileira.
05 de outubro de 2016
Diretório Municipal do PT de Porto Alegre

7 Comentários

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  1. - IP 177.64.226.149 - Responder

    Acho que vou votar na Almerinda do PSS

  2. - IP 179.254.144.124 - Responder

    O voto “nulo”, tanto quanto o voto “em branco”, é forma legítima de manifestação de uma posição política. Querer obrigar o eleitor a votar, no segundo turno, em um dos dois nomes constantes da relação é uma violência contra a liberdade de consciência e manifestação do pensamento e, além disso, atenta contra a democracia. Deslegitimar o processo eleitoral e bem assim o mandato do eleito, por meio dos votos “nulo” e “em branco”, é, sim, uma posição política que precisa ser respeitada e não é maior ou menor que a opção daquele que sufragou o nome de um dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno. Democracia é antes de tudo a livre manifestação do eleitor, ainda que isso deslegitime a via eleitoral. Num país em que partidos e outras instituições não respeitam o resultado das urnas, querer obrigar o eleitor a sufragar um desses dois nomes beira perigosamente o fascismo e impõe, de certo modo, a ditadura do voto válido. A saída é mais democracia.

  3. - IP 138.118.184.2 - Responder

    Belo exemplo de cidadania meu caro jornalista….!!!

    • - IP 179.11.34.20 - Responder

      Então, na sua lógica, cidadania obriga a escolher um candidato?

  4. - IP 177.221.96.141 - Responder

    Para os petralhas bom mesmo é partido que destroi a Petrobrás.

  5. - IP 187.123.6.78 - Responder

    Domingo, 27 de março de 2016, 10h30

    CASO DOS BERILOS
    Justiça bloqueia salário e penhora bens de Emanuel Pinheiro

    Welington Sabino, repórter do GD

    Salário de Emanuel Pinheiro será bloqueado em 30% e transferido para conta judicial

    A Justiça de Mato Grosso bloqueou o salário do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) e também mandou penhorar todos os bens que forem encontrados na residência do parlamentar para a quitação de uma dívida de R$ 836,7 mil que ele deve ao empresário e “ex-amigo” Salim Kamel Abourahal. Do salário deverão ser bloqueados 30% e transferidos para uma conta judicial para pagar os honorários advocatícios de R$ 167 mil ao advogado Hélcio Corrêa Gomes, que patrocina a defesa de Salim.

    A dívida é resultado de um empréstimo de R$ 71,9 mil contraído por Emanuel em 1991, mas que foi “pago” com esmeraldas falsas. A decisão determinando o bloqueio foi proferida pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da 4ª Vara Cível de Cuiabá no dia 21 deste mês. A ação de cobrança, movida por Salim contra Pinheiro, tramita desde dezembro de 2002.

    Em seu despacho, o magistrado mandou oficiar o departamento de Recursos Humanos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para que proceda os devidos descontos nos salários recebidos por Emanuel Pinheiro. Os valores descontados deverão, mensalmente, ser depositados na conta de depósito Judicial, vinculada ao processo. Os 30% deverão ser descontados até atingir o limite do crédito devido ao advogado Hélcio que faz a defesa de Salim.

    O pedido para penhora dos bens partiu de Salim e Hélcio uma vez que eles vêm levando a melhor em todas as decisões, mas o deputado ignora as decisões contrárias a ele. “Tenho que o pedido deve prosperar ao passo que o executado devidamente intimado para pagar deixou transcorrer o prazo sem efetuar o pagamento”, diz trecho da decisão. “Saliento que esta medida poderá ser revista a qualquer momento a pedido das partes, desde que demonstrada à imprescindibilidade do valor penhorado para a subsistência do executado”, ressalta o juiz na sentença.

    Ao pedir a penhora de 30% sobre os rendimentos mensais do deputado, o advogado Hélcio Corrêa explicou que os R$ 167 mil se referem a honorários advocatícios e tem natureza de verba alimentar. “No presente caso, o executado, é deputado estadual funcionaria publica estadual, percebendo uma renda superior a R$ 20 mil. Deste modo, possível o deferimento da penhora de 30% do salário do mesmo”, justifica o juiz.

    O magistrado ressaltou, no entanto, que tal medida poderá ser revista a qualquer momento a pedido das partes, desde que demonstrada à imprescindibilidade do valor penhorado para a subsistência de Pinheiro.

    Relembre o caso

    A briga na Justiça para receber a dívida se arrasta há mais de 12 anos. O valor de R$ 71,9 mil, que Emanuel tomou emprestado do empresário Salim Kamil Abou Rahal em 1991, sofreu reajuste e chega atualmente ao montante de R$ 1,2 milhão, valor atualizado até agosto deste ano. Emanuel Pinheiro teve os bens penhorados há 3 anos, mas à ocasião apenas R$ 800 foram encontrados numa conta bancaria em nome dele.

    Em dezembro de 2012 o deputado foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve decisão da Justiça de Mato Grosso para efetuar o pagamento da dívida que naquela ocasião chegava a R$ 611 mil. A época do empréstimo, Salim Kamel era amigo de Emanuel Pinheiro e emprestou o dinheiro sem saber qual seria o destino já que Pinheiro não disse para que precisava dos valores.

    Além da amizade que mantinham há mais de 3 anos, o empresário recebeu como garantia do empréstimo cerca de 2 quilos de pedras preciosas (5 pacotes) com laudos de 3 empresas diferentes atestando que seriam esmeraldas brutas no valor total de R$ 247 mil. No entanto, ao procurar uma perícia para avaliar as pedras Kamel descobriu que eram apenas berilos – resíduos de pedras, cujo valor comercial é bem abaixo valor das esmeraldas.

    Outras dívidas

    Emanuel Pinheiro também é alvo de outras ações por execução de dívidas com pedido de bloqueio de seu salário. Entre elas, uma dívida de R$ 34,4 mil (custas judiciais e honorários) para a advogada Cleidi Rosângela Hetzel que também patrocina a defesa do empresário Salim Kamel Abourahal. Em janeiro deste ano, o Banco Itaucard acionou o deputado pedindo busca e apreensão de um veículo e conseguiu liminar para que o veículo fosse apreendido. A ação tramita na 3ª Vara Especializada de Direito Bancário de Cuiabá.

    COMENTARIO: SE ESTE EMANUEL PINHEIRO ENGANA E NÃO PAGA AO AMIGO; IMAGINE O QUE VAI FAZER COM O CIDADÃO CUAIBANO. NÃO TEM EXPERIENCIA, MAS SIM GANANCIA.

    MAS JÁ PROMETEU QUE SE FOR ELEITO VAI APOSENTAR TODO MUNDO A PARTIR DOS 32 ANOS DE IDADE

    • - IP 179.11.34.20 - Responder

      Então, seguindo a tua lógica, se o Emanuel é trambiqueiro, não paga nem sequer ao amigo, se aposentou aos 32 anos, o voto deve ser para o Wilson Santos, esse sim, exemplo de político honesto, etc.? Meu caro, ambos são farinha do mesmo saco, para usar uma expressão já bastante batida. Entre ambos, eu não escolho nenhum e, isso é legitimo. Não quero participar, ou ajudar a eleger nenhum dos dois, mesmo sabendo que, necessariamente, seremos governados por um deles. Mas, ao votar nulo, ficarei com a consciência tranquila de que não ajudei a entregar a cidade para nenhum trambiqueiro, como o Emanuel, e nem para tucano Wilson, #votanulocuiaba

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