gonçalves cordeiro

NADA DE NOVO SOB O SOL: Com manchetes iguais jornalões brindam oposição e mais uma vez atacam governo do PT. Rotina, mais um factoide da mídia golpista. Um factoide produzido com ajuda da “Republica do Paraná”, núcleo da conspiração midiático-judicial que tenta criar ambiente para derrubada do governo Dilma. Os alardeados R$ 7,5 milhões que Ricardo Pessoa teria dado à campanha de Dilma Rousseff foram devidamente registrados no TSE. Isso já tinha sido noticiado meses atrás, em maio deste ano. Aliás, naquela ocasião, já se tentava torcer a realidade e transformar doações oficiais em ato criminoso. A tentativa de “requentar” a notícia, dando-lhe ares de “bala de prata” final contra o governo é apenas jogo sujo. LEIA O QUE O GLOBO E ESTADÃO PUBLICARAM

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Planilha de Pessoa é mais um factoide midiático

POR MIGUEL DO ROSÁRIO DO BLOGUE O CAFEZINHO

Bem, foi mais um factoide da mídia golpista.

Um factoide produzido com ajuda da “Republica do Paraná”, núcleo da conspiração midiático-judicial que visa derrubar o governo Dilma.

Os alardeados R$ 7,5 milhões que Ricardo Pessoa teria dado à campanha de Dilma Rousseff foram devidamente registrados no TSE.

Isso já tinha sido noticiado meses atrás, em maio deste ano. Aliás, naquela ocasião, já se tentava torcer a realidade e transformar doações oficiais em ato criminoso.

A tentativa de “requentar” a notícia, dando-lhe ares de “bala de prata” final contra o governo é apenas jogo sujo.

A hipocrisia, contudo, não termina aí. Nunca termina. A hipocrisia da mídia brasileira sempre nos surpreende.

Faz-se uma tremenda celeuma sobre os R$ 7 milhões da UTC para a campanha de Dilma, e se esconde que a UTC, do mesmo Ricardo Pessoa, fez doações totais de R$ 44 milhões em 2014! Somente o PSDB, recebeu quase R$ 9 milhões!

Está tudo registrado no site Às Claras.

Tenham santa paciência!

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Impeachment

A misteriosa “planilha” de Ricardo Pessoa

POR MIGUEL DO ROSÁRIO NO SITE O CAFEZINHO

Curioso.

O vazamento sobre a “delação” de Ricardo Pessoa, da UTC, um dos empreiteiros que Moro manteve preso por mais de sete meses, com objetivo explícito de torturá-lo, aconteceu horas depois do empresário entregar uma “planilha”, às autoridades, contendo supostas doações para vários políticos.

O vazamento se deu seletivamente para os veículos do golpe: Veja, Estadão, Folha e Globo.

A primeira reportagem no Estadão sobre o caso traz um parágrafo intrigante:

“A defesa de Pessoa informou que não vai comentar as informações porque a delação é sigilosa. Também informou que não confirma a autenticidade da planilha.

Todas as novas informações, que explodiram na imprensa nesta sexta-feira, estão concentradas nesta misteriosa planilha, que deveria estar sob segredo de justiça, mas vazou imediatamente após ser divulgada pelo empreiteiro.

A defesa, repare bem, ainda não confirma a autenticidade do documento.

E mesmo que confirmasse, contudo. Repare só: é uma “planilha”.

Planilha?

É sério isso? Não há um comprovante de depósito? Uma fotografia, um vídeo, um áudio?

Querem derrubar a República, num país com 200 milhões de habitantes, sétima economia do mundo, por causa de uma planilha?

Ora, qualquer um pode fazer uma planilha, misturando fatos verdadeiros, falsos, doações legais e ilegais, ao gosto do freguês.

Eu poderia divulgar uma “planilha”, por exemplo, trazendo dados “explosivos” sobre  elementos da oposição. O que isso prova?

Abaixo, uma “planilha” fictícia, que rabisquei agora:

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A maneira como essa “planilha” vaza, para onde vaza, exatamente numa sexta-feira, apenas revela o seu objetivo político.

Outra coisa curiosa. A reportagem do Estadão citada removeu, em seguida, o parágrafo que eu menciono, o parágrafo em que a defesa de Pessoa enfatiza o sigilo de sua delação e não confirma a “autenticidade” da planilha.

Por sorte, como a reportagem foi reproduzida no site da revista Época, encontrei o parágrafo por lá.

Os robozinhos do Google também guardaram o parágrafo:

ScreenHunter_5934 Jun. 27 10.05

O caso Ricardo Pessoa é tratado com ansiedade especial pelos procuradores golpistas. Suas delações foram “vazadas” à imprensa antes mesmo do empreiteiro ter aceito oficialmente que estaria disposto a fazer a delação.

E agora tudo se concentra numa “planilha”. O Globo e todos os jornalões que compõe a rede golpista da imprensa nacional já falam em impeachment.

Ué, e o vídeo em que Youssef confirma a propina de US$ 120 mil dólares pagas mensalmente a Aécio Neves? Em oito anos, isso daria quase 3 milhões de dólares, ou 9 milhões de reais. E falamos de uma propina paga a 1 pessoa, não de uma campanha presidencial, que movimenta bilhões de reais.

A delação de Youssef sobre Aécio vale menos que uma “planilha”?

Trata-se de uma tremenda palhaçada golpista. A imprensa faz um jogo de verdade ou mentira de acordo com seus interesses. Não há nenhum compromisso com o fato, tratado como um ser desprezível, um elemento constrangedor.

Uma pena que a economia do Brasil, em momento delicado, ainda tenha de enfrentar esse tipo de mau caratismo midiático e judicial.

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UTC DOOU MAIS A AÉCIO QUE A DILMA NA CAMPANHA DE 2014

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“Levantamento feito pelo site Às Claras, ligado à ONG Transparência Brasil, mostra que a UTC doou R$ 8.722.566,00 para a campanha a presidente de Aécio Neves, no ano passado. O valor é R$ 1,22 milhão superior ao valor doado à campanha de Dilma Rousseff na mesma época”, destaca Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania; ele diz “não entender” por que os grandes jornais destacaram como novas notícias que são, na verdade, “requentadas”; Guimarães coloca ainda a pergunta: “Diz o noticiário que Pessoa sentiu-se pressionado a doar a Dilma e ao PT porque tinha medo de que, se não doasse, o governo petista prejudicaria seus negócios. Por que Aécio, sem pressionar, recebeu mais do que Dilma?”

 

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Quem lê os principais jornais dando conta de que a UTC doou 7,5 milhões de reais à campanha de Dilma Rousseff fica com a impressão de que há, aí, uma grande descoberta e que a presidente foi especialmente beneficiada por essa empresa. Nada mais falso.

Em primeiro lugar, se esses grandes veículos fizessem jornalismo deveriam esclarecer que essa empresa doou inclusive mais dinheiro à campanha de Aécio Neves no ano passado do que à de Dilma Rousseff.

Levantamento feito pelo site Às Claras, ligado à ONG Transparência Brasil, mostra que a UTC doou R$ 8.722.566,00 para a campanha a presidente de Aécio Neves, no ano passado. O valor é R$ 1,22 milhão superior ao valor doado à campanha de Dilma Rousseff na mesma época.

 

Diz o noticiário que Pessoa sentiu-se pressionado a doar a Dilma e ao PT porque tinha medo de que, se não doasse, o governo petista prejudicaria seus negócios. A pergunta que é obrigatório fazer, diante de tal acusação, é muito simples: por que Aécio, sem pressionar, recebeu mais do que Dilma?

Uma campanha recebeu 7,5 milhões de reais do empresário porque o intimidou e a outra – que, conforme a omissão do noticiário em citá-la, subentende-se que não intimidou – recebe 8,7 milhões de reais.

A primeira doação decorre de chantagem e a segunda de “amor” ao candidato?

Ora, façam-me o favor…

Mas o pior não é isso. Uma simples busca na internet revela que essa celeuma que dominou a grande mídia a partir da última sexta-feira (26) por conta das “novas” revelações de Ricardo Pessoa, da UTC, não tem a menor justificativa porque é matéria requentada.

Os três maiores jornais do país (Folha, Globo e Estadão) publicaram, neste sábado (27/06), praticamente a mesma matéria sobre o tema, inclusive com manchetes praticamente idênticas. Desse modo, tomemos como exemplo a matéria da Folha, que afirma que “Revelações de empreiteiro ampliam pressão sobre o PT”.

 

O que você, atento leitor, entende dessa matéria e, sobretudo, da manchete que a intitula é que surgiu alguma novidade que “ampliou” a “pressão” sobre “o PT”. Ou seja, o que se subentende da manchete é que alguma coisa nova veio à tona.

Pois bem. Vejamos, então, matéria da mesma Folha de São Paulo publicada 49 dias antes, de autoria da mesma Estelita Hass Carazzai que assina a matéria publicada pelo jornal neste sábado.

 

Alguém, por favor, ajude este desorientado blogueiro: o que é, diabos, que há de novo nas notícias recém-publicadas sobre as denúncias do empreiteiro Ricardo Pessoa? O que é que ele acrescentou ao que já havia dito que justifique que a mídia e a oposição façam esse estardalhaço e digam que, à luz das “novas” revelações, há que tirar o mandato de Dilma Rousseff?

O que esse estardalhaço todo significa é, no fim das contas, um imenso desrespeito pela opinião pública, obviamente vista pela mídia e pela oposição como desmemoriada, idiotizada, incapaz de juntar fatos escandalosamente óbvios e deles tirar uma simples conclusão.

Infelizmente, pensando bem, tanto a mídia quanto a oposição têm boas doses de razão para enxergar assim a sociedade brasileira, ou ao menos sua maioria esmagadora.

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Delator envolve assessor do Palácio em esquema de corrupção

ANDREZA MATAIS, RICARDO DELLA COLETTA E FÁBIO FABRINI – BRASÍLIA

O  ESTADO DE S. PAULO

Chefe de gabinete de Edinho Silva é apontado por Ricardo Pessoa como o responsável por negociar doações

O chefe de gabinete do ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, Manoel de Araújo Sobrinho, foi apontado pelo dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, como o responsável por acertar doações de R$ 7,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, supostamente obtidos por meio de achaque à empreiteira.

Conforme reportagem da revista “Veja” publicada neste sábado, em depoimento prestado em regime de delação premiada, Pessoa contou que aceitou fazer contribuições oficiais à coligação de Dilma após conversa com Edinho Silva, na qual o ministro, então tesoureiro da campanha, teria vinculado as doações a contratos na Petrobrás.

“O senhor tem obras no governo e na Petrobrás. O senhor quer continuar tendo?”, teria questionado Edinho, ao abordar a questão com o empresário. Detalhes dos pagamentos, feitos em três parcelas, foram combinados com Sobrinho, segundo a revista.

Sobrinho era assessor da Secretaria de Relações Institucionais até o ano passado, quando deixou o cargo para trabalhar no comitê financeiro da presidente, ao lado de Edinho. Em 19 de maio deste ano, foi nomeado chefe de gabinete do ministro. No ano passado, ele doou R$ 24,8 mil para a campanha de Dilma.

Em entrevista neste sábado, 27, Edinho disse que as acusações atribuídas a Pessoa são inverídicas. Ele saiu em defesa do auxiliar e adiantou que ele permanece no cargo. “Ele (Sobrinho) cuidava da parte legal das doações. Quando eu fazia o debate com o empresariado e o empresário se dispunha a fazer (contribuição), ele cuidava do processo legal, porque a legislação pressupõe um processo burocrático das doações”, afirmou o ministro. “Estou fazendo questão de que ele permaneça no cargo para que eu possa ter alguém da minha confiança ao meu lado”, acrescentou.

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http://topicos.estadao.com.br/operacao-lava-jato

Pessoa cita ministros, aliados e senador tucano

O ESTADO DE S. PAULO

Segundo site da ‘Veja’, delação de empreiteiro da UTC envolve cinco senadores, três deputados federais e o prefeito de SP, Fernando Haddad

Brasília – A delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, traz menção a pelo menos 16 pessoas e duas campanhas presidenciais: da presidente Dilma Rousseff, no ano passado, e a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, segundo informou nesta sexta o site da revista Veja.

O empreiteiro, segundo a publicação, relatou à Procuradoria-Geral da República como o dinheiro desviado da Petrobrás financiou as campanhas eleitorais dos políticos citados. Pessoa apontou, também segundo a Veja, o nome de cincos senadores, três deputados e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, deixa a sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) 
O presidente da construtora UTC, empresário Ricardo Pessoa, deixa a sede da Polícia Federal em Curitiba (PR)  

Entre os senadores está Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que foi candidato a vice de Aécio Neves (PSDB-MG) na campanha presidencial de 2014.

A lista divulgada por Veja também tem os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social). Dentre os nomes citados, sete já são investigados por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, pivô do caso.

O site da revista aponta que os depoimentos do empreiteiro destacam a doação de R$ 7,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff de 2014, que teve Edinho Silva como tesoureiro, e R$ 2,4 milhões destinados à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 2006. O ministro nega.

De acordo com a publicação, a delação conta com 40 anexos com planilhas e documentos. Pessoa apontou ainda o repasse de R$ 250 mil a Mercadante; de R$ 15 milhões a João Vaccari Neto e de R$ 3,2 milhões a Dirceu. Haddad (PT), recebeu R$ 2,6 milhões e o secretário de Saúde do petista, R$ 750 mil.

Parlamentares. Entre os parlamentares, Pessoa citou os repasses de R$ 20 milhões ao senador Fernando Collor (PTB-AL); de R$ 1 milhão ao senador Edison Lobão (PMDB-MA); de R$ 5 milhões ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF); de R$ 2 milhões ao senador Ciro Nogueira (PP-PI); de R$ 200 mil a Aloysio Nunes; de R$ 400 mil ao senador Benedito de Lira (PP-AL); de R$ 1 milhão ao deputado Arthur Lira (PP-AL); de R$ 150 mil ao deputado Júlio Delgado (PSB-MG); de R$ 300 mil ao deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, recebeu R$ 1 milhão, segundo a lista publicada pelo site da revista.

Os políticos citados negam que tenham cometido irregularidades. Pessoa firmou o acordo de deleção premiada em 13 de março. Enquanto esteve preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, ele teria feito várias ameaças a integrantes do governo e das cúpulas dos principais partidos políticos.

A deleção de Pessoa foi feita em Brasília e homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira.

Por ter citado nomes importantes de vários partidos, políticos mais experientes avaliam ser pouco provável que Pessoa seja convocado para falar na CPI da Petrobrás, instalada na Câmara para investigar o desvio de recursos na estatal.

Veja abaixo a situação dos executivos de empreiteiras investigados pela Lava Jato:

 

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Delator diz ter pago propina a aliado de Renan para garantir contratos na Transpetro

Pagamentos a Sérgio Machado serviriam para viabilizar negócios da UTC em estatal

POR VINICIUS SASSINE, EM O GLOBO

BRASÍLIA – O dono das construtoras UTC e Constran, Ricardo Pessoa, disse em sua delação premiada ter pago propina ao então presidente da Petrobras Transporte (Transpetro), Sérgio Machado, para garantir a viabilização de contratos da UTC na estatal, segundo fontes com acesso às investigações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Machado ocupava o cargo por indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e deixou a função depois de 12 anos, por conta das suspeitas de transação de propina apontadas por outro delator, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Pessoa também afirmou na delação que comprou sua blindagem na CPI mista da Petrobras instalada em 2014, com repasses de recursos ao então senador Gim Argello (PTB-DF) para que não fosse convocado a depor, de acordo com as fontes ouvidas pela reportagem. Naquela CPI, nenhum empreiteiro investigado na Operação Lava-Jato foi convocado para depor.

Por indicação da base governista, Gim ocupou a vice-presidência da CPI. Ele presidiu sessões por diversas vezes. A suposta propina repassada ao senador, derrotado nas urnas em outubro de 2014, serviu para irrigar os pequenos partidos que apoiaram a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF no ano passado, ainda segundo a delação de Pessoa.Parte do dinheiro foi destinada especificamente a Gim, conforme relatos das fontes ouvidas.

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UTC Engenharia doou R$ 1 milhão para o diretório do PR, R$ 1,1 milhão para o DEM, R$ 600 mil para o PMN e R$ 1,45 milhão para o PRTB, o que totaliza R$ 4,15 milhões. Todos esses partidos fizeram parte da coligação que lançou Arruda ao governo do Distrito Federal.

 

O DEM é comandado no DF pelo deputado federal Alberto Fraga, eleito deputado federal no ano passado com a maior quantidade de votos. O comando do PMN é da ex-deputada Jaqueline Roriz e o do PRTB, da vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, deputada distrital Liliane Roriz.Arruda desistiu da disputa por conta do enquadramento na Lei da Ficha Limpa e foi substituído pelo então candidato a vice, Jofran Frejat (PR). O vice foi derrotado em segundo turno pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Reportagem publicada pela revista “Veja” neste fim de semana afirma que o ex-presidente da Transpetro recebeu R$ 1 milhão. Gim recebeu R$ 5 milhões, segundo a revista. O GLOBO não conseguiu confirmar os valores exatos com as fontes consultadas.

MACHADO NEGA TER RECEBIDO PROPINA

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, negou, “com veemência”, a denúncia de Ricardo Pessoa, da UTC, de que teria recebido R$1 milhão de propina no escândalo do petrolão. Segundo sua assessoria, nos 12 anos em que esteve a frente da Transpetro, Machado assinou um único contrato com a UTC, em julho de 2006, no valor de R$38.6 milhões, para manutenção de tanques.

Em agosto de 2008, a UTC alegou que o contrato era pouco lucrativo e que pretendia aumentar o preço. Como não houve entendimento sobre esse aditivo, Ricardo Pessoa teria desistido de continuar o contrato. O saldo do contrato, R$4.3 milhões, foi então repassado para outra empresa, a Tecnesul.

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Citado em delação, assessor do Planalto prospectou doações em empresa investigada

Araújo é chefe de gabiente de Edinho Silva, na Secom. Ministro disse que pretende mantê-lo no cargo, por ser ‘de confiança’

POR VINICIUS SASSINE, RENATA MARIZ E CRISTIANE JUNGBLUT


BRASÍLIA – Apontado pelo dono da construtora UTC como responsável por acertar os repasses da empresa à campanha de Dilma Rousseff à reeleição em 2014, Manoel de Araújo Sobrinho também prospectou doações em outra empreiteira suspeita de integrar o “clube do cartel”, como mostram documentos apreendidos na Operação Lava-Jato. Sobrinho foi nomeado em 19 de maio deste ano para o cargo de chefe de gabinete do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Edinho Silva. Os dois trabalham juntos há 20 anos.

Antes, Sobrinho exerceu o cargo de assessor especial na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, até maio de 2014. Ele deixou o cargo para integrar a coordenação do comitê financeiro da campanha de Dilma.

O chefe de Manoel, o ministro da Secom, Edinho Silva, defendeu o subordinado. Afirmou que Manoel cuidava da parte burocrática das doações, e disse que ele permanecerá como chefe de gabinete na Secom.

– Ele cuidava da parte democrática, e espero que ele permaneça como chefe de gabinete, apesar de passar por problemas pessoais – disse Edinho.

 

Um cartão de “Manoel Araújo” foi apreendido pela Polícia Federal (PF) na sede da Galvão Engenharia no Itaim-Bibi, em São Paulo, como sendo de um integrante da coordenação do comitê financeiro da campanha de Dilma. Os registros de doações eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram uma transferência de R$ 2 milhões da Galvão à campanha de Dilma, feita em 29 de setembro de 2014, menos de um mês antes da vitória da presidente em segundo turno. A doação foi legal e não há entre os documentos apreendidos pela PF detalhes sobre como se deu o pedido de doação por parte de Sobrinho.

Reportagem publicada pela revista “Veja” neste fim de semana, com o conteúdo da delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirma que Araújo foi o responsável direto por acertar as doações feitas à campanha à reeleição. A UTC fez duas transferências à campanha, de R$ 2,5 milhões cada, em 5 e 27 de agosto de 2014. Depois, uma nova transferência foi feita em 22 de outubro, com mais R$ 2,5 milhões. Segundo Pessoa, Araújo acertou esse segundo repasse, que deveria ter sido de R$ 5 milhões ao todo. A prisão do empreiteiro em novembro impediu o plano, conforme o relato reproduzido na revista “Veja”.

Pessoa relatou ainda uma conversa com o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2014. O pedido das doações teria partido de Edinho.

Empresário do ramo de alimentação no interior de São Paulo, Sobrinho foi o braço-direito de Edinho quando ele era prefeito de Araraquara (SP). Ocupou os cargos de chefe de gabinete, secretário de governo e coordenador das áreas de comércio e indústria na prefeitura. Enquanto foi assessor da SRI, na área de Assuntos Federativos, Sobrinho atuou como uma espécie de interlocutor de empresários e prefeitos do interior paulista com o Planalto.

 

 

3 Comentários

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  1. - Responder

    Quer dizer que os jornais e revistas do Brasil, não podem noticiar as delações de um empreiteiro que fez a mesma diante de um juiz federal?É isso ou vamos matar todos os mensageiros?Ou melhor reestabelecer a censura,aliás o Enock do PT sofre uma coisa e pensa e fala outra,aliás como todos do PT.

  2. - Responder

    É tanta pancada que os petistas já estão denorteados de como se defenderem, até o lula resolveu atacar! #foradilma

  3. - Responder

    È tuti buona gente.

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