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MST volta a ocupar sede do Incra em Cuiabá

 
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST de Mato Grosso amanheceu em luta nesta segunda feira, 25, ao ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra, em Cuiabá.
Dê Silva, coordenadora regional do MST, explica que o objetivo da ocupação é pressionar o Instituto, para uma efetivação de assentamentos e adequação de infraestrutura daqueles já existentes. Entre as reivindicações do Movimento, está o assentamento imediato e verdadeiro de cerca de 2000 famílias acampadas no estado. “Em Mato Grosso nunca aconteceu uma Reforma Agrária de fato. Na verdade, consolidaram assentamentos em favelas rurais, sem infraestrutura adequada, nem possibilidades de subsistência, acesso à créditos, saúde e outras necessidades básicas. Por isso, nossa luta permanece firme e forte, para fazer valer nossos direitos e aqueles de toda a classe trabalhadora brasileira”, explicou a coordenadora.
Dê Silva expressou, também, a solidariedade do MST aos outros movimentos que estão acontecendo neste momento em Mato Grosso, como a greve dos professores e funcionários públicos e a ocupação das escolas pelos estudantes. “Expressamos nosso apoio às lutas de toda a classe trabalhadora, contra a política violenta e entreguista do governo Pedro Taques”, concluiu.
Jornada Nacional de Luta contra o Golpe e pela Reforma Agrária
O ato integra a ‘Jornada Nacional de Luta contra o Golpe e pela Reforma Agrária’, que está em curso em todo o país desde o dia 22 de julho, manifestando-se contra o governo interino de Michel Temer, que além de ser ilegítimo, vem acompanhado por inúmeros retrocessos político-sociais, como a extinção de vários ministérios, os cortes de orçamento nas áreas de saúde, educação e políticas públicas e a criminalização dos movimentos sociais, entre outros.
Entre as reivindicações listadas, estão o direito à segurança e soberania alimentar, sem agrotóxicos nem transgênicos, uma educação e saúde de qualidade para todos e uma Reforma Agrária verdadeira e eficaz.
A Reforma Agrária está paralisada há muito tempo e existem cerca de 90 mil famílias acampadas pelo Brasil, esperando ser adequadamente assentadas. O MST também expressou seu apoio com todos os movimentos em luta pela classe trabalhadora, e sua solidariedade com as etnias indígenas que estão sendo dizimadas neste momento, como é o caso do genocídio dos Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul, por jagunços contratados pelo agronegócio, e tolerados pelo um governo estadual.
Categorias:Plantão

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