PREFEITURA SANEAMENTO

MPF de Mato Grosso – depois de atacar procurador Paulo Prado e promotor Marcos Regenold e  não respaldar com provas cabais esses seus ataques -, agora se volta contra ex-juiz federal Julier Sebastião, referência na condenação de criminosos do colarinho branco. “Nunca mantive qualquer ligação com atos tidos por irregulares na referida apuração. Reafirmo confiança nas instituições envolvidas e minha surpresa e indignação em face das notícias, consignando que sempre pautei minha conduta pessoal e profissional com a mais absoluta ética, imparcialidade e seriedade, como é do conhecimento de toda a sociedade mato-grossense”, rebate Julier em nota. Julier deve atuar na sua própria defesa.

Julier Sebastião, agora atuando como advogado, depois de ter marcado sua atuação no Poder Judiciário, como julgador de muitos e variegados casos de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, agora virou réu em denuncia que corre em segredo de Justiça, apresentada pelo MPF e também relativa a possiveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele nega.

Julier Sebastião, agora atuando como advogado, depois de ter marcado sua atuação no Poder Judiciário, como julgador de muitos e variegados casos de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, agora virou réu em denuncia que corre em segredo de Justiça, apresentada pelo MPF e também relativa a possiveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele nega.

 

 

O processo corre em segredo de Justiça, mas os vazamentos seletivos já começaram a acontecer nos sites aparentemente sempre abastecidos com este material por fontes fiéis e rotineiras. Nesta terça (3), a comunidade mato-grossense é surpreendida com a noticia de o Ministério Público Federal, seção de Mato Grosso, resolveu denunciar o ex- juiz federal Julier Sebastião pelos pretensos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na ação, o MPF diz que demonstra o envolvimento de Julier com o empresário Osvaldo Alves Cabral que lhe teria pago as suas contas com dinheiro vindo de contrato de empreiteira com o Governo do Estado. Como se vê, mais um episódio judicial de tom bombástico que certamente terá novos desdobramentos já que o MPF se mostra firme na sustentação da constatação dos crimes de Julier – e Julier rebate, em nota, as acusações, demonstrando surpresa e revolta. Confira a nota do ex-magistrado e agora advogado Julier Sebastião, que deve atuar na sua própria defesa.

“NOTA À IMPRENSA

“Considerando notícias acerca da eventual presença de meu nome no episódio sujeitos à jurisdição do Ministério Publico Federal, venho esclarecer que nunca mantive qualquer ligação com atos tidos por irregulares na referida apuração. Até o momento, não tenho conhecimento sobre quais os fatos estão realmente sendo investigados no referido inquérito judicial. Sabe-se apenas da existência de um suposto oferecimento de denúncia, os quais, por certo, não trazem qualquer participação deste em suposta infração. Por fim, reafirmo a confiança nas instituições envolvidas e a minha surpresa e indignação em face das notícias em questão, consignando que sempre pautei minha conduta pessoal e profissional com a mais absoluta ética, imparcialidade e seriedade, como é do conhecimento de toda a sociedade mato-grossense”.

Atenciosamente,

Julier Sebastião da Silva”

———–
LEIA AGORA O COMUNICADO DISTRIBUIDO PELO MPF DE MATO GROSSO

 

MPF denuncia ex-juiz federal e empresário de MT por corrupção e lavagem de dinheiro

MPF demonstra o envolvimento de um empresário e as decisões de um juiz federal que tinha contas pagas com dinheiro vindo de contrato de empreiteira com o Governo do Estado
Investigações conduzidas conjuntamente pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal identificaram que o conluio de empresas do ramo da construção civil com interesses em contratos com o Governo do Estado e pessoas físicas influenciou decisões judiciais de um membro da magistratura federal que atuava em Mato Grosso.

Uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal, no dia 30 de janeiro de 2015, denunciou pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, o empresário Osvaldo Alves Cabral e Julier Sebastião da Silva por atos funcionais praticados enquanto juiz federal, cargo ocupado até o dia dois de abril de 2014, quando foi publicada a exoneração dele do cargo, a pedido, para se dedicar às pretensões políticas.

A investigação por meio de monitoramento telefônico, quebra de sigilo bancário, busca e apreensão, colheita e análise de informações e oitiva de pessoas comprovou que Julier Sebastião da Silva cometeu crimes funcionais quando exerceu a titularidade da 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso atuando em processos de interesse do grupo representado por Osvaldo Cabral, que atuava como lobista de empresas na área de construção civil. Em troca, o então juiz federal recebia uma mesada e tinha despesas ligadas ao seu projeto pessoal e político pagas com dinheiro vindo de empresas beneficiadas por decisões dele enquanto juiz e que mantinham contratos diretos ou indiretos com o Governo do Estado.

A investigação demonstrou que a relação entre o empresário Osvaldo Cabral e Julier Sebastião da Silva vai muito além da alegada amizade entre ambos. O empresário era um dos principais articuladores políticos de Julier, sendo também um homem de confiança que arcava com diversas despesas do magistrado, além de transferir mensalmente dinheiro a ele, emprestar veículo de luxo em troca de “favores judiciais”.

Na ação, o MPF afirma que não recrimina a pretensão de qualquer cidadão de almejar o ingresso na vida política e lembra que no caso dos juízes existe a possibilidade de desligamento definitivo da magistratura para participar das eleições. “O grande problema reside na forma como esta pretensão política se materializa e na disposição em deliberadamente misturar interesses políticos e privados em afronta à probidade administrativa valendo-se do cargo de juiz federal para ceder favores a interesses de grupos econômicos e políticos, visando a facilitar e viabilizar o seu ingresso na carreira política”, afirmam os procuradores da República que assinam a ação.

Dinheiro do VLT “anda” de construtora em construtora até chegar aos denunciados

Uma das empresas representadas por Osvaldo Cabral era a Planservi Engenharia Ltda, que almejava um contrato com o Consórcio VLT Cuiabá, vencedor da licitação para executar o projeto do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande.

A Planservi assinou contrato com o Consórcio VLT Cuiabá no valor de R$ 46,9 milhões, para prestar o serviço de consultoria e supervisão da obra. O contrato foi firmado logo após as obras do VLT serem liberadas por uma decisão do juiz Julier Sebastião da Silva, que atuou poucos dias no caso em substituição ao juiz titular da causa. O juiz titular, que nesse período estava de férias, havia atendido ao pedido liminar da ação civil pública dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, em agosto de 2012, e suspendeu a obra por uma série de irregularidades indicadas pelos procuradores da República e promotores de Justiça.

Os documentos apreendidos durante a investigação demonstram que Osvaldo Cabral e Valter Boulos, representante da Planservi, tinham um estreito relacionamento desde 2009, e tiveram conhecimento prévio do documento da Secopa que norteou a licitação da qual a Planservi foi vencedora.

O dinheiro oriundo do contrato do consórcio VLT Cuiabá, que já havia sido empregado no pagamento do contrato com a Planservi, segue o seu caminho em direção aos denunciados pelo MPF. A Planservi, por sua vez, contratou a ADM Oeste Construtora, no valor de R$ 850 mil, para prestação de serviços relacionados ao acompanhamento de obras, sendo o objeto do contrato “extremamente vago, sem nenhuma especificação do que seria vistoriado”. A construtora ADM Oeste pertence a Osmar Alves Cabral, irmão de Osvaldo Cabral. Depois de assinado o contrato entre a ADM Oeste e a Planservi, Osvaldo Cabral recebeu da construtora do irmão um total de R$ 501 mil no ano de 2013.

Apesar de o contrato entre as duas construtoras ter sido formalizado no valor de R$ 850 mil, os extratos bancários que a investigação teve acesso demonstram que o valor repassado à ADM foi, na verdade, de pouco mais de R$ 1 milhão.

O dinheiro que saiu dos cofres públicos para o pagamento do Consórcio VLT Cuiabá, que está executando a obra do veículo leve sobre trilhos, seguiu pelas contas das construtoras Planservi, ADM Oeste e foi parcialmente distribuído a Osvaldo Cabral que custeava despesas do então juiz Julier Sebastião da Silva.
Os documentos e anotações de Osvaldo Cabral, apreendidos durante a investigação, mostram a contabilidade detalhada feita por ele e que tem Julier como beneficiário de várias despesas relacionadas ao projeto político dele.

Entre os anos de 2012 e 2013, a investigação apontou que Julier Sebastião da Silva recebeu ao menos R$ 135 mil, em pagamentos mensais que variavam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, além de ter despesas pagas na ordem de R$ 57 mil relacionadas às articulações do juiz para dar seguimento ao seu projeto pessoal de entrar na vida política.

9 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 191.247.226.165 - Responder

    que noticia estranha essa do site do Enock.

    Se o próprio MPF divulgou notícia sobre a ação como que este jornalista que se diz sério escreve que As notícias estão pipocando supostamente vindo de fontes seguras. A fonte da informação é segura, é o próprio MPF por meio do site colocando a informação disponível para todos.

    A imprensa de MT é que me surpreende e não um juiz estar envolvido em maracutaia.

  2. - IP 66.249.83.211 - Responder

    Foi so dizer k o homen era canditato a prefeito k no dia seguinte jogaram a bomba.vixe vixe

  3. - IP 177.41.85.112 - Responder

    O que se pode esperar de um juiz petista? O PT é um ácido corrosivo, não perdoa nem a magistratura. Onde tem PT tem corrupção, com o apoio de PMDB e com o apoio do Enock também.

  4. - IP 201.15.79.175 - Responder

    O MPF antes de ajuizar a ação busca a condenação da mídia amiga. Se quem tem o dever de defender a Ordem Jurídica age desse modo… podemos declarar que já estamos no fundo do poço e que a República está violentada.

  5. - IP 177.5.107.220 - Responder

    Seria a Ganancia e a Vaidade? O que será que corroi o ser humano? ( filho de gente humilde que venceu na vida com dificuldade, jogou tudo fora por uns trocados, se o MPF estiver certo.) esse é o mal do Brasil onde o honesto é o otário e sem prestigio..

  6. - IP 177.5.107.220 - Responder

    O que vigora é a Lei de Gerson… “Gostar de levar vantagem em tudo” “Ser esperto” ” ser o cara”… Aff. ( como destruir um Pais em menos tempo que a Ditadura Militar, isso porwue dizem que naquele tempo só alguns tinham vez. Agora muitos tiverem a vez, e aproveitaram bastante, e que sobrou do Brasil foram só escombros.. Mais inseguranca, menos saude, transporte e educadacao… Eita futuro bao pra nois..

  7. - IP 200.96.182.64 - Responder

    Vocês acham que o Dr. Julier iria se vender por 135,000 reais parcelados??O homem que prendeu Arcanjo e tantos outros criminosos de alta patente,não aceitaria um jogo desse.Vai ganhar a ação porque tem uma história como Magistrado exemplar !!

    • - IP 191.224.39.98 - Responder

      Também acho.

  8. - IP 179.151.189.208 - Responder

    O tal laudo da pericia dos maquinarios…que o aposentou…vai acabar aparecendo…
    Ai sim a casa da mafia vai desmoronar…
    O “buraco” e mais embaixo…

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

1 × 2 =