PREFEITURA SANEAMENTO

Movimento Minas Sem Censura, formado por parlamentares do PT, PMDB e PC do B de Minas avalia artigo sobre Agronegócios e diz que, mais uma vez, Aécio Neves deu um tiro no pé. É que, como deputado, governador e senador, Aécio nada fez para que gargalos no setor agropecuário fossem superados, argumentam opositores.

Dilceu Rossatto, prefeito pelo PR, e o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, recepcionaram Aécio Neves em sua visita ao município que é o maior produtor de soja do Brasil, no dia 5 de setembro

Dilceu Rossatto, prefeito pelo PR, e o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, recepcionaram Aécio Neves em sua visita ao município que é o maior produtor de soja do Brasil, no dia 5 de setembro

CRÍTICA

Agronegócio: Aécio caiu do cavalo – Aparte Minas Sem Censura

 
Tiro no pé. Isso mesmo: Aecinho acaba de dar mais um tiro no pé com seu artigo segundeiro. Presidenciável em campanha desde 2003, ele diz agora que esteve em Sorriso (MT) e ouviu muitas queixas de grandes produtores rurais acerca dos gargalos de infraestrutura e logística para esse setor da economia.

Para variar, sua conclusão tosca é a de que tudo no Brasil atual está uma droga.

Só que o Brasil atual é uma soma complexa que incorpora “n” variáveis. Desde o Brasil de ontem, incluindo o dos tempos de FHC. Depois que FHC entregou as ferrovias, por exemplo, para a Vale, só mesmo depois do governo Lula, e agora com o de Dilma Rousseff, questões como armazenamento, escoamento, apoio ao comércio exterior etc., é que estão sendo objeto de mudanças reais. Antes, foi o sucateamento. Isso sem falar na intensa desnacionalização da produção de fertilizantes.

Faça você mesmo os testes:

Aécio foi, por 16 anos, deputado federal. Destes, ele curtiu oito sob o governo FHC. Foi seu líder na Câmara. E presidente da Casa no biênio 2001/02. Pesquise nos anais da Câmara de Deputados algo que o senador mineiro tenha feito de significativo para enfrentar os problemas de gargalos no setor agropecuário e no agronegócio brasileiros. Certamente você vai encontrar: nada!

Como governador de Minas Gerais, aí sim, o caso é de desastre completo. Nada de substantivo foi feito para consolidar algo que tinha forte participação no PIB nacional e no estadual e que cai sob sua gestão. Em 1999, o agronegócio tinha participação no PIB estadual na casa de 28%. Em 2005, em pleno governo aeciano, isso cai para algo próximo a 24%. Para que exista agronegócio é necessária a presença de uma forte agropecuária e uma idêntica agroindústria. Pesquise e veja o que o governo do estado, sob a batuta de Aécio Neves, fez para esses três setores. O peso da economia alimentar industrializada poderia ser muito maior no PIB mineiro, se o governo estadual tivesse feito sua parte: incentivo à pesquisa, à produção de insumos, ao armazenamento e ao escoamento de safra. “Noves fora” a atuação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) que se preocupou em construir um “centro administrativo” e… só. Sua participação em obras de infraestrutura é pífia, se considerados os volumes de investimentos na “brasilinha”.

Em terceiro lugar, vasculhem esses quase três anos de seu mandato no senado. Já considerado um dos mais ausentes da atual legislatura, Aécio nada fez em termos de projetos, emendas parlamentares, audiências públicas e outras iniciativas substantivas para o setor do agronegócio. Ele só é campeão em apresentar requerimentos, para pedidos de informações. Muitas delas, inclusive, que já estão disponíveis nos sites governamentais.

Finalmente, não poderíamos deixar de observar uma frase perdida em seu texto. Nela, Aécio reconhece o crescimento do setor do agronegócio e critica os gargalos que, segundo ele, seriam culpa da Dilma. E nos solta essa pérola: “ A grande performance reflete as transformações ocorridas quando a estabilização da economia decretou o fim do uso especulativo da terra e inaugurou a fase da busca pela eficiência na produção.” De fato, o uso especulativo da terra tem diminuído de uns tempos para cá. Menos nas suas fazendas e nas de sua família. Continuam lá, existindo para fins especulativos e para o deleite dos Neves.

Enfim, só nos resta concluir que Aécio, mais uma vez, caiu do cavalo!
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Aécio aproveitou a visita a Sorriso para gravar trecho do programa nacional do PSDB para a veiculação em rede nacional de TV

Aécio aproveitou a visita a Sorriso para gravar trecho do programa nacional do PSDB para a veiculação em rede nacional de TV

 

O Movimento Minas sem Censura Composto por 3 partidos:

PT | PMDB | PC DO B
Rogério Correia – (PT)
Paulo Lamac – (PT)
Ulysses Gomes – (PT)
Adelmo Carneiro Leão – (PT)
Almir Paraca – (PT)
André Quintão – (PT)
Antônio Júlio – (PMDB)
Carlin Moura – (PC DO B)
Celinho do Sinttrocel – (PC DO B)
Durval Ângelo – (PT)
Elismar Prado – (PT)
Maria Tereza Lara – (PT)
Paulo Guedes – (PT)
Pompílio Canavez – (PT)
Sávio Souza Cruz – (PMDB)

“Minas, são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais.” (Guimarães Rosa)

O Movimento Minas Sem Censura é composto por deputados estaduais do PCdoB, PMDB e PT. São 23, num total de 77 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. São dois deputados do PCdoB, 8 do PMDB e 11 do PT.

Trata-se um Movimento de oposição programática ao governo tucano.

Os tucanos inauguraram em 2003 em Minas um modo de governar que vai de encontro a várias conquistas civilizatórias básicas, como o exercício do debate e do contraditório, o pleno funcionamento de instituições que deveriam ser autônomas (justiça, legislativo, tribunal de contas, ministério público etc), o respeito às manifestações e críticas de movimentos sociais organizados.

O nome do Movimento, “Minas Sem Censura”, representa a síntese daquilo a que se propõe essa aliança de partidos: queremos que Minas respire liberdade. Hoje, o “pensamento único” se impõe em nosso estado, em função de um projeto pessoal de poder. Minas é vista pelo principal chefe tucano como um trampolim para seu objetivo de chegar à presidência da República.

Para isso se impõe um tipo de censura, que não aparece como fruto de decreto ou decisão formal. Mas, no conteúdo de práticas que constrangem juízes, procuradores, promotores, conselheiros, movimentos sociais, veículos e profissionais de imprensa, intelectuais, acadêmicos e pesquisadores etc. Vive-se aqui um atípico estado de exceção.

Tudo isso para transparecer ao Brasil e ao Mundo uma falsa unidade em torno do cacique tucano. A depender dele, nosso estado teria apenas uma face: a sua.

Nesse sentido, o MSC, além de suas prerrogativa e atribuições parlamentares, tem uma preocupação essencial de se relacionar com a sociedade civil democrática e progressista, com os movimentos sociais organizados, com a intelectualidade, enfim, com todos que sabem, com Guimarães Rosa, que Minas são muitas.

 

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LEIA O ARTIGO DE AÉCIO NEVES SOBRE O AGRONEGÓCIOS:
http://paginadoenock.com.br/aecio-neves-semana-passada-vi-de-perto-dessa-vez-na-cidade-de-sorriso-mt-considerada-a-capital-nacional-do-agronegocio-e-nosso-maior-produtor-individual-de-soja-exemplos-praticos-das-contra/

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