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MIRANDA MUNIZ: Belo Horizonte, sábado, 5 de setembro de 2015, ficará marcado na história dos movimentos sociais e de nosso país como o dia da realização da “Conferência Nacional em Defesa da Democracia e por uma Nova Política Econômica” e pelo ressurgimento da “Frente Brasil Popular. A escolha do nome carrega todo um simbolismo, afinal, “Frente Brasil Popular” era a denominação da coligação formada pelo PT, PSB, PCdoB e PV, que dava sustentação à candidatura Lula/Bisol, que disputou a primeira eleição direta para a Presidência após o fim da Ditadura Militar, em 1989.

Campanha da Frente Brasil Popular na Bahia. Péricles Souza, Lula, Haroldo Lima, João Amazonas e Bisol, 1989

Campanha da Frente Brasil Popular na Bahia. Péricles Souza, Lula, Haroldo Lima, João Amazonas e Bisol, 1989

Ressurge a Frente Brasil Popular

• Miranda Muniz

Belo Horizonte, sábado, 5 de setembro de 2015, ficará marcado na história dos movimentos sociais e de nosso país como o dia da realização da “Conferência Nacional em Defesa da Democracia e por uma Nova Política Econômica” e pelo ressurgimento da “Frente Brasil Popular.

Esse importante evento contou com a participação de mais de duas mil expressivas lideranças e representações de movimentos populares, sociais, sindicais, estudantis, forças e representações políticas dos partidos da esquerda.

Na ocasião, foi discutido alternativas para a crise política e econômica e, no final, lançado uma plataforma denominada Manifesto ao Povo Brasileiro.

A escolha do nome “Frente Brasil Popular” (FBP) carrega todo um simbolismo, afinal, essa era a denominação da coligação formada pelo PT, PSB, PCdoB e PV, que dava sustentação à candidatura Lula/Bisol, que disputou a primeira eleição direta para a Presidência após o fim da Ditadura Militar, em 1989.

Há de se ressaltar que foi a primeira vez, desde as Diretas Já, em 1984, que uma ampla coalizão progressista e de esquerda estiveram juntas para defender a democracia, expresso na defesa do mandato legitimamente conquistado pela presidenta Dilma Rousseff, combater o golpismo pregado pela aliança formada pelas forças conservadoras e direitistas, com apoio da mídia hegemônica, e defender os interesses do povo brasileiro.

Ao final, num clima de combatividade e unidade, foi agendado para o dia 13 de outubro um grande ato nacional em defesa da Petrobrás, data do aniversário dessa importante empresa, e lido o Manifesto de lançamento da FBP.

O documento constata que o mundo e o Brasil estão envolto na crise internacional do capitalismo e que isso coloca em risco o emprego, o bem-estar social, as liberdades democráticas, a soberania nacional e a integração com os países vizinhos e, para enfrentar essa difícil situação foi proposto quatro grandes objetivos.

1. Defesa dos direitos dos trabalhistas: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público!

2. Ampliação da democracia e da participação popular nas decisões sobre o presente e o futuro de nosso país; contra o golpismo – parlamentar, judiciário ou midiático – que ameaça a vontade expressa pelo povo nas urnas, as liberdades democráticas e o caráter laico do Estado; contra a criminalização dos movimentos sociais e da política; contra a corrupção e a partidarização da Justiça; contra a redução da maioridade penal e o extermínio da juventude pobre e negra das periferias; contra o machismo e a homofobia, contra o racismo e a violência que mata indígenas e quilombolas!

3. Luta pelas reformas estruturais e para construir um projeto nacional de desenvolvimento democrático e popular: reforma do Estado, reforma política, democratização do Poder Judiciário, reforma na segurança pública com desmilitarização das Polícias Militares, democratização dos meios de comunicação e da cultura, reforma urbana, reforma agrária, consolidação e universalização do Sistema Único de Saúde, reforma educacional e reforma tributária progressiva.

4. Defensa da soberania nacional: o povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios! Defesa da soberania energética, a começar pelo Pré-Sal, a Lei da Partilha, a Petrobrás, o desenvolvimento da ciência e tecnologia, engenharia e de uma política de industrialização nacional! Luta em defesa da soberania alimentar e em defesa do meio ambiente. Luta contra as forças do capital internacional, que tentam impedir e reverter a integração latino-americana.

O Manifesto conclui afirmando que “o povo brasileiro sabe que é fácil sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Mas sabe, também, que sonho que se sonha junto pode se tornar realidade.”

Sem dúvidas, uma grande iniciativa que certamente dará bons frutos!

miranda-muniz

• Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, dirigente da CTB/MT e do PCdoB-MT.

1 Comentário

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  1. - IP 177.17.207.8 - Responder

    Agora vai,falta apenas ,Stalin,Mao,Marx,Fidel,Evo,Chaves e o chapolin colorado.Acorda cara,vce vive no século passado onde só povoam fantasmas!

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