gonçalves cordeiro

MIRANDA MUNIZ: Além de todo sucesso em termos de organização da Copa, coube ao Brasil, sob o comando da Polícia Civil do Rio, desbaratar e prender a quadrilha internacional, com ligações com altos escalões da FIFA, que comercializava ingressos VIP e que agiram impunemente nas 4 copas anteriores. Operação que rendeu elogios da eficiente polícia inglesa Scotland Yard, que havia tentando e não conseguiu êxito em desbaratá-la.

copa das copas sob comando de dilmaCopa das Copas, sim, senhor!
Por Miranda Muniz

Apito final na Copa, frustração total para os grupelhos do #nãovaitercopa ou do #imaginanacopa, da mídia hegemônica e da “oposição sem rumo” que torciam contra a afirmação da presidenta Dilma de que o Brasil iria realizar a “Copa das Copas”.

Ao contrário do que apregoavam essas “aves agourentas” de que o Brasil iria demonstrar ao mundo sua incompetência e que a Copa iria expor o país a um vexame internacional, o sucesso nas arquibancadas, nos gramados, fora de campo e na economia do país foi inquestionável.

Todos os 12 estádios foram entregues e funcionaram a contento, com destaque para a Arena Pantanal em Cuiabá, tão questionado pela mídia do sul-sudeste, mas que foi considerada como a melhor das 12 arenas; a telefonia funcionou muito bem, permitindo que milhares de torcedores pudessem enviar mensagens e fotos do interior dos estádios ou em pontos turísticos do país; não se teve notícias de problemas com os aeroportos reformados e ampliados, com os trens, ônibus urbanos e metros; a propalada ameaça de “apagão” não se confirmou, a não ser com o selecionado canarinho; o sistema hoteleiro suportou o número de turistas; não houve nenhum caso grave de violência, nem nos estádios nem fora deles.

Os turistas, os integrantes das seleções e a imprensa internacional, antes desconfiados com as previsões catatrofistas que a imprensa venal nativa divulgava, rasgaram elogios à organização da Copa, à segurança e à hospitalidade do povo brasileiro que soube receber de braços abertos a todos.

E o que é mais importante: a Copa deu e continuará dando lucro para o Brasil, ao contrário de informações equivocadas e maldosas divulgadas pela mídia. Estudos da Fundação Getúlio Vargas e da Consultoria Ernest e Young, apontam que no total, o país movimentará R$ 142,39 bilhões adicionais no período 2010-2014, gerando 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, o que vai impactar, inevitavelmente, no mercado de consumo interno. Quase 4 milhões de pessoas circularam pelo Brasil durante a Copa, entre os quais 847 mil turistas estrangeiros, de 220 países, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Deste total, 95% afirmaram que desejam retornar ao Brasil. Cerca de 3 bilhões de pessoas de todo o mundo assistiram os jogos pela TV e tiveram ótima imagem do país.

Além de todo o sucesso em termos de organização da Copa, coube ao Brasil (“país da impunidade” como maldosamente tentam carimbar), sob o comando da polícia civil do Rio de Janeiro, através da operação Jules Rimet, desbaratar e prender a quadrilha internacional, com ligações com altos escalões da FIFA, que comercializava ingressos VIP e que agiram impunemente nas 4 copas anteriores (França, 1998; Correia e Japão, 2002; Alemanha, 2006 e África do Sul, 2010), operação que rendeu elogios da temida e eficiente polícia inglesa Scotland Yard, que havia tentando e não conseguiu êxito em desbaratá-la.

Infelizmente, o selecionado de Felipão não teve o mesmo sucesso. Com duas acachapantes goleadas na reta final (7 X 1 para a campeã Alemanha e 3 X 0 para a boa Holanda do craque Roben), acabou amargando um 4º lugar, o que deverá enterrar de vez a tese do tal “técnico copeiro” e também provocar alterações profundas na estrutura do arcaico futebol brasileiro.

O certo é que o sucesso da organização da Copa das Copas aponta para a certeza do sucesso do Brasil em organizar grandes eventos, a exemplo das Olimpíadas e Paraolimpíadas em 2016 e as Universíada (Olimpíadas Universitárias que reunirá cerca de 12 mil jovens de 17 a 28 anos, de 166 países) em 2019. Como bem disse o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, “a Copa do Mundo confirma o Brasil como local com condições de organizar e sediar grandes eventos internacionais, com democracia e participação social”.

E pra não dizer que não falei dos “xingamentos e vaias” à presidenta Dilma, esse certamente foi um dos pontos mais vergonhoso desse evento vitorioso. Ante a competência do governo brasileiro (em suas várias esferas) e do povo em organizar o evento, setores recalcados resolveram xingar a Presidenta, tanto na partida inicial, como na cerimônia final da entrega da Taça aos campeões, achando que essa baixaria poderia tirar pontos da Presidenta na corrida eleitoral. Deselegância bestial comemorado pelas “oposições” sem rumo e pelo PIG – Partido da Imprensa Golpista. Mas, ao contrário, o que se viu foi um “efeito bumerangue”, constatado pelas pesquisas de intenção de voto. Tanto é verdade que, após os xingamentos, pesquisa DataFolha atestou que a Presidenta recuperou 4 pontos percentuais, subindo de 34 para 38% das intenções de votos. Agora, que os xingamentos foram menores, a presidenta Dilma certamente subirá uns 2 ou 3 pontos percentuais, o que dificilmente deixará de liquidar a fatura das eleições ainda no primeiro turno.

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Miranda Muniz: agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, secretário de comunicação da CTB-MT e secretário sindical do PCdoB-MT.

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