MIRANDA MUNIZ: A ala tresloucada da “oposição”, liderada pelo candidato derrotado Aécio Neves e tendo como tropa de choque os senadores Cassio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM) e Agripino Maia (DEM), os deputados Carlos Sampaio (PSDB), Paulinho da “Farsa” (SD), entre outros, vieram a público, recentemente, para explicitar que haviam desistido da tese do “impeachment” e, que haviam embarcado na tese bizarra das “novas eleições”.O que essa “oposição” tresloucada e golpista precisa aprender é que “novas eleições” não é como pizza, que o freguês pede toda vez que dá vontade de comer… E olha que nem todas as pizzarias funcionam 24 horas por dia!

Aécio Neves no traço do cartunista Amarildo, do jornal A Gazeta, de Vitória, Espírito Santo

Aécio Neves no traço do cartunista Amarildo, do jornal A Gazeta, de Vitória, Espírito Santo

 

“Novas Eleições” não é pizza

* Miranda Muniz

 

 

A ala tresloucada da “oposição”, liderada pelo candidato derrotado Aécio Neves e tendo como tropa de choque os senadores Cassio Cunha Lima (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM) e Agripino Maia (DEM), os deputados Carlos Sampaio (PSDB), Paulinho da “Farsa” (SD), entre outros, vieram a público, recentemente, para explicitar que haviam desistido da tese do “impeachment” e, que haviam embarcado na tese bizarra das “novas eleições”.

Recomendaram, inclusive, que no dia 16 de agosto, os manifestantes deixem de lado a tese do impeachment e passem a adotar essa nova tese.

Entretanto, essa nova tese, ao invés de “unificar” a tal “oposição” parece que tem servido mais para promover cizânia nas hostes dos golpistas. Hoje, 7.08, na rádio CBN, o “comentarista” Merval Pereira (ou Merdal, como costuma dizer o blogueiro Altamiro Borges), fez uma condenação irada “aos setores do PSDB” que estão defendendo a tese de “novas eleições”. Para ele, tal proposta enfraquece a luta contra o Governo Dilma, haja vista que ela também acaba por atacar o PMDB, o que levaria o partido, que tem a Vice Presidência, a não “desgarrar do PT”, tornando assim mais difícil isolar e derrotar o Governo Dilma e o PT, seu sonho de consumo atual e de todo e qualquer direitista reacionário.

Além de provocar esse “racha”, a proposta dos tresloucados é desprovida de qualquer base legal, haja vista que nosso atual ordenamento jurídico não admite interrupção de mandatos “sem justa causa”. Ou seja, a possibilidade de “novas eleições” só seria possível em duas hipóteses: ou pelo impedimento ou pela renúncia, em ambos os casos se atingissem o Chefe do Executivo e seu vice.

Quanto à possibilidade do “impedimento” da Presidenta e de seu Vice, a “oposição”  joga todas suas fichas num improvável parecer do TCU indicando a reprovação das Contas do ano de 2014, por conta das chamadas “pedaladas fiscais”, algo comum nos governos anteriores e em Estados e municípios, e, posteriormente, com sua desaprovação pelo Congresso Nacional, pelo placar de 2/3 dos votos. Também sonha com um julgamento do TSE de uma ação impetrada pelo PSDB onde tentam vincular recursos legalmente recebido de empresas aos casos de corrupção.

Já sobre a possibilitada de renúncia, me parece que é ainda mais remota, mesmo ante a boatos sem qualquer fundamento “plantado” na mídia hegemônica, tais como a do “colunista” Claudio Humberto, dando conta que a Presidenta já estaria com a “carta de renúncia” pronta!

No programa nacional de rádio e TV, que foi ao ar no dia 6.08, a fala da “Dilminha” não deixou dúvidas ao afirmar “quem pensa que nos falta energia e ideias para vencer os problemas, está enganado. Sei suportar pressões e até injustiças. Eu tenho o ouvido e o coração neste novo Brasil que não se acomoda” para depois completar “Sei que muita coisa que precisa melhorar e tem muito brasileiro sofrendo. Mas, juntos, vamos sair desta. Estou do lado de vocês. Este é o meu caminho e por ele seguirei.”

 A exceção desses casos excepcionais, os mandatos dos chefes dos Executivos são constitucionalmente garantidos pelo período de 4 anos, gostemos ou não dos eleitos. Fora disso, é quebra da legalidade democrática, é golpe sim senhor.

O que essa “oposição” tresloucada e golpista precisa aprender é que “novas eleições” não é como pizza, que o freguês pede toda vez que dá vontade de comer… E olha que nem todas as pizzarias funcionam 24 horas por dia!

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  • Miranda Muniz – agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal, dirigente estadual da CTB/MT e do PCdoB-MT.
Categorias:Jogo do Poder

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