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Ministro Gilmar Mendes processa jornalista Rubens Valente, autor do livro “Operação Banqueiro” e pede R$ 200 mil de indenização por pretensos danos morais. Para Gilmar, livro foi elaborado com “manifesto intuito difamatório e atentatório” contra sua dignidade. Jornalista rebate que ação “não consegue descrever nenhum ato que eu tenha cometido que seja ilegal ou inapropriado. Esse processo acaba tendo como objetivo final uma tentativa de silenciar o jornalista. Ao utilizar a força do dinheiro que é requisitado na indenização, um valor alto, há uma tentativa de coibir meu trabalho jornalístico”. LEIA A AÇÃO. LEIA O LIVRO

Ministro Gilmar Mendes processa jornalista Rubens Valente e pede indenização de R$ 200 mil by Enock Cavalcanti

Operação Banqueiro, livro de Rubens Valente, lançado pela editora Geração Editorial by Enock Cavalcanti

Sucesso de vendagem em todo o Brasil, o livro "Operação Banqueiro" agora é objeto de disputa judicial. O ministro Gilmar Mendes, um dos protagonistas das ações analisadas pelo jornalista Rubens Valente em seu texto, se sentiu agredido e cobra agora, na Justiça, indenização por pretensos danos morais tanto do jornalista quanto da editora que lançou a obra.

Sucesso de vendagem em todo o Brasil, o livro “Operação Banqueiro” agora é objeto de disputa judicial. O ministro Gilmar Mendes, um dos protagonistas das ações analisadas pelo jornalista Rubens Valente em seu texto, se sentiu agredido e cobra agora, na Justiça, indenização por pretensos danos morais tanto do jornalista quanto da editora que lançou a obra.

Gilmar Mendes processa o jornalista Rubens Valente, da “Folha’, por danos morais

Vanessa Gonçalves | do Portal Imprensa
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, entrou com uma ação de indenização por danos morais contra o jornalista Rubens Valente, da Folha de S.Paulo, autor do livro “Operação Banqueiro”, e a editora Geração Editorial, responsável pela publicação da obra, informou o Conjur.

Crédito:Alf Ribeiro
Jornalista lamenta processo movido pelo ministro
No processo, o ministro afirma que o livro foi elaborado com “manifesto intuito difamatório e atentatório” contra sua dignidade, colocando-o como protagonista de um esquema escuso e ilegal no curso da Operação Satiagraha. A ação será julgada pela 15ª Vara Cível de Brasília.
“A suposta reportagem investigativa, redigida muitas vezes em irônico tom de denúncia, reitera-se, é composta por diversas frases que, além de desinformarem o leitor, são deliberadamente difamatórias e injuriosas”, diz a petição, assinada pelo advogado Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch.
Gilmar Mendes pede indenização de R$ 200 mil e que a sentença a ser proferida e a petição inicial sejam publicadas nas futuras edições do livro e em revista de grande circulação. Ele ocupava a Presidência do STF, quando determinou a soltura do banqueiro Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha, considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça.
Na ação, o ministro diz que há pelo menos quatro exemplos narrados na obra que demonstrariam a má-fé: acusação de ausência de imparcialidade em sua atuação como juiz, distorção maliciosa de sua biografia, deturpação do julgamento do habeas corpus que resultou na soltura de Daniel Dantas e narração tendenciosa sobre a presença de escutas telefônicas ilegais no gabinete da Presidência do STF.
À IMPRENSA, Rubens Valente comentou o processo. “Fiquei sabendo da ação por vocês. Ainda não fui intimado”. Segundo o jornalista, “em nenhum momento, o livro transbordou seu direito de informar a população. A narrativa é objetiva e o leitor pode chegar às conclusões lendo o livro. Não houve nenhum ânimo em difamar ou injuriar o ministro”.
Valente acredita que Gilmar Mendes pode ter ficado incomodado com os fatos descritos por ele na obra. “É próprio da democracia eu exercer meu direito de descrever esses fatos. Essa ação não consegue descrever nenhum ato que eu tenha cometido que seja ilegal ou inapropriado”, comenta.
“Esse processo acaba tendo como objetivo final uma tentativa de silenciar o jornalista. Ao utilizar a força do dinheiro que é requisitado na indenização, um valor alto, há uma tentativa de coibir meu trabalho jornalístico”, declara Valente.
De toda forma, o jornalista ressalta que o livro foi todo baseado em um farto material e em entrevistas. Pontualmente, ele [Gilmar Mendes] alega que não tem amizade com determinados advogado [ligados a Daniel Dantas], mas no livro essas ligações estão amplamente comentadas, demonstradas e cabe ao leitor julgar. Basta o leitor ler para que chegue a uma conclusão”.
“Há uma série de coisas que ele fala na ação que são inadequadas e inapropriadas, e eu vou mostrar o contrário no judiciário”, garante Valente.
Por fim, ele lamenta que somente após a publicação da obra o ministro tenha comentado o tema. “Lamento que o ministro, insistentemente procurado por mim, tenha se recusado a me receber. Eu o procurei, meses a fio, por meio de sua então assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, procurei junto ao seu gabinete, enviei inúmeros e-mails. Sempre falei da minha disposição em esclarecer dúvidas e ele se recusou. Em nenhum momento deixei de procurá-lo para que se manifestasse”, conclui

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