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Milan vence Catonho: Justiça mantém eleição da Fiemt no dia 27

O juiz Roberto Gomes Junior negou provimento ao pedido de suspensão do edital de convocação para a eleição da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso e manteve para 27 de abril de 2012 a data da eleição para a nova diretoria da entidade.

A ação cautelar foi ajuizada por Carlos Antônio de Borges Garcia contra o presidente em exercício da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Jandir Milan. Na ação, o autor argumenta que a convocação e as eleições estariam sendo realizadas fora do prazo estabelecido no estatuto da Fiemt e descumprindo o Regulamento Eleitoral.

Na decisão, o magistrado elucida que a realização da eleição em 27 de abril é regular e legal.

“O Regulamento Eleitoral determina que as eleições serão convocadas pelo presidente por Edital, com antecedência máxima de 60 dias e mínimo de 30 dias antes da data da realização do pleito”, consta de trecho da decisão.

fonte OLHAR DIRETO
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OPINIÃO

GOLPE NA FIEMT
Sob o crivo da Justiça?

Turma do EPA fez aflorar os expedientes empregados para que um grupo continuasse à frente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso. As reportagens foram além. Trouxeram os assuntos mais candentes e de interesse empresarial numa quadra dif

por Itamar Perenha  / Cuiabá-MT
TURMA DO EPA

Jandir Milan (telefone 9201-8585) foi procurado diversas vezes pela reportagem de Turma do EPA, com a intenção expressa de trazer a lume o “outro lado”. Foi um esforço frustrante. Concluem-se as matérias propostas sem a manifestação do protagonista. Não se vai aqui criticar a atitude do presidente da Federação das Indústrias que, muito provavelmente, não deve ter argumentos para se explicar e, assim, o seu silêncio e omissão devem ser compreendidos pelos nossos leitores, cada qual com seu próprio juízo de valor. Procurou-se fazer jornalismo respeitoso, plural, substantivo e disposto a retratar as diferentes opiniões.

Turma do EPA considera, também, insuficiente a ação de quem se sente prejudicado pelo ato praticado pela atual diretoria já que não procurou, no âmbito próprio, a devida reparação. O estudo jurídico encomendado pelo engº Carlos Antonio Borges Garcia, certamente, deverá ser utilizado para embasar ação própria visando recolocar o processo sucessório da Federação dentro de seus usos e costumes e das disposições estatutárias.

Assim se espera.

Uma contribuição para o debate

Turma do EPA foi além da mera denúncia do “golpe eleitoral” e tratou esse fato como uma questão substantiva passível até de solução “interna corporis” num primeiro momento e, ao aprofundar-se no processo e perceber a verticalização, com inversão da pirâmide sindical com medidas assecuratórias de um resultado em função do comprometimento do Colégio Eleitoral, entende que tal fato transcende a questão eleitoral para desfigurar a própria instituição e sua legitimidade na representação empresarial.

Ainda assim, abordaram-se temas relevantes ao empresariado de Mato Grosso: a capacidade de sugerir políticas públicas, mesmo setoriais, a colocação do entidade diante de um evento que irá incrementar a exposição do Estado no cenário mundial, as dificuldades presentes de algumas cadeias de negócio abatidas pela concorrência externa, o problema da competitividade, a melhor alocação dos fatores de produção encontrados aqui, a disponibilização de recursos minerais capazes de tornar o Estado autossuficiente na produção de fertilizantes ante a detecção de ocorrências de rochas sedimentares e ígneas ricas em minério de fósforo, a indústria florestal, a logística como fator limitante da competitividade, enfim, uma gama de temas suficientes para movimentar a agenda de uma gestão.

Os desafios do momento

Turma do EPA cuidou de apontar os desafios do momento e buscou munir-se de estudos técnicos, estatísticas, monografias, teses e uma vasta produção acadêmica publicada e, ao que parece, infelizmente, ainda, sem despertar interesse da classe empresarial por elementos de concepção intelectual, válidos para emprego em unidades de  produção.

Há uma espécie de dicotomia entre a produção acadêmica capaz de auxiliar na inovação e a práxis empresarial. Um dos desafios da direção futura será romper esse hiato e se aproximar dos centros geradores de pesquisa básica e aplicada até para tornar a indústria matogrosense cada vez mais competitiva.

Parte do caminho percorrida

Que os empresários façam a respectiva parte, se assim desejarem e se mobilizarem para tanto. O processo eleitoral não é um fim em si mesmo; é atividade meio que deve se revestir de legitimidade para que os destinos da instituição sejam conduzidos com respeito às regras e valores que fizeram a Federação das Indústrias de Mato Grosso ser ouvida e respeitada.

Turma do EPA se moveu e se move por esse desejo.

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

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  1. - IP 187.123.19.60 - Responder

    Uma decisão embasada na coerencia e legalidade é o que poderia esperar de uma magistrado sério e preparado. Afinal a FIEMT é uma institução séria, que respeita a coletividade e principalmente os interesses do setor produtivo e especialmente os interesses do Estado de Mato Grosso.

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