MCCE notifica Câmara de Cuiabá para que preserve imagens da agressão que teria sido promovida por familiares e assessores de João Emanuel. Movimento informa que, além da senhora Ivonete Jacob, coordenador do MCCE em Mato Grosso, Antonio Cavalcante, também foi agredido.

Vilson Nery e Antonio Cavalcante, o Ceará, coordenadores do MCCE em Mato Grosso, na montagem com o vereador João Emanuel:  além da corrupção, parlamentar agora é denunciado pela possível prática de agressão

Vilson Nery e Antonio Cavalcante, o Ceará, coordenadores do MCCE em Mato Grosso, na montagem com o vereador João Emanuel: além da corrupção, parlamentar agora é denunciado pela possível prática de agressão

 

Do MCCE de Mato Grosso, esta PÁGINA DO E recebeu o seguinte comunicado:

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) notificou a Câmara Municipal de Cuiabá esta manhã (04/04), com base na Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011). O requerimento dos ativistas pede a preservação dos registros das câmeras de segurança (circuito interno de TV) da Câmara Municipal de Cuiabá, referentes ao período compreendido entre 08:00 e 12:00 horas do dia 03 de abril de 2014.

De acordo com o MCCE, a análise das imagens das galerias, do setor de acesso à presidência da Casa e do hall de entrada da repartição pública permite comprovar a agressão sofrida pelos ativistas Antonio Cavalcante Filho (Ceará) e Ivonete Jacob, ofendidos fisicamente no interior da repartição pública por familiares e assessores de um vereador que é alvo de processo de cassação de mandato.

O MCCE notificou também o GAECO, para que requisite as imagens, porque um dos bandidos surpreendidos nas gravações telefônicas e nas investigações dos promotores pode estar ameaçando testemunhas dentro da Câmara Municipal de Cuiabá.

Segundo o ativista Antonio Cavalcante Filho, a agressão à Ivonete (ativista do MCCE e ONG Moral) revela não só o desprezo pelas mulheres, de modo covarde, mas também se revela como agressão à Democracia. A garota foi espancada apenas porque perguntou ao parlamentar como ele tinha sido tratado na cadeia (ficou preso dois dias, acusado de crime comum). O MCCE acredita que a Câmara Municipal de vereadores é o espaço do debate das coisas da cidade, da defesa da ética e promoção das liberdades. Uma agressão, nem que seja somente por ameaça (e essa foi física, deixou seqüelas), não é compatível com o ambiente que se deseja no regime libertário. “Quem atenta contra a democracia, seja ele um juiz, um deputado, um vereador ou prefeito, tem que ser punido pelo sistema, sob pena do sistema deixar de ter razão de existir”, diz Ceará do MCCE.

A notificação para a preservação das provas das gravações em vídeo foi feita nas primeiras horas de hoje, e o GAECO poderá requisitar as imagens também para instruir a ação penal. O vereador ameaçado de corrupção foi preso justamente porque ameaçava testemunhas, e no habeas corpus o Juiz Giraldelli, que o liberou das grades, deixou claro que, se novas ameaças fossem feitas ele revogaria a liberdade.

A prova do “respeito” que e vereador tem pela Justiça está aí.

Categorias:Direito e Torto

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