MCCE denuncia ‘pistolagem’ na campanha de VG. Ceará garante que presença de seguranças armados ao lado de Lucimar, Wallace e Tião da Zaeli relembra clima de 1982, quando Celso Quintela acabou assassinado quando disputava prefeitura com Jayme Campos

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) denuncia a prática de “pistolagem” na eleição em Várzea Grande e chama à atenção da Justiça Eleitoral para a necessidade de adotar medidas preventivas com o objetivo de coibir esse tipo de prática. Ceará informou ainda que o movimento está compilando informações para fazer uma representação à Justiça Federal.

MCCE denuncia ‘pistolagem’ na campanha

Integrante do movimento afirma que candidatos estão usando seguranças armados em comícios, prática que, segundo ele, era usada no passado

RENATA NEVES
Da DIÁRIO DE CUIABÁ

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) denuncia a prática de “pistolagem” na eleição em Várzea Grande e chama à atenção da Justiça Eleitoral para a necessidade de adotar medidas preventivas com o objetivo de coibir esse tipo de prática.

O advogado do MCCE, Vilson Nery, afirma que a maior preocupação do movimento em relação ao pleito deste ano na segunda maior cidade do Estado é garantir a integridade física das pessoas, já que, segundo ele, “em Várzea Grande os pistoleiros estão agindo livremente”. “Os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas contam com seguranças armados”.

Segundo ele, já foram registradas invasões em algumas casas de candidatos. Na última quinta-feira (23), duas candidatas a vereadora do município foram vítimas de criminosos. “De uma das residências levaram dinheiro e cesta básica. Em outra não encontraram nada, apenas uma criança de 10 anos, que acabou apanhando dos bandidos”.

Ele próprio afirma ter observado a situação durante um comício que presenciou no bairro Mapim. “Era possível observar, nos cantos, quatro ou cinco homens armados”.

Pessimista quanto ao rumo que as campanhas eleitorais deverão tomar, o advogado aposta que a situação ficará ainda pior quando se aproximar do dia 7 de outubro. “O pior ainda está por vir, principalmente nos 15 últimos dias nos quais a ‘grana derrama’. Podemos constatar que todos vão usar dessa violência e a usam desmedidamente lá. Além disso, tem a questão da propaganda eleitoral. Acusações pessoais serão violentas, com a confecção de dossiês e ‘tiroteios’”.

Coordenador do MMCE, Antônio Cavalcante, o “Ceará”, afirmou que o temor do movimento é que a prática, constantemente registrada no passado, volte a se tornar comum.

“Temos registros históricos, de décadas atrás, de grupos políticos que atentavam contra a vida das pessoas. Achávamos que essa prática já estava enterrada, mas parece que está retornando. Muitas pessoas estão se sentindo perseguidas”.

Como exemplo de casos passados, o representante do movimento citou o assassinato do então candidato a prefeito de Várzea Grande, Celso Quintela, ocorrido em 1982. Na época, a morte de Quintela foi vinculada a denúncias que ele estava fazendo sobre a prática de crimes eleitorais na cidade. Ele disputava a prefeitura juntamente com o ex-prefeito do município e atual senador, Jayme Campos (DEM), que concorria a um cargo eletivo pela primeira vez.

Ceará informou ainda que o movimento está compilando informações para fazer uma representação à Justiça Federal.

Cuiabá – De acordo com os membros do MCCE, ainda não foi registrada nenhuma denúncia referente à prática de violência durante a campanha eleitoral na Capital. Em anos anteriores, entretanto, já foram registradas situações graves, como no pleito de 2000, quando o então presidente do Partido dos Trabalhadores em Cuiabá e militante ativo do Movimento Cívico de Combate à Corrupção (MCCC), Sivaldo Dias Campos, foi vítima de uma tentativa de assassinato, cujo mandante foi o terceiro suplente de sua coligação, Nicássio José Barbosa.

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