gonçalves cordeiro

Mauro, Pivetta, Zé Pedro, Fabris, Galindo. Nossos políticos se entregaram a Bolsonaro. A última esperança é o eleitor

Bolsonaro é um falastrão, um comediante. Para mim, a antiga avaliação do sojicultor e agora vice-governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta sobre o capitão Jair Bolsonaro, candidato a presidente pelo PSL, é a que vale. Tudo mais que Pivetta disse tentando se adequar ao pretenso vitorioso do momento é oportunismo eleitoral, é covardia política.
Mais que falastrão e comediante, Bolsonaro é uma ameaça à paz social em nosso País já que cultiva, sistematicamente, o ódio e faz elogios públicos à tortura e aos torturadores. Suas milicias já estão nas ruas, barbarizando geral. Ele poderia, tranquilamente, propor a formação de uma SS, de acordo com o modelo nazista, acima das policias e das Forças Armadas, que haveriam milhares e milhares de soldados dispostos a se incorporarem à sua legião.
Sim, Bolsonaro virou uma onda e todos embarcam na onda – mesmo que seja uma onda a marcar a proximidade de um tsunami a ameaçar a permanência de nossas instituições democráticas.
Triste pensar que, na busca insensata pela voto, políticos das mais diversas matizes, em Mato Grosso, se acercam da campanha de Bolsonaro em nosso Estado.
Mauro Mendes e Pivetta se curvaram, aderiram, com medo também que a onda Bolsonaro os tragasse e resultasse, por exemplo, na eleição de um dos seus adversários, o Zé Pedro Taques que também, canhestramente, aderiu ao capitão da tortura.
José Medeiros, o senador sem votos, agora é deputado federal graças à sua decisão de leitear Bolsonaro e incensar suas vivandeiras. Triste figura o Zé Medeiros, vivandeira do poder truculento da extrema direita.
Selma Arruda, juiza atrapalhada, virou fenômeno para o Senado Federal, e está aí, cheia de panca, eleita para um mandato de 8 anos, enquanto os três candidatos do agronegócio – Fávaro, Nilson Leitão e Sachetti – ficaram chupando dedo. Ficaaram chupando dedo, não. Parece que todos eles, também, já embarcaram no trem do Bolsonaro rumo ao inferno de Dante.

Zé Pedro Taques, professor de Direito Constitucional, adere rindo assim tão apressadamente ao Bolsonaro, que faz da Constituição terra arrazada, tem qualquer coisa de trágico.

E lá vem Júlio Campos, Jaime Campos, os Democratas (sic) todos, o PSD, o PTB, o PSDB, o Patriora…

Depois dessa onda fascistóide que agregou a grande maioria dos políticos de Mato Grosso à direita – o que será do próprio Mato Grosso?

O voto em Bolsonaaro é um voto contra a razão, contra o cristianismo que a maioria de nossos políticos diz professar. Mas o que vale a razão nestas horas?

Nossos políticos se entregaram a Bolsonaro. A última esperança é o eleitor.

 

Voltaremos, claro, a esse tema de terror político.

1 Comentário

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  1. - Responder

    58 A 42,game over,na dá mais,acabou,vá cuidar do se blog sujo,sua família , encerre este assunto. Porque Haddad aboliu o nome de Lula na campanha?O Haddad é um candidato fake,o verdadeiro candidato está PRESO em Curitiba

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