PREFEITURA SANEAMENTO

Mauro Iasi, candidato a presidente do Brasil pelo Partido Comunista Brasileiro, visita Cuiabá. É o primeiro presidenciável a visitar Mato Grosso depois do início da campanha. Entre as propostas que defende estão o fim da Polícia Militar e o tabelamento de preços

mauro iasi, candidato a presidente da republica pelo partido comunista brasileiroO candidato a presidente da República pelo PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO, Mauro Iasi, está em Cuiabá nesta sexta-feira, onde participará de uma palestra sobre os últimos movimentos sociais no Brasil. Além disso, o comunista irá apresentar as propostas para as eleições 2014.

Ao final da palestra, o presidenciável concederá uma coletiva com a imprensa às 14 horas, no auditório da ADUFMAT, na UFMT.

Iasi é o primeiro candidato a presidente da República a visitar Mato Grosso desde as convenções partidárias. Os candidatos de maior porte, Dilma Roussef (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), também devem visitar o Estado durante a campanha. A expectativa é de que eles venham ao Estado entre a segunda quinzena de agosto e o mês de setembro.

————-

Candidato do PCB à Presidência defende tabelamento de preços

Mauro Iasi participou da série de entrevistas com presidenciáveis do G1.
Ele também pregou o fim da Polícia Militar, que, afirmou, levou a ‘genocídio’.

Do G1, em Brasília

O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Mauro Iasi, defendeu nesta quinta-feira (7), em entrevista ao vivo ao G1, um tabelamento de preços como forma de a sociedade não ficar submetida aos interesses do mercado.

Em resposta a pergunta de um internauta sobre o preço da gasolina, Iasi afirmou que é possível baixar o preço desse produto e de outros.

“Achamos que é possível [ter] preços tabelados, é possível uma sociedade não se reger diretamente apenas pelos jogos e a pressão do mercado. Defendemos tabelamentos, principalmente tabelamentos em áreas tão essenciais, como é o caso dos combustíveis”, declarou.

Mauro Iasi em entrevista ao G1 (Foto: Caio Kenji/G1)
Mauro Iasi no estúdio do G1 com os jornalistas Tonico
Ferreira e Nathalia Passarinho (Foto: Caio Kenji/G1)

O tabelamento de preços foi um dos mecanismos adotados durante o Plano Cruzado, lançado em 1986, no governo José Sarney. Entre outras medidas, os preços foram congelados como maneira de combater a inflação. Na ocasião, surgiram espontaneamente os chamados “fiscais do Sarney”, mas o desabastecimento provocado pelo tabelamento contribuiu para o fracasso do plano.

Durante cerca de 45 minutos, o presidenciável do PCB respondeu a perguntas de internautas e do portal, em três blocos, conduzidos pelos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. A ordem dos entrevistados (veja ao final desta reportagem) foi definida por sorteio na presença de representantes dos partidos de todos os candidatos. A candidata sorteada para o primeiro dia (28 de julho), a presidente Dilma Rousseff, não compareceu por problemas de agenda, segundo a assessoria do Palácio do Planalto. Além de Iasi, já foram entrevistados Zé Maria (PSTU) e Aécio Neves (PSDB). O próximo, na segunda-feira (11), é Eduardo Campos (PSB).

Iasi afirmou que o papel de uma candidatura do PCB é “provocar o debate”. Ele apontou como medidas imediatas, caso seja eleito, reverter as privatizações e estatizar o sistema financeiro.

O socialismo é uma alternativa societária proporcionalmente à capacidade de o capitalismo parar de produzir contradições. Como ele não para de produzir contradições, o socialismo renasce sempre como uma alternativa.”
Mauro Iasi, candidato do PCB à Presidência da República

A um internauta que o questionou sobre as vítimas que o comunismo provocou em vários países, Iasi respondeu que o capitalismo é que é “uma coisa que tem demonstrado não ter dado certo”.

Segundo ele, o socialismo “se alimenta da própria inviabilidade de uma forma capitalista que prometeu um mundo harmonioso, igualitário, de diminuição de desigualdades, e nós temos hoje um mundo bastante conturbado, bastante diferente desse desenho”.

“O socialismo é uma alternativa societária proporcionalmente à capacidade de o capitalismo parar de produzir contradições. Como ele não para de produzir contradições, o socialismo renasce sempre como uma alternativa”, declarou.

Para o candidato, que defendeu uma “revolução socialista”, a crise mundial do capitalismo é o cenário que permitirá um movimento em direção ao socialismo. Segundo Iasi, o Brasil “tem uma estrutura produtiva completa, , tem uma sociedade desenvolvida, integrada nacionalmente, tem proletariado forte e portanto a condição de ousar dar passos além do capitalismo”.

Indagado sobre os problemas com direitos humanos na experiência socialista em Cuba, disse que o país garante os direitos humanos na medida em que assegura aos cidadãos direitos como educação e saúde.

 

“Os problemas de Cuba não apagam a enorme ousadia que esse povo teve e a sua coragem de construir um caminho autônomo, um caminho que trilhou buscando o socialismo, uma alternativa que difere da situação tão dramática de outros paises do nosso continente”, disse.

O candidato contestou a tese de que a carga tributária é elevada no Brasil e afirmou que a reforma tributária só é lembrada a cada quatro anos, durante as campanhas eleitorais. Para Iasi, a política tributária praticada atualmente “fere frontalmente” a Constituição.

“Há distorções na política tributária. Imposto deveria ser progressivo, deveria ser direto, ir direto ao imposto sobre bens, sobre propriedade”, declarou. De acordo com o candidato, “não é o momento para tirar cargas, aumentar a renúncia fiscal” em favor, segundo disse, de “grandes monopólios”. “A carga é grande, mas, mesmo pensando proporcionalmente, não é uma das maiores do mundo”, declarou.

Mauro Iasi se disse favorável ao fim da Polícia Militar porque, segundo ele, a corporação se baseia “na lógica do inimigo” e provocou um “verdadeiro genocídio” contra negros e pobres.

“A política de segurança pública no Brasil repete o tripé endurecimento penal, repressão e encarceramento. A nossa convicção é que essa fórmula faliu. Não responde ao problema. A PM é uma corporação militar, baseada na lógica do inimigo interno. Isso tem gerado no Brasil um verdadeiro genocídio, principalmente na população negra e pobre das favelas”, declarou.

mauro iasi final entrevista ao g1 (Foto: Caio Kenji/G1)
Mauro Iasi durante a entrevista (Foto: Caio Kenji/G1)

O candidato também foi questionado sobre a opinião a respeito das ações violentas dos black blocs na onda de manifestações de rua deflagrada em junho do ano passado. Iasi disse que considera errado criminalizar o manifestante, mas ressaltou que diverge da tática dos black blocs.

“Desde o início das manifestações, temos evitado criminalizar os black blocks. Através do ataque aos black blocs, se criminalizam os movimentos sociais e se levam a processo judiciais que são uma forma de tentar manter o controle das manifestações. Temos divergência da tática dos black blocs, mas não queremos criminalizá-los. A criminalização serve a um propósito de desqualificar o conjunto das manifestações”, afirmou.

Ao final da entrevista, os jornalistas pediram ao candidato respostas “sim” ou “não” para perguntas num formato “pinga-fogo”. Dentre essas respostas, ele se disse a favor do sistema de cotas e da legalização da maconha e contra a redução da maioridade pena e ao fim do estado de Israel. Depois, fez as considerações finais.

———-

CONFIRA NO LINQUE ABAIXO EM VÍDEO A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COM O COMUNISTA MAURO IASI

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/entrevista-candidato-presidente-mauro-iasi.html

Categorias:Jogo do Poder

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.86.90.98 - Responder

    E como LIXO feito o,sr de um partido safado comunista, só pode sair este tipo de proposta de uma cabeça cheia de merda ,quer o fim da pm??? MUDA 9RÃ CUBA!!! quem não,gosta da policia , e vagabundo,,, pois pessoas de bem jamais imaginavam calamidade desta

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

9 − cinco =