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Mauro e Pivetta repetem Zé Taques como “donos da verdade”. E evitam debate com a sociedade

Mauro e Pivetta

Mauro Mendes e Otaviano Pivetta são os novos donos da verdade. Sem propiciar um debate aberto e franco com a sociedade mato-grossense, eles estão tentando enfiar pela goela abaixo da Assembleia Legislativa uma reforma do Estado cuja detalhamento só aparece agora, depois de ter sido escamoteado durante a recente campanha eleitoral.

Mauro e Pivetta estão entre aqueles que procuraram carimbar o ex-governador Zé Pedro Taques como uma espécie de professor aloprado, que, concentrando o poder excessivamente em suas mãos, teria arrastado Mato Grosso para uma situação de insolvência.

Faltou a Zé Pedro Taques dialogar com as diversas forças políticas. E o que é essa reforma levada a toque de caixa, neste início de governo, se não uma repetição dessa falta de diálogo?!

E vejam como Mauro e Pivetta estão apressadinhos: querem que a sua reforma seja votada ainda neste mês de janeiro, pelos atuais deputados, em final de mandato. Por que não esperar a posse daqueles que o povo elegeu para assumirem a Assembleia Legislativa a partir de fevereiro de 2019 e atuarem como fiscais da nova administração?

Será que a votação pela velha bancada viciada e tão criticada representará uma imediata solução para todas os padecimentos de Mato Grosso ou tudo isso não passa de um absurdo conchavo para atender aos egos inflados dos novos governantes Mauro e Pivetta? Uma forma de suprimir a discussão para as medidas propostas?

Mauro e Pivetta falam em extinguir nada mais nada menos que seis empresas – como o antigo Cepromat, a Empaer e tal e tal. Argumentam que são empresas que só oneram os cofres do Estado. Mas não estão abertos a ouvirem a contra-argumentação da oposição e notadamente dos servidores e técnicos que atuam nestas empresas?

Falam de um pretenso deficit financeiro de 3,9 bilhões mas será que não acham necessário provar para os deputados estaduais, conselheiros do TCE, magistrados do Tribunal de Justiça, promotores do Ministério Público e principalmente para o conjunto do povo mato-grossense que esse deficit de fato existe? Isso só se faz com paciência, paciência administrativa.

Será que o deficit só pode ser enfrentado com extinção de empresas, privatizações, arrocho pra cima dos servidores?

Se Mato Grosso não recolhe o suficiente para pagar suas contas, não dá pra conversar sobre a anunciada renúncia fiscal de muitos bilhões para o empresariado?

Esta semana, convidado a falar da administração anterior do Zé Pedro Taques, Pivetta se saiu com essa: foi uma administração burra. Zé Pedro dizia que Silval foi ladrão, corrupto, incompetente. Repete-se, agora, o mesmo linguajar depreciativo.

Mas não são com palavras que se resolverá a crise de Mato Grosso. Pelo contrário, as palavras descontroladas e imprecisas só podem agravar a crise. Me parece óbvio que pretender administrar assim é burrice.

 

 

1 Comentário

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  1. - IP 191.33.220.145 - Responder

    Tem tudo para dar errado,se acham melhores que todos.Taques também se achava,e deu no que deu.Só besteira e incompetência, uma atrás da outra.

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