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José Medeiros, matemático e policial rodoviário, agora senador

Mato Grosso vota em Pedro Taques e (também) elege José Medeiros

EDUARDO GOMES – Mato Grosso votou em Pedro Taques (PDT) ao governo e o elegeu no primeiro turno. Com o mesmo voto também foi eleito entre aspas o primeiro suplente de senador de Pedro Taques, José Medeiros/PPS (foto).

Com a eleição de Pedro Taques, José Medeiros assumirá sua cadeira no Senado, para uma legislatura de quatro anos.

Quatro anos de mandato no Senado caíram no colo de José Medeiros, que é matemático e policial rodoviário federal em Rondonópolis, onde nasceu. Político insosso, mas umbilicalmente ligado ao prefeito de seu município, Percival Muniz (PPS), ganhou dele  a indicação para a suplência de Pedro Taques num momento delicado para a sobrevivência da chapa encabeçada pelo agora governador eleito.

Em 2010, Pedro Taques era azarão e disputa uma cadeira no Senado – que seria renovado em dois terços – com Blairo Maggi (PR), Carlos Abicalil (PT), Antero Paes de Barros (PSDB) e Naildo Lopes (PV). O primeiro-suplente na chapa de Pedro Taques era o empresário Zeca Viana (PDT), de Primavera do Leste. Zeca não apostava um tostão sequer na candidatura de Pedro Taques e, por isso, retirou seu nome da chapa, optando por disputar e vencer a eleição para deputado estadual.

Com o recuo de Zeca a chapa de Pedro Taques perdeu sua composição restando ele e o segundo suplente, Paulo Fiúza (PV). Diante desse fato Percival exigiu que  José Medeiros substituísse Zeca, para que todos os partidos da coligação liderada pelo candidato a governador Mauro Mendes (PSB) tivesse pelo menos um nome entre os concorrentes majoritários. Assim, a suplência caiu no colo de José Medeiros.

Percival tinha lógica partidária ao exigir o nome de José Medeiros, pois os demais partidos coligados com Mauro Mendes tinham nomes nas chapas majoritárias: eis os nomes: Otaviano Pivetta (PDT), candidato a vice governador;  Pedro Taques, do mesmo partido de Pivetta, ao Senado; Naildo Lopes (PV), ao Senado; e Paulo Fiúza (PV) candidato a segundo-suplente de Pedro Taques.

Pedro Taques botou seu nome à disputa ao governo desde a apuração da eleição dos votos em 2010. Sua vitória transforma José Medeiros em senador.

RONDONOPOLIZOU – Com José Medeiros senador e a vitória do deputado federal Wellington Fagundes (PR) ao Senado, Rondonópolis terá três senadores por Mato Grosso, pois o senador Blairo Maggi (PR) é rondonopolitano. O ex-candidato a senador Rui Prado (PSD) alertou sobre esse fato, que para ele é “desequilíbrio representativo”.

Categorias:Jogo do Poder

4 Comentários

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  1. - Responder

    Quem é essa pessoa? E outra não temos certeza que assume, pois o segundo suplente briga pela vaga judicialmente!

  2. - Responder

    Ninguém sabe quem assume… é a famosa ata fraudada pela turma de Pedro Taques. Novela longa e cheia de golpes e contragolpes. Pessoal profissionalíssimo, artistas de primeira grandeza. Padrão Global.

  3. - Responder

    É TEMPO DE MUDAR A FORMA DE ESCOLHA DOS SENADORES E SEUS SUPLENTES. MAS O FATO DESTE SENHOR SER DESCONHECIDO NÃO O TORNA INAPTO AO EXERCICIO DO CARGO DE SENADOR DA REPUBLICA. DEVE TER BOM CONCEITO MORAL E FAMILIAR, QUANTO O BASTANTE PARA REPRESENTAR DIGNAMENTE O ESTADO DE MATO GROSSO NO SENASO FEDERAL. CHEGA DE POLITICOS PROFISSIONAIS. E TEMPO DE MUDANÇA. DE CORAÇAO, SUCESSO NOVO SENADOR POR MATO GROSSO, NÃO TEMA OS QUE LÁ ESTÃO. CHEGUE DE CABEÇA FIRME E ENFRENTE TUDO QUE VIER PELA FRENTE. LEMBRE-SE QUE MATO GROSSO ESTARA DEPENDENDO DE VOSSA EXCELENCIA, LUTE PELO NOSSO ESTADO. NÃO IMPORTE COM AS CRITICAS, COM CERTEZA, ELAS VIRÃO. QUASE SEMPRE QUEM NOS CERITICA E QUEM DESEJARIA ESTAR EM NOSSO LUGAR. DEUS O ABENÇOE NESSA ARDUA MISSAO. (anonimo)

  4. - Responder

    Nada contra o moço aí , que como a matéria diz , nãoé bem um político. Essa é a regra que precisamos repensar , pois acho que o senado não pode ser para iniciantes , já que teoricamente lá estÃo os “seniores”. Na legislatura de 2015 teremos um grande numero de “senadores sem voto” . Blairo Maggi entrou para a politica tambem dessa forma , e muitos outros Brasil afora. Se quisessem a reforma politica poderia acabar com isso , mas isso vai contra os intereses deles.
    Só deles.

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