Manoel Bayard, presidente da construtora Brookfield (aquela que surpreendeu Cuiabá, conseguindo de Chico Galindo e Silvio Fidelis alteração na legislação municipal e viabilizando Residencial Bonavita) tem prisão pedida pelo MPE de SP por formação de quadrilha “de grande poderio econômico” e corrupção ativa

Se a construtora multinacional Brookfield é denunciada por corrupção ativa e formação de quadrilha, na cidade de S. Paulo, e tem a prisão do seu presidente, Manoel Bayard, proposta pelo Ministério Público daquele Estado, não seria o caso passar um pente fino em tudo que a Brookfield vem implementando por aqui, em Mato Grosso? Imagina que isso seja necessário para tranquilizar as pessoas. No caso da construtora Delta, isso foi feito, até pelo prefeito Chico Galindo. E no caso da Brookfield, que autoridade pública terá esta disposição?  Recorde-se que, aqui em Cuiabá, a Brookfield esteve no centro dos questionamentos levantados pelo MPE de MT, no rumoroso caso de Residencial Bonavita, que teria invadido a área do Parque Massairo Okamura. Nesse caso do Bonavita, em que o MPE atuou com muita determinação, já havia até ordem de derrubada dos prédios, determinada pelo então juiz do Meio Ambiente, José Zuquim, hoje desembargador, quando veio a alteração da legislação municipal, promovida pelos atuais dirigentes da prefeitura, favorecendo a Brookfield, deixando o MPE de mãos atadas, segundo o depoimento do promotor Domingos Sávio de Arruda. E agora, as mãos do MPE daqui serão desatadas diante da ação do MPE de lá de S. Paulo?  Será que não se tem à disposição nenhuma “teoria do dominio do fato” para orientar o devido esclarecimento desta estranha situação vivida em Cuiabá? Confira o noticiário. (EC)

José Zuquim, da Vara Especializada em Meio Ambiente, atendendo ao Ministério Público, chegou a determinação derrubada do Residencial Bonavita. Com alteração da legislação municipal, providenciada pela administração do prefeito Chico Galindo, a obra está sendo concluida.

MP denuncia e pede a prisão de Aref
Promotores ainda acusam de formação de quadrilha 4 dirigentes da Brookfield, incluindo o presidente, e sócios de outras 2 empresas

Artur Rodrigues, Fausto Macedo e Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou por formação de quadrilha, concussão (achaque) e corrupção passiva o ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura Hussain Aref Saab e pediu à Justiça sua prisão preventiva. Aref é acusado de liberar obras de shoppings em troca de propina – dez pagamentos são relatados na denúncia, somando R$ 4.514.600,00.

A acusação foi apresentada, em sigilo, em 8 de novembro, e a Justiça ainda não se manifestou. O advogado de Aref, Augusto de Arruda Botelho, diz que a denúncia dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é infundada e o pedido de prisão, absurdo. Além de Aref, foram denunciados por formação de quadrilha e corrupção ativa quatro diretores da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) e dois sócios de empresas que prestavam serviços à BGE.

Os promotores pediram também a decretação da prisão de Manoel Bayard, presidente da Brookfield, de Pedro Augusto do Nascimento Junior, sócio da empresa PAN, e de Antonio Carlos Chapela Nores, sócio da empresa Seron. Para o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Bayard e outros diretores da BGE, não foi “demonstrada a necessidade de encarceramento cautelar”. O Estado não localizou os advogados de Nascimento Junior e de Nores.

Os promotores justificaram o pedido de prisão afirmando que os acusados “oferecem risco à continuidade do bom funcionamento do serviço público” porque formam “organização criminosa de grande poderio econômico”. A medida também serviria para o “regular andamento da instrução processual” – isso porque os acusados podem ameaçar testemunhas e destruir provas. Os promotores afirmaram que “poucas vezes se viu” achaques de “tamanha monta”. “Uma sociedade que se pretende igual não pode deixar de também prender os roubadores travestidos de empresários”, diz a denúncia, conforme adiantou nesta madrugada o estadao.com.br.

Os supostos pagamentos da BGE para Aref relatados aconteceram entre 2008 e 2010. São valores que vão de R$ 133 mil a R$ 1 milhão. Eles serviram para liberar obras irregulares nos Shoppings Higienópolis (cinco pagamentos), Paulista (quatro pagamentos) e Raposo Tavares (um pagamento). As empresas PAN e Seron são acusadas de fornecer notas frias para justificar a saída do dinheiro do caixa da BGE.

Por fim, Aref é acusado de achacar R$ 170 mil para a concessão de alvará para o Oscar’s Hotel, empreendimento do empresário Oscar Maroni.

FONTE O ESTADO DE S.PAULO

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MP pede prisão preventiva de Aref

Ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura de São Paulo também foi denunciado por formação de quadrilha, concussão e corrupção passiva; promotores acusaram mais 4 dirigentes da Brookfield

247 – O ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) da Prefeitura de São Paulo, Hussain Aref Saab, teve sua prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Ele foi denunciado por formação de quadrilha, concussão e corrupção passiva no esquema criado para liberar obras de shoppings em troca de propina. Pagamentos somam R$ 4,5 milhões.

Os promotores também pediram a prisão de Manoel Bayard, presidente da Brookfield, de Pedro Augusto do Nascimento Junior, sócio da empresa PAN, e de Antonio Carlos Chapela Nores, sócio da empresa Seron.

Na alegação consta que os acusados oferecem risco à continuidade do bom funcionamento do serviço público porque formam organização criminosa de grande poderio econômico.

Aref Saab foi exonerado do cargo depois que a Corregedoria da prefeitura de São Paulo abriu investigação para investigar a suspeita de enriquecimento ilícito. Denúncia feita pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que o ex-diretor adquiriu mais de 100 imóveis enquanto esteve na prefeitura, um patrimônio considerado incompatível com o salário que recebia no cargo público.

FONTE BRASIL 247

 

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ENTENDA O CASO

Executivo da Brookfield é indiciado por pagamento de propina

Bayard Lucas de Lima é suspeito de corrupção e formação de quadrilha.
Empresa não irá se manifestar sobre a decisão da polícia.

Do G1 SP

A Polícia Civil indiciou na tarde de quinta-feira (12) o executivo Manoel Bayard Lucas de Lima, da Brookfield Gestão de Empreendimentos, por formação de quadrilha e corrupção no inquérito que investiga o pagamento de propina para a liberação de obras em shoppings. Devido às denúncias feitas por uma antiga funcionária da empresa ao Ministério Público, a Prefeitura constatou as irregularidades e cassou as licenças de funcionamento dos shoppings Paulista e Higienópolis. A BGE informou que não irá se manifestar.

O executivo prestou depoimento por cerca de cinco horas na tarde de quinta na delegacia de de Crimes Contra a Administração, no Centro de São Paulo. Segundo a polícia, há indicios de que a empresa pagava para liberar obras nos empreendimentos comerciais.

Fiscalizações realizadas pela Prefeitura em junho apontaram que um lava-rápido ocupa irregularmente área destinada a vagas para veículos no shopping Pátio Paulista. Caso o shopping não se regularize, pode ser interditado no dia 30.
saiba mais

Já o Shopping Pátio Higienópolis passou por fiscalização em junho, na qual a Prefeitura constatou a falta de licença para o funcionamento do estacionamento. A licença de funcionamento foi cassada no início de julho e o shopping pode ser interditado no dia 27, caso o Higienópolis não consiga regularizar sua situação.

Denúncia

Daniela Gonzalez que era ex-diretora financeira da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) afirmou que a multinacional pagou R$ 1,6 milhão em propina, entre 2008 e 2010, com o intuito de liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, em São Paulo. Segundo o jornal Folha de São Paulo, Daniela Gonzalez, que foi demitida da BGE até dezembro de 2010, disse que a propina foi paga para Hussain Aref Saab e ao vereador Aurélio Miguel (PR). As propinas eram pagas por duas empresas contratadas pela multinacional, segundo a denúncia.

A Brookfield Gestão de Empreendimentos S.A. divulgou nota na manhã desta quinta-feira afirma que “desconhece os supostos atos de suborno e corrupção para com o poder público e que “decorrem de especulações e denúncias infundadas feitas por uma ex-diretora que, por ter praticado uma série de irregularidades durante sua gestão, está sendo alvo de uma investigação criminal.” A empresa afirma que Daniela foi demitida em 2010 por ter concedido um aumento de salário a si própria.

Ainda segundo a nota, a reclamação trabalhista feita por Daniela, de pedido de indenização por verbas trabalhistas “supostamente não pagas” são “infundados”. A BGE diz que “sempre manteve uma reputação ilibada em todos os mercados em que atua” e que tomará as “medidas que se fizeram necessárias” de modo a preservar a sua imagem.

O advogado do ex-diretor, Augusto de Arruda Botelho, disse negar “veementemente essas inverdades”, e acrescentou que irá processar Daniela. “É uma denúncia infundada, desesperada, com fins financeiros”, afirmou Botelho. Ainda segundo ele, Saab nunca teve contato com Daniela Gonzalez.

FONTE G1 SP

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Era uma prática comum, diz ex-diretora

Executiva demitida por empresa do grupo Brookfield afirma que denunciou esquema de corrupção internamente

Daniela Gonzalez diz que alertou chefes, mas passou a ser perseguida e acusada de desviar dinheiro da companhia

FOLHA DE SÃO PAULO

O pagamento de propina para liberação de obras é uma prática comum, afirma Daniela Gonzalez, 40, diretora da BGE (Brookfield Gestão de Empreendimentos) de junho de 2008 a abril de 2010.

Ela afirma que soube do esquema desde que entrou na empresa, após fazer carreira no setor farmacêutico.

Daniela foi demitida após, na versão dela, ter se recusado a realizar os pagamentos de propina e denunciar o caso à cúpula da empresa.

Ela foi à Justiça do Trabalho contra a BGE cobrando bônus não pagos e ressarcimento por danos morais.

Há um inquérito em andamento contra ela na Polícia Civil, representado pela empresa, para apurar suposto desvio de dinheiro.

O marido de Daniela tem uma empresa de informática, que, segundo a acusação, foi contratada por ela e recebeu por serviços não realizados.

Daniela afirma que resolveu denunciar o caso após o “TV Folha” revelar, em 13 de maio, que Hussain Aref Saab adquiriu 106 imóveis nos sete anos em que chefiou o setor de aprovação de prédios da prefeitura.

(ES E RP)

Folha – Quando soube de pagamento de propina?
Daniela Gonzalez – Foi em outubro de 2008. Eu tinha acabado de assumir como diretora-financeira de obras. Me pediram para fazer o pagamento para liberação de obras no shopping Raposo. Disseram que tinha R$ 1 milhão reservado para pagamentos de propina.

Você comunicou a alguém da empresa?
Em julho de 2009, depois de outros casos que soube, juntei uma documentação e comuniquei a Manuel Bayard [presidente do fundo de investimentos em shoppings].
Ele disse que era um absurdo, que isso não deveria ser prática da Brookfield e falou que iria tomar providências.
Levou o caso para o presidente da Brookfield Brasil, Luiz Simões Lopes (conhecido como Doca), e a resposta que me deu foi que era assim que se fazia negócios no Brasil. A partir disso, eu passei a ser a inimiga número um da empresa.

Você acha que sua demissão está ligada a isso?
Totalmente. Depois disso, pediram minha demissão. Disseram que não dava para trabalhar comigo porque eu não entendia como eram feitos os negócios no Brasil.

Eram comuns os pagamentos de propina?
Era muito comum. Acho que é uma doença social que existe na empresa. Eles tratam isso como coisa banal, assunto do dia a dia.
Houve pagamento de propina para Aurélio Miguel (PR) e para o Aref (Hussain Saab).

Você está em litígio com a empresa. O que pede na ação?
Depois que saí, fui perseguida e entrei com ação pedindo danos morais e bônus que não foram pagos (R$ 3,5 milhões). Depois que entrei com a ação, em julho de 2011, um ano e meio depois que eu saí, eles prestaram queixa contra mim dizendo que eu tinha praticado atos criminosos. Que favorecia pessoas conhecidas, que paguei por serviço não realizado e desviei dinheiro da empresa. Tudo um grande absurdo.

FONTE FOLHA DE S PAULO
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Testemunha diz que contratou carro-forte para levar propina

Ex-funcionário da BGE diz que dinheiro foi para Aref e Aurélio Miguel
FOLHA DE SÃO PAULO

Nova testemunha ouvida pelo Ministério Público de São Paulo confirma que a BGE, empresa do grupo Brookfield que gerencia shoppings, chegou a contratar um carro-forte para transportar propina.

A testemunha, cujo nome ainda é mantido sob sigilo, trabalhava na BGE e disse ter sido responsável pela contratação desse carro-forte no início de junho de 2009.

De acordo com a testemunha, o dinheiro seria destinado à liberação de obras irregulares de expansão do shopping Pátio Paulista e foi entregue ao empresário Pedro Augusto Nascimento, da PAN Serviços de Administração.

O relato corrobora a versão da ex-diretora financeira da BGE Daniela Gonzalez.

À Folha, ela afirmou que R$ 640 mil foram destinados ao ex-diretor da prefeitura Hussain Aref Saab e ao vereador Aurélio Miguel (PR).

Após a reportagem da Folha, mês passado, a prefeitura iniciou uma blitz nos shoppings e apontou irregularidades em 28 deles.

O Pátio Paulista, por exemplo, teve seu alvará de funcionamento cassado e seria interditado. O local está aberto graças a uma liminar concedida pela 4ª Vara da Fazenda Pública.

A contratação do carro-forte, por R$ 5.322, ocorreu no dia 3 de junho de 2009, cinco dias após o encontro entre o vereador Miguel e os executivos da Brookfield Manoel Bayard Lucas de Lima e Filipe Vasconcelos, ocorrido no flat George V, no Itaim Bibi (zona oeste de São Paulo).

O vereador diz que o encontro pode ter ocorrido, mas nega o pedido de propina.

Bayard confirmou, em depoimento à polícia, que esteve mesmo com o vereador. Mas negou a propina.

Disse que a reunião tinha o “propósito de divulgar e apresentar o grupo e suas pretensões na área de construção e ampliações de shoppings”. Sobre o carro-forte, o executivo disse à polícia que o dinheiro pode ter sido usado para pagar os funcionários da própria empresa.

Segundo uma outra testemunha ouvida pela Folha e pela Promotoria, que também pediu sigilo do seu nome por temer represálias, o pagamento em dinheiro só ocorreu porque não era possível transferir o dinheiro para uma conta não ligada ao CNPJ da PAN. Daí a necessidade de ter feito o saque em dinheiro.

O empresário Nascimento, diz a testemunha, concordou em entregar a propina, mas desde que tivesse a contratação de escolta armada -como de fato ocorreu.

(EVANDRO SPINELLI e ROGÉRIO PAGNAN)

3 Comentários

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  1. - Responder

    Cuidado seu Chico Galindo em vez de tú sambar na Mangueira,vai sambar no porrete,vai vendo!

  2. - Responder

    Eu gostei da ideia e já tenho uma proposta: se o PT dos petralhas fez tudo aquilo que o Supremo apurou, aho que seria o caso de passar um pente fino em tudo que o PT fez no Brasil inteiro, MT inclusive.

    Mas sou a favor de que eles, juntos com o Lullão, respondam aos inquéritos policiais em liberdade, desde que não atrapalhem as investigações e o bom andamento dos processos.

  3. - Responder

    Gostaria de saber como enviar meu curriculo.muito obrigado

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