gonçalves cordeiro

MAIS UMA MANIPULAÇÃO TIPO CRIMINOSA DA GLOBO: Revista Época, desesperada com seu absoluto fracasso de vendas e com a derrota cada vez mais iminente do golpismo (que a Globo apóia), ataca o ex-marido da presidenta Dilma, um advogado pacato que vive em Porto Alegre, e nunca se envolveu em nenhuma negociata. A história é um insulto à inteligência de qualquer um. Tudo que se quer é produzir capas, que ficam expostas nas bancas como cartazes eleitorais fora de época, para manipular e alegrar as consciências dos zumbis da direita. LEIA O QUE ÉPOCA PUBLICOU

Imagino que o ódio ao PT vicia, como um tipo de droga.

Para alimentar este vício, aí estão os jornais, saites e revistas do PIG, servindo a cada nova edição mais uma dose do seu ataque degenerado contra o PT, o governo Dilma e qualquer coisa que cheire à esquerda neste Brasil.

Mais um fim de semana, e, nas bancas, mais um rodada de manipulação braba da notícia.

Ao mesmo tempo que manipula e delicia as consciências dos zumbis da direita, o PIG, com seu comportamento, fortalece a consciência daquele que sabem que esta manipulação toda deve ser detida o mais urgentemente possível.

Pelo bem pelo Brasil e dos brasileiros. (EC)

Derrotados, golpistas demonstram desespero

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Duas notícias deste final de semana ilustram bem o desespero que está tomando conta dos golpistas, ao constatarem que, depois de tanto jogo sujo de sua parte, serão novamente derrotados.

E derrotados duplamente: além de derrotados, ainda ficarão com a pecha de inimigos do voto, das liberdades individuais e do estado democrático de direito.

1) Um delegado da PF chantageia explicitamente um cidadão, ameaçando com a prisão de sua esposa, em troca de delação contra Lula. Isso aconteceu na Zelotes 2.

A Zelotes 1, é bom lembrar, era uma investigação contra sonegação bilionária de grandes bancos e grupos de mídia; em sua etapa 2, a PF esqueceu tudo que investiou na etapa 1 e passou a focar no filho de Lula…

Tudo com a chancela da mídia, que tentava abafar a operação na Zelotes 1 e que passou a dar enorme destaque à operação em sua segunda fase.

Sabe-se que a Lava Jato usa e abusa das mesmas práticas. Fizeram isso com praticamente todos os delatores. Se não delatar, prisão eterna, mesmo sem condenação, mesmo sem provas, e ameaças à toda família. Os réus são investigados depois de serem presos. Primeiro são presos, numa operação que visa sobretudo o espetáculo. A própria prisão se torna instrumento de culpabilização do réu. Em seguida, começam os vazamentos, com objetivo de justificar a prorrogação das prisões, por tempo indeterminado.

2) Revista Época, desesperada com seu absoluto fracasso de vendas, e com a derrota cada vez mais iminente do golpismo (que ela defende), ataca o… ex-marido de Dilma, um homem simples e pacato que vive em Porto Alegre, que nunca se envolveu em nenhuma negociata. A história é um insulto à inteligência de qualquer um. Tudo que se quer é produzir capas, que ficam expostas nas bancas como cartazes eleitorais fora de época (sem trocadilho).

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Carlos Araújo, virou alvo da revista da Globo, por orientação dos Irmãos Marinho. Seu crime? Já foi marido da presidenta Dilma. Ele agora vai à Justiça, pedir reparação desse ataque sórdido

Carlos Araújo, virou alvo da revista da Globo, por orientação dos Irmãos Marinho. Seu crime? Já foi marido da presidenta Dilma. Ele agora vai à Justiça, pedir reparação desse ataque sórdido

Araújo ao 247: ‘Época deve investigar seus patrões’

Horas depois que a revista Época chegou às bancas, neste sábado, com uma capa tão escandalosa como vazia contra o advogado Carlos Araújo, que foi casado com Dilma Rousseff e é pai da filha de ambos, Paula, ele deu uma pequena entrevista ao 247.

Araújo bateu duro, realizando um contra-ataque contra os donos da Globo, proprietária da Época: “A revista deveria preocupar-se em esclarecer por que seus patrões resolveram viver homiziados em Miami, cidade que é um dos endereços preferidos pela máfia internacional.”

O advogado diz:

– Fui surpreendido com tanta maldade. Isso é coisa de jornalismo bandido, que não tem fatos, não tem provas, e tenta forjar uma impressão negativa sobre as pessoas que querem atingir. Sou uma pessoa honrada e minha prática sempre foi coerente com minha ideologia.

Advogado por formação profissional, calejado pelos rigores da luta contra a ditadura militar, quando foi um dos principais dirigentes da VAR-Palmares, uma das principais organizações armadas do período, Carlos Araújo avalia a edição da revista como uma operação política, cuja finalidade óbvia é tentar atingir a presidente:

– É puro jornalismo marrom, que atende a finalidades políticas e só isso. Como todos descobriram que não têm como publicar uma denúncia capaz de atingir Dilma diretamente, pois não há nada contra ela, tentam agir por via indireta, tentando atingir pessoas do círculo próximo, como eu.

A história divulgada pela revista é a seguinte. Desesperado pela crise da Engevix, empresa investigada na Lava Jato, um dos dirigentes da empresa, José Antunes Sobrinho, que hoje cumpre prisão domiciliar, teria feito uma “reunião secreta” com Araújo, de quem teria ouvido a promessa de receber a ajuda esperada. No mesmo período, diz a revista, um casal amigo de Araújo – e da própria Dilma – teria recebido um pagamento de R$ 200 mil. A tentativa de construir a narrativa de uma vulgar operação triangular é evidente como o perfil do Pão de Açúcar na paisagem do Rio de Janeiro – o problema é que não se apoia em fatos que possam ser comprovados, até porque a revista não se deu ao trabalho de conferir as informações que acabaria publicando.

O único encontro  entre o advogado e um profissional da revista teve duração curtíssima e terminou de forma abrupta:

– Num recurso desonesto, diz Araújo, um dia um repórter da revista se infiltrou no meu escritório para tentar me abordar. Preencheu ficha como cliente, mas, quando sentou-se a minha frente, começou fazer perguntas sobre a Engevix, perguntou quanto eu havia recebido. Fiquei indignado e exigi que se retirasse imediatamente.

Araújo e Antunes se encontraram – não só uma vez, mas três vezes. O assunto era sempre o mesmo:

– Ele estava cada vez mais desesperado com a situação da empresa e queria de todas as maneiras que eu o ajudasse a marcar um encontro com a Dilma. Pretendia falar da situação com ela. Foram três conversas e em todas expliquei que este não era e nunca foi meu papel. Tenho a minha vida, a minha história, os meus valores. Jamais iria tentar interferir na agenda da presidente. Nem ela iria permitir isso.

(Momentos antes da entrevista, o Planalto desmentiu que o encontro tenha se realizado)

Começando a refletir sobre as providências jurídicas que tomará, Araújo afirma que “irei a Justiça defender meus direitos com todos os recursos cabíveis. Fui vítima de uma calúnia e vou entrar com uma ação contra isso.  E vou exigir direito de resposta, cuja necessidade agora ficou mais evidente. Mesmo pensando em tudo isso, acho pouco. Não se pode fazer isso contra uma pessoa, sem prova, sem fatos.”

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LEIA AGORA O QUE ÉPOCA PUBLICOU SOBRE EX-MARIDO DE DILMA

TEMPO

Um dos empreiteiros do petrolão recorreu a ex-marido de Dilma para tentar salvar negócios

José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, que negocia delação premiada, aproximou-se de Carlos Araújo. O empresário precisava destravar barreiras dos empréstimos oficiais

ANA CLARA COSTA E THIAGO BRONZATTO
>> Versão reduzida da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana

Há três anos, o grupo Engevix, que tem empresas nas áreas de óleo e gás, petroquímica, siderurgia, mineração e infraestrutura, começou a enfrentar sérios problemas financeiros. Já sentia os efeitos da desaceleração da economia. Para sobreviver, o empresário José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix, bateu em diversas portas da alta burocracia, sem sucesso. Até que partiu para uma ação desesperada. Constatou que, para destravar as barreiras dos empréstimos oficiais, restava somente falar com a própria presidente Dilma Rousseff. Foi desaconselhado – é notória a aversão de Dilma a contatos com empresários que saiam do esquadro republicano. Mas Antunes tinha um plano. O plano chamava-se Carlos Franklin Paixão de Araújo.

Revista ÉPOCA - capa da edição 918 - Na mira da Lava Jato (Foto: Revista ÉPOCA/Divulgação)

Carlos Araújo, um advogado trabalhista gaúcho, é ex-marido da presidente Dilma Rousseff, com quem manteve uma relação de 30 anos, entre 1969 e 2000. Conheceram-se no Rio de Janeiro e iniciaram um romance usando seus codinomes da época em que integravam organizações clandestinas que se opunham ao regime militar – Max e Estela. Passaram a viver juntos somente quando ela se mudou para Porto Alegre, em 1972, para cursar economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), depois de sair da prisão e abandonar as fileiras do grupo armado VAR-Palmares. Mesmo após o divórcio, ele e Dilma mantiveram-se amigos. Tanto que Araújo é, hoje, um dos poucos conselheiros da presidente. É a ele que Dilma recorre em tempos de tormenta. Jamais deixa de visitá-lo quando vai a Porto Alegre. “Sou mais um ouvido atento que um consultor”, afirmou Araújo sobre a relação com Dilma, em entrevista à revista GQ, em setembro do ano passado.

Nos últimos meses, uma equipe de repórteres de ÉPOCA dedicou-se a uma investigação especial com o objetivo de descobrir se o plano do executivo da Engevix deu certo. Descobriu-se que, ao menos, a estratégia foi posta em marcha. Houve uma reunião secreta entre executivos da Engevix e Carlos Araújo. ÉPOCA entrevistou, em cidades como Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, quase duas dezenas de fontes envolvidas nessa história – ou com conhecimento direto dela. Complementaram-se as entrevistas com documentos comerciais, fiscais e cartoriais. Além disso, um ex-vice-presidente da Engevix, que intermediou um encontro entre Antunes e o ex-marido de Dilma, aceitou gravar um depoimento exclusivo e revelador sobre o caso. Emergem dessa investigação evidências de que Carlos Araújo prometeu ajudar a Engevix junto ao governo Dilma. Descobre-se que, no mesmo período, a empreiteira pagara ao menos R$ 200 mil, por meio de um intermediário, a um casal amigo de Dilma e seu ex-marido. Ressalte-se que não há indício de que a presidente saiba o que transcorreu.

Hoje, a Engevix é uma das principais empreiteiras acusadas de participar do cartel do petrolão. Seus executivos, como Antunes, estão encalacrados junto à Justiça. Antunes e Gerson Almada, outro sócio da Engevix, negociam acordos de delação premiada – e a empresa, quase quebrada a esta altura, negocia um acordo de leniência junto ao Ministério Público Federal (MPF). Antunes e Almada cumprem prisão domiciliar. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato estão em fase avançada, sobretudo, das negociações do acordo de delação premiada de Antunes. Um dos pontos discutidos nas conversas entre procuradores e os advogados de Antunes e da Engevix, segundo ÉPOCA confirmou com fontes que participam das tratativas, contempla precisamente a relação da empreiteira com Carlos Araújo. A força-tarefa já rastreia, sigilosamente, provas que podem corroborar o que Antunes está disposto a dizer em juízo sobre um assunto tão grave. Ele já revelou aos procuradores a existência da abordagem a Carlos Araújo. Mas ainda não se sabe se disse tudo o que conhece acerca do caso. “Estou proibido de falar sobre o assunto”, disse Antunes a ÉPOCA.

Os empreiteiros - José Antunes, Gerson Almada e Cristiano Kok (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press, Regis Filho/Valor, Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo)
O intermediário - Paulo Fraga Zuch (Foto: reprodução (2))
O casal amigo - Dilma e os Ribas (Foto: Reprodução)

AS NEGATIVAS
Do 3º andar de um prédio antigo no centro de Porto Alegre, Araújo atende seus clientes às terças e quintas-feiras de manhã, muitos deles encaminhados por sindicatos. Na sala de espera, onde cada visitante costuma gastar no máximo cinco minutos até ser atendido, há uma foto da presidente Dilma fixada na parede – que se destaca pelo forte tom de vermelho que destoa do ambiente sem decoração. A sala de Araújo costuma ficar de portas abertas. Sua área de trabalho é bagunçada, cheia de papéis espalhados. No dia 10 de dezembro, ÉPOCA esteve no escritório de Carlos Araújo e perguntou ao ex-marido de Dilma se ele havia feito negócios com a Engevix. Carlos Araújo negou categoricamente: “Não tem nada disso. Isso é um desrespeito à minha pessoa”, disse, encerrando a conversa. Depois de receber ÉPOCA, em dezembro, o advogado mostrou-se preocupado e acionou sua defesa, além de comunicar o ocorrido à própria Engevix. Na tarde da sexta-feira, dia 15, ÉPOCA voltou a procurar Carlos Araújo, desta vez por telefone. Procurado em seu escritório e em sua casa, não respondeu aos questionamentos da reportagem. ÉPOCA deixou recados insistindo na necessidade de ouvi-lo acerca do caso. Não houve retorno.

Procurada por ÉPOCA na semana passada, a presidente Dilma Rousseff se manifestou por nota. “(A presidente) desconhece qualquer reunião entre Carlos Araújo e representantes da Engevix, assim como qualquer pleito que tenha sido feito ao governo. Informa ainda que não tem relação com as pessoas citadas pela revista”, diz o documento.

Um mês antes, em 8 de dezembro, a reportagem abordou no aeroporto de Brasília um dos sócios da Engevix, Gerson Almada, e perguntou sobre a relação com Carlos Araújo. Almada respondeu com frases enigmáticas: “Eu já estava preso”, afirmou, tentando escapar da abordagem. Diante da insistência, reconheceu. “Mas isso vai sair em breve.” Quando questionado por mais detalhes, hesitou. “Eu não posso. Você tem o telefone da Roberta, minha esposa, não é? Então, em breve você terá (a informação). Depois de hoje, você terá. Eu vou te dar esse privilégio. É um compromisso meu com você.”

Na quinta-feira da mesma semana, Almada viajou para Curitiba com seu advogado, Antonio Pitombo, para tentar costurar seu acordo de delação premiada, que está até hoje no Ministério Público Federal. ÉPOCA procurou também sua esposa, Roberta. Mas Almada jamais respondeu aos pedidos de entrevista. Procurado em sua casa, num condomínio de luxo no bairro do Morumbi, em São Paulo, ele também não atendeu mais a reportagem. Depois de ter sido condenado a 19 anos de prisão, em dezembro, e de ser liberado da tornozeleira eletrônica, Almada foi a Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, descansar em sua casa de praia e velejar. Enquanto aguarda a tramitação dos recursos que incidem sobre sua condenação, ele gosta de percorrer trajetos em lanchas e iates. “É bom para relaxar”, relatou a pessoas próximas.

Apesar dos levantamentos e depoimentos obtidos por ÉPOCA, da cronologia dos pagamentos e do envolvimento de pessoas próximas à presidente Dilma e a seu ex-marido, seria precipitado, neste momento, afirmar que Araújo foi cooptado e remunerado pelo petrolão – ou mesmo que tenha migrado da promessa de ajuda a Antunes à ação. O advogado do empreiteiro, Antonio Figueiredo Basto, diz que o seu cliente não fez pagamentos para o ex-marido de Dilma. Os depoimentos de Zuch à reportagem são consistentes, fidedignos e oriundos de um protagonista da aproximação da Engevix com Araújo. A partir dos fatos e da delação premiada, se ela realmente ocorrer, o Ministério Público pretende esclarecer o assunto.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Que sujeirada!

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