LUTA DE CLASSES NA IGREJA CATÓLICA (2): Padre Anísio Hilário, vigário episcopal de S. Paulo, resolveu fazer o que D. Odilo Scherer se recusa a fazer: vai se reunir, no sábado (28), com católicos que protestam contra troca de párocos de 6 igrejas da região episcopal do Ipiranga. Dúvida é saber se conseguirão dobrar D. Odilo

O padre Anísio Hilário, vigário episcopal de São Paulo e o cardeal Odilo Scherer. O homem que já esteve cotado para ser papa em substituição a Bento 16, com suas decisões autoritárias, hoje se transformou em ponto de conflito na comunidade católica da maior cidade do Brasil.

O padre Anísio Hilário, vigário episcopal de São Paulo e o cardeal Odilo Scherer. O homem que já esteve cotado para ser papa em substituição a Bento 16, com suas decisões autoritárias, hoje se transformou em ponto de conflito entre a  comunidade católica da maior cidade do Brasil.

Vigário se reúne com católicos contra arcebispo de São Paulo
Dom Odilo Scherer vai remover padres de suas paróquias que divergem de sua linha política
O vigário episcopal de São Paulo, padre Anísio Hilário, vai se reunir com católicos da região do Ipiranga que protestam contra o Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.

Os fiéis reclamam da troca de padres que vai ocorrer entre seis igrejas da Região. Boatos dizem que o motivo seria perseguição política. O arcebispo não deu nenhuma justificativa e até agora não havia dado sinal de responder os fiéis. Um padre que vai ser removido de sua igreja está há quase 30 anos na paróquia. Outro ficou sabendo da mudança por meio do Facebook.

Entretanto, padre Anísio afirma que o arcebispo está irredutível em sua decisão. A reunião vai ser nesse sábado (28) às 10h na igreja Nossa Senhora Aparecida, em Moema.

Conheça o padré Anísio Hilário

 

Pe. ANÍSIO HILÁRIO

Anísio Hilário recebeu toda formação, estudos filosóficos e teológicos na Igreja de São Paulo (Arquidiocese de São Paulo) e, é padre há 22 anos, incardinado nesta mesma Igreja. Seus familiares residem na cidade de Assis e sua vocação nasceu de um chamado para servir o povo de Deus na Igreja Católica Apostólica Romana. Foi ordenado  Diácono no dia 07 de Dezembro de 1990 e a ordenação presbiteral se deu no dia 16 de Fevereiro de 1992.

Por onde passou:

Região Lapa: Comunidades –  São Francisco de Assis, Santa Luzia, São Joaquim. Paróquias: São João Gualberto(Pirituba), Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida (Jardim Esther), Santo Estevão (V.Anastácio), São João Batista (V. Ipojuca), Nossa Senhora do Líbano(Pirituba). Foi o Coordenador dos Setores: Leopoldina e Lapa, participou da comissão de presbíteros e também representou os padres da Região durante 02(dois) anos no Conselho de presbíteros da Arquidiocese. Pe. Anísio,  colaborou como formador na Casa de Teologia da Região Lapa e esteve no Canadá durante um ano para estudar a língua francesa.

Região Ipiranga, assumiu como Pároco na Santa Ângela e São Serapião, Vila Moraes, durante 10(dez e meio) anos e meio; no dia 06 de Março de 2012 assumiu como Pároco a Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Ipiranga. foi o coordenador do Setor Imigrantes, durante quatro anos; foi também o Coordenador Regional de Pastoral da Região Ipiranga, por 04 (quatro) anos.  Atualmente ele é o Vigário Geral pela Região Ipiranga. Em 18 de Novembro de 2012 foi nomeado Vigário Episcopal da Região Ipiranga.

Lema de Ordenação Pe. Anísio Hilário: ” o justo viverá por sua fidelidade…” (Habacuc 2, 4b).

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Entenda o caso

Dom Odilo promoveu ação no começo de dezembro para trocar os párocos entre seis igrejas da região episcopal do Ipiranga. Não foi dada justificativa para mudança.

Comenta-se, nos bastidores, que já há algum tempo Dom Odilo queria retirar o poder de padres que divergem de sua linha política. O cardeal pertence à ala conservadora da Igreja e parte dos padres alvos da ação é moderada ou progressista. Ele teria ficado frustrado ao perder a sucessão de Bento XVI, conservador, para um bispo moderado como Bergoglio.

O Papa Francisco publicou em novembro o documento “Evangelli Gaudium” onde defende a descentralização do poder do Papa e do poder hierárquico dos bispos. Uma das críticas internas do clero é contra a hierarquia da Igreja.

Comenta-se que com a troca de padres entre as paróquias, o objetivo seria interromper o trabalho de anos nas igrejas dos padres moderados ou progressistas.

O pároco da Igreja Santa Rita de Cássia, Celso Paulo Torres, por exemplo, está há mais de vinte anos na Paróquia. O padre da igreja Nossa Senhora de Fátima, João Cícero, ficou sabendo da ação do arcebispo por meio de fiéis que leram a notícia no Facebook do novo padre que vai ser nomeado nesse mês, Wilson Santos da igreja Santa Cristina. Comenta-se que Dom Odilo teria pressa na ação, pois está de malas prontas para sair da arquidiocese tendo Roma como possível destino.

Os padres alvos da ação seguiriam a “opção preferencial pelos pobres” defendida pelo papa, contrária a Odilo e próxima a defendida pelo antigo clero brasileiro progressista. Esse foi desarticulado nos anos 80 pela ação do papa João Paulo II e do então prefeito da Congregação da Fé (antiga Inquisição) Bento XVI, por meio também da troca de bispos e padres de suas igrejas.

Os fiéis das paróquias estão indignados pelo motivo da mudança e tristes por poder perder alguém da “família” com quem convivem há anos. Muitos foram batizados pelo padre e hoje são adultos.

Os paroquianos das igrejas Imaculada Conceição (pároco Benedito de Abreu), Nossa Senhora do Sion (José Geraldo Moura Rodrigues), Santo Afonso (Márcio Manso) e Santa Rita (Celso Paulo Torres) se articulam para impedir as mudanças. O bispo Dom Odilo não responde aos seus e-mails, mensagens no Facebook, telefonemas e outras tentativas de contato.

Fiéis das quatro igrejas se articulam para fazerem abaixo-assinados e também protestos em frente à Catedral da Sé e da casa de Dom Odilo.

Outro boato é que os párocos Márcio e Vicente teriam “traído” os colegas concordando com a mudança achando que iriam para paróquias maiores, o que não aconteceu. Eles participaram do conselho presbiteral que votou pelas trocas. Parte deste seria composto por padres novos “carreiristas em busca de igrejas com mais status político e econômico”.

Os fiéis das três outras igrejas nas trocas Santa Cândida (pároco Jorge Bernardes), Santa Cristina (Wilson dos Santos) e Nossa Senhora de Fátima (João Cícero) não participam das mobilizações. Os dois primeiros seriam conservadores como Dom Odilo.

Parte dos padres removidos das igrejas também enfrentou o “modelo de pastoral conservador e hierárquico” do antigo bispo auxiliar da região, Dom Tomé, conservador e aliado de Dom Odilo. Dom Tomé foi transferido para a diocese de São José do Rio Preto por ter atingido o tempo limite como bispo auxiliar em São Paulo. Fiéis de lá fizeram recentemente um abaixo-assinado pedindo seu afastamento da região.

Leis da igreja

Ainda de acordo com os artigos 1.740 a 1.752 do Direito Canônico da Igreja, um padre só pode ser removido de sua Paróquia por motivo de escândalos e questões morais, financeiras etc que coloquem em risco “a salvação da alma dos fiéis”.

Demissão na PUC

Dom Odilo demitiu o professor e padre Edson Tonetti da PUC-SP que não quis assumir o paroquiado da Imaculada Conceição. O pároco da Nossa Senhora do Sion, José Geraldo, não aceitou também ir para a paróquia e vai ser transferido para a região do Belém. A igreja é associada à universidade e enfrenta problemas como a disputa pelo uso do estacionamento.

Raio-X das trocas de párocos:

· Imaculada Conceição: Benedito Vicente de Abreu (próximo de Dom Odilo e vai para a Paróquia Santo Afonso em data não informada).
· Nossa Senhora de Fátima: João Cícero (conservador e vai para Santa Cândida em fevereiro)
· Santa Cândida: Jorge Bernardes (conservador e vai para a Santa Rita de Cássia em fevereiro)
· Santa Cristina: Wilson dos Santos (conservador que vai para a Nossa Senhora de Fátima já em dezembro)
· Santo Rita: Celso Paulo Torres (progressista e vai para Nossa Senhora do Sion em fevereiro)
· Santo Afonso: Márcio Manso (moderado que vai para Santa Cristina em março)
· Nossa Senhora do Sion: José Geraldo Rodrigues (progressista e vai ser transferido para região Episcopal Belém, em data indeterminada, por não ter aceitado ir para a Imaculada)

Esse texto é divulgado por fiéis interessados em suspender as mudanças. O Clasp (Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo) apoia a iniciativa. Para o presidente da entidade, Edson Silva, o arcebispo perdeu uma oportunidade de mostrar que está alinhado ao chefe do Vaticano. “O cardeal Dom Odilo podia renovar as estruturas das paróquias ouvindo os fiéis de cada comunidade e promover tudo de uma forma mais participativa”, afirma.

O artigo 212 do Direito Canônico diz que “os leigos devem advertir seus pastores e tornar público suas opiniões” quando não são ouvidos por um bispo.
Os padres receberam a notícia das trocas no dia 7 na véspera dos seus aniversários de ordenação. Os fiéis recebem a notícia próximo às festas de natal.

Movimento Quero Nosso Pároco

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Categorias:Direito e Torto

2 Comentários

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  1. - Responder

    Como sempre e é de costume deste blog; matéria mal escrita e fontes duvidosas. Padre Vicente sempre quis sair da Imaculada e já sabia que sairia em 2014 desde 2012. Padre Celso da Santa Rita está há 20 anos lá; .não está na hora de sair, pelo amor de Deus, ou vão enterrá-lo no altar? Padre José Geraldo pediu prá sair da Sion várias vezes e, os demais também sabiam disso. Sensacionalismo barato, isso é o que vcs fazem, sem escrúpulos, sem dignidade. Qto a Dom Tomé, ele está denunciando falcatruas de dinheiro,. Deus me livre que blog mais burro e desprezível.

    • - Responder

      Desculpe, mas a postura do padre José Geraldo não era de uma pessoa satisfeita com as determinações, pois ontem, 01/02114, as 18 h encomendamos uma missa de 7o. dia para a senhora minha mãe, pois ela foi CRIADA DENTRO DAQUELA IGREJA e todos os eventos importantes de sua história se passaram na igreja Nsa. Sra. do Sion e o que nos deparamos foi com um padre totalmente descontente em que a maior parte da celebração deu-se com as denúncias e a celebração em si não foi dado o conforto que se espera nesse momento. Após 1 h 30 min de desabafos a missa acabou e saímos meus irmão, familiares, amigos e eu completamente perplexos. Não deixarei jamais de ser Católica Apostólica Romana, mas atitudes desse tipo não fazem bem a Instituição em si própria, aliás o Papa Francisco já deixou o “recado” e parece que alguns não entenderam.

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