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LUTA DE CLASSES EM MATO GROSSO: 2% no salário de setembro deste ano; 2% em janeiro de 2017 e 2% em março 2017. A proposta vergonhosa do governo de Zé Pedro Taques revoltou lideranças sindicais e servidores. Greve Geral pelo reajuste de 11,28% integral continua com comandados de Zé Pedro já falando em punições para os grevistas. Chegou a hora dessa gente bronzeada do Fórum Sindical mostrar seu valor.

Lideranças do Fórum Sindical sairam da reunião com secretários de Zé Pedro Taques reclamando da "proposta absurda" apresentada

Lideranças do Fórum Sindical sairam da reunião com secretários de Zé Pedro Taques reclamando da “proposta absurda” apresentada

Quinta-feira, 2 de junho de 2016. Este foi um dia puxado para os servidores estaduais de Mato Grosso que estão sustentando greve geral contra o governo do tucano Zé Pedro Taques que se recusa a lhes pagar as perdas inflacionárias de 11,28%, relativas a 2015. O governo alega que não tem caixa e por isso começou oferecendo apenas 2% de reajuste em setembro e mais 3% em janeiro de 2017. Os servidores paralisaram a maioria das repartições públicas, em uma greve geral jamais vista no Estado de Mato Grosso.

Nessa quinta, 7 horas da manhã, os servidores já fizeram uma carreata que foi até à BR 364, diante do Sinuelo, barrar a passagem dos caminhões do agronegócio. Não preciso dizer que se formou o maior tumulto na estrada. Só carros de passeio e ambulâncias passavam. O bloqueio durou até as 14 horas, quando os grevistas vieram para o CPA para mais uma rodada de negociações com os representantes da administração estadual.

A reunião foi um vexame. Primeiro, pela forma. Mais uma vez, reunião fechada, com jornalistas impedidos de acompanhar ponto a ponto a negociaçao em que gestores publicos e servidores publicos debatiam a utilizaçao do dinheiro público. O dinheiro é público, mas o público não pode saber dos fatos, só da versão. Esse é o governo “transparente” que Zé Pedro Taques comanda em Mato Grosso. E o secretario-jornalista Jean Campos impos a censura a seus colegas como fiel cachorrinho do governador-censor. E os sindicalistas não demonstraram também descortino para perceber e reagir, já que a censura sempre fez do trabalhador que luta a sua principal vítima. Foram concedidos apenas rápidos segundos para que fotógrafos e cinegrafistas entrassem, registrassem a cena de abertura e vazassem.

Depois, a reunião foi um grande vexame por causa da nova proposta apresentada pelos secretários Paulo Taques, Paulo Brustolin e Júlio Modesto.

Tão logo os secretarios Paulo Taques, Paulo Brustolin e Julio Modesto divulgaram a nova proposta do governo – 2% no salário de setembro deste ano; 2% em janeiro de 2017 e 2% em março 2017 – essa informação vazou via watts zap para os manifestantes concentrados na porta da secretaria de Gestão. Servidores protestaram e passaram a sustentar palavras de ordem contra o governador Zé Pedro Taques. Eles querem 11, 28% integral ! É que esse índice, segundo os servidores, é um direito do qual não abrem mão! Acho que estavam certos.

Enquanto aguardavam o fim das negociações na tarde desta quinta-feira, pintou também uma divergência na porta do auditório da secretaria de Gestão. Wagner Oliveira, do Sinpaig Mt, queria que os servidores aguardassem o retorno de seus líderes em silêncio. Servidores do Detran, ligados ao Sinetran-mt Sinetran-mt, em sua maioria, todavia, preferiram continuar gritando palavras de ordem contra Zé Pedro Taques.

Na saída da reunião, os representantes do governador disseram que esta é a última proposta do governo que, a partir de segunda-feira, vai passar a procurar seus direitos na Justiça, visando estabelecer a legalidade da greve que pode ser o primeiro passo para o corte de ponto para quem insistir em não voltar ao trabalho.

O sindicalista James Jaudy, do sindicato da Ager, acha impossivel que o governador tucano venha atacar a greve dos servidores. James garante que grevistas estão garantidos pela Constituiçao no seu direito de greve – e defendendo o cumprimento de uma determinação legal que é o pagamento do RGA.

Para o sindicalista João Dourado, presidente da CUT MT, ouvido pela PAGINA DO E, a nova proposta 2%-2%-2% de Zé Pedro Taques é “uma proposta indecente”.

O governo do Zé Pedro diz que não tem caixa, mas os sindicalistas contra-argumentam que a gestão é que está deficiente e não tem sabido atuar para garantir os recursos necessários ao seu melhor desempenho.

Segundo os dados divulgados pelo Fórum Sindical, o agronegócio no Estado de Mato Grosso tem 70% da produção exportada e não paga nada por isso. Usam as estradas, o setor logístico e o Estado não recebe nada. Os outros 30% comercializado internamente pagam 3% de impostos, enquanto os demais setores e a população paga 17%. A política de isenção e renúncia fiscal em MT para 2016 fará com que o Governo deixe de arrecadar mais de R$ 1 Bilhão.

Servidores em greve exigem que o governo de Zé Pedro Taques acabe com todo este favorecimento e arrume assim dinheiro para cumprir com suas responsabilidades legais para com seus servidores.

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