Luizão Acosta traça perfil de Emanuel Pinheiro como caloteiro

Parece que, no entorno do governo de Silval Barbosa, só existem sujeitos chegados num Boletim de Ocorrência. O interino improvisado no comando da Secopa, Maurício Guimarães, é processado pelo MP por fraude à licitação e pelo crime de falsidade ideológica. O inquérito foi conduzido pela sempre criteriosa Ana Cristina Bardusco Silva, da 14ª Promotoria Criminal Especializada na Defesa da Administração Pública e Ordem Tributária. Agora, Emanuel Pinheiro, que além de deputado estadual também mama uma aposentadoria do FAP, que é o nome cotado para assumir a Secopa em nome do PR, a julgar pelo que informa o repórter Luizão Acosta, no site 24 Horas News, tem currículo de caloteiro. Com uma equipe deste naipe, não é de estranhar o fato do governo Silval ir sempre de mal para pior. Confira o que relatou o Luizão Acosta. (EC)

Deputado é acusado de emprestar dinheiro e não pagar, deixando seus credores em dificuldades

Luis Acosta
Redação 24 Horas News

Depois de perder o comando da Secretaria Especial da Copa do Mundo 2014 com a demissão (por telefone) do ex-secretário Eder de Moraes, pelo governador Silval Barbosa (PMDB), o PR entrou de corpo e alma na briga para manter o comando daquela que é considerada hoje a pasta mais importante do governo, pelo volume de recursos que vai manusear até a Copa do Mundo, e vai jogar todas as fichas que tiver para conseguir tal objetivo.

Abalado com a demissão de Moraes, o PR se reuniu às pressas com o governador Silval Barbosa e rapidamente encontrou o consenso para indicar o ex-líder da bancada federal, deputado Wellington Fagundes, que está no quinto mandato consecutivo, para substituí-lo. Estava praticamente tudo acertado quando surgiu a figura do ex-presidente do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), Luiz Antonio Pagot, que aparece como uma das vítimas do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, que não teve papas na língua para apontar o lado lobista de Wellington Fagundes, fazendo com que o governador recuasse da intenção de nomeá-lo secretário da Secopa.

Com isso, o PR mexeu rapidamente as peças e com ajuda do senador Blairo Maggi, fechou questão em torno da figura do deputado Emanuel Pinheiro, apontado como a “salvação da lavoura” para o partido. Pinheiro, que há muito vinha ‘cutucando’ o próprio ex-presidente do PR, Eder Moraes, quando este estava à frente da Secopa negou veementemente que tivesse interesse em assumir a pasta, porém, acabou admitindo que o faria se o partido entendesse que ela era o melhor nome para isso.

Entre Wellington e Emanuel Pinheiro a opção é trocar seis por meia dúzia. Se Wellington tem contra si o fato de ter atuado algumas vezes como lobista da construtora Delta, envolvida até as tampas com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira no Brasil inteiro, Pinheiro está envolvido com a justiça em vários processos de “calote”. Isso mesmo, Emanuel Pinheiro tomou dinheiro emprestado de várias pessoas, possivelmente para bancar gastos de campanha e jamais pagou, obrigando os credores a buscarem seus direitos por via jurídica. Ele já foi condenado inclusive pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pagar uma dívida de mais de R$ 600 mil a um empresário de quem tomou R$ 70 mil emprestados no início da década de 90 e jamais pagou.

Salim Kalim Rahal atuava no setor imobiliário por meio do grupo Cedro de Arquitetura e Construção, com sede no bairro Santa Rosa e era amigo íntimo de Emanuel Pinheiro, tão amigo que não pensou duas vezes em contrair um empréstimo bancário para atendê-lo. Decorrido um tempo, sem que o hoje deputado tenha se manifestado em quitar a dívida, Kalim Rahal foi procurá-lo para cobrar, quando recebeu dois pacotes de “pedras verdes”, que seriam esmeraldas e o prazo de pagamento foi alongado. Vencido o tempo, como da outra vez, Emanuel nem satisfação deu ao credor. Sem outra alternativa, Salim pensou em vender as “pedras preciosas” para reaver os R$ 70 mil, porém, foi surpreendido com a informação de que não seriam esmeraldas e sim ‘berilo’ um outro tipo de pedra de valor irrisório, sendo informado que o máximo que conseguiria por cada pacote seriam R$ 2 mil.

Desapontado e enfrentando dificuldades por causa do alto valor dos juros que estava sendo obrigado a pagar, Kalim Rahal entrou na Justiça e foi até a última instância, o STJ, tendo ganho a causa recalculada em torno de R$ 600 mil e que continua sem nenhum pagamento. A Justiça ainda tentou o arresto de bens de Emanuel Pinheiro, porém, descobriu que ele não tem nada de valor em seu nome, tudo está em nome de laranjas ou de parentes.

Em outro processo, Pinheiro está sendo executado por José Caubi Diniz Júnior, junto com seu fiador, José Guy Vilela de Azevedo Filho, por uma dívida de R$ 200 mil que o parlamentar também tomou emprestado e não pagou e que hoje, corrigida, está em R$ 248.916,63, conforme atesta a Nota Promissória (fac-símile nesta página), vencida em 05 de março de 1999.

Mais uma vez a vítima teve o dissabor de ver a Justiça ir em busca de bens de Emanuel Pinheiro e não encontrar nada em seu nome que pudesse ser arrestado e vendido para o pagamento da dívida. Nesse processo, pelo contrato de empréstimo constam como devedores a Mato Grosso Factoring Fomento Mercantil Ltda e José Guy Vilela de Azevedo Filho, tendo como sub-rogado que assumiu o pagamento do débito, o deputado Emanuel Pinheiro. Este processo está suspenso desde o último dia 19 de abril, aguardando Pinheiro nomear bens a penhora. Segundo consta até eletrodomésticos de uso domiciliar e (pasmem) videogames estão penhorados.

Uma coisa que vem intrigando o juiz encarregado do caso bem como alguns serventuários do Cartório da 7ª Vara Cível de Cuiabá é que os processos contra o deputado Emanuel Pinheiro estão “sumindo” misteriosamente e as buscas feitas não foram capazes de encontrá-los, o que obrigou a Justiça a restaurá-los totalmente.

Como se vê, os nomes que o PR tem buscado para substituir Eder Moraes no Comando da Secopa representam um contrato de risco não só para a pasta como para o desenvolvimento normal das obras que estão em andamento ou que ainda serão lançadas, uma vez que há muito dinheiro, além de prestígio e compromisso do próprio Estado de Mato Grosso, em jogo.

O governador Silval Barbosa tem sido criterioso e comedido na questão da Secopa e, com medo de colocar os pés pelas mãos, preferiu, pelo menos por enquanto, manter o secretário-adjunto Maurício Guimarães como titular da Secopa. “Enquanto ele está nomeado, é meu secretário… Não estou dando data ou prazo (para ele continuar). Ele tem todo o apoio para que desenvolva o trabalho como secretário. A hora que eu entender que devo trocá-lo por outro, e fazer uma nova composição, ele vai sair do cargo, mas vai continuar na equipe”, disse Silval à imprensa esta semana.

FONTE 24 HORAS NEWS

Categorias:Gente que faz

2 Comentários

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  1. - IP 177.17.202.206 - Responder

    Se aqui fosse um país sério, Pinheiro, deveria todo dia tomar café de canequinha e ver o sol nascer quadrado, em uma bela jega. Como não somos, ele usa e abusa do poder de homem público. Esse é o meu, o seu, o nosso Brasil!

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