PREFEITURA SANEAMENTO

LUIS NASSIF: A indicação de filha do ministro Luiz Fux para uma das vagas do Tribunal de Justiça do Rio será coroamento definitivo da politicagem, a exposição completa da pequenez dos conchavos de quem não respeita nem o país e muito menos o Poder Judiciário. Mariana Fux, uma moça de 32 anos, sem experiência jurídica, sem nenhuma obra relevante, candidata-se a um cargo vitalício em um Tribunal superior unicamente devido à capacidade de articulação política de seu pai. A quem a OAB Rio serve, quando comete esse desatino e a coloca no topo da lista dos candidatos ao quinto constitucional?

Quem disse que é só em Mato Grosso? Quem disse que é só o Valtenir Pereira que trabalha pela nomeação da parentada em cargos bem remunerados às custas dos cofres públicos? Vejam que o exemplo do ministro Luiz Fux, do STF, na defesa de sua cria, ecoando o exemplo do ministro Marco Aurélio Mello, nos mostra que essa prática deletéria da elite brasileira é mais grave e mais difundida do que se pensa. Confira o noticiário – e replique para que outros cidadãos também se informem. (EC)

Fux mata no peito e centra para a filha marcar gol

O Ministro Luiz Fux protagonizou o mais vergonhoso episódio da história recente da Justiça brasileira. Com seu “mato no peito” desnudou o jogo de interesses e de lisonja que cerca as nomeações para tribunais superiores.

Na nomeação, o que pesou foi a lisonja, a trapaça,  os acordos com aliados influentes, de políticos federais e estaduais a nacionais a grandes escritórios de advocacia.

Sua nomeação – fundamentalmente política – alijou do cargo outro candidato que poderia ter sido Ministro por mérito. Adiou a indicação de Teori Zvaski e Luiz Roberto Barroso, impediu a nomeação de Lucia Valle ou Cesar Asfora, de outros candidatos que construíram sua reputação manifestando respeito permanente pelo poder judiciário e batalhando apenas pelo reconhecimento de seus pares.

Fux passou a encarnar o fura-fila, a malandragem explícita dos carreiristas. Passou a perna não apenas nem Lula e Dirceu – ao prometer “matar no peito” – mas a outros candidatos ao cargo que se mantiveram dignos e distantes da politicagem rasteira.

Agora, a indicação de sua filha Mariana Fux para uma das vagas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro será o coroamento definitivo da pior politicagem, a exposição completa da pequenez dos conchavos de quem não respeita nem o país e muito menos o Poder Judiciário. E exposição da própria incapacidade do Judiciário, através de seus porta-vozes, de reagir contra a desmoralização do poder.

Uma moça de 32 anos, sem experiência jurídica, sem nenhuma obra relevante, candidata-se a um cargo vitalício em um Tribunal superior unicamente devido à capacidade de articulação política de seu pai. A OAB-Rio de Janeiro a coloca no topo da lista dos candidatos ao quinto constitucional.

Qual a contrapartida dessa manobra? A quem a OAB Rio serve, quando comete esse desatino?

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ENTENDA O CASO

Folha de São Paulo: ‘Filhas da corte’

Publicada em 14/07/2013
Do site da Folha de S. Paulo (LEANDRO COLON/DIÓGENES CAMPANHA):
Para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a advogada Marianna Fux, 32, é “respeitada” e “brilhante”.
Na avaliação de Ophir Cavalcante, ex-presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o currículo da colega Leticia Mello, 37, “impressiona”.
A mesma opinião tem o experiente advogado José Roberto Batocchio: “É uma advogada com intensa militância, integra um grande escritório, com ampla atuação no Rio”.
Meses atrás, o mais novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, exaltou as qualidades de Leticia numa carta enviada a desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, com jurisdição no Rio e no Espírito Santo. Em troca, ela prestigiou a posse dele no STF.
As duas advogadas são filhas de ministros do Supremo. Com poucos anos de advocacia, estão em campanha para virar desembargadoras, juízas da segunda instância.
Filha do ministro Luiz Fux, Marianna lidera as apostas para substituir o desembargador Adilson Macabu, que se aposenta no Tribunal de Justiça do Rio nesta semana.
Se for bem sucedida, ela terá um salário de R$ 25,3 mil e regalias como carro oficial e gabinete com assessores.
Filha do ministro Marco Aurélio Mello, Letícia pode conseguir coisa parecida. Ela foi a mais votada numa lista submetida à presidente Dilma Rousseff para o preenchimento de uma vaga no TRF do Rio.
Leticia é mais experiente do que Marianna. Formou-se em 1997 e trabalha num escritório de prestígio. É considerada no meio jurídico uma advogada promissora, mas que dificilmente chegaria tão cedo a uma lista tríplice se o pai não estivesse no STF.
Em entrevista à Folha, Marco Aurélio saiu em defesa da filha: “Se ser novo apresenta algum defeito, o tempo corrige”. Ele procurou desembargadores para tratar da indicação da filha, mas nega ter pedido qualquer coisa.
“Jamais pedi voto, só telefonei depois que ela os visitou para agradecer a atenção a ela”.
FONTE FOLHA DE S. PAULO

4 Comentários

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  1. - IP 189.10.66.60 - Responder

    ….defenitivamente esse pais não tem jeito….so demolindo

  2. - IP 179.173.227.243 - Responder

    SÓ UMA PALAVRA ……. VERGONHOSO……

  3. - IP 201.57.233.221 - Responder

    Que vergonha, jogatina e mesquinharia.
    Não há diferença entre os 3 poderes, já que a canalhice impera em todos.
    LIXO LIXO LIXO

  4. - IP 179.179.90.116 - Responder

    A PF e o MPF, deveriam investigar, antes da posse definitiva, pois é vergonhoso. E já vou sugerir o nome da operação. OPERAÇÃO PAPAIZINHO QUERIDO.

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