PREFEITURA SANEAMENTO

Lúdio e Faiad inauguram campanha com discurso viciado

Tanto o candidato a prefeitura de Cuiabá, Lúdio Cabral, quanto vice o Francisco Faid, quanto o deputado Carlos Bezerra e o governador Silval Barbosa, precedidos pelo coringa Totó Parente, centraram o discurso, na convenção do PMDB que consagrou a inesperada parceria entre PT-PMDB na disputa pela prefeitura de Cuiabá, no argumento de que, para receber obras, é fundamental para Cuiabá ter o mesmo partido controlando a prefeitura, o governo do Estado e o País.

Quer dizer que, se nao for PT ou PMDB na prefeitura, haverá boicote contra Cuiabá? Haveria ou está havendo, com Galindo na Prefeitura?

Que coisa mais viciada! Que coisa mais antiga! Um coronelismo político que nos remete ao século 19 – e tenta acabar com as relações republicanas e, talvez, quem sabe, com a própria República.

Também se tentou carimbar Mauro Mendes – sem citar-lhe o nome, claro, porque os discursos conservadores costuma ser marcados pela falta de objetividade, de clareza e por muitas sombras – como o homem do dinheiro.

É evidente que o papel de socialista não cai bem no dono da Bimetal, mas, nos bastidores do lançamento da chapa Lúdio-Faiad, uma das coisas que mais se comemorava é que, agora, a antes pobre candidatura do Lúdio, com o apoio do partido que controla o governo do Estado, terá toda a estrutura de que precisava. Terá, enfim, a máquina a seu favor.

Isso também não é sinonimo de muito, muito dinheiro? E dinheiro que sairá de onde? (EC)

 

 

 

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CONFIRA OS BASTIDORES DA ESCOLHA

Favorito, Mauro se “atrapalha” nas escolhas e cria adversário com discurso forte

Edilson Almeida | Redação 24 Horas News

 

Duas eleições majoritárias – uma a prefeito, em 2008, e outra a governador, em 2010 – parecem não ter dado ao empresário Mauro Mendes, do PSB, o estofo e a habilidade  necessárias de fazer escolhas certeiras para viver um período eleitoral sem maiores conturbações. Pelo menos é o que se pode concluir, a princípio, dos resultados desse período de negociações. Favorito dos eleitores, desejado por todas as siglas, fechou uma aliança com o Partido da República dividido e um PDT nem tão coeso. Pior: dos adversários que tinha, fortaleceu o que parecia ter menores chances de uma eleição, o vereador Lúdio Cabral, do PT. A eleição, agora, promete ser “cascuda”.

Entre as 23 horas de sexta-feira, 29, e à 1h45 deste sábado, 30, ultimo dia para os partidos cumprirem com o calendário eleitoral de escolha de candidatos, o que se viu foi uma reviravolta  que ninguém poderia imaginar. Começou com o encontro sem acordo entre Mauro Mendes, o senador Blairo Maggi e o governador Silval Barbosa. Ali, Mendes recebeu a sinalização de que PDT e PR estavam “unidos” para apoiar Lúdio Cabral, do PT, até então, vivendo o chamado “stand by” das negociações.O que sobrasse era lucro.

Mendes viu a aliança Maggi-Pedro Taques fortalecendo um nome leve, sem grandes desgastes políticos, e tratou de interceptar o entendimento.  Se prevalecendo de ser o nome mais cobiçado, não encontrou grandes dificuldades para puxar os dois partidos para o seu lado: entregou a vice para o PR e acertou com o PDT os entendimentos de que vai mesmo ficar os quatro anos como prefeito, se eleito – uma garantia dada ao senador Taques, que busca firmar  apoio para seu projeto de ser candidato a governador em 2014.

A essa altura, virando a noite para a madrugada, Mendes passava a dormir tranquilo. De um lado, o PMDB com um candidato fraco em todos os aspectos, Totó Parente, que, vendo a possibilidade de ser prefeito por dois anos, administrar Cuiabá no período de Copa do Mundo, e ainda com chances de uma reeleição, atropelou todo o processo interno e chegou a “bancar” sua posição diante das expressões maiores do partido, inclusive do governador Silval Barbosa. De outro, o PT isolado. Estava com a faca e o queijo na mão.

Mas, como tudo tem um porém. No começo da madrugada, Ludio Cabral seguiu para uma festa junina, na Associação dos Advogados de Mato Grosso, nas imediações do Palácio Paiaguás. Lá, se encontrou com Francisco Faiad, advogado do governador Silval Barbosa, militante histórico do PMDB, e um dos nomes que chegou a ser cogitado para ser vice de Mendes.  Os dois se encontraram e entre lamurias pelo suposto “nó” dado por Mendes, acabaram discutindo a hipótese de uma aliança.

“Temos tudo para estar juntos. Podemos fazer o alinhamento entre Governo Federal, Governo Estadual e o Governo Municipal. Juntos, PMDB e PT terão o maior tempo na propaganda de rádio e televisão. Podemos mostrar tudo que Dilma vem fazendo, que Silval vem fazendo, enfim. Não há arestas para essa união” – ponderou Faiad, em meio a conversa.   Houve animação e a campainha dos telefones celulares começaram a tocar entre assessores de Silval, do deputado federal Carlos Bezerra, de Totó Parente, de Alexandre César, suplente de deputado estadual, Saguas Moraes, suplente de deputado federal, entre outros. Silval também dormia em função do cansaço da viagem que fez a China. Nas primeiras horas da manhã, a aliança improvável acabou sendo selada e comemorada.

“Não poderia ter sido melhor” – disse Lúdio Cabral. “Vamos rumo à vitória. Entramos na briga para ganhar”  – festejou outro petista, no evento que confirmou o nome de Faiad como candidato a vice.

A cena da festa de petista e pemedebistas, por outro lado,  contrastava com o certo desânimo no Partido da República. Licenciado do cargo de deputado estadual para tratamento de saúde, mas rejuvenescido nas discussões políticas, João Malheiros tentava demonstrar ânimo com seu projeto – já admitido como pessoal. No PDT, pouca euforia – ainda mais diante da hipótese renitente de que Mendes ainda pode, se eleito ou não, acabar candidato em 2014. O partido ainda tenta garantir a vice, mas sua maior preocupação no momento é outra: eleger mais vereadores.

Categorias:Jogo do Poder

2 Comentários

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  1. - IP 201.22.172.101 - Responder

    Eu estava presente à convenção do PT e o discurso do Dr. Ludio foi assim: Cuiabá não pode perder dinheiro que o governo federal manda para a capital e volta por não ser aplicada em tempo habil e citou exemplos: Entre esles destacou os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

  2. - IP 177.172.141.161 - Responder

    Será que a turma sabe que Faiad tem apenas 1% na intenção de votos entre os próprios advogados?!

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