Luciana Serafim diz que acusados de fraude na OAB não tem defesa e partem para o ataque

"A investigação sobre as fraudes é uma investigação sobre o uso de dinheiro público e deve ser feita com a maior transparência possível", defende Luciana Serafim

A advogada Luciana Serafim rebateu nesta quinta-feira as argumentações, apresentadas pelos advogados Cláudio Stábile, Francisco Faiad e Fabiana Curi, de que a denúncia de possíveis fraudes em licitações, envolvendo escritórios de dirigentes da OAB, em Mato Grosso, tenha cunho eleitoreiro.

– Não concordo. A denúncia foi feita pela Ong Moral, que tem um posicionamento exemplar na sociedade. Apenas fui arrolada como testemunha nesse processo.  Comparecei e  prestei meu depoimento. Eles tentam confundir os fatos e desqualificar a denúncia mas não conseguem. Eu me lancei candidata em março deste ano enquanto que esse inquérito que envergonha a OAB foi aberto em 2011 – disse.

Luciana Serafim estranhou a  falta de informações por parte do Ministério Público Federal quando ao andamento do inquérito.

– É uma investigação sobre o uso de dinheiro público e deve ser feita com a maior transparência possível  – argumentou.
Quanto ao fato da advogada Fabiana Curi argumentar que ela manteria uma postura “novelesca”, Luciana Serafim rebate que “quando não se tem  defesa, a melhor forma de se defender é o ataque. Eles evitam falar dos detalhes da licitação mas o que eles precisam explicar, para o MPF e para a sociedade, é porque apenas os escritórios dos acusados, do pequeno grupo que comanda a OAB, participaram dessas licitações  e não apenas em Mato Grosso  mas também no Rio de Janeiro. De onde vem essa coincidência? Essa explicação, para as denuncias apresentadas pela Ong Moral, não foi apresentada.”

Quanto à informação do ex-presidente e atual conselheiro federal da OAB, Francisco Faiad, de que não foi intimado para prestar esclarecimentos, Serafim diz ter informações que ele já compareceu à sede do MPF várias vezes para conversar sobre os inquéritos.  “Seria interessante saber detalhes dessas conversas que o Faiad manteve com o procurador que cuidava do processo, o Thiago Lemos de Andrade. Confio que o MPF cumprirá com suas responsabilidades neste procedimento”, disse.

Luciana Serafim informou ainda que, quando trabalhava com Fabiana Curi, presenciou todas as falcatruas que estavam sendo praticadas e reafirmou que tem cópias de emails que vão ser encaminhadas ao MPF e que vai sugerir a quebra do sigilo telefônico da doutora Fabiana,  que mantém estreita amizade com a ex-ministra da Casa Civil e advogada Erenice Guerra. Segundo Serafim, com a quebra do sigilo telefônico,  será verificado que tudo que ela falou até o momento é verdadeiro. “Fabiana tão logo venceu a licitação participou em Brasília de uma festa de aniversário de Erenice”, informou.
ENTENDA O CASO
A contratação do escritório Faiad Advogados para prestação de consultoria jurídica, pela Uniselva, é um dos fatos que está sendo investigado em Inquérito Civil Público aberto pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso. O inquérito foi aberto devido a uma representação encaminhada pelo Movimento Organizado Pela Moralidade Pública e Cidadania, mais conhecido como Ong Moral.
Também partiu da ONG Moral a representação que resultou no procedimento administrativo do mesmo MPF que investiga a contratação do escritório Curi Gomes Associados, que tem como sócia a advogada Fabiana Curi, secretária-geral adjunta da OAB-MT e teria sido favorecida em licitação promovida pela Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao Ministério de Minas e Energia.
Os documentos enviados pela ONG Moral ao Ministério Público procuram demonstrar que, nas licitações promovidas pela Uniselva e EPE, participaram apenas escritórios de advocacia ligados à atual diretoria comandada pelo advogado Cláudio Stábile ou ao conselho da OAB-MT, que teriam, segundo a denúncia, combinado o resultado final da concorrência. Um dos documentos mostra a listagem de participantes em quatro processos licitatórios da Uniselva: em 2008, 2009, 2010 e 2011, todos vencidos pelo escritório de Faiad. Os escritórios que perderam o processo eram de Cláudio Stábile (atual presidente da OAB-MT); Leonardo Pio da Silva Campos (presidente da Caixa de Assistência ao Advogado da OAB-MT ); Daniel Teixeira (secretário-geral da OAB-MT); Bruno Oliveira Castro (presidente da Comissão de Jovens Advogados da OAB-MT); e Fabiana Curi (secretária-geral adjunta da OAB-MT).
A advogada Luciana Serafim, que figura no inquérito como testemunha, trabalhou no escritório de Faiad em 2007 e 2008 e no escritório de Fabiana Curi em 2009. De 2004 a 2008, foi secretária-geral adjunta e secretária-geral da OAB-MT, sob a presidência de Francisco Faiad. Serafim foi listada como uma das principais testemunhas das possíveis fraudes.

9 Comentários

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  1. - IP 177.41.90.245 - Responder

    Luciana…
    “Ainda esperas que te insultem com palavras, quando te encontras esmagado pela pesadíssima condenação do silêncio?” (Cícero em suas Catilinárias).

  2. - IP 177.41.88.228 - Responder

    Escutar, em pleno carro de som, que a culpada pela derrota foi Luciana, é pra aposentar.
    Cara advogada, fique em casa. Dificilmente, alguém vai continuar contigo.

  3. - IP 177.65.158.212 - Responder

    Incomoda aos adversarios o conhecimento das fraudes. Forca Luciana!

  4. - IP 177.116.100.28 - Responder

    Luciana, o problema é que você não é esse posse de moralidade que prega, todos se lembram do caso da pichação, do livro da oab, e outros fatos que fazem de você uma advogada que envergonha na nossa classe. E outra coisa, se você tinha conhecimento de fraudes quando participava das gestões por que não denunciou? Antes era cômodo, agora virou vingança.

  5. - IP 177.41.89.55 - Responder

    Luciana, não esmoreça; só ecebe pedradas mangas maduras. Quem não é desejado não é apedrejado. Querem acabar de vez com você pois sabem que ” sabes demais pde abrir a boca”. Querem tirar sua credibilidade porisso apontam seus defeitos como se eles fossem perfeitos ou santinhos; fique na sua; deixe a poeira baixar… de tempo ao tempo. Aguarde;

  6. - IP 189.59.40.78 - Responder

    Agora, o Adauto tem uma paciente a mais! Viva!

  7. - IP 189.59.55.56 - Responder

    Por favor, chega de cinismo e ataquem quem os denunciou; quem fez a denuncia de fraudes em licitações não foi a Dra. Luciana e sim a Ong Moral; ela apenas foi arrolada e chamada a depor e não mentiu, disse o que sabia. Não adianta tentar focar a Luciana porque ela sabe mesmo demais e só revelou a verdade. Vamos,tenham a coragem de !atacar a Ong Moral. se a honestidade é de vocês, mostrem a sociedade que são hoinestos com provas e não com ataques . Luciana está preocupando muito vocês porisso é alvo de ataques…ora, não subestimem a nossa inteligencia! esta tática de ataques é velha demais!!!!

  8. - IP 189.59.61.231 - Responder

    dra. a senhora é uma vergonha as mulheres e a a classe a que infelizmente pertence. Fico impressionada com a falta de respeito e consideracao que a vc tem com seu marido e seus filhos, pois se o contrario fosse vc não mais se envolveria em escandalos. Dia 22 de novembro na porta da oab deu outro showzinho daqueles que vc constuma dar. Vc é uma vergoha, ninguém aguenta mais as suas inoportunas atitudes.

  9. - IP 189.59.62.54 - Responder

    Para enfermeiro: -Se cuide enfermeiro, esta paciente é inteligente e sabe demais e de” doida” não tem nada; uma perícia médica saberá diagnosticar se ela é de Adauto Botelho ou coloicará muita gente lá. Cuidado, já vi muito enfermeiro ficar maluco!! se cuida hein cara.

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