Lojistas de shoppings cobram audiência com governador Zé Pedro Taques para tratar dos impactos negativos do Decreto 380, que altera a cobrança de ICMS e passará a valer a partir de 1º de julho. Só que o governador tucano parece que está fugindo dos lojistas. Junior Macagnam, presidente da Unishop, alerta para crise no varejo do Estado com redução de postos de trabalho, ou seja demissões

Junior Macagnam

Junior Macagnam

Comércio alerta sobre impactos do Decreto 380 na economia

 

Entidades ligadas ao comércio, indústria e agronegócio estão preocupadas com os efeitos do Decreto 380/2015, que altera a cobrança de ICMS, na economia do Estado de Mato Grosso, que conforme o executivo deve começar a vigorar em 01 de julho deste ano. A União dos Lojistas de Shopping de Mato Grosso (Unishop), após reunião na última segunda feira, defende uma audiência com o governador Pedro Taques (PSDB) para expor as consequências diretas no varejo de shopping com a entrada imediata do Decreto 380.

De acordo com informações da secretaria de Fazenda, a mudança não resulta, de forma nenhuma, em aumento de imposto, mas na correção de anomalias do atual regime tributário estadual, como a fixação de diferentes alíquotas para o mesmo produto, resultando em concorrência desleal ao privilegiar alguns em detrimento de outros.

Segundo presidente da Unishop, Junior Macagnam, as declarações do secretário surpreenderam a classe empresarial. “Em conversas anteriores ficou acertado que o decreto estaria suspenso em função da reforma tributária que a FGV está realizando. Ele (secretário) ainda afirmou que o decreto seria suspenso quantas vezes fossem necessárias até findar a reforma”, declara.

Macagnam alerta para crise no varejo do Estado com redução de postos de trabalho, ou seja demissões. “O impacto com a mudança do Decreto, terá um aumento significativo na carga tributária. E se tivermos que repassar isso para o preço da mercadoria, os empresários vendem menos, além de ter menos emprego e recolhermos menos impostos”, explica Macagnam.

O decreto 380, em discussão entre o poder público e a classe empresarial desde dezembro de 2015, poderá ser uma complicação ainda maior na economia matogrossense. O Governo do Estado irá adotar medidas para alinhar a legislação tributária de Mato Grosso às regras da legislação nacional. A principal mudança diz respeito à forma de cobrança do ICMS, que deixará de ser cobrado por carga média e passará a ser por produto, o que não resulta em aumento de imposto. Mato Grosso é o único Estado brasileiro que ainda não trabalha neste modelo.

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1 Comentário

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  1. - IP 189.59.49.36 - Responder

    Esse sujeito apoiou o golpe. Quero que se lasque essa categoria. Verão, se vingar o golpe, como será o governo neoliberal dessa corja que administra o Brasil….

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