TCE - NOVEMBRO 2

LEIA DECISÃO: Juíza condena rico empresário Alan Malouf a 11 anos, 10 meses e 1 dia de prisão falando em ostentação, ganância e falta de escrúpulos

Na decisão que condenou o empresário Alan Malouf a mais de 11 anos de prisão, a juíza da Sétima Vara Criminal, Selma Arruda, destacou sua ‘ganância e falta de escrúpulo’ em enriquecer através de fraudes em licitações da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) para desviar dinheiro público. O caso é investigado no processo da Operação Rêmora.
Apontado como líder da organização criminosa, a juíza citou que o empresário ostentava sua ficha criminal intacta e que teria praticado os crimes por ganância “mesmo sendo pessoa que leva vida abastada e não necessita disto para sobreviver”.
“Não há dados concretos que me façam aquilatar sua personalidade, embora já tenha deixado bem claro que é pessoa extremamente gananciosa e relativiza seus escrúpulos quando se trata de enriquecer. Foi um dos líderes do esquema criminoso e demonstrou sagacidade, ao permanecer oculto e obscuro inclusive em face de outros membros da organização criminosa”, narrou a magistrada em um trecho de sua decisão proferida nesta segunda-feira (23).
A soma das penas aplicadas contra ele resultou em 11 anos, um mês e dez dias de reclusão.
Selma ainda pontuou que durante o interrogatório Malouf se mostrou colaborativo e de certa forma arrependido. Ela ainda acrescenta que o empresário auxiliou na descoberta da verdade, quando apontou para outros comparsas.
Na mesma decisão, Selma também condenou Edézio Ferreira da Silva a três de anos de reclusão. Ele foi apontado como testa de ferro de Giovani Guizardi, “inclusive Giovani declarou que o mesmo ofereceu-se para trabalhar consigo e ofertou inclusive a empresa da qual é titular para envolvê-la na trama criminosa”. 
Além das prisões, ambos foram condenados ao pagamento de dias-multas que equivalem 1/10 do salário mínimo vigente. Para Alan foi fixado 176 dias e para Edézio 30.
Operação Rêmora
A Operação Rêmora foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que investiga um grupo que realizava cobranças de propina em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Educação com construtoras.
Os valores da propina variavam de R$ 15 a R$ 50 mil.
O Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), ofereceu denúncia contra o deputado estadual Guilherme Maluf por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação. Em nota, o parlamentar afirmou estranhar a denúncia e acrescentou que durante toda a investigação não foi apresentada nenhuma prova contra ele

Juiza Selma Arruda condena Alan Malouf a 11 anos, 1 mês e 10 dias de prisão by Enock Cavalcanti on Scribd

1 Comentário

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  1. - Responder

    Agiota implacável e ganancioso,lavava na empresa com o nome da mãe,(Buffet Leila Malouf) dinheiro publico roubado,por Nadaf “et caterva”.So’ isso já diz quem é. A mãe sabia?

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