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LEGADO DA COPA: Mato Grosso recebe primeiro vôo internacional depois de 16 anos, vindo da Bolívia. Aeroporto Marechal Rondon entra, novamente, na rota de vôos que podem vir de qualquer região do planeta

Nilmario Riquelme com seus sobrinhos Rodolfo Burgos e Xavier vieram a Cuiaba pela Amaszonas torcer pelo Chile - e desembarcaram no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande

Nilmario Riquelme com seus sobrinhos Rodolfo Burgos e Xavier vieram a Cuiaba pela Amaszonas torcer pelo Chile – e desembarcaram no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande

VITÓRIA DE QUEM ACREDITA
Mato Grosso recebe primeiro vôo internacional após quase duas décadas, oriundo da Bolívia

Quem nasceu em agosto de 1998 e requereu o seu título de eleitor até maio passado, poderá exercer o inalienável direito de votar nas eleições gerais de 5 de outubro deste ano. Pois bem. O Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, principal de Mato Grosso, esperou 16 anos – praticamente uma geração – para voltar a receber um vôo internacional e, na seqüência, uma decolagem.

Quase um terço dos 50 assentos foram ocupados por torcedores do Chile, que vêm a Cuiabá assistir à estréia de sua seleção contra a Austrália, na primeira partida da Copa do Mundo Fifa, na Arena Pantanal, na tarde desta sexta-feira (13/06). A reportagem do Olhar Direto cobriu com exclusividade, dentro da área de desembarque, a chegada dos primeiros passageiros.

Exatamente aos 21 minutos da madrugada desta quarta-feira (11/06) quando o piloto Edgar Quiroga taxiou o jato da Bombardier – CRJ200, da Companhia Amaszonas, para decolar do Aeroporto Marechal Rondon e inaugurar uma nova era de vôos internacionais, a partir de Mato Grosso. Ele tinha pousado 37 minutos antes, trazendo 50 passageiros de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia).

“Sem dúvida, foi um vôo muito tranqüilo, com uma hora e quinze minutos. Sem sobressaltos. O tempo também ajudou muito”, explicou Edgar Quiroga, 55 anos, dos quais praticamente 30 dedicados à aviação.

O vôo agradou também aos passageiros da Amaszonas, em geral, principalmente por causa da ‘economia’ de horas em aeroportos. Para quem faz o percurso de Santa Cruz até São Paulo, para então chegar a Cuiabá, somente em redução de tempo são mais de quatro horas ‘economizadas’.

“É muito bom ter essa alternativa. Fiz várias vezes o percurso por São Paulo e sei quão cansativo é”, observou a empresária Carmen Gusmán, 33 anos, com seu filho Igor, seis anos.

O turista Jason Watson, 29 anos, vindo da Austrália, disse que soube do vôo pela internet e aproveitou-o para economizar tempo. “Desejo conhecer o Pantanal de Mato Grosso e, lógico, ver o jogo de estréia da Austrália”, pontuou Watson.

O administrador de empresas Nemori Riquelme, 61 anos, com os sobrinnhos Rodolfo Burgos, 21; Gabriel Matos, 23; e Xavier Riquelme, 19; saíram de Arica, no Chile, fizeram escala em Santa Cruz e, então, embarcaram para Cuiabá. “É um operação digna de elogios mesmo. E o vôo da Amaszonas foi muito agradável”, argumentou Riquelme, que deixou de lado das milhas acumuladas – obrigatoriamente passando por São Paulo – para conseguir ingressar no vôo direto de Santa Cruz para o Aeroporto Marechal Rondon.

O estudante Gregori Kadori, 19 anos, morador de Goiânia (GO), elogiou o vôo e lembrou que houve uma economia substancial de horas, num comparativo com a ligação com Santa Cruz para São Paulo – voltando ao Centro-Oeste. “É uma alternativa bem interessante e que chega para melhorar a nossa relação com a América do Sul”, avaliou Gregori.

Para o administrador de empresas João Gomes Júnior, 43 anos, morador de Barra do Garças, a principal falha está na chegada do passageiro de vôo internacional. “É um absurdo que haja apenas dois policiais para revistar todas as bagagens e somente um cachorro para cheirar [em busca de drogas] as malas. Num vôo com 50 passageiros demorou mais de uma hora. Imagina quando chegar um com 300 passageiros? Como vai ficar essa loucura?”, questionou Gomes Júnior.

Considerado um dos baluartes da retomada dos vôos internacionais para Cuiabá, o empresário Oiram Gutierrez não conteve a emoção. “Estou arrepiado. Foram mais de 15 anos de luta para retomada da conexão internacional para o Aeroporto Marechal Rondon e creio que chegou para ficar”, defendeu Gutierrez.

O superintendente da Infraero em Mato Grosso, João Marcos Coelho Soares, lembrou que o Aeroporto está em fase final de conclusão de uma obra de reforma e ampliação que vem desde 2011. “Certamente em três ou quatro meses teremos condições de acomodar todo aparato necessário ao atendimento dos vôos vindos do exterior”, explicou ele, referindo-se aos homens do Departamento de Polícia Federal e Receita Federal.

 

Comite de recepcao da Amaszonas, ao lado de Joao Marcos Coelho. superintendente da Infraero em Mato Grosso

Comite de recepcao da Amaszonas, ao lado de Joao Marcos Coelho. superintendente da Infraero em Mato Grosso

Eliane Nogueira com recebeu o turista australiano Jason Watson

Eliane Nogueira com recebeu o turista australiano Jason Watson

 

 

 

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