Lacerda aposta em Mato Grosso contra o negativismo

MT: Fronteira em expansão
por JOSÉ LACERDA    

Fronteira em expansão era a característica da Capitania de Mato Grosso, ao ser criada em 9 de maio de 1748, após ser desmembrada da Capitania de São Paulo pelo rei de Portugal e dos Algarves, Dom João. Por isso, essa data é relembrada, nos dias de hoje, para comemorar o aniversário de Mato Grosso.

Até o século XVIII, o atual estado de Mato Grosso – como quase todo o Centro-Oeste e a Região Norte – conforme o Tratado de Tordesilhas, pertencia à Espanha. Ao criar a Capitania de Mato Grosso, a prioridade era vigilância e proteção das fronteiras, garantindo a posse do novo território.

Fronteira em expansão voltou a caracterizar o estado de Mato Grosso, atualmente, com outro significado: expansão econômica, do agronegócios e do mercado internacional.

Na divisão de Mato Grosso pelo Decreto nº 31 de 1977, o governo federal alega dificuldade em desenvolver a região diante de grande extensão e diversidade. O norte do estado, menos populoso, mais pobre – sustentado pela agropecuária extensiva e às voltas com graves problemas fundiários – enfrentou todos os desafios. No desmembramento do estado, também perdeu-se uma parte do território para Rondônia. Dos 93 municípios, com a divisão do estado Mato Grosso ficou com apenas 38. Hoje, o estado é composto por 141 municípios.

Em 1970, a população mato-grossense era cerca de 600 mil habitantes. Em 1980, após a divisão, houve um crescimento de 85%, passando para mais de um milhão de habitantes. Hoje são mais de 3 milhões de habitantes.

Mesmo com todos os problemas herdados com a infraestrutura de transporte e logística, os quais vem sendo superados nesses últimos 20 anos, hoje Mato Grosso é destaque nacional, sendo o primeiro no ranking da produção de grãos, com previsão de colheita de 36,5 milhões de toneladas (correspondente a 23% da produção nacional e aumento de 17,3%) e com o maior rebanho bovino, totalizando 29 milhões de cabeças.

Essa potencialidade de produção de alimentos faz nosso estado ter o perfil voltado ao comércio externo, tanto interestadual como internacional, já que há um excedente na produção.

Mato Grosso poderá suprir grande parte da demanda de alimentos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o estado possui 90 milhões de hectares úteis para a agricultura e explora, atualmente, apenas 5 milhões de hectares.

Importante é lembrar que a expansão das fronteiras agrícolas do estado se deve pelo uso da alta tecnologia, produtividade e sustentabilidade. Pesquisa internacional, aponta que entre 2006 e 2010, a produção de soja no estado aumentou mais de 30%, e, paralelamente ao crescimento da produção agrícola, também diminuiu 30% da derrubada de árvores. Na Revista Veja, edição 2251, de 11 de janeiro, o professor Stanford Thomas C. Heller, um dos mais influentes especialistas em política ambiental, coloca Mato Grosso em destaque no país, como exemplo de sucesso da relação produtividade e meio ambiente.

É favorável situação econômica financeira de Mato Grosso, com avaliação positiva do estado feita pela Agência de Risco Internacional Moody’s, que abre mais as portas para a entrada de investidores. Prova disso, é que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) deu o aval para a reestruturação dos resíduos da dívida pública do estado.

Também, o governador Silval Barbosa obteve autorização do STN para tomar empréstimos do BNDES e Banco do Brasil, no valor de R$ 1,5 bilhão para investir no Programa MT-Integrado, na pavimentação asfáltica de 44 municípios.

Com todas as perspectivas positivas do estado, incluindo as obras de preparação da Copa do Mundo, a modernização da mobilidade urbana, a implantação do VLT no transporte público, ainda assim, há alguns segmentos que insistem em desqualificar o estado e o governo, impondo um negativismo e força contrária. A história de Mato Grosso comprova que os desafios e os enfrentamentos se fazem com a força da união e das pessoas nativas ou que adotaram o estado para trabalhar em favor do crescimento e da melhoria de vida.

*JOSÉ LACERDA é secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso.

Categorias:Jogo do Poder

2 Comentários

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  1. - IP 177.60.7.130 - Responder

    Esse governo SILVAL Barbosa com Lacerda falando contra negatividade é pra acabar com Piqui de Goiás !!!! O Lacerda por si só e a mais pura essência da negatividade …
    Volta Eder Moraes !!!! Governo ficou sem pai e sem mãe …

  2. - IP 201.15.103.178 - Responder

    SEJA COMO SEJA. UMA COISA É CERTA, QUE MATO GROSSO É REALMENTE UM GRANDE CELHEIRO DO PAÍS, TANTO EM PRODUÇÃO DE GRÃOS, QUANTO NA PECUÁRIA. QUANTO AOS PROBLEMAS, É POR DEMAIS SABIDO QUE O MUNDO TODO TEM, PORÉM MATO GROSSO, DESDE SEUS DESMEMBRAMENTO OCORRIDO EM 1977, TEM TOMADO O RUMO CERTO E É ATUALMENTE SIM REFERÊNCIA NACIONAL DE DESEMVOLVIMENTO. JÁ, RELATIVAMENTE AO EMPRÉSTIMO QUE O GOVERNADOR SILVAL BARBOSA ESTÁ AUTORIZADO A CONTRAIR (UM BILHÃO E MEIO DE DÓLARES), ESPERO QUE O QUINHÃO DE MIRASSOL D’OESTE SEJA REPASSADO. TENHO ORGULHO DE TER FIXADO EM MT HÁ 40 ANOS. PARABÉNS MATO GROSSO TERRA DE TODOS NÓS.

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