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BARRADO NO SHOPPING PANTANAL: Juíza Patrícia Ceni condena o Cinema Multiplex Pantanal a pagar R$ 6 mil de indenização por danos morais a cadeirante que foi impedido de assistir a pré-estréia de filme de Harry Porter nas acomodações destinadas a portadores de necessidades especiais. LEIA A DECISÃO

Juíza Patrícia Ceni condena Multiplex Pantanal a indenizar cadeirante by Enock Cavalcanti

Harry Porter, personagem de fílmes de grande apelo popular, e a juíza Patrícia Ceni, do 3º Juizado Especial de Cuiabá

Harry Porter, personagem de fílmes de grande apelo popular, e a juíza Patrícia Ceni, do 3º Juizado Especial de Cuiabá

Justiça condena cinema de Cuiabá por danos morais

A juíza do 3º Juizado Especial de Cuiabá, Patrícia Ceni, condenou o Cinema Multiplex Pantanal a pagar R$ 6 mil por danos morais a um rapaz portador de necessidades especiais que teve um direito desrespeitado. O autor da ação relata que a empresa negou uma cortesia para que ele pudesse assistir à pré-estreia do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte, sendo que o benefício é previsto em lei.

O cinema alegou que a sessão já estava lotada. No entanto o requerente afirma que diante da negativa e da situação vexatória na qual estava sendo exposto, adquiriu um ingresso de uma das pessoas que estavam na fila pelo valor de R$ 9. Ao entrar na sala, percebeu que os lugares reservados para cadeirantes estavam livres.

Na audiência de conciliação, o Multiplex Pantanal argumentou que a cortesia não foi cedida ao portador de necessidades especiais devido ao fato de que todos os lugares estavam ocupados. Dessa forma, salientou ter oferecido ao reclamante cortesia para que pudesse assistir ao filme em outra sala.

A juíza entendeu que é aceitável a justificativa da empresa de que pré-estreias como a do longa-metragem em questão são, notoriamente, sucessos de bilheteria, fazendo com que as cortesias se esgotem previamente. Contudo, segundo a magistrada, o estabelecimento tem o dever de manter controle sobre a entrega e destinação do benefício, o que não houve neste caso.

De acordo com todos os documentos apresentados, a juíza sustenta que o autor da ação “foi visivelmente prejudicado e humilhado pela atitude indevida, indelicada, e, pasme, ilegal dos prepostos da empresa reclamada que, visando o lucro desenfreado e a propaganda de ‘sucesso retumbante’ de pré-estreia, simplesmente menosprezaram direito legalmente estabelecido aos portadores de necessidades especiais”.

“A sociedade que tem que se adaptar para receber as pessoas portadoras de necessidades especiais. Em outras palavras, a sociedade deve ser inclusiva, comportando toda a diversidade de pessoas, sem que para isso, precise haver qualquer tipo de diferenciação do modo como os indivíduos são tratados ou nas oportunidades que lhe são oferecidas”, diz trecho da decisão.

O cinema também terá que restituir o dobro do valor pago pelo cliente no dia do fato, ou seja, R$ 18, a título de danos materiais.

2 Comentários

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  1. - IP 201.67.99.31 - Responder

    Fazendo a correção necessária:
    Desde 2004 , foi abolido o nome “Portador de Necessidades Especias” , visto que ninguém “porta” uma deficiencia , sendo sim uma caracteristica dessas pessoas.
    Convencionou-se com aval da ONU , que o nome correto é Pessoa com deficiencia , ( visual , motora, intelectual….)
    A ação é necessária para que haja respeito às leis de acessibilidade.

  2. - IP 200.163.53.226 - Responder

    Esta notícia possui um equívoco, a Drª Patrícia Ceni responde pelo 2º Juizado e não pelo 3º conforme apontado na matéria.

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